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Revista Letras UFSM vol 75 - Chamada de Artigos - Literatura e Filosofia (2sem./2027)

2026-07-30

Chamada para publicação: “Niilismo & Existencialismo – Filosofia & Literatura” | LETRAS, UFSM, vol. 75

Submissões até: 31/03/2027

“Amável, o senhor me ouviu, minha ideia confirmou… O diabo não há! É o que eu digo, se for… Existe é homem humano. Travessia.”
Assim termina Grande Sertão: Veredas, como é sabido.
Vilém Flusser, inspirado no ‘diabo não-existente’ de Guimarães Rosa, escreveu o seu segundo livro, A História do Diabo, uma reflexão ética que sugere que, se o ‘Diabo não existe’, então nem o ‘ser humano’ nem ‘Deus’ existem. Flusser argumenta, assim, que o conceito de ‘Diabo’ é complicado e sua remoção pode levar ao niilismo. Após relacionar ideias de Rosa, Heidegger e Sartre, Flusser considera o ‘diabo’ como 'Tempo originário' e, portanto, como a ‘negação ou afastamento do Sagrado’. No entanto, o Da-sein temporal, conforme Riobaldo – protótipo da existência humana – indica, nega a própria negação, buscando ordem, significado e beleza, o que refuta o niilismo. O dossiê propõe reunir textos que analisem o niilismo de uma perspectiva literária e filosófica. Aceitamos artigos, traduções, resenhas e comunicações em português, inglês ou espanhol, visando fortalecer o debate acadêmico sobre o tema. A discussão já foi abordada historicamente por diversos pensadores, como Platão, Dostoievski, Nietzsche, Heidegger, Kafka, Emil Cioran, Joseph Conrad, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Samuel Beckett, entre outros.
Perguntas a serem consideradas incluem: O niilismo é real? É um problema? Depende da fé ou da sua falta? O que se pode compreender como 'solução'? Que perspetivas surgem do diálogo entre Filosofia e Literatura?
Importante: Os autores devem garantir que seus trabalhos estejam em conformidade com as diretrizes da revista Letras. Trabalhos que não estiverem em conformidade com essas diretrizes serão devolvidos.

Temas de interesse (lista não exaustiva):
• Niilismo histórico, niilismo comparativo, ceticismo;
• Filosofia oriental e ocidental;
• Idealismo alemão, Nietzsche, existencialismo, hermenêutica, desconstrução;
• Fenomenologia do corpo, psicanálise;
• Niilismo na sociologia, geografia humana, antropologia;
• Colonização, descolonização, anarquismo, feminismo, resistência, revolução;
• Biopolítica, bioética, tecnologia, crise ambiental;
• Estética, decadência: artes e cultura;
• Teologia, crise religiosa: budismo, hinduísmo, cristianismo, islamismo, judaísmo;
• Abordagens analíticas: definição e consequências do niilismo.
Organizadores:
Editor responsável: Wanderley Dias da Silva, Instituto de Filosofia, Universidade do Porto, Portugal
Maria Celeste Natário, Instituto de Filosofia, Universidade do Porto, Portugal
Paulo Borges, Centro de Filosofia, Universidade de Lisboa, Portugal
Régis Augustus Bars Closel, Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brasil


Call for Papers: “Nihilism & Existentialism – Philosophy & Literature” | LETRAS, UFSM, vol. 75

