Revista Educação Especial https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial <p style="text-align: justify;">A Revista <strong>Educação Especial</strong> tem como finalidade veicular somente artigos inéditos na área de Educação Especial, provenientes de pesquisas e práticas articuladas no campo. A Revista é organizada em sessões de <strong>Dossiê</strong>, <strong>Publicação Contínua</strong>, sendo que os primeiros textos de publicação contínua, volume único anual, atendem à demanda do fluxo contínuo e é organizado na forma de Dossiê Temático. A revista tem o <strong>Português (Brasil)</strong> como idioma principal, mas os textos podem também ser escritos em <strong>inglês</strong>, <strong>espanhol</strong> e <strong>francês</strong>.</p> Universidade Federal de Santa Maria pt-BR Revista Educação Especial 1984-686X <p><strong>DECLARAÇÃO DE ORIGINALIDADE E DIREITOS AUTORAIS</strong></p><p> </p><p>Declaramos o artigo a ser submetido para avaliação na Revista Educação Especial (UFSM) é original e inédito, assim como não foi enviado para qualquer outra publicação, como um todo ou uma fração.</p><p>Também reconhecemos que a submissão dos originais à Revista Educação Especial (UFSM) implica na transferência de direitos autorais para publicação digital na revista. Em caso de incumprimento, o infrator receberá sanções e penalidades previstas pela Lei Brasileira de Proteção de Direitos Autorais (n. 9610, de 19/02/98).</p><p><a href="https://docs.google.com/document/d/1YRcFnmMpjVKZ08kNIwxfhyDRrG4BEnWBJOdnUO2PgOM/edit?usp=sharing"> Link para a declaração.</a></p><p style="color: #000000; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: auto; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: auto; word-spacing: 0px;"> </p><p style="color: #000000; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: auto; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: auto; word-spacing: 0px;"><a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/"><img style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc/3.0/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a><br />This work is licensed under a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/">Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0)</a></p> Atendimento Educacional Especializado para estudantes com deficiência intelectual na Educação de Jovens e Adultos: vozes da pesquisa científica na área (2008-2020) https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/65908 <p class="CorpodoResumo">Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa bibliográfica desenvolvida a partir de mapeamento realizado no Banco de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior–CAPES, no período compreendido entre os anos de 2008 até 2020 sobre atendimento educacional especializado, para alunos com deficiência intelectual, nos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio da Educação para Jovens e Adultos. Objetivou-se analisar as diferentes vozes da produção científica na área nesse período. A partir do emprego dos descritores: Educação de Jovens e Adultos, Deficiência Intelectual e Atendimento Educacional Especializado e, tendo como grande área do conhecimento Ciências Humanas e área do conhecimento Educação Especial e Educação de Jovens e Adultos, foram selecionadas 17 produções, sendo 10 dissertações e sete teses. Os dados foram organizados a partir da Análise de Conteúdo. A investigação constatou que a pesquisa que contempla a constituição e disponibilidade do atendimento educacional especializado para jovens adultos ou idosos com deficiência intelectual, nos anos finais do Ensino Fundamental ou Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos, ainda é incipiente. Esse atendimento é pouco materializado e estruturado de forma generalizante. Concluiu-se que o mapeamento dos estudos nessa área pode encorajar o delineamento de novas pesquisas sobre as especificidades e estruturação do atendimento a esse público.</p> Olga Mara Bueno Rita de Cássia da Silva de Oliveira Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ 2022-04-13 2022-04-13 e2/1 26 10.5902/1984686X65908 Práticas educacionais realizadas no Pavilhão Escola Bourneville: um estudo por meio da Sociologia das Ausências em relação ao autismo https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/65972 <p>O presente estudo visa entender quais foram as práticas educacionais e pedagógicas em relação ao autismo, no período do higienismo no Brasil, um tempo em que a nosologia não empregava este termo. Como o conceito de autismo não era utilizado, o estudo elege por referência peculiaridades de algumas crianças e jovens com autismo, tais como a inquietação, a incomunicabilidade e a deficiência intelectual. Este texto adota como <em>lócus</em> de estudo o Pavilhão Escola Bourneville para crianças anormais, situado no Hospício Nacional