Revista Letras UFSM vol 75 - Chamada de Artigos - Literatura e Filosofia (2sem./2027)
Chamada para publicação: “Niilismo & Existencialismo – Filosofia & Literatura” | LETRAS, UFSM, vol. 75
Submissões até: 31/03/2027
“Amável, o senhor me ouviu, minha ideia confirmou… O diabo não há! É o que eu digo, se for… Existe é homem humano. Travessia.”
Assim termina Grande Sertão: Veredas, como é sabido.
Vilém Flusser, inspirado no ‘diabo não-existente’ de Guimarães Rosa, escreveu o seu segundo livro, A História do Diabo, uma reflexão ética que sugere que, se o ‘Diabo não existe’, então nem o ‘ser humano’ nem ‘Deus’ existem. Flusser argumenta, assim, que o conceito de ‘Diabo’ é complicado e sua remoção pode levar ao niilismo. Após relacionar ideias de Rosa, Heidegger e Sartre, Flusser considera o ‘diabo’ como 'Tempo originário' e, portanto, como a ‘negação ou afastamento do Sagrado’. No entanto, o Da-sein temporal, conforme Riobaldo – protótipo da existência humana – indica, nega a própria negação, buscando ordem, significado e beleza, o que refuta o niilismo. O dossiê propõe reunir textos que analisem o niilismo de uma perspectiva literária e filosófica. Aceitamos artigos, traduções, resenhas e comunicações em português, inglês ou espanhol, visando fortalecer o debate acadêmico sobre o tema. A discussão já foi abordada historicamente por diversos pensadores, como Platão, Dostoievski, Nietzsche, Heidegger, Kafka, Emil Cioran, Joseph Conrad, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Samuel Beckett, entre outros.
Perguntas a serem consideradas incluem: O niilismo é real? É um problema? Depende da fé ou da sua falta? O que se pode compreender como 'solução'? Que perspetivas surgem do diálogo entre Filosofia e Literatura?
Importante: Os autores devem garantir que seus trabalhos estejam em conformidade com as diretrizes da revista Letras. Trabalhos que não estiverem em conformidade com essas diretrizes serão devolvidos.
Temas de interesse (lista não exaustiva):
• Niilismo histórico, niilismo comparativo, ceticismo;
• Filosofia oriental e ocidental;
• Idealismo alemão, Nietzsche, existencialismo, hermenêutica, desconstrução;
• Fenomenologia do corpo, psicanálise;
• Niilismo na sociologia, geografia humana, antropologia;
• Colonização, descolonização, anarquismo, feminismo, resistência, revolução;
• Biopolítica, bioética, tecnologia, crise ambiental;
• Estética, decadência: artes e cultura;
• Teologia, crise religiosa: budismo, hinduísmo, cristianismo, islamismo, judaísmo;
• Abordagens analíticas: definição e consequências do niilismo.
Organizadores:
Editor responsável: Wanderley Dias da Silva, Instituto de Filosofia, Universidade do Porto, Portugal
Maria Celeste Natário, Instituto de Filosofia, Universidade do Porto, Portugal
Paulo Borges, Centro de Filosofia, Universidade de Lisboa, Portugal
Régis Augustus Bars Closel, Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brasil
Call for Papers: “Nihilism & Existentialism – Philosophy & Literature” | LETRAS, UFSM, vol. 75
Submissions due: 31/03/2027
“It was sweet of you to listen to me; you confirmed my idea… The devil doesn’t exist! Isn’t that so?... What I say is, if he did… It is man who exists. Crossing.”
Thus ends The Devil to Pay in the Backlands, as is known.
Vilém Flusser, inspired by Guimarães Rosa’s ‘non-existent devil,’ wrote his second book, The
History of the Devil, an ethical reflection that suggests that if the ‘Devil doesn’t exist,’ then neither ‘humankind’ nor ‘God’ exist. Flusser argues, therefore, that the concept of ‘Devil’ is complicated and its removal can lead to nihilism. After relating ideas from Guimarães Rosa, Heidegger, and Sartre, Flusser considers the ‘devil’ as ‘original Time’ and, therefore, as the ‘negation or distancing from the Sacred’. However, temporal Dasein, as Riobaldo – the prototype of human existence – indicates, negates its own negation, seeking order, meaning, and beauty, which refutes nihilism. This dossier aims to gather texts that analyze nihilism from a literary and philosophical perspective. We accept articles, translations, reviews, and communications in Portuguese, English, or Spanish, aiming to strengthen the academic debate on the subject. The discussion has already been historically addressed by various thinkers, such as Plato, Dostoevsky, Nietzsche, Heidegger, Kafka, Emil Cioran, Joseph Conrad, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Samuel Beckett, and others.
