O “homem de Schopenhauer” e a filosofia: sobre a raiz schopenhaueriana da concepção de filosofia em Nietzsche

Márcio Benchimol Barros

Resumo


Tendo como base uma análise comparativa entre a Terceira consideração extemporânea de Nietzsche, intitulada Schopenhauer como educador, e o capítulo dos Parerga e Paralipomena sobre a filosofia universitária, o artigo procura mostrar que o texto nietzscheano, apesar das claras divergências teóricas que manifesta em relação ao pensamento do homenageado, apresenta uma concepção de filosofia absolutamente condizente com a sustentada por esse pensamento. Argumenta-se ainda que tal concepção de filosofia não se restringe à primeira fase da produção de Nietzsche, o que é exemplificado por meio de breve consideração acerca da figura do espírito livre, tal como aparece em Humano, demasiado humano I.


Palavras-chave


Schopenhauer; Nietzsche; Filosofia; Formação

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Referências


NIETZSCHE, F. Sämtliche Werke. Kritische Studienausgabe, edição de Colli e Montinari. Berlin: de Gruyter, 1980.

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SCHOPENHAUER, A. Schopenhauers Sämtliche Werke. Hrsg. von Paul Deussen. München: Piper Verlag, 1911-1926. In: CD-ROM Schopenhauer im Kontext, Werkausgabe I, Berlin, Karsten Worm, 2001.

SCHOPENHAUER, A. O mundo como vontade e como representação. Tomo I. São Paulo: Editora Unesp, 2005.




DOI: https://doi.org/10.5902/2179378633545

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