Submissions due: 31/03/2027

“It was sweet of you to listen to me; you confirmed my idea… The devil doesn’t exist! Isn’t that so?... What I say is, if he did… It is man who exists. Crossing.”
Thus ends The Devil to Pay in the Backlands, as is known.
Vilém Flusser, inspired by Guimarães Rosa’s ‘non-existent devil,’ wrote his second book, The
History of the Devil, an ethical reflection that suggests that if the ‘Devil doesn’t exist,’ then neither ‘humankind’ nor ‘God’ exist. Flusser argues, therefore, that the concept of ‘Devil’ is complicated and its removal can lead to nihilism. After relating ideas from Guimarães Rosa, Heidegger, and Sartre, Flusser considers the ‘devil’ as ‘original Time’ and, therefore, as the ‘negation or distancing from the Sacred’. However, temporal Dasein, as Riobaldo – the prototype of human existence – indicates, negates its own negation, seeking order, meaning, and beauty, which refutes nihilism. This dossier aims to gather texts that analyze nihilism from a literary and philosophical perspective. We accept articles, translations, reviews, and communications in Portuguese, English, or Spanish, aiming to strengthen the academic debate on the subject. The discussion has already been historically addressed by various thinkers, such as Plato, Dostoevsky, Nietzsche, Heidegger, Kafka, Emil Cioran, Joseph Conrad, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Samuel Beckett, and others.
Questions to be considered include: Is nihilism real? Is it a problem? Does it depend on faith or its absence? What can be understood as a ‘solution’? What perspectives emerge from the dialogue between Philosophy and Literature?
Important: Authors must verify that their submissions comply with the guidelines of the Letras Journal. Submissions that do not meet these guidelines will be returned.

Topics of interest (non-exhaustive list):
• Historical nihilism, comparative nihilism, skepticism;
• Eastern and Western philosophy;
• German idealism, Nietzsche, existentialism, hermeneutics, deconstruction;
• Phenomenology of the body, psychoanalysis;
• Nihilism in sociology, human geography, anthropology;
• Colonization, decolonization, anarchism, feminism, resistance, revolution;
• Biopolitics, bioethics, technology, environmental crisis;
• Aesthetics, decadence: arts and culture;
• Theology, religious crisis: Buddhism, Hinduism, Christianity, Islam, Judaism;
• Analytical approaches: definition and consequences of nihilism.

Organizers:
Editor in charge: Wanderley Dias da Silva, Institute of Philosophy, University of Porto, Portugal
Maria Celeste Natário, Institute of Philosophy, University of Porto, Portugal
Paulo Borges, Center for Philosophy, University of Lisbon, Portugal
Régis Augustus Bars Closel, Federal University of Santa Maria, RS, Brazil


Convocatoria de artículos: “Nihilismo y existencialismo –
Filosofía y literatura” | LETRAS, UFSM, vol. 75
Fecha límite: 31/03/2027
“Me escuchaste amablemente, confirmaste mi idea… ¡El diablo no existe! Eso digo… Lo que existe es la humanidad. Cruzando.”
Así termina Grande Sertón: Veredas, como se sabe.
Vilém Flusser, inspirado por el “diablo inexistente” de Guimarães Rosa, escribió su segundo libro, La historia del diablo, una reflexión ética que sugiere que, si el “diablo” no existe, entonces tampoco existen la “humanidad” ni “Dios”. Flusser argumenta, por lo tanto, que el concepto de “diablo” es complejo y su eliminación puede conducir al nihilismo. Tras relacionar ideas de Guimarães Rosa, Heidegger y Sartre, Flusser considera al «diablo» como el «Tiempo original» y, por lo tanto, como la «negación o distanciamiento de lo Sagrado». Sin embargo, el Dasein temporal, como indica Riobaldo —prototipo de la existencia humana—, niega su propia negación, buscando orden, significado y belleza, lo que refuta el nihilismo. Este dossier tiene como objetivo reunir textos que analicen el nihilismo desde una perspectiva literaria y filosófica. Aceptamos artículos, traducciones, reseñas y comunicaciones en portugués, inglés o español, con el fin de fortalecer el debate académico sobre el tema. La discusión ya ha sido abordada históricamente por diversos pensadores, como Platón, Dostoievski, Nietzsche, Heidegger, Kafka, Emil Cioran, Joseph Conrad, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Samuel Beckett, y otros.
Algunas preguntas a considerar son: ¿Es real el nihilismo? ¿Es un problema? ¿Depende de la fe o de su ausencia? ¿Qué puede entenderse como una «solución»? ¿Qué perspectivas surgen del diálogo entre la Filosofía y la Literatura?
Importante: Los autores deben verificar que sus trabajos cumplan con las directrices de la revista Letras. Los trabajos que no cumplan con estas directrices serán devueltos.