de Alienados do Rio de Janeiro. O objetivo central é analisar como, historicamente, foram se constituindo as práticas educativas e pedagógicas de exclusão escolar em relação às crianças e jovens, no início do século XX, no Brasil. A organização e análise das informações foi feita à luz do aporte teórico em Boaventura de Sousa Santos e na abordagem histórico-cultural. A revisão de literatura foi utilizada e o trabalho de tradução serviu como análise da metodologia da pesquisa. Como categoria de análise, o estudo se deteve nas práticas do que foi feito enquanto tratamento, bem como na orientação de práticas aos docentes no Pavilhão Escola Bourneville. Neste estudo foi possível averiguar como tratamento e educação, a tradução dos procedimentos utilizados na Europa, como forma de razão metonímica e a pouca referência aos processos psíquicos superiores.</p> Fernanda Ferreyro Monticelli Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ 2022-04-13 2022-04-13 e3/1 23 10.5902/1984686X65972 A manifestação da ludicidade na hospitalização infantil: do ambiente às práticas ludo-terapêuticas https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/66968 <p class="CorpodoResumo"><span style="letter-spacing: -.1pt;">A hospitalização infantil é um dos desafios que se coloca para os serviços de saúde no Brasil, especialmente na manutenção dos direitos da criança e na (re) significação da doença. Nesse contexto, a ludicidade se revela um recurso essencial de apreensão e representação da realidade infantil, bem como na aquisição de habilidades biopsicossociais ao longo do seu processo de desenvolvimento humano, mesmo quando hospitalizada. Em face do exposto, o objetivo deste estudo foi identificar experiências sobre a manifestação da ludicidade por meio do ambiente físico e das práticas ludo-terapêuticas na hospitalização infantil. Metodologicamente, trata-se de uma revisão integrativa de literatura nacional e internacional nas bases de dados da Scopus, Web of Science e SciELO, selecionando-se 21 artigos publicados entre 2010 e 2020. Os dados foram interpretados pela análise temática de conteúdo. Os resultados apresentaram evidências positivas sobre as possibilidades da ludicidade relacionadas à saúde e ao bem-estar da criança hospitalizada quando inseridas adequadamente em ambientes e espaços projetados com design lúdico e equipe multidisciplinar capacitada para atuar com a ludoterapia. Constatou-se ainda evidências que orientam o design, a organização e o funcionamento adequados na elaboração de um ambiente lúdico, bem como estratégias, técnicas e instrumentos ludo-terapêuticos e medidas adicionais de segurança sanitária destinadas à manutenção do ambiente. Considera-se que é preciso repensar a organização e o funcionamento dos ambientes infantis, oportunizando uma rede multidisciplinar de maior acessibilidade e inclusão com toda a comunidade hospitalar para alcançar um ambiente lúdico à criança enferma.</span></p> Roger Trindade Pereira Carmem Lucia Artioli Rolim Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ 2022-04-13 2022-04-13 e7/1 25 10.5902/1984686X66968 Ensino de Química em Libras: Estado da Arte de sinais-termo químicos no Brasil https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/64156 <p>Em um mundo em que as diferenças são marginalizadas, alunos surdos tendem a ser deixados de lado por conta da imposição oralista da comunicação. Contra essa corrente, esse artigo tem como objetivo a elaboração de um Estado da Arte de pesquisas que se debruçam no desenvolvimento e/ou compilação de sinais-termo para serem utilizados no ensino de Química. Ao investigar as plataformas de periódicos CAPES e BDTD utilizando as palavras-chave: Libras, Química, glossário, sinal e sinal-termo, identificou-se nove pesquisas, sendo a primeira publicada no ano de 2011. Todas as pesquisas são dissertações de mestrado vinculadas principalmente a áreas de concentração de educação/ensino de Ciências ou Química, revelando a preocupação desses profissionais no processo de ensino e aprendizagem de estudantes surdos. Analisando a organização dos glossários encontrados, percebe-se minúcias que dificultam o acesso e entendimento dos verbetes, bem como compreensão da sinalização disposta. Ao total, foram identificadas 286 palavras diferentes presentes nas pesquisas, 355 sinais-termo para representá-las e, apesar disso, diversas palavras importantes do contexto químico não tiveram sinalização encontrada. Desse modo, a produção de glossários de sinais-termo químicos em Libras apresenta-se como temática de estudo com diversas possibilidades a serem aprimoradas e exploradas.