Voluntas: Revista Internacional de Filosofia https://periodicos.ufsm.br/voluntas <p style="text-align: justify;">A <em>Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, </em>ISSN 2179-3786, Qualis/CAPES A4, é um periódico do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Santa Maria e da Seção Brasileira da Schopenhauer-Gesellschaft. Tem como objetivo central publicar trabalhos em formato de artigos originais, resenhas, traduções e entrevistas da área de Filosofia, em vista de promover interlocuções entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros. O periódico adota a Publicação Contínua com periodicidade quadrimestral, em duas seções: (i) os <em>Estudos Schopenhauerianos</em>, expediente original do periódico, publica trabalhos relacionados à filosofia de Arthur Schopenhauer; (ii) os <em>Dossiês</em> publicam trabalhos sobre os mais variados temas na área da Filosofia, de acordo com as três linhas de pesquisa do PPGF da UFSM: (1) Ética normativa, metaética e ética aplicada, (2) Linguagem, realidade e conhecimento, e (3) Fenomenologia e compreensão. Além disso, a revista publica, eventualmente, números especiais.</p> Universidade Federal de Santa Maria pt-BR Voluntas: Revista Internacional de Filosofia 2179-3786 <p style="text-align: justify;"><span>A submissão de originais para este periódico implica na transferência, pelos autores, dos direitos de publicação impressa e digital. Os direitos autorais para os artigos publicados são do autor, com direitos do periódico sobre a primeira publicação. Os autores somente poderão utilizar os mesmos resultados em outras publicações indicando claramente este periódico como o meio da publicação original. </span></p><p style="text-align: justify;">A <strong>Voluntas</strong> é um periódico de acesso aberto sob a licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional (CC BY-NC-SA 4.0).</p> Apresentação https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/68925 Maria Lúcia Mello e Oliveira Cacciola Copyright (c) 2021 Maria Lúcia Mello e Oliveira Cacciola https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e25 e25 10.5902/2179378668925 Analogy: the universal switch of Schopenhauerian thought https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/65612 <p><span lang="EN-US">Often perceived by its contradictors as the main fragility of its system, analogy constitutes however a driving element of the development of Schopenhauerian metaphysics, and makes it possible to avoid the pitfall of theoretical egoism in which any idealistic philosophy can sink. We will try to show, in accordance with the indications of paragraph 19 of <em>The World as Will and Representation</em>, how Schopenhauer understands the totality of the phenomena "by analogy with our body" and establishes the structure of his masterpiece from this analogical dynamic that puts in motion the primitive intuition of his thought.</span></p> Ugo Batini Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e01 e01 10.5902/2179378665612 Schopenhauer, Reinhold e Kant na relação da teoria da representação e da liberdade da vontade https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/65741 <p align="center">Reinhold, em sua Filosofia elementar, e Schopenhauer, com sua obra principal <em>O mundo como vontade e representação, </em>se consideram herdeiros de Kant e ambos falam em fatos muito semelhantes sobre os méritos inegáveis e as deficiências da Crítica da razão. No entanto, esforçam-se para apresentar uma filosofia kantiana revisada por meio de uma construção de conceitos de nível superior, mas mantendo a convicção de que as coisas em si mesmas formam um dos pilares fundamentais do sistema. Assim, o intuito deste trabalho é conferir, sobre o pano de fundo kantiano, a aproximação entre os dois pensadores alegada por Martin Bondeli em sua obra <em>Reinhold e Schopenhauer</em>: <em>zwei Denkwelten im Banne von Vorstellung und Wille.