Temas de interés (lista no exhaustiva):
• Nihilismo histórico, nihilismo comparado, escepticismo;
• Filosofía oriental y occidental;
• Idealismo alemán, Nietzsche, existencialismo, hermenéutica, deconstrucción;
• Fenomenología del cuerpo, psicoanálisis;
• Nihilismo en sociología, geografía humana, antropología;
• Colonización, descolonización, anarquismo, feminismo, resistencia, revolución;
• Biopolítica, bioética, tecnología, crisis ambiental;
• Estética, decadencia: artes y cultura;
• Teología, crisis religiosa: budismo, hinduismo, cristianismo, islam, judaísmo

Organizadores:
Editor a cargo: Wanderley Dias da Silva, Instituto de Filosofía, Universidad de Oporto, Portugal
Maria Celeste Natário, Instituto de Filosofía, Universidad de Oporto, Portugal
Paulo Borges, Centro de Filosofía, Universidad de Lisboa, Portugal
Régis Augustus Bars Closel, Universidad Federal de Santa María, RS, Brasil

Saiba mais sobre Revista Letras UFSM vol 75 - Chamada de Artigos - Literatura e Filosofia (2sem./2027)

Edição Atual

v. 70 (2025): Literatura, Memória e Discurso
					Visualizar v. 70 (2025): Literatura, Memória e Discurso

O presente dossiê apresenta 15 artigos que exploram as complexas relações que se estabelecem entre o campo literário, a memória e o discurso. Ao idealizarmos este volume da revista Letras, buscamos trazer à tona uma concepção discursiva dos textos literários e consideramos o aporte teórico de alguns autores de destaque, tanto na área da literatura quanto da área dos estudos do discurso, como, por exemplo, Barthes (1987 [1970], p. 13), que aponta o seguinte: “Interpretar um texto não é dar-lhe um sentido (mais ou menos fundamentado, mais ou menos livre), é, pelo contrário, apreciar o plural de que ele é feito.” Consideramos também que, em uma concepção múltipla e dialógica, o texto se torna “uma galáxia de significantes e não uma estrutura de significados, [...] tendo por medida o infinito da linguagem.”, o que reforça a noção de Kristeva (2012 [1969]) de que o texto é um mosaico de citações. Paralelamente, compreendemos, a partir de Pêcheux (1999 [1983], p. 56), que a memória é um “espaço móvel de disjunção, de deslocamentos e de retomadas, de conflitos de regularização, um espaço de desdobramentos, réplicas, polêmicas e contra-discursos”.

 

Organizadores:

Andrea do Roccio Souto - Universidade Federal de Santa Maria

Edgar Roberto Kirchof  - Universidade de Caxias do Sul

Taís da Silva Martins - Universidade Federal de Santa Maria

 

 

Publicado: 2025-11-28

Apresentação

  • Apresentação do Dossiê: Literatura, Memória e Discurso

    Andrea do Roccio Souto, Edgar Roberto Kirchof, Tais da Silva Martins
    e94522
    DOI: https://doi.org/10.5902/2176148594522

Artigos

  • Língua, história e memória em obras produzidas por mulheres encarceradas

    Luciana Iost Vinhas
    e89086
    DOI: https://doi.org/10.5902/2176148589086
  • O discurso católico-cristão na conexão dos dizeres em As Doenças do Brasil, de Valter Hugo Mãe

    Elaine Pereira Daróz, Romero Lopes da Silva
    e88818
    DOI: https://doi.org/10.5902/2176148588818
  • Iracema: um dizer que produz/faz fronteiras

    Élcio Aloisio Fragoso, Carlos Davis Barroso de Oliveira Júnior
    e90556
    DOI: https://doi.org/10.5902/2176148590556
  • Silêncio e memória na/pela formulação de Javier Marías em “Amanhã, na batalha, pensa em mim”

    Júlio César Martins Santos, Luciana Nogueira
    e88024
    DOI: https://doi.org/10.5902/2176148588024
  • A circulação do discurso literário nas redes sociais: uma questão de autoria?