</p> Maitê Thainara Barth Fernanda Luiza de Faria Fabiana Schmitt Corrêa Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ 2022-04-13 2022-04-13 e10/1 28 10.5902/1984686X64156 Formação de pedagogos para o contexto inclusivo: um estudo de revisão https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/65513 <p>A formação inicial e continuada de professores tem sido tema de discussão em pesquisas que abordam a inclusão escolar. Nesse sentido, apresentamos na fundamentação teórica autores como Adorno, Costa, Crochík, Diniz, Gatti, Michels, Mantoan e Tardif que contribuíram no intuito de compreender a relação entre a formação docente nos anos iniciais e a educação inclusiva. Este trabalho tem por objetivo analisar as pesquisas que abordam a formação do pedagogo, com foco na sua atuação em contextos escolares inclusivos, publicadas na base de dados SciELO Brasil, no período de 2005 a 2020. Com abordagem qualitativa, do tipo revisão bibliográfica, a pesquisa analisou publicações voltadas à temática em questão. A busca identificou nove pesquisas que atendiam aos critérios estabelecidos. Os artigos originaram duas categorias de análise: i) educação inclusiva e a formação docente para os anos iniciais; ii) inclusão: alguns desafios e fatores relacionados à sua implementação. A investigação evidenciou a procura por uma formação que possibilite conhecimentos relacionados à abordagem da deficiência, com aporte em estratégias que favoreçam a prática pedagógica na perspectiva inclusiva. Foi possível identificar que o modelo médico da compreensão da deficiência é predominante nos trabalhos analisados, fazendo-se presente nas propostas curriculares e orientando a prática de muitos professores que tomam por base a deficiência dos estudantes para balizar as atividades propostas com fundamento nas características apresentadas pela deficiência dos alunos. A partir dos resultados, consideramos pouco significativo o número de estudos relacionados à formação do pedagogo na perspectiva inclusiva, especificamente aqueles voltados aos anos iniciais do ensino fundamental. Consideramos a necessidade de novas pesquisas com o intuito de corroborar, refutar e/ou ampliar os dados aqui apresentados.</p> Shirlene Gomes da Silva Oliveira Viviane Borges Dias Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-04-13 2022-04-13 e11/1 21 10.5902/1984686X65513 A percepção do termo zoé no decorrer da história https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/67728 <p>Este artigo traz para o debate sete modelos teóricos de percepção da <em>zoé</em>, termo grego para designar indivíduos caracterizados como excluídos da sociedade. Os modelos teóricos para essa percepção são: maldição dos deuses, exigência milagrosa, ação demoníaca, tratamento médico, normalização, opressão social e diversidade. Trata-se de uma pesquisa documental e bibliográfica, tendo como fonte trechos do Velho e do Novo Testamento – na Bíblia cristã –, da legislação brasileira e de livros que tratam do assunto. Os resultados indicam uma evolução nas percepções dos indivíduos caracterizados como <em>zoé</em>, mas, esses modelos não foram capazes de subverter a situação de exclusão social e de valorizá-los enquanto pessoas humanas.</p> Cyntia França Cavalcante de Andrade da Silva José Anchieta de Oliveira Bentes Waldma Maíra Menezes de Oliveira Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial (UFSM) https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ 2022-04-13 2022-04-13 e13/1 18 10.5902/1984686X67728 Ambientes físicos inclusivos a crianças com Transtorno do Espectro Autista: uma revisão de literatura https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/68331 <p class="CorpodoResumo">O presente artigo objetiva investigar quais características físicas podem auxiliar na concepção de ambientes inclusivos a crianças com Transtorno do Espectro Autista, de maneira a auxiliar na diminuição de crises comportamentais e no desenvolvimento de novas habilidades e competências. Para isso, realizou-se uma revisão integrativa da literatura, objetivando sistematizar estudos publicados entre 2011 e 2021 que abordam sugestões espaciais para a concepção de ambientes inclusivos a crianças com TEA. A busca foi realizada no Portal de Periódicos CAPES. Foram encontrados 540 artigos. Aplicados os critérios de exclusão, foram analisados 42 artigos na íntegra. Por fim, 22 artigos foram incluídos no escopo da revisão. Os resultados dos estudos foram categorizados em cinco temáticas: legibilidade espacial; organização em compartimentos; zoneamento sensorial; diversidade de configurações espaciais; e segurança. A análise de dados evidenciou o protagonismo do controle sensorial do ambiente para sua adequação às necessidades de crianças dentro do espectro. Identificou-se a demanda por novos estudos empíricos com foco na intervenção física e sensorial e na e avaliação de espaços inclusivos ao autismo, abrangendo maior amostra populacional em seu corpo de análise.</p> Mariana Ribeiro de Castro Karla Patrícia Martins Ferreira Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ 2022-04-13 2022-04-13 e15/1 19 10.5902/1984686X68331 Produção acadêmica sobre escolarização da criança com fissura lábio palatina https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/48476 As fissuras lábio palatinas (FLP) são malformações congênitas que afetam a região facial, cuja fenda ou abertura comunicam as regiões oral e nasal, provocando escape de ar pelo nariz e voz hipernasalizada. É frequentemente encontrada em nossa população, tendo a prevalência de uma criança para 650 nascimentos. A escolarização de crianças com FLP é um tema pouco explorado cientificamente. Os estudos e pesquisas sobre as FLP tratam, predominantemente, dos aspectos clínicos, funcionais e de reabilitação da malformação. Esta pesquisa teve como objetivo oferecer uma visão geral da produção acadêmica sobre a temática, afim de revelar quais conhecimentos trazem as pesquisas no campo da educação e destacar, nessa produção, os estudos que investigaram as necessidades da população de crianças com FLP na escolarização. Para tanto, utilizou-se um levantamento bibliográfico da produção científica no período compreendido entre 1990 a 2017. Foram encontrados 10.146 trabalhos e selecionados 21 estudos que abordavam algum aspecto da escolarização de crianças com FLP, sendo: 12 artigos, seis dissertações e três teses. Os resultados obtidos no levantamento permitiram verificar que, apesar de encontrar pesquisas sobre as malformações orofaciais na literatura, os estudos ainda são limitados quando se trata de investigar as experiências de crianças com FLP na escola. Constatou-se a escassez na produção acadêmica de estudos que aprofundassem a discussão das questões sobre a escolarização de crianças com FLP e as dificuldades que esta criança enfrenta especialmente na vida escolar. Glorismar Gomes da Silva Maria Stella Coutinho Alcântara Gil Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-05-23 2022-05-23 e17/1 18 10.5902/1984686X48476 Superdotação e transtorno de Asperger: características, educação e estudos empíricos https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/68618 <p>Os superdotados podem apresentar dificuldades comportamentais, emocionais ou de aprendizagem. Na literatura, a sobreposição dessas características tem sido denominada dupla excepcionalidade. A identificação do indivíduo superdotado com transtorno de Asperger constitui um desafio para profissionais, professores e pais devido às semelhanças existentes entre ambas as condições. O objetivo deste artigo é apresentar características dessa dupla excepcionalidade e suas implicações para o atendimento de estudantes em uma perspectiva educacional inclusiva, bem como discutir resultados de estudos empíricos sobre essa condição a partir de uma revisão narrativa da literatura. Analisaram-se os estudos que apresentavam como objeto de investigação o indivíduo superdotado com transtorno de Asperger. Foi constatada a existência de um reduzido número de pesquisas empíricas que tratam exclusivamente dessa dupla excepcionalidade. Conclui-se que a identificação precoce, a formação adequada dos professores, a participação da família e a exposição a um ambiente adequado de aprendizagem são fatores essenciais para promover a inclusão educacional e o sucesso acadêmico dos alunos superdotados com transtorno de Asperger.</p> Waleska Karinne Soares Coutinho-Souto Denise de Souza Fleith Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-05-23 2022-05-23 e18/1 21 10.5902/1984686X68618 Ensino de habilidades sociais para pessoas com transtorno do espectro autista: uma revisão sistemática https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/65428 <p>Esta revisão sistemática trata-se de um levantamento bibliográfico sobre os tipos de treinos de habilidades sociais para pessoas com Transtorno do espectro autista abordados na literatura especializada. A busca dos textos foi realizada em diferentes plataformas, tais como <em>PubMed e Scientific Electronic Library Online</em> (SciELO). Os artigos escolhidos foram obtidos na íntegra e examinados conforme os critérios estabelecidos. Foram identificados diferentes modelos e ferramentas de ensino de habilidades sociais, entre eles, a utilização da musicoterapia, ferramentas virtuais, intervenção baseada na interação entre pares, atividades lúdicas e procedimentos tradicionais e estruturados. As principais habilidades abordadas nas pesquisas foram contato visual, atenção compartilhada, conversação, fazer comentários, compartilhar brincadeiras, reconhecimento de emoções e teoria da mente. As pesquisas indicaram que o ensino de habilidades sociais para pessoas com Transtorno do espectro autista proporciona progressos nesse no repertório social, independente do modelo de ensino aplicado. Sendo assim, esse trabalho foi relevante pelo fato de reunir diferentes pesquisas acerca da mesma temática, podendo contribuir na escolha de modelos de ensino a serem aplicados com pacientes que possuem diferentes repertórios e necessidades, sobretudo em contexto clínico.