</em></p><p> </p><p> </p> Ivanilde Aparecida Vieira Cardoso Fracalossi Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e02 e02 10.5902/2179378665741 Schopenhauer, os afetos e o pior dos mundos possíveis https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/65897 <p class="Textoresumoabstract"><span lang="X-NONE">Em contraposição ao otimismo de Leibniz, Schopenhauer afirma, nos <em>Complementos</em> a <em>O Mundo como Vontade e Representação</em>, que vivemos no "pior dos mundos possíveis", pois um "pouquinho pior" que fosse, não poderia subsistir. É dada já a miséria na sua medida exata, como afirmara o pessimista filósofo em sua tese sobre a quota de sofrimento, apresentada no Tomo 1 da referida obra. A causa mais imediata deste infortúnio, diz ele, são os afetos veementes e paixões violentas. Estas duas afecções, sempre citadas seguidas destes respectivos atributos, são apresentadas quando o filósofo se refere a certa "desmesura" da atividade da vontade, que conduz o indivíduo ao engano, à violência, à dor. Trata-se de verificar então a exata configuração destes dois conceitos, suas diferenças e importância para a doutrina schopenhaueriana da negação da vontade. Ver-se-á que afetos e paixões são inclinações, excitações irresistíveis, que impossibilitam a eficácia da apresentação de contramotivos e consequentemente da liberdade intelectual: sejam inclinações súbitas (afetos) ou profundamente enraizadas (paixões).</span></p> Jarlee Salviano Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e03 e03 10.5902/2179378665897 Justiças, Punição e Vinganças na Filosofia de Arthur Schopenhauer https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/65932 <p>Este texto tem por objetivo, a partir da leitura e análise dos escritos publicados e de manuscritos póstumos do filósofo Arthur Schopenhauer – em especial os textos relativos a sua ética –, explorar os contrastes e articulações entre dois tipos de justiça aventados pelo autor em sua obra, a saber, a Justiça Temporal (<em>zeitliche Gerechtigkeit</em>) e a Justiça Eterna (<em>ewige Gerechtigkeit</em>), a partir dos conceitos de lei (<em>Gesetz</em>), punição (<em>Strafe</em>) e de vingança (<em>Rache</em>), oriundos da justiça temporal, e do conceito de vingança enquanto braço da Justiça Eterna (<em>Arm der ewigen Gerechtigkeit</em>). Tal objetivo tem como pano de fundo a tentativa de relacionar e articular os âmbito da moralidade e da legalidade, isto é, a metafísica e a ética do filósofo.</p> Felipe Durante Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-04-04 2022-04-04 12 e04 e04 10.5902/2179378665932 O pessimismo e suas razões: Schopenhauer como estudo de caso e direcionamentos metodológicos https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/66000 <p>Nosso objetivo é tomar o pensamento de Schopenhauer como estudo de caso e ponto de partida para discutir em que medida o “pessimismo” pode ser fundamentado e reinterpretado segundo “razões objetivas”, conceitualmente filosóficas. Para intérpretes como Christopher Janaway e Frederick Beiser, a legitimidade filosófica do pessimismo schopenhaueriano, atribuído à tese de que a vida é um negócio que não cobre os custos do investimento, é garantida pelas implicações inferidas da metafísica da Vontade. Por outro lado, Kuno Fischer, acompanhado dentre outros por Bryan Magee, reinterpreta tal pessimismo a partir de “razões subjetivas”, pautadas em certas disposições de espírito ou preferências, como a relação conflituosa de Schopenhauer com sua mãe, por exemplo. A dificuldade em determinar mais precisamente a fundamentação do pessimismo de Schopenhauer redobra se considerarmos estudos que seguem uma tendência oposta e classificam esse autor como um “otimista”; Heinz Gerd Ingenkamp pode ser apontado como representante dessa vertente interpretativa. Se tal dificuldade se deve, como supomos a princípio, ao inevitável anacronismo que permeia a maior parte das discussões sobre o suposto pessimismo de Schopenhauer acerca do valor da existência, propomos minimizá-lo mediante um procedimento exegético que indicamos aqui ainda em linhas gerais.