Edições anteriores

  • Edição Especial - 2/2020: Teatro Elisabetano e Jacobino: estudos textuais, teatrais e críticos

    Neste dossiê o conjunto de contribuições reunidas revela a amplitude dos estudos da Primeira Modernidade e em particular do teatro elisabetano e jacobino. Nele estão incluídos estudos de reconstituição textual e cênica, bem como o que poderíamos chamar da “posteridade” do período, suas reinterpretações ao longo da história por meio de adaptações, traduções e de interpretações críticas. De fato, se observamos o estado dos estudos que envolvem o período e em particular o teatro de Shakespeare, observamos, de um lado, esforços para reconstruir historicamente e arqueologicamente seus textos, suas práticas cênicas, sua ideologia própria, suas relações com o zeitgeist do período – por outro lado também observamos que o trabalho da crítica, da reinterpretação não se esgotaram. Os textos reunidos nesse dossiê, acolhido pela Revista Letras, possuem uma história em comum com a Jornada de Estudos Shakespeareanos. Tiffany Stern e Michael Dobson estiveram no Brasil e participaram da Jornada que ocorreu na USP em novembro de 2016, organizada por John Milton, Régis Augustus Bars Closel e Lavinia Silvares. Gary Taylor era um dos convidados desse mesmo evento que acabara por coincidir com o lançamento da New Oxford Shakespeare, inviabilizando, na ocasião, sua viagem ao Brasil. O tema do encontro foi "Shakespeare e seus contemporâneos", um assunto que coincide com o texto dos organizadores do evento Régis Augustus Bars Closel, Ricardo Cardoso e com a contribuição de Lavinia Silvares. Por contemporaneidade, o evento também incluiu as novas vozes para Shakespeare em novos contextos, tempos e línguas, como é o caso da contribuição de Elizabeth Ramos e de Anna Stegh Camati (que assina a tradução do texto de Michael Dobson). Este evento também foi agraciado com as novas traduções que estavam aparecendo, como as de Lawrence Flores Pereira (Hamlet) e de José Roberto O´Shea (Dois Primos Nobres).
  • Edição Especial - 3/2020: Letramento acadêmico: práticas pedagógicas em tempos de internacionalização

    Este número especial da Revista Letras busca reunir trabalhos sobre a temática do letramento acadêmico, principalmente em língua inglesa. O desenvolvimento de letramento acadêmico em línguas adicionais, especialmente em inglês, tornou-se improtelável com a política de internacionalização da educação superior, que tem pressionado a comunidade acadêmica a ampliar sua interação com instituições internacionais. Frente às iniciativas das instituições de ensino superior para a promoção de letramento acadêmico e aos obstáculos enfrentados, surge uma demanda, especialmente em áreas como a Linguística Aplicada, para discutir questões de socialização/pedagogia do letramento acadêmico. Este número especial dá preferência (mas não se restrige a) trabalhos apresentados no Simpósio Temático Academic literacy in English: pedagogical practices in times of internationalization, parte do X Simpósio Internacional de Estudos de Gêneros Textuais (SIGET), realizado em Córdoba, em setembro de 2019. Nesse contexto, convidamos pesquisadores interessados em debater a temática em associação a conceitos como gênero discursivo (Swales, 2004); práticas sociais (Lillis; Curry, 2010); aos modelos autônomo ou ideológico (Street, 1984); ou às perspectivas generalista (Spack, 1988) ou específica (Hyland, 2002), a partir de temas como:

     - Práticas pedagógicas para a promoção de letramento acadêmico para a internacionalização;

    - processos de aprendizagem de estudantes de graduação/pós-graduação associados ao letramento acadêmico;

    - gêneros discursivos acadêmicos e internacionalização;

    - perspectivas críticas no ensino de línguas para a internacionalização;

    - socialização crítica ao letramento acadêmico e o processo de internacionalização;

    - políticas linguísticas, letramento acadêmico e internacionalização;

    - inglês como língua internacional no contexto brasileiro;

    - inglês como língua franca da ciência e desafios para a publicação brasileira;

    - programa Idiomas sem Fronteiras e internacionalização: políticas, ações, experiências pedagógicas

    - publicação científica em inglês: convenções e desafios para a internacionalização;

    - desafios para a promoção do letramento acadêmico no ensino superior;

    - reação dos estudantes de graduação/pós-graduação às convenções das publicações internacionais;

    - escrita e/ou leitura acadêmica e internacionalização;

    - análise e/ou produção de material didático para no ensino de línguas para a internacionalização. 