</p> Cynthia Alves Felix Sousa Henrique Jonathan Nascimento de Araújo Mayara Ferreira Barbosa Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-06-28 2022-06-28 e19/1 16 10.5902/1984686X65428 Quem são e onde estão os universitários cegos no Brasil? https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/65373 <p class="CorpodoResumo"><span style="letter-spacing: .1pt;">A compreensão do perfil e dos aspectos institucionais e acadêmicos que envolvem os estudantes cegos no ensino superior se mostra de grande relevância para a reflexão sobre a efetividade das políticas afirmativas já existentes e como forma de subsidiar ações mais assertivas em relação ao atendimento especializado a esse público. O artigo é de cunho quantitativo e exploratório baseado em dados secundários dos microdados do Censo do Ensino Superior de 2018 (CenSup). Ele descreve o perfil e a inserção de estudantes cegos em Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e privadas brasileiras, de acordo com características sociodemográficas e institucionais. Os dados foram analisados utilizando estatística descritiva. Em 2018, 2.537 estudantes cegos haviam se matriculado, 37,8% em IES públicas e 62,2% em IES privadas. Nesse cenário, duas questões orientam este estudo: em que tipo de instituição e área de conhecimento se dá a inserção desses estudantes? E, qual seu perfil sociodemográfico? Os resultados mostram a prevalência de matrículas de estudantes cegos na rede privada, distribuídas em 462 Instituições de Ensino Superior (IES), principalmente no segmento universidades (60,9%) e na modalidade de ensino presencial (75,8%). Os cursos superiores mais frequentados são nas áreas de Educação, Negócios, Administração e Direito. A maioria desses estudantes é do sexo masculino (55%), autodeclarados brancos (45,4%) e na faixa etária de até 30 anos de idade (62,9%).</span></p> Margareth de Oliveira Olegario Teixeira Rosileia Lucia Nierotka Geomara Balsanello Alicia Maria Catalano de Bonamino Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ 2022-04-13 2022-04-13 e1/1 19 10.5902/1984686X65373 Ser professor de Física em contextos escolares inclusivos https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/66804 <p class="CorpodoResumo">Este artigo compreende resultados de uma pesquisa com abordagem qualitativa, cujo objetivo principal foi analisar como os professores de Física vivenciam o processo de inclusão de estudantes público-alvo da Educação Especial em turmas regulares. Para atingir tal objetivo, a pesquisa foi organizada em duas etapas com a participação de vinte e seis professores de Física da rede estadual de Minas Gerais, da cidade de Uberlândia. A coleta de dados foi realizada a partir da utilização de questionário e entrevista semiestruturados. Para a interpretação dos dados foram adotadas estratégias inspiradas na Análise de Conteúdo. A pesquisa evidenciou que os professores não se sentem aptos para desenvolver suas práticas com turmas diversificadas, o que pode ser justificado pelas lacunas provenientes da formação inicial e dificuldades em realizar uma formação continuada direcionada a esse público. Outro fator ressaltado foi a ausência de uma rede de apoio que os auxiliem neste percurso. É importante que os currículos, métodos avaliativos e formação do corpo escolar sejam repensados de forma a contemplar uma inclusão mais efetiva. Ficou evidente a falta de diálogo com o professor de Apoio, o que fortalece o abismo no processo educacional e priva a participação dos estudantes das atividades escolares. São inúmeras as inquietações geradas a respeito dessa temática, sendo necessária a construção de uma cultura escolar que contemple a diversidade presente nesse ambiente e, principalmente, promova a desconstrução da concepção da presença do estudante público-alvo somente para socialização, esquecendo que este pode desenvolver o conhecimento científico com o auxílio do docente.</p> Heloisa Fernanda Francisco Batista Sandro Rogério Vargas Ustra Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ 2022-04-13 2022-04-13 e6/1 25 10.5902/1984686X66804 Terminalidade Específica na educação superior como escuta da diversidade https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/68333 <p>Este artigo refere-se a um recorte de uma pesquisa de mestrado desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Educação na Universidade da Região de Joinville (SC), na linha de pesquisa Trabalho e Formação Docente, e se propôs a investigar a utilização de Terminalidade Específica (TE) na educação superior. Para tanto, entrevistamos uma professora do curso de Educação Especial da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) que planejou e executou TE para uma estudante público-alvo da educação