Indicadores de altas habilidades ou superdotação em medalhistas de olimpíadas científicas na Universidade Estadual de Campinas
DOI:
https://doi.org/10.5902/1984686X93859Palavras-chave:
Psicologia da Educação, Ensino Superior, SuperdotaçãoResumo
O objetivo deste estudo foi mapear indicadores de altas habilidades ou superdotação nos medalhistas de olimpíadas científicas que ingressam na Universidade Estadual de Campinas por meio do programa Vagas Olímpicas. A hipótese é de que eles são superdotados porque tanto as atividades de preparação para as competições de conhecimentos quanto as provas em si requerem comportamentos compatíveis com a definição de altas habilidades ou superdotação adotada pela legislação brasileira relativa à Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Esta pesquisa é classificada como exploratória e descritiva, com método misto que contempla análise documental dos históricos escolares, instrumentos padronizados e entrevistas com roteiros semiestruturados analisados por comitê de juízes. Os participantes foram 14 discentes (ρ = 160) e cinco professores (ρ = 834) indicados pelos sete estudantes que aceitaram conceder entrevista. O processo de coleta de dados ocorreu totalmente on-line. Os resultados foram evidências de comportamentos superdotados em 13 dos 14 estudantes (92,86%) que preencheram o instrumento padronizado; evidências de habilidade acadêmica acima da média nos históricos escolares de 11 estudantes (100%) que apresentaram tais documentos; e indicadores de altas habilidades ou superdotação em todos os sete estudantes entrevistados (100%). A partir dos resultados, é possível inferir que os medalhistas de olimpíadas científicas são pessoas com altas habilidades ou superdotação sendo, portanto, elegíveis aos serviços de Educação Especial no Ensino Superior.
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