    Taís da Silva Martins, Verli Petri da Silveira, Larissa Montagner Cervo
    e90181
    DOI: https://doi.org/10.5902/2176148590181
  • Entre sinais e letras: surdos, memória e literatura

    Tatiane Folchini dos Reis, Edgar Roberto Kirchof
    e90136
    DOI: https://doi.org/10.5902/2176148590136
  • Cartografia da memória: o tecido das reminiscências na construção de Becos da Memória, romance de Conceição Evaristo

    Mariana da Silva Santos, Juliano de Mesquita Pinheiro, Marilda Aparecida Lachovski de França
    e88787
    DOI: https://doi.org/10.5902/2176148588787
  • Embate geracional e poder: sopros escuros no porão da memória em Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar

    Anderson Amaral de Oliveira, João Pedro Wizniewsky Amaral
    e87010
    DOI: https://doi.org/10.5902/2176148587010
  • Azul Corvo: metáforas de uma guerrilha

    Lilian Rodrigues de Souza Oliveira
    e88212
    DOI: https://doi.org/10.5902/2176148588212
  • Descaso e trauma: reflexos da violência e dos anos de ditadura militar na narrativa indígena de Davi Kopenawa

    Claudia Luiza Caimi, Camila Sauthier
    e87827
    DOI: https://doi.org/10.5902/2176148587827
  • Rizomas da ancestralidade: colonialidades em Órfãos do Eldorado, de Milton Hatoum

    Rayniere Sousa, Divanize Carbonieri
    e88780
    DOI: https://doi.org/10.5902/2176148588780
  • Do corpo à casa: espaços de transformação em A Gorda

    Noah de Aguiar Pinho, Altamir Botoso
    e86486
    DOI: https://doi.org/10.5902/2176148586486
  • Variações de temas chineses e o arranjo do Livro de Jade de Judith Gautier

    Ana Beatriz Farias Costa de Brito, Francine Fernandes Weiss Ricieri
    e87401
    DOI: https://doi.org/10.5902/2176148587401
  • Distopias ressignificadas: uma leitura comparativa entre “Kallocaína”, de Karin Boye, e “1984”, de George Orwell

    Mônica Stefani, Amanda da Silva Oliveira
    e90200
    DOI: https://doi.org/10.5902/2176148590200
  • Epistemologia feminista: problematizar a memória da tradição na literatura, na crítica e na cultura

    Anselmo Peres Alós, Dileane Fagundes de Oliveira
    e91477
    DOI: https://doi.org/10.5902/2176148591477
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Letras é um periódico semestral, da área de Letras, Qualis A2, publicado desde 1991 e editado pelo Programa de Pós-Graduação em Letras, da Universidade Federal de Santa Maria. A partir do número 46, passou a integrar o Portal de Periódicos Eletrônicos da UFSM, por meio do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER). De periodicidade semestral, com um conselho editorial composto de acadêmicos brasileiros e estrangeiros, Letras tem priorizado a regularidade de sua publicação, a qualidade de seus textos e o apuro de sua edição, impressa e digital, sendo cada exemplar enviado para bibliotecas, programas de pós-graduação e universidades de todo o país.

ISSN 2176-1485

ATENÇÃO: POR CONTA DO ISOLAMENTO SOCIAL DE COMBATE AO COVID-19, OS NÚMEROS QUE ESTÃO NO PRELO SOFRERÃO ATRASO NA PUBLICAÇÃO.

 

Confira a lista de chamadas em aberto neste link.