Desafíos y posibilidades de una persona ciega en la docencia de ciencias naturales en la Educación Básica: con la palabra, los estudiantes
DOI:
https://doi.org/10.5902/1984686X94149Palabras clave:
Inclusion, Profesión Docente, Discapacidad VisualResumen
Este trabajo se origina a raíz de las vivencias de un profesor ciego, sujeto que cuestiona las posibilidades de su actuación docente. En esas indagaciones, surge la pregunta orientadora de este artículo: ¿Cómo se posicionan los alumnos de una escuela del interior de Rio Grande do Sul ante la experiencia de tener un profesor ciego en un contexto que busca la inclusión de personas con discapacidad? El objetivo es analizar cómo los alumnos de una escuela del interior de Rio Grande do Sul se posicionan y producen sentidos acerca de la docencia de un profesor ciego, en el contexto de los discursos de inclusión, dado que la falta de accesibilidad en el desempeño profesional sigue siendo el mayor obstáculo para la inclusión. La metodología se basó en una investigación de campo, con un enfoque cualitativo, cuyo material empírico se produjo a partir de las experiencias del profesor junto con los estudiantes que formaron parte de su trayectoria profesional. Los datos producidos dieron lugar a categorías de análisis que, en diferentes dimensiones como la accesibilidad y la alteridad, demostraron que tener un profesor ciego en el aula no solo es posible, sino también necesario. Además de la importancia de romper los prejuicios y estigmas en torno a esta población, la presencia de un profesor ciego refuerza el valor de la representatividad para motivar a otras personas en la misma condición.
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