  • (jun. 2020) - Línguas românicas em diacronia: teorias, métodos e análises
    n. 60

    Desde Weinrich, Labov e Herzog (1968), postula-se uma teoria que explique problemas relacionados à mudança linguística como restrições atuantes, implementação, transição, avaliação, encaixamento e propagação. Labov (1972) retoma essa proposta, insuflando o princípio do uniformitarismo, segundo o qual mudanças ocorridas no passado podem vir a acontecer no presente, para justificar a afirmativa de que é preciso estudar o passado para melhor explicar o presente. Com relação ao uso do texto escrito para o estudo da mudança, o autor diz que a investigação que toma como fonte o dado escrito é uma tentativa de fazer o melhor uso de um dado ruim. O dado escrito pode apresentar características comuns à fala, entretanto, por conta da dificuldade de interpretação grafema/som, podem existir registros que não sejam significativos linguisticamente. Por isso, é fundamental que se reflita sobre a relação entre a preparação de corpora diacrônicos e suas implicações para o desenvolvimento de pesquisas que tenham como foco a análise e descrição do uso das diversas línguas românicas em sincronias passadas. Com base no registro escrito, conforme Romaine (1982), Lass (2000), Schneider (2002) e Montgomery (2007), entre outros, é possível se averiguar a existência de variantes linguísticas como representantes de um ato de fala supostamente ouvido, a fim de se  investigar a evolução de processos de mudança linguística pelo tempo.Uma discussão sobre aspectos metodológicos e diferentes perspectivas de análises linguísticas que podem ser empregadas possibilita o fortalecimento científico desse campo de atuação. Para tanto, o dado escrito é fundamental na análise de estágios antigos de uma língua. Em virtude disso, como salienta Telles (2008), é necessário que os textos sejam editados de forma rigorosa e fidedigna.  O objetivo desse número temático é reunir pesquisas que discutam questões relativas à edição de textos de tradição românica que são tomados como corpora diacrônicos para fins de descrição e análise linguística, além de congregar estudos no âmbito da linguística românica que contemplem perspectivas sobre variação, mudança linguística e teoria e análise linguística.
  • Edição Especial - 1/2020: Oralidade e Ensino: discussões teórico-metodológicas

    Este número especial da Revista Letras busca reunir trabalhos sobre a temática do letramento acadêmico, principalmente em língua inglesa. O desenvolvimento de letramento acadêmico em línguas adicionais, especialmente em inglês, tornou-se improtelável com a política de internacionalização da educação superior, que tem pressionado a comunidade acadêmica a ampliar sua interação com instituições internacionais. Frente às iniciativas das instituições de ensino superior para a promoção de letramento acadêmico e aos obstáculos enfrentados, surge uma demanda, especialmente em áreas como a Linguística Aplicada, para discutir questões de socialização/pedagogia do letramento acadêmico. Este número especial dá preferência (mas não se restrige a) trabalhos apresentados no Simpósio Temático Academic literacy in English: pedagogical practices in times of internationalization, parte do X Simpósio Internacional de Estudos de Gêneros Textuais (SIGET), realizado em Córdoba, em setembro de 2019. Nesse contexto, convidamos pesquisadores interessados em debater a temática em associação a conceitos como gênero discursivo (Swales, 2004); práticas sociais (Lillis; Curry, 2010); aos modelos autônomo ou ideológico (Street, 1984); ou às perspectivas generalista (Spack, 1988) ou específica (Hyland, 2002), a partir de temas como:

     - Práticas pedagógicas para a promoção de letramento acadêmico para a internacionalização;

    - processos de aprendizagem de estudantes de graduação/pós-graduação associados ao letramento acadêmico;

    - gêneros discursivos acadêmicos e internacionalização;

    - perspectivas críticas no ensino de línguas para a internacionalização;

    - socialização crítica ao letramento acadêmico e o processo de internacionalização;

    - políticas linguísticas, letramento acadêmico e internacionalização;

    - inglês como língua internacional no contexto brasileiro;

    - inglês como língua franca da ciência e desafios para a publicação brasileira;

    - programa Idiomas sem Fronteiras e internacionalização: políticas, ações, experiências pedagógicas

    - publicação científica em inglês: convenções e desafios para a internacionalização;

    - desafios para a promoção do letramento acadêmico no ensino superior;

    - reação dos estudantes de graduação/pós-graduação às convenções das publicações internacionais;

    - escrita e/ou leitura acadêmica e internacionalização;

    - análise e/ou produção de material didático para no ensino de línguas para a internacionalização. 