</p> Matheus Silva Freitas Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e05 e05 10.5902/2179378666000 O mundo como persuasão e retórica de Carlo Michelstaedter https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67752 <p>Esta contribuição visa apresentar brevemente a vida e a obra do filósofo italiano Carlo Michelstaedter (Gorizia, 3 de junho de 1887 - Gorizia, 17 de outubro de 1910), famoso autor do livro <em>A Persuasão e Retórica</em>, que cometeu suicídio aos vinte e três anos de idade. Em particular, este ensaio focaliza a relação entre a filosofia de Schopenhauer e a de Michelstaedter, a fim de explicar em que sentido ele deve ser considerado um “schopenhaueriano irregular”.</p> Fabio Ciracì Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e06 e06 10.5902/2179378667752 Loucura de amor https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/66981 <p>O presente texto examina a definição de loucura de amor em Schopenhauer para, a partir do exemplo literário da personagem Ofélia do <em>Hamlet </em>de Shakespeare, dado pelo Boddhishatva de Frankfurt, fazer uma conexão com a loucura de amor da personagem Rubião do romance <em>Quincas Borba</em> de Machado de Assis.</p> Jair Barboza Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e07 e07 10.5902/2179378666981 Der Staat und die Begriffe des Rechts und Unrechts in Schopenhauers „politischer Metaphysik“ https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/66969 <p>Die vorliegende Abhandlung versucht die systematischen und ontologischen Gründe für Schopenhauers politische Philosophie darzulegen, indem insbesondere auf die Verbindung von kontraktualistischen und metaphysischen Elementen in seiner Staatskonzeption eingegangen wird. Dabei wird sich zeigen, dass Schopenhauers Begriffe des „Rechts“ und „Unrechts“ innerhalb eines institutionellen Gesamtrahmens nicht ohne den systematischen Horizont der „Welt als Wille und Vorstellung“ begriffen werden können, der insbesondere auf der kantischen Unterscheidung zwischen Erscheinung und Ding an sich beruht. Die immanenten Implikationen seiner metaphysischen Annahmen sollten daher als Grundlage für staatliches Handeln und der damit verknüpften Funktion von Autorität, die sich in institutionalisierter Strafe und anderen Einschränkungen niederschlägt, mitbedacht werden, insofern sie letztlich als phänomenale Manifestationen eines universellen Substrats zu begreifen sind, das Schopenhauer als „Wille“ bestimmt.</p> Raphael Gebrecht Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e08 e08 10.5902/2179378666969 Dottrina del carattere e conoscenza di sé. Il giovane Nietzsche interprete di Schopenhauer a partire dai Beiträge zur Charakterologie di J. Bahnsen. https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/66978 <p class="Textoresumoabstract">Il presente saggio mette in evidenza come i Beiträge zur Charakterologie (1867) di Bahnsen abbiano rappresentato un primo filtro interpretativo per la ricezione in Nietzsche di alcuni importanti temi della filosofia di Schopenhauer. Il giovane Nietzsche condivide non solo la critica di Bahnsen al radicale dualismo posto da Schopenhauer tra volontà e intelletto, ma anche la tesi che le inclinazioni intellettuali derivino dalla peculiarità del carattere individuale. Le osservazioni di Bahnsen sulla dottrina del carattere di Schopenhauer rappresentano la chiave interpretativa con cui Nietzsche spiega la sua adesione alla filosofia di Schopenhauer. Dal punto di vista di Nietzsche l’affinità con Schopenhauer è prova di un carattere incapace di soddisfare il suo bisogno metafisico attraverso il ricorso alla religione. Nietzsche concorda anche con Bahnsen sul fatto che l'eccessiva auto-riflessione inibisca l'azione e l'espressione autentica del carattere individuale e, di conseguenza, che la voce dell'istinto sia preferibile alla guida dell'intelletto.</p> Simona Apollonio Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e09 e09 10.5902/2179378666978 Schopenhauer e a demarcação do lugar de sua filosofia segundo ele mesmo https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67009 <p>Pretende-se com este artigo encontrar um possível esclarecimento para a afirmação de Schopenhauer segundo a qual somente a Vontade é o unicamente Real, uma tese publicada pela primeira vez em <em>A vontade na natureza </em>que exigiria várias mudanças em sua obra capital, uma vez que se torna a definitiva demarcação do pensamento de Schopenhauer com relação a seus antecessores. Esse problema nos levou a considerar a relação entre Schopenhauer e Kant em vista de descobrir o sentido próprio dessa tese, bem como o de alguns aspectos da crítica levantada pelo primeiro contra o segundo. Nesse sentido, aproveita-se para destacar muitas passagens novas ausentes na edição de 1819 de <em>O mundo como vontade e representação</em>, além de uma cuidadosa consideração de suas anotações ao exemplar pessoal.</p> Dax Moraes Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e10 e10 10.5902/2179378667009 Schopenhauer – Philosophie für die Welt https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67749 <p class="Textoresumoabstract"><span lang="X-NONE">In dem Beitrag wird die Philosophie Schopenhauers in einem dreifachen Sinne als „weltoffen“ präsentiert: 1.) als offen für unterschiedliche Kulturen, Religionen und Weltanschauungen; 2.) als offen für andere Fächer und Disziplinen der Wissenschaft; und 3.) als offen in systematischer Hinsicht. Charakteristisch und problematisch ist, dass diese Weltoffenheit mit einer festen philosophischen Grundüberzeugung korreliert. Wegen dieser Problematik ist der dritte, systematische Gesichtspunkt von besonderer Bedeutung, da er die Grundlage für die Spezifik der anderen Formen von Weltoffenheit darstellt. Im Hinblick auf die eigentümliche Kombination von systematischer Geschlossenheit und Offenheit der Philosophie Schopenhauers wird ihre Methode als Charakterisierung der Welt in ihren Grundzügen aus wechselnden, sie bereichernden Perspektiven entwickelt.</span></p> Matthias Koßler Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e11 e11 10.5902/2179378667749 Schopenhauer und der Traum der Welt https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67455 <p>Träume und alles, was mit ihnen zusammenhängt, haben Schopenhauer von Jugend an immer beschäftigt. Seine “Traumdeutung” bereitete der Psychoanalyse Sigmund Freuds den Weg. Träume suspendieren die Realität der faktischen Welt, die als Welt der Vorstellung dem Satz vom Grund unterliegt. Der Begriff der Vorstellung weist in verschiedenen Aspekten eine Analogie zum Begriff der Virtualität auf, was an die Philosophie des absoluten Virtualismus des Zeitgenossen Friedrich Bouterwek erinnert. Da da die <em>Welt als Wille und Vorstellung</em> ein “Erwachen” aus der Welt der Vorstellung ankündigt, führt eine Analyse am Leitfaden des Traumbegriffs auf die verschiedenen Dimensionen des Träumens selbst, deren Darstellung die Bücher 2, 3 und 4 des Hauptwerks gewidmet sind. Das bereits in der Dissertation 1813 in Aussicht gestellte Erwachen erweist sich als ein differenzierter Prozess, der auf ein anderes Verhältnis zur Welt hinausläuft, das als Erlösung oder Befreiung verstanden werden kann.</p> Thomas Hermann Regehly Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e12 e12 10.5902/2179378667455 Schopenhauer e as duas ordens de finalidade no mundo https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67452 <p>Neste artigo, pretendo argumentar que o surgimento das condições materiais para a supressão e a negação da vontade no organismo humano (o desenvolvimento extraordinário e em certa medida “antinatural” do cérebro) não é algo como um “acidente de percurso” no processo de manifestação da vontade no mundo. Trata-se, antes, de um resultado intencional de todo o processo de objetivação da vontade, um resultado que emerge de uma ordenação teleológica. Essa ordem teleológica é primária e mais fundamental do que a ordem teleológica da natureza que produz cada fenômeno e cada estrutura orgânica em função de sua capacidade de promover o surgimento, a conservação e a expansão da vida. Isso faz com que tenhamos de encarar o problemático princípio de finalidade da natureza no pensamento de Schopenhauer como contendo duas ordens distintas e em grande medida contraditórias. Podemos denominar essas duas ordens de finalidade “ordem da natureza” e “ordem da salvação” (em analogia com o “reino da natureza” e o “reino da graça” de Schopenhauer). Essas duas ordens de finalidade no mundo correspondem àquilo que entendo serem duas formas de teleologia que convivem em constante tensão em seu sistema: uma teleologia funcional e uma teleologia ético-soteriológica.