especial. Como objetivo geral nossos esforços se concentraram em identificar os elementos críticos-reflexivos que motivaram a professora durante o planejamento e aplicação da TE. Para entender as razões fez-se necessário seguir com alguns delineamentos na pesquisa, ou seja, a possibilidade de tratar a TE em um cenário de inclusão de estudantes público-alvo da educação especial na educação superior, vindo ao encontro com as necessidades de reduzir a evasão e possibilitar a progressão dos estudos com conhecimentos suficientes que a formação requer para a qualificação profissional. A pesquisa se caracterizou como qualitativa e exploratória, do tipo estudo de caso, uma vez que foi possível conhecer mais sobre a aplicabilidade da TE no contexto da Universidade. Como resultado verificamos que a TE tornou-se possível com o empenho da professora a partir do que considerou ser importante para iniciar a etapa, a qual chamou de “escuta da diversidade”, aliada às parcerias que estabeleceu durante o processo formativo da estudante, que envolveu uma equipe multiprofissional ligada a outras áreas e setores da UFSM.</p> Daniele Claudia Miranda Sonia Maria Ribeiro Rita Buzzi Rausch Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ 2022-04-13 2022-04-13 e8/1 18 10.5902/1984686X68333 Discalculia enquanto (a)normalidade: abordagem na formação inicial de professores de matemática e em periódicos https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/44084 <p>Este artigo tem como objetivo analisar a discalculia enquanto transtorno de aprendizagem e sua abordagem na formação inicial de professores de Matemática. O trabalho sustentou-se em Souza e Gallo (2002) na tentativa de apontar uma interseção entre esse transtorno e o que tais autores apresentam enquanto (a)normalidade. Em seguida os debates se ancoraram em Pimentel e Lara (2013) e Bastos (2006) para refletir sobre esse transtorno em específico. De modo a investigar o debate que tem sido feito em torno dessa temática, esse artigo se estrutura sob os seguintes momentos: Inicialmente o texto se dispõe a investigar a Discalculia na formação dos professores de Matemática em Goiás por meio de suas matrizes curriculares buscando identificar o espaço propiciado para esse tipo de diálogo nesses cursos. Em seguida, analisa esse tema em duas revistas eletrônicas da área de Educação Matemática e Educação Especial levantando uma amostra sobre a frequência de dados sobre esse assunto e as implicações da promoção (ou não) desse diálogo. Enquanto resultado, percebeu-se que esse transtorno de aprendizagem não é abordado na formação inicial de professores e que o número de obras nos periódicos analisados não é expressivo, corroborando para que tais sujeitos continuem na condição de (a)normais no núcleo de suas salas de aula.</p> Ewerson Tavares da Silva Sandra Regina Longhin Jordana de Oliveira do Amaral Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ 2022-04-13 2022-04-13 e9/1 15 10.5902/1984686X44084 A percepção dos professores de Física sobre a inclusão de estudantes com deficiência visual: uma pesquisa quantitativa https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/66730 <p>Neste artigo examinamos as percepções dos professores de Física dos Ensinos Médio e Superior em relação ao ensino inclusivo de estudantes com deficiência visual. Decidimos reaplicar um questionário aplicado a professores de diversas áreas em três universidades em Gana, a fim de verificar diferenças e semelhanças entre o resultado daquela pesquisa, quando comparada com professores brasileiros de apenas uma área de estudo, a Física. Através da administração de um formulário eletrônico onde o participante deveria selecionar o grau de concordância, compomos uma amostra aleatória de 42 professores que trabalham em instituições públicas ou privadas. As afirmações estão divididas em quatro blocos: percepções gerais sobre inclusão, percepções sobre o conceito de inclusão, percepções sobre os tipos de deficiências e percepções sobre o apoio recebido de pessoas ou recursos. Os dados são analisados quantitativamente e comparações são feitas dentro da amostra utilizando o Teste t de <em>student</em>. O mesmo teste é feito para comparar nossa amostra com a amostra de Gana. Entre os resultados obtidos podemos destacar que não encontramos divergência entre gênero, nível de atuação ou setor (público/privado). No entanto, percebemos que os professores que participaram da nossa pesquisa possuem uma percepção mais negativa, em relação a resultados anteriores. As percepções menos favoráveis em nossa pesquisa indicam a necessidade de ampliação do debate sobre inclusão no meio acadêmico e a proposição de novas pesquisas para avaliar os fatores que levam a esse cenário, além da imprescindibilidade do desenvolvimento de práticas que possam conduzir a uma reversão nesse panorama negativo.