  • (Dez. 2018) - Literatura(s) contemporânea(s): a dinâmica do afeto
    n. 57

    O dossiê propõe uma reflexão sobre as potencialidades afetivas da literatura contemporânea. A discussão sobre os afetos encontrou terreno fértil nas ciências humanas e sociais no início deste milênio, impulsionando a denominada virada afetiva, cujo desafio teórico é o de pensar as transversalidades do afeto situadas entre as ações e as paixões (CLOUGH, 2007). Deleuze e Guattari (1991), em Qu'est-ce que la philosophie?,  entendem o afeto como um devir sensível, não humano, como um “ato pelo qual algo ou alguém não para de devir-outro (continuando a ser o que é)” (1992, p. 229). Segundo essa perspectiva, o potencial mobilizador do afeto projeta-se para além das corporalidades e das experiências individuais e pode ser pensado não apenas em relação às diversas formas de “pertencimento”, mas também relacionado à ideia de comunidade e às discussões referentes à ampliação dos regimes estéticos. Nesse sentido, o afeto é uma potência, um caminho para o(s) outro(s), uma forma de produção, ou ainda, uma estratégia capaz de renovar atuações e comprometimentos, sejam eles artísticos, culturais, sociais e/ou políticos. O afeto não só participa de experiências estéticas pungentes, mas também mobiliza a formulação de laços de solidariedade, os quais contribuem para a construção de comunidades – mesmo que provisórias. Assim, a proposta desta chamada é a de reunir ensaios de pesquisadorxs que discutam os seguintes temas:

    a) afetividades na literatura contemporânea;

    b) afeto e comunidade(s);

    c) afeto e experiência estética.

    Questão cara à contemporaneidade e amplamente discutida no âmbito das ciências humanas e sociais, a problemática afetiva e as suas implicações são ainda pouco exploradas pela crítica literária. O afeto, que atravessa o literário da criação textual à circulação do livro; que permeia a leitura e que, frequentemente, adentra as páginas/telas, é pleno de possibilidades mobilizadoras, as quais contrariam a (suposta) apatia associada ao pós-moderno. Parte de experiências estéticas pungentes, o afeto também contribui para o estabelecimento de laços de solidariedade, que são fundamentais para construção de comunidades (ainda que circunstanciais). A dinâmica afetiva, portanto, é um importante ponto de partida para se (re)pensar a produção literária recente, movida por inquietações em torno de sua própria relevância e atravessada por reivindicações constantemente renovadas.        

  • (Jun. 2018) - Análise do discurso político: questões de teoria e de prática
    n. 56

    Os últimos acontecimentos no Brasil e no mundo têm trazido consigo não apenas uma reconfiguração do mapa do poder político, mas também uma avalanche de discursos que objetivam justificar esse labirinto de mudanças. Das atrocidades da guerra na Síria ao fortalecimento do Estado Islâmico, da encruzilhada da esquerda na América Latina ao projeto duvidoso da política externa dos EUA, o mundo enfrenta um conjunto de eventos políticos que se constroem e se reconstroem numa velocidade talvez nunca antes visto vista na História, provavelmente em função do papel da internet na construção e disseminação desses acontecimentos. A Universidade, historicamente palco onde se pensam os fazeres dos homens em toda a sua extensão, não pode se furtar de questionar e investigar as várias dimensões desses processos políticos que nos desafiam e afetam a todos nós em todo o mundo. Como não poderia deixar de ser, a linguagem se apresenta como uma das armas mais poderosas em todos esses embates políticos, usada para legitimar e/ou deslegitimar as várias vozes dos atores sociais envolvidos nesses eventos políticos que são, em boa parte, também linguísticos. Dito isto, a presente proposta constitui um amplo convite para se discutir o discurso político e, em particular, o papel da linguagem no desenrolar dessas práticas discursivo-políticas, uma vez que propõe aos interessados um diálogo de duas trincheiras: uma teórica e outra prática, isso porque, se é verdade que existem muitos trabalhos que poderiam ser rotulados de discurso político, pouquíssimos são aqueles que o tratam com a natureza específica que se deseja tratar aqui. A organização do presente número de Letras convida pesquisadores/as do Brasil e do exterior a refletir sobre o campo multidisciplinar Análise do Discurso Político (ADP). As contribuições poderão enquadrar-se em dois eixos principais: aquelas que tratem de questões teóricas envolvidas nesse campo do saber, como, por exemplo, a definição de política e/ou de discurso político, e aquelas que discutam produções científicas que examinam esse campo em sua realização textual-discursiva. Os artigos deverão versar, preferencialmente, sobre um dos seguintes temas:

    a. Definição de discurso político;

    b. Áreas de investigação do discurso político;

    c. Metodologias de análise do discurso político;

    d. Discurso político e o conceito de nacionalismo;

    e. Discurso político e o conceito de ideologia;

    f. Discurso político e o conceito de hegemonia;

    g. Papel da linguagem no discurso político;

    h. Discurso político multimodal;

    i. Análise do discurso político: várias disciplinas e um mesmo objeto;

    j. História do discurso político.