</p> William Mattioli Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e13 e13 10.5902/2179378667452 Wille und Erkenntnis: Synthese, Dualismus oder Aporie? Ein konzeptionelles Grundproblem der Philosophie Schopenhauers https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67477 <p>The relationship between will and cognition represents one of the most fundamental issues in Schopenhauer’s philosophy. The possibility of aesthetic experience, which involves a deliverance of cognition from the service of the will, and even more so the doctrine of the redemption through cognition – the fact that cognition can become a “tranquillizer” of the will and bring will to abolish itself – seems incompatible with Schopenhauer’s voluntaristic metaphysics (i.e., with the principle of the “primacy of the will”). This paper aims to analyse this controversial part of Schopenhauer’s discourse, especially in its implications for the system’s logical consistency, and tries to provide a theoretical and genetic explanation of the question.</p> Alessandro Novembre Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e14 e14 10.5902/2179378667477 Religion and Ethics in Schopenhauer https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67751 <p>Schopenhauer’s theory of religion is mainly discussed in his ethics. Therefore, conventional studies often argue that Schopenhauer made an attempt to make a rational justification of religion through the process of recognising the reason for religion’s existence in its ethical values. However, his theory of religion contains other aspects which cannot be discussed soley in terms of the above view, for he not only observed subtle differences between religion and ethics but even considered that religion could go against ethics at times. For this reason, we cannot simply say that Schopenhauer used ethics as a means to make a rational justification of religion. Rather, he viewed ethics as a standard for criticising religions, though he did not deny religion. He neither affirmed nor denied religion. Based on his ethics, he simply engaged in a philosophical analysis of a human activity called religion as he considered such an approach to be the appropriate one for a philosopher. On that account, what is important here is where in religion Schopenhauer saw the conditions for ethical values. From that point of view, this paper reinterprets his thought through descriptions in his major work, <em>The World as Will and Representation</em>, with an intention to offer a new reading of Schopenhauer’s theory of religion.</p> Takao Ito Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e15 e15 10.5902/2179378667751 Sobre o problema da alteridade na Ética da Compaixão: considerações sobre a crítica de Byung-Chul Han a Schopenhauer https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67753 <p>Na filosofia de Schopenhauer, o fundamento da moral é a compaixão [<em>Mitleid</em>], que repousa na supressão da distinção egoísta entre minha pessoa e qualquer outro indivíduo. O filósofo contemporâneo Byung-Chul Han, em seu livro <em>Filosofia do Zen-budismo</em>, considera que “a compaixão (...) não se deve à identificação ou a se pôr no lugar do outro [<em>Einfühlung</em>]”. Ao analisar a filosofia de Schopenhauer, tendo em vista sua influência oriental e, em contraste com as concepções do zen-budismo, o autor afirma que sua ética da compaixão permanece condicionada à identificação entre o Eu e o Outro. O presente artigo pretende tratar desta crítica, considerando o problema da alteridade na Ética da Compaixão de Schopenhauer, de modo a rejeitar a ideia de que o fundamento da moral poderia ser compreendido em termos de uma identificação com a alteridade, mas compreendendo-o como uma experiência metafísica de <em>mesmidade do ser</em>. Por fim, pretende-se indicar qual seria propriamente o “lugar” da alteridade na obra de Schopenhauer, bem como apresentar, a partir de sua eudemonologia, os principais elementos da compreensão do autor sobre o tema.