Questions to be considered include: Is nihilism real? Is it a problem? Does it depend on faith or its absence? What can be understood as a ‘solution’? What perspectives emerge from the dialogue between Philosophy and Literature?
Important: Authors must verify that their submissions comply with the guidelines of the Letras Journal. Submissions that do not meet these guidelines will be returned.
Topics of interest (non-exhaustive list):
• Historical nihilism, comparative nihilism, skepticism;
• Eastern and Western philosophy;
• German idealism, Nietzsche, existentialism, hermeneutics, deconstruction;
• Phenomenology of the body, psychoanalysis;
• Nihilism in sociology, human geography, anthropology;
• Colonization, decolonization, anarchism, feminism, resistance, revolution;
• Biopolitics, bioethics, technology, environmental crisis;
• Aesthetics, decadence: arts and culture;
• Theology, religious crisis: Buddhism, Hinduism, Christianity, Islam, Judaism;
• Analytical approaches: definition and consequences of nihilism.
Organizers:
Editor in charge: Wanderley Dias da Silva, Institute of Philosophy, University of Porto, Portugal
Maria Celeste Natário, Institute of Philosophy, University of Porto, Portugal
Paulo Borges, Center for Philosophy, University of Lisbon, Portugal
Régis Augustus Bars Closel, Federal University of Santa Maria, RS, Brazil
Convocatoria de artículos: “Nihilismo y existencialismo –
Filosofía y literatura” | LETRAS, UFSM, vol. 75
Fecha límite: 31/03/2027
“Me escuchaste amablemente, confirmaste mi idea… ¡El diablo no existe! Eso digo… Lo que existe es la humanidad. Cruzando.”
Así termina Grande Sertón: Veredas, como se sabe.
Vilém Flusser, inspirado por el “diablo inexistente” de Guimarães Rosa, escribió su segundo libro, La historia del diablo, una reflexión ética que sugiere que, si el “diablo” no existe, entonces tampoco existen la “humanidad” ni “Dios”. Flusser argumenta, por lo tanto, que el concepto de “diablo” es complejo y su eliminación puede conducir al nihilismo. Tras relacionar ideas de Guimarães Rosa, Heidegger y Sartre, Flusser considera al «diablo» como el «Tiempo original» y, por lo tanto, como la «negación o distanciamiento de lo Sagrado». Sin embargo, el Dasein temporal, como indica Riobaldo —prototipo de la existencia humana—, niega su propia negación, buscando orden, significado y belleza, lo que refuta el nihilismo. Este dossier tiene como objetivo reunir textos que analicen el nihilismo desde una perspectiva literaria y filosófica. Aceptamos artículos, traducciones, reseñas y comunicaciones en portugués, inglés o español, con el fin de fortalecer el debate académico sobre el tema. La discusión ya ha sido abordada históricamente por diversos pensadores, como Platón, Dostoievski, Nietzsche, Heidegger, Kafka, Emil Cioran, Joseph Conrad, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Samuel Beckett, y otros.
Algunas preguntas a considerar son: ¿Es real el nihilismo? ¿Es un problema? ¿Depende de la fe o de su ausencia? ¿Qué puede entenderse como una «solución»? ¿Qué perspectivas surgen del diálogo entre la Filosofía y la Literatura?
Importante: Los autores deben verificar que sus trabajos cumplan con las directrices de la revista Letras. Los trabajos que no cumplan con estas directrices serán devueltos.
Temas de interés (lista no exhaustiva):
• Nihilismo histórico, nihilismo comparado, escepticismo;
• Filosofía oriental y occidental;
• Idealismo alemán, Nietzsche, existencialismo, hermenéutica, deconstrucción;
• Fenomenología del cuerpo, psicoanálisis;
• Nihilismo en sociología, geografía humana, antropología;
• Colonización, descolonización, anarquismo, feminismo, resistencia, revolución;
• Biopolítica, bioética, tecnología, crisis ambiental;
• Estética, decadencia: artes y cultura;
• Teología, crisis religiosa: budismo, hinduismo, cristianismo, islam, judaísmo
Organizadores:
Editor a cargo: Wanderley Dias da Silva, Instituto de Filosofía, Universidad de Oporto, Portugal
Maria Celeste Natário, Instituto de Filosofía, Universidad de Oporto, Portugal
Paulo Borges, Centro de Filosofía, Universidad de Lisboa, Portugal
Régis Augustus Bars Closel, Universidad Federal de Santa María, RS, Brasil