  • (Dez. 2017) - Literatura popular e seus circuitos associados
    n. 55

    Título: Literatura popular e seus circuitos associados

    Ementa: Letras 55 abre chamada para artigos que discutam a literatura popular (oral, escrita, registrada, de diversas regiões ou países). Dentre os temas de interesse do número, destacamos questões concernentes às formas da poesia popular, à oralidade e escritura, ao imaginário e às fabulações peculiares ao gênero, desde a ótica da crítica literária, até as abordagens de caráter histórico, tradutório, sociológico, acrescentando também as interfaces entre literatura oral, popular e a literatura “erudita” ou ainda a “poesia popularizante”. A chamada não se restringe apenas às manifestações da oralidade ou da poesia popular, mas inclui também o seu impacto sobre a literatura erudita/culta e sobre o campo da tradução. Nesse sentido, também reunirá contribuições que discutam as manifestações iniciais como lendas, fabulações e cantorias presentes em diversas regiões do Brasil, mas também de outras tradições: anglo-saxãs, medievais, platinas, americanas, assim como trabalhos que estudem a oralidade na Antiguidade. Interessa-nos igualmente estudos que se dediquem ao movimento de retomada da literatura popular enquanto patrimônio, por meio da criação de acervos e de academias de cordel, por exemplo; apresentem os protagonistas do gênero e suas complexidades; discutam o popular como matéria de investigação das universidades, especialmente a partir da década de 60, que marca a publicação de estudos referenciais sobre o tema; versem sobre as atualizações em manifestações literárias, teatrais, cinematográficas, entre outras.

    Prazo de Submissão: 29 de julho de 2017.

    Organizadores: Lawrence Flores Pereira (UFSM), Carlos Nogueira (IELT, FCSH, UNL / Universidade de Vigo) e Geice Peres Nunes (UNIPAMPA).

     

  • (Jun. 2016) - Linguística Aplicada: Multiletramento
    n. 52

    Este número da revista Letras tem como foco discussões sobre multiletramentos que se orientem pela Linguística Aplicada, tendo o conceito de gênero discursivo como referencial de análise, mas que encorajem o diálogo interdisciplinar sobre as relações entre discurso e práticas sociais. Os trabalhos podem ser de cunho teórico (conceitos e princípios atrelados aos multiletramentos) ou experimental (análises de gêneros discursivos multimodais), ou podem discutir experiências pedagógicas de ensino da linguagem para promoção de multiletramentos. Nos três casos, poderão ser aceitas discussões que destaquem letramentos específicos, tais como letramento científico, letramento multimodal, letramento visual, letramento digital, etc.

    Organizadores: Graciela Rabuske Hendges (UFSM), Désirée Motta-Roth (UFSM), Roseli Gonçalves do Nascimento (UFSM) e Viviane Heberle (UFSC).

  • n. 51 (Dez. 2015)- Literatura, Cultura e Outras Artes

    O poeta, pintor e gravurista William Blake (1757-1827), como artista de importância reconhecida no campo das artes plásticas e também no âmbito da literatura, tem recebido atenção contínua de pesquisadores nacionais e estrangeiros, bem como novas propostas de tradução de sua obra. A complexidade de sua criação justifica a variedade de enfoques e perspectivas, resultantes da crítica e da teoria literária, dos estudos interartes, dos projetos de tradução e da recepção em países de língua portuguesa, entre outras abordagens. Em vista da especificidade e da relevância de tal pesquisa, Letras 51 será dedicada à obra iluminada de Blake e aos estudos que objetivem a comparação entre literatura, cultura e outras artes. O volume receberá textos que problematizem a produção do artista, sua recepção nos séculos 19 e 20, bem como sua interpretação e tradução para outras línguas e mídias. Também receberá textos que versem sobre as relações entre literatura e outras artes, como o teatro, a dança, a pintura, a gravura, a música, a narrativa gráfica e o cinema.
  • n. 50 (Jun. 2015) - Estudos sistêmico-funcionais: desdobramentos e interfaces

    (Jun. 2015) - Estudos sistêmico-funcionais: desdobramentos e interfaces
  • n.49: (Dez. 2014) - Narrativas, retóricas, drama e história nos séculos XVI e XVII

    n.49: (Dez. 2014) - Narrativas, retóricas, drama e história nos séculos XVI e XVII: crítica e diálogos com a contemporaneidade
1-25 de 61