</p> Márcio Velloso da Silveira Antonio Carlos Fontes dos Santos Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ 2022-04-13 2022-04-13 e12/1 31 10.5902/1984686X66730 Bullying envolvendo alunos com deficiência: análise a partir de uma revisão de literatura https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/67847 <p>Este artigo tem por objetivo identificar e analisar o que vem sendo discutido entre as pesquisas envolvendo o <em>bullying</em> e os alunos com deficiência bem como apresentar estratégias de enfrentamento e prevenção desse problema. Com o propósito de embasar esta análise, foi realizada uma revisão sistemática da literatura em trabalhos indexados nas bases de dados: <em>Scientific Electronic Library</em> <em>Online</em> (<em>Scielo</em>), Portal de Periódicos CAPES e Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES, no recorte temporal entre os anos de 2011 a 2021. Utilizando-se de critérios de inclusão e exclusão foram selecionados 16 trabalhos acadêmicos, os quais constituem a amostra deste estudo. Do processo analítico a partir das indicações da revisão sistemática, emergiram duas categorias: i) Relações interpessoais com/entre alunos com deficiência; ii) Estratégias de enfrentamento e prevenção do <em>bullying</em> envolvendo alunos com deficiência. A pesquisa evidenciou que os alunos com deficiência estão mais propensos a serem rejeitados e vitimizados na escola, por conta disso, entre as estratégias de prevenção e enfrentamento do <em>bullying</em> envolvendo esse público, destaca-se aquelas de caráter contextualista/interacionista, como preconiza a Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano (TBDH), por meio do fortalecimento das relações entre pares, a formação de professores e o fortalecimento do vínculo família-escola.</p> Mônica Tessaro Maria Teresa Ceron Trevisol Tania Mara Zancanaro Pieczkowski Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial (UFSM) https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ 2022-04-13 2022-04-13 e14/1 22 10.5902/1984686X67847 Dupla excepcionalidade: é possível identificar altas habilidades ou superdotação em adultos com deficiência visual? https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/66351 <p>O estudo buscou identificar altas habilidades ou superdotação (AHSD) em pessoas adultas com deficiência visual. Os objetivos específicos foram: verificar se os instrumentos aplicados Questionário de Identificação de Indicadores de Altas Habilidades/Superdotação – adultos (QIIAHSD-Adulto) e Questionário de Identificação de Indicadores de Altas Habilidades/Superdotação – Adulto – 2ª fonte (QIIAHSD-Adulto-2ª fonte) são eficazes para esse público. A pesquisa foi exploratória e descritiva, dividindo-se em: Estudo Piloto (EP) e Estudo Principal (EPP). Os instrumentos empregados foram: QIIAHSD-Adulto e QIIAHSD-Adulto-2ª fonte, adaptados em formulário eletrônico; e entrevista. Participaram 22 pessoas, com idades entre 21 e 80 anos. Os dados indicaram uma pessoa avaliada com dupla excepcionalidade (DE) no EP e quatro no EPP. Foi observado que a escola e a família têm papel fundamental no desenvolvimento de alunos com DE, podendo influenciar negativamente ao causar traumas ou positivamente, ao possibilitar apoio educacional, emocional e afetivo, que auxiliam a superarem dificuldades adversas consequentes do capacitismo. Os resultados também apresentaram que, mulheres com deficiência visual (DV) enfrentam situações relacionadas ao gênero, as quais dificultam a identificação de DE. O estudo considerou que os instrumentos QIIAHSD-Adulto e QIIAHSD-Adulto-2ª fonte são sensíveis à identificação de AHSD em pessoas com DV, e sugere que sejam readequados às necessidades específicas da DV.</p> Josana Carla Gomes da Silva Rosemeire de Araújo Rangni Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ 2022-04-13 2022-04-13 e4/1 27 10.5902/1984686X66351 Em busca do desenvolvimento e da consolidação de Culturas Inclusivas nos espaços escolares: contribuições de professores e de estudantes com deficiência visual https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/66454 <p>O trabalho tem por finalidade discutir a importância do desenvolvimento e da consolidação de Culturas Inclusivas nos espaços escolares como um conjunto de valores e ações, para que estudantes, com ou sem deficiência, possam ser acolhidos e tratados com equidade em seus processos de escolarização. Foram entrevistados três estudantes com deficiência visual e três professores de matemática de uma rede pública de ensino, em busca de suas percepções e experiências no que se refere ao período de adaptação à sala de aula e aos demais espaços escolares, às condições de trabalho, bem como aos aspectos que envolvem o ensino e a aprendizagem de matemática. Os resultados, discutidos à luz da análise de conteúdo, apontam para uma realidade escolar em que os alunos