Adaptações curriculares para estudantes com deficiência intelectual: desafios e perspectivas

Vania Salete Cassol Daga, Leonel Piovezana, Tania Mara Zancanaro Pieczkowski

Resumo


As práticas educativas de adaptações curriculares para estudantes que possuem deficiência intelectual são o tema tratado no presente artigo, resultado de uma pesquisa do mestrado em educação, que buscou responder à seguinte questão: como os professores compreendem e fazem uso das adaptações curriculares no processo de inclusão dos estudantes com deficiência intelectual no Ensino Médio? O objetivo deste estudo foi analisar como os professores de estudantes com deficiência intelectual, incluídos no Ensino Médio, compreendem e fazem uso das adaptações curriculares atendendo à política de Educação Especial. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com delineamento de casos, que envolveu o estudo com docentes atuantes no Ensino Médio da rede estadual do município de Chapecó (SC). A coleta de dados foi por entrevistas semiestruturadas, com análise do conteúdo em Bardin (2016). A fundamentação teórica amparada em Vigotsky1 possibilitou identificar que, mesmo diante das dificuldades estruturais enfrentadas na atuação inclusiva, os professores conseguem promover adaptações curriculares de pequeno porte para estudantes com deficiência intelectual. O êxito da educação inclusiva está associado à formação acadêmica e continuada e ao compromisso profissional.


Palavras-chave


Adaptações curriculares; Deficiência intelectual; Ensino Médio.

Texto completo:

PDF HTML

Referências


AAIDD – American Association on Intellectual and Developmental Disabilities. Definição de deficiência intelectual. 2018. Disponível em: https://aaidd.org/home. Acesso em: 9 fev. 2020.

BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Tradução Luis Antero Reto e Augusto Pinheiro. São Paulo: Edições 70, 2016.

BLANCO, R. A atenção à diversidade na sala de aula e as adaptações do currículo. In: COLL, C.; PALÁCIOS, J.; MARCHESI, Á. (Org.). Desenvolvimento psicológico e educação: transtornos de desenvolvimento e necessidades educativas especiais. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. v. 3. p. 290-308.

BRASIL. (Constituição 1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Centro Gráfico, 1988.

BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, p. 27833, 20 dez. 1996.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: Ministério da Educação, 2008.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Secretaria de Educação Especial. Parâmetros Curriculares Nacionais: adaptações curriculares. Brasília: Ministério da Educação, 1998.

BUDEL, G.; MEIER, M. Mediação da Aprendizagem na Educação Especial. Curitiba: IBPEX, 2012.

CARVALHO, M. F. Educação de jovens e adultos com deficiência mental: inclusão escolar e constituição dos sujeitos. Horizontes, São Paulo, v. 24, n. 2, p. 161-171, jul./dez. 2006. Disponível em: https://revistahorizontes.usf.edu.br/horizontes/issue/archive. Acesso em: 11 dez. 2019.

FIGUEIREDO, R. V. Políticas de Inclusão: escola-gestão da aprendizagem na diversidade. In: ROSA, D. E. G.; SOUZA, V. C. (Org.). Políticas organizativas e curriculares, educação inclusiva e formação de professores. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. p. 67-78.

GADOTTI, M. História das ideias pedagógicas. 8. ed. São Paulo: Ática, 2003.

LARROSA, J. Elogios da escola. Tradução Fernando Coelho. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.

INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Resumo Técnico: Censo da Educação Básica 2018. Brasília: INEP, 2019.

MARCHESI, Á. A prática das escolas inclusivas. In: COLL, C.; PALÁCIOS, J.; MARCHESI, Á. (Org.). Desenvolvimento psicológico e educação: transtornos de desenvolvimento e necessidades educativas especiais. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. p. 31-48.

MINETTO, M. F. O currículo na educação inclusiva: entendendo esse desafio. 2. ed. Curitiba: IBPEX, 2008.

MITTLER, P. Educação Inclusiva: contextos sociais. Porto Alegre: Artmed, 2003.

PADILHA, A. M. L. Práticas pedagógicas na educação especial: a capacidade de significar o mundo e a inserção cultural do deficiente mental. São Paulo: Autores Associados, 2001.

PAULON, S. M.; FREITAS, L. B. L.; PINHO, G. S. Documento subsidiário à política de inclusão. Brasília: Ministério da Educação; Secretaria de Educação Especial, 2005.

PIRES, E. C. S.; SANCHES, A. A.; TORRES, W. R. Dificuldades dos portadores de necessidades especiais na inclusão educacional. Unitins, 2011. Disponível em: http://ava2.unitins.br/ava/files/projetoconteudo/cccfd876821308039570f71ae697d083.html. Acesso em: 10 out. 2017.

SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Educação. Fundação Catarinense de Educação Especial. Política de Educação Especial do Estado de Santa Catarina. Coordenador Sergio Otavio Bassetti. São José, SC: FCEE, 2006.

SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Educação. Política de Educação Especial. Florianópolis: Secretaria de Estado da Educação, 2018.

SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Educação e do Desporto. Proposta Curricular de Santa Catarina: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio: Temas Multidisciplinares. Florianópolis: COGEN, 1998.

VIGOTSKI, L. S. A defectologia e o estudo do desenvolvimento e da educação da criança anormal. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 37, n. 4, p. 863-869, dez. 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/ep/v37n4/a12v37n4.pdf. Acesso em: 10 out. 2019.

VIGOTSKI, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

VIGOTSKI, L.S. Obras Escogidas – V: Fundamentos da Defectologia. Tradução Julio Guillermo Blank. Madrid, Espanha: Machado Nuevo Aprendizaje, 1997.




DOI: https://doi.org/10.5902/1984686X55382

CONTATO:

E-mail: revistaeducacaoespecial.ufsm@gmail.com

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
Centro de Educação - Lapedoc
Av. Roraima, 1000 - Cidade Universitária
97105-900 - Santa Maria - RS, Brasil.
Telefone: +55 55 3220 8795

Link: https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial

 

ISSN eletrônico: 1984-686X

DOIhttp://dx.doi.org/10.5902/1984686X

Qualis/Capes: Educação A2

Periodicidade: Publicação contínua

O recebimento de artigos caracteriza-se por fluxo contínuo sem que seja possível prever a data de sua publicação.

 

A Revista Educação Especial agradece auxílio recebido por meio do Edital Pró-Revistas, da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa, da Universidade Federal de Santa Maria. 

 

 Creative Commons License

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0)

Contador de visitas
click counter
Contador de visitas

Acessos a partir de 30/11/2016

__________________________________________________