</p> Leandro Chevitarese Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e16 e16 10.5902/2179378667753 Meu caminho até Paul Deussen: sobre as relações perenes entre a filosofia de Schopenhauer e o Advaita Vedānta https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67487 <p>O presente artigo reproduz o itinerário, da iniciação científica ao doutorado, que me conduziu atualmente ao estudo da filosofia de Paul Deussen (1845-1919). Faço, aqui, uma cronologia ao longo da qual são abordados os seguintes assuntos: (i) o que é Vedānta e quais seriam suas relações com o idealismo transcendental kantiano-schopenhaueriano; (ii) as tendências filosóficas implícitas na gênese do pensamento de Schopenhauer; (iii) a compreensão da filosofia schopenhaueriana como zona de convergência das doutrinas presentes em Kant, Platão e nas Upaniṣad's; e, por fim, (iv) o sentido perenialista de filosofia na obra de Deussen, a qual se apoia na comparação de textos oriundos de múltiplas tradições filosóficas e religiosas, com o que se pretende extrair "a única verdade eterna comum a todos" (DEUSSEN, 1894, p. V).</p> Daniel Rodrigues Braz Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e17 e17 10.5902/2179378667487 A dor estética https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67876 <p>No capítulo sobre a música do primeiro volume de <em>O mundo como Vontade e como representação</em> afirma Schopenhauer que a música produz um <em>efeito</em> (<em>Wirkung</em>) “…mais poderoso e penetrante que o das outras artes…” e ainda que esse efeito seria “…no todo semelhante ao das outras artes, apenas mais vigoroso, mais rápido, mais necessário e infalível”. Porém, a condição da experiência estética em geral, para Schopenhauer é, sabidamente, o aquietamento da Vontade. Cabe então perguntar como é possível que a música exerça um efeito <em>poderoso</em>, <em>penetrante</em> e <em>vigoroso</em> sobre o ouvinte sem que a Vontade seja excitada, fato que destruiria por completo a fruição estética. Pretendo tentar responder a essa questão a partir da consideração do capítulo “Sobre os sentidos” do segundo tomo da obra máxima de Schopenhauer, a qual servirá de base para uma reflexão sobre o significado da dissonância musical na estética schopenhaueriana e sobre o papel por ela desempenhado na apreensão da melodia, concebida como <em>forma </em>musical.</p> Márcio Benchimol Barros Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e18 e18 10.5902/2179378667876 Unidade e universalidade na cosmologia esférica de Schopenhauer https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67823 <p>O propósito desta fala é o de apresentar a imagem filosófica da esfera, utilizada por Schopenhauer, como recurso hermenêutico privilegiado para a compreensão de sua metafísica e de sua cosmologia. Com esta imagem, é possível articular uma série de oposições conceituais logicamente contraditórias, tais como uno/múltiplo, universal/particular, todo/parte, eterno/temporal, repouso/movimento, apresentadas pelo filósofo nos termos “vontade” e “representação”. Concretamente, trata-se de compreender a difícil interação entre o micro e o macrocosmo da natureza, bem como a relação entre a interioridade da consciência de si e a consciência empírica exterior, no indivíduo. Com recurso à esfera, torna-se possível compreender, finalmente, a tese filosófica que articula, em termos de perspectivas irredutíveis de um mesmo mundo, a “identidade metafísica da vontade” com a “pluralidade de suas aparências”.</p> Luan Corrêa da Silva Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e19 e19 10.5902/2179378667823 O filósofo e seu leitor na exposição do pensamento único em Schopenhauer https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67495 <p>O presente estudo tem por fim analisar alguns aspectos da relação entre autor e leitor em “O mundo como vontade e representação”, explorando as concepções de matéria, forma e organismo.</p> Ana Carolina Soliva Soria Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e20 e20 10.5902/2179378667495 A concepção schopenhaueriana de arrependimento e angústia de consciência https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67524 <p>O arrependimento [<em>die</em> <em>Reue</em>] é uma noção que surge na filosofia de Schopenhauer quando ele trata da possibilidade de um indivíduo aprimorar a manifestação do seu próprio caráter, que é aquilo que constitui o caráter adquirido. Cada um de nós possui um caráter que não pode ser mudado, mas o conhecimento sobre ele pode se aprimorar, o que permite que um indivíduo possa aperfeiçoar o conhecimento ou a consciência daquilo que ele é. Sendo o caráter a expressão daquilo que cada um quer, nós não nos arrependemos do que nós queremos, mas do que fizemos, exatamente porque consideramos que a nossa ação não foi condizente com a nossa vontade. Portanto, o arrependimento resulta do conhecimento que permite adequar o fazer ao querer. O objetivo será esclarecer a importância da primazia da vontade sobre o intelecto para a compreensão do arrependimento, assim como indicar a diferença entre o arrependimento e a angústia de consciência [<em>die Gewissenangst</em>].</p> Selma Aparecida Bassoli Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e21 e21 10.5902/2179378667524 A consciência revoltada do planeta: interlocuções entre Schopenhauer e Krajcberg https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67559 <p>Frans Krajcberg, através do seu trabalho artístico e do seu ativismo, expressa muito bem o trabalho do artista admirado por Schopenhauer, que interfere o mínimo na natureza, apenas fazendo com que sua essência seja revelada. Além disso, também contribui para que a natureza seja digna de considerações estéticas e éticas. Neste artigo, abordaremos a crise ambiental a partir da atualização do pensamento de Schopenhauer, fazendo também uma interlocução do filósofo com o trabalho do artista e ativista ambiental Frans Krajcberg. </p> Iasmim Cristina Martins Souto Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e22 e22 10.5902/2179378667559 Abstração e empatia: Schopenhauer e a fundamentação da arte abstrata https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67561 <p>Dentre as fundamentações que baseiam a necessidade da abstração, uma das mais interessantes provavelmente é a de Wilhelm Worringer, historiador da arte que, sendo contemporâneo das vanguardas artísticas que se iniciavam nas experimentações abstratas, tradicionalmente vinculadas a culturas primitivas, estabeleceu, em sua obra <em>Abstração e empatia</em>, de 1907, a contraposição entre duas abordagens artísticas: a abstração e a arte mimética, ou realista. Segundo Worringer, a arte abstrata não seria de modo algum inferior à arte figurativa, não seria o resultado de algum tipo de incapacidade de se produzir arte figurativa, e sim o produto de uma intenção inteiramente distinta, um tipo de necessidade espiritual de ordenação da realidade caótica que nos rodeia.</p> Rosa Gabriella Gabriella Gonçalves Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e23 e23 10.5902/2179378667561 O Transcorrer do Tempo em Schopenhauer: Recorrência, Lembrança, Memória e História https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67567 <p>Este artigo é uma reflexão acerca dos sentidos da transitoriedade em Schopenhauer, na medida em que conhecemos as conclusões da metafísica imanente sobre o <em>Nunc Stans</em> ao fundo do transcorrer do tempo, a roda da Vontade Cósmica girando fora do tempo, do espaço e da causalidade. O diálogo que aparece ao fundo do texto será estabelecido a partir do contraste das concepções de eterno retorno em Schopenhauer e Nietzsche, mas abrange noções da Psicanálise de Freud e os comentários literários de Jorge Luiz Borges. Em sentido específico, o eterno retorno em Schopenhauer se caracteriza pela recorrência do sofrimento e das formas efetivas, consideradas por Schopenhauer a partir do dogma de Plotino, o das ideias platônicas. Tais ideias, como atos originários da vontade, continuamente reinstauram o mundo, ainda que as formas específicas expressem as ideias já no âmbito da representação submetida ao princípio de razão, ou, em outras palavras, no âmbito da causalidade. A pergunta sobre os lugares correspondentes à lembrança, à memória e à História nos instiga justamente pelo caráter imanente da filosofia de Schopenhauer, para quem a pergunta sobre o mundo deveria ser respondida a partir do próprio mundo.</p> Eduardo Ribeiro da Fonseca Copyright (c) 2021 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-03-23 2022-03-23 12 e24 e24 10.5902/2179378667567