tiveram problemas de adaptação nos primeiros meses, dificuldades em estabelecer vínculos, e suas participações nas aulas, muitas vezes, se limitaram ao papel de ouvintes. Além disso, observaram-se atividades de ensino acontecendo fora da sala regular e a falta de oportunidades aos professores para que pudessem estar preparados para os desafios da diversidade, o que compromete o desenvolvimento de valores e culturas inclusiva, pilares de sustentação das políticas e das práticas. Tais valores, já previstos nas recomendações legais dos últimos anos, devem ser discutidos e desenvolvidos de forma intencional e coletiva, visando a minimização ou eliminação de barreiras atitudinais, comunicacionais, arquitetônicas e pedagógicas, sob o risco de retornarmos aos princípios da integração, período já superado pela educação brasileira, ao menos na teoria.</p> Fábio Garcia Bernardo Claudia Coelho de Segadas Vianna Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-04-13 2022-04-13 e5/1 21 10.5902/1984686X66454 O estudante com Transtorno do Espectro Autista nas universidades brasileiras https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/68655 <p class="CorpodoResumo"><span style="letter-spacing: .25pt;">A temática colabora na construção do conhecimento enquanto ciência, contribuindo socialmente no sentido de evidenciar se os direitos garantidos nas políticas educacionais asseguram o acesso e a permanência dos estudantes com transtorno do espectro autista das universidades. Esta pesquisa teve como principais objetivos analisar a trajetória de acesso e permanência dos estudantes com TEA matriculados em universidades federais nos cursos de graduação, discorrendo sobre as barreiras e os facilitadores apontados tanto pelas instituições quanto pelos estudantes com TEA. Houve a participação de quatorze estudantes e cinco coordenadores/as dos núcleos de acessibilidade que responderam questionários e também fizeram parte da entrevista semiestruturada. A investigação realizada foi um estudo de natureza qualitativa, com técnicas de análise de conteúdo. Como resultado, observou-se que os núcleos de acessibilidade são quem viabilizam as políticas institucionais para os estudantes PAEE, no entanto não podem ser vistos como único responsável para a acessibilidade e inclusão de estudantes PAEE (TEA) dentro da universidade. São poucos os recursos humanos e financeiros que compõem os núcleos de acessibilidade para o tamanho da demanda que atendem, tornando-se uma barreira. Os monitores foram considerados um apoio a mais para a inclusão e permanência do estudante com TEA nas universidades.</span></p> Vanessa Caroline Silva Laura Ceretta Moreira Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-04-13 2022-04-13 e16/1 25 10.5902/1984686X68655 Inclusão de estudantes com deficiência visual em uma Universidade Federal Mineira https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/66425 <p>No artigo apresentam-se resultados de uma pesquisa do tipo qualitativa, cujo objetivo foi o de descrever e analisar desafios vivenciados durante o percurso acadêmico de estudantes com deficiência visual matriculados em uma universidade federal, localizada no estado de Minas Gerais. Por meio de um roteiro de questões elaborado pelos pesquisadores e aplicado de forma remota, devido à pandemia da Covid-19, foi possível identificar, a partir dos relatos de cinco estudantes com deficiência visual da instituição, as principais dificuldades e os desafios enfrentados diariamente para acessar os diversos ambientes da universidade. Os resultados indicaram que a estrutura arquitetônica da universidade, em sua maioria, não atendia as necessidades dos estudantes no que diz respeito às condições de acessibilidade, apresentando, muitas vezes, obstáculos que comprometiam a mobilidade dos estudantes na universidade. Barreiras atitudinais também foram apontadas, dentre as quais, destacam-se situações vivenciadas pelos estudantes e relacionadas às atitudes negativas sobre as condições de deficiência por parte de seus professores, o que pode comprometer a permanência desses estudantes no Ensino Superior. Todavia, foram relatadas algumas situações que indicaram atitudes positivas dos docentes, os quais buscaram oferecer meios para adequar as aulas às possíveis demandas dos estudantes. Dentre as possíveis conclusões possibilitadas a partir dos resultados obtidos, ressaltou-se a importância de ampliar, junto a toda comunidade universitária, a discussão acerca das deficiências de modo a desconstruir estereótipos e preconceitos, os quais, muitas vezes, impõem-se como consideráveis barreiras no processo de inclusão de pessoas com deficiência no Ensino Superior.</p> Iago Henriques Sales Josiane Pereira Torres Copyright (c) 2022 Revista Educação Especial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-06-28 2022-06-28 e20/1 23 10.5902/1984686X66425