Políticas públicas para as Altas Habilidades/Superdotação: incluir ainda é preciso

Autores

  • Susana Graciela Pérez Barrera Pérez Conselho Brasileiro para Superdotação(ConBraSD)/Associação Gaúcha de Apoio às Altas Habilidades/Superdotação (AGAAHSD), Porto Alegre, Rio Grande do Sul
  • Soraia Napoleão Freitas Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.5902/1984686X14274

Palavras-chave:

Altas Habilidades/Superdotação, Políticas públicas, Inclusão.

Resumo

http://dx.doi.org/10.5902/1984686X14274

O presente artigo analisa as políticas públicas brasileiras para alunos com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD), considerando a legislação vigente à data, verificando como causas da carência e precariedade o atrelamento da oferta do atendimento educacional especializado a uma demanda que ainda não é aferida; a deficiente compreensão das realidades educacionais regionais, a circunscrição dos dispositivos exclusivamente ao âmbito educacional; o pouco conhecimento (ou mesmo desconhecimento) das leis, normas e documentos norteadores e das reais dificuldades e necessidades destes estudantes e o preconceito ideológico. Conclui que a real inclusão dos alunos com AH/SD requer a correta identificação e registro desses estudantes nos censos escolares; a promoção de um conhecimento mais aprofundado da legislação, normas e documentos norteadores e de sua fiscalização pelos poderes públicos; a necessária formação inicial e continuada de professores, profissionais e gestores sobre as AH/SD e suas necessidades; o apoio técnico e financeiro e a fiscalização do trabalho desenvolvido pelos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação. Requer, também, mecanismos legais que garantam o acesso ao atendimento educacional especializado da grande maioria de estudantes com AH/SD brasileiros, filhos de famílias de classes desfavorecidas, que não possuem recursos financeiros e/ou culturais para garantir esse direito, assim como a eliminação das barreiras econômicas, culturais e atitudinais como objetivo dos dispositivos que garantem a acessibilidade das pessoas com necessidades educacionais especiais; a indispensável inclusão de módulos de formação específica para o atendimento educacional especializado nos cursos de capacitação e especialização oferecidos pelos órgãos públicos e, finalmente, a eliminação do infundamentado preconceito ideológico.

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Biografia do Autor

Susana Graciela Pérez Barrera Pérez, Conselho Brasileiro para Superdotação(ConBraSD)/Associação Gaúcha de Apoio às Altas Habilidades/Superdotação (AGAAHSD), Porto Alegre, Rio Grande do Sul

Doutora em Educação pela PUC-RS, Presidente e sócia fundadora do ConBraSD, membro do Conselho técnico da Associação Gaúcha de Apoio às Altas Habilidades/Superdotação

Soraia Napoleão Freitas, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, Rio Grande do Sul

Doutora em Educação (UFSM), Professora pesquisadora PQII, Departamento de Educação Especial

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Publicado

2014-09-23

Como Citar

Pérez, S. G. P. B., & Freitas, S. N. (2014). Políticas públicas para as Altas Habilidades/Superdotação: incluir ainda é preciso. Revista Educação Especial, 27(50), 627–640. https://doi.org/10.5902/1984686X14274

Edição

Seção

Dossiê: Altas Habilidades/Superdotação

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