Desafios e possibilidades de uma pessoa cega em atuação docente na Educação Básica: com a palavra, os alunos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/1984686X94149

Palavras-chave:

Inclusão, Profissão Docente, Deficiência Visual.

Resumo

Este trabalho origina-se em decorrência das vivências de um professor cego, sujeito que questiona as possibilidades de sua atuação docente. Nessas indagações, cria-se a pergunta norteadora deste artigo: Como alunos de uma escola do interior do Rio Grande do Sul se posicionam diante da experiência de terem um professor cego em um contexto que busca a inclusão de pessoas com deficiência? objetivando analisar como alunos de uma escola do interior do Rio Grande do Sul se posicionam e produzem sentidos acerca da docência de um professor cego, no contexto de discursos de inclusão , posto que a falta de acessibilidade de atuação profissional continua sendo o maior entrave da inclusão. A metodologia baseou-se em uma pesquisa de campo, com abordagem qualitativa, cujo material empírico foi produzido a partir das experiências do professor junto com os alunos que perpassaram sua trajetória profissional. Os dados produzidos deram espaço a categorias de análise, que, em diferentes dimensões, como a acessibilidade e alteridade, demonstraram que ter um professor cego em sala de aula não só é possível, mas necessário. Além da importância dos rompimentos de preconceitos e estigmas em torno dessa

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Biografia do Autor

Juliano Severo, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul

Mestrando em Educação nas Ciências na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, licenciado em Ciências Biológicas pelo Instituto Federal Farroupilha, Campus Panambi

Fabiana Lasta Beck Pires, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha

Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (1999), Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Pelotas (2004) e Doutorado em Educação pela Universidade Federal de Pelotas (2010). Atualmente é docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha - Campus Panambi, atuando nos Cursos de Licenciatura em Química e Licenciatura em Ciências Biológicas, além de coordenar Projetos e participar de Programas voltados à área da Educação.

Maria Simone Vione Schwengber, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul

Possui graduação em Educação Física, mestrado em Educação nas Ciências pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (1997) e doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2006). Atualmente é professora assistente da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul do Programa de Mestrado e Doutorado em Educação nas Ciências. Professora do Mestrado Profissional em Rede em Educação Física - UNESP/UNIJUÍ. Pesquisadora membro atuante do Grupo de Estudos Pesquisa Paidotibus em (Ijui-CNPq) (2010) E participante do Lola, Grupo de Pesquisa em Trabalho Docente, Gênero e Sexualidade (UNISINOS/PPGEdu/CNPq). Pesquisadora Gaúcha PqGe-Fapergs, e bolsista de Produtividade em Pesquisa-PQ/CNPq Nível2. Membra da Rede da Pesquisa Internacional REIIPEFE. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Física, atuando principalmente nos seguintes temas: educação física, corpo, gênero, educação em saúde e corpo-movimento

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Publicado

2026-05-18

Como Citar

Severo, J., Pires, F. L. B., & Schwengber, M. S. V. (2026). Desafios e possibilidades de uma pessoa cega em atuação docente na Educação Básica: com a palavra, os alunos. Revista Educação Especial, e26/01–21. https://doi.org/10.5902/1984686X94149