Voluntas: Revista Internacional de Filosofia https://periodicos.ufsm.br/voluntas <p style="text-align: justify;">A <em>Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, </em>ISSN 2179-3786, Qualis/CAPES A4, é um periódico do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Santa Maria e da Seção Brasileira da Schopenhauer-Gesellschaft. Tem como objetivo central publicar trabalhos em formato de artigos originais, resenhas, traduções e entrevistas da área de Filosofia, em vista de promover interlocuções entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros. O periódico adota a Publicação Contínua com periodicidade quadrimestral, em duas seções: (i) os <em>Estudos Schopenhauerianos</em>, expediente original do periódico, publica trabalhos relacionados à filosofia de Arthur Schopenhauer; (ii) os <em>Dossiês</em> publicam trabalhos sobre os mais variados temas na área da Filosofia, de acordo com as três linhas de pesquisa do PPGF da UFSM: (1) Ética normativa, metaética e ética aplicada, (2) Linguagem, realidade e conhecimento, e (3) Fenomenologia e compreensão. Além disso, a revista publica, eventualmente, números especiais.</p> pt-BR <p style="text-align: justify;"><span>A submissão de originais para este periódico implica na transferência, pelos autores, dos direitos de publicação impressa e digital. Os direitos autorais para os artigos publicados são do autor, com direitos do periódico sobre a primeira publicação. Os autores somente poderão utilizar os mesmos resultados em outras publicações indicando claramente este periódico como o meio da publicação original. </span></p><p style="text-align: justify;">A <strong>Voluntas</strong> é um periódico de acesso aberto sob a licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional (CC BY-NC-SA 4.0).</p> voluntas@ufsm.br (Luan Corrêa da Silva (Editor)) centraldeperiodicos@ufsm.br (Central de Periódicos da UFSM) Mon, 08 Aug 2022 13:42:10 -0300 OJS 3.3.0.10 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Rawls, justiça distributiva e regimes socioeconômicos https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/71021 <p>Em <em>Uma teoria da justiça</em>, John Rawls desenvolve os principais conceitos de sua concepção de justiça conhecida como “justiça como equidade”. Nosso foco é o aspecto distributivo desta concepção. O presente artigo procura mostrar características definidoras de uma sociedade organizada conforme as demandas de justiça dos dois princípios de justiça rawlsianos. Para tanto, exploramos os principais aspectos de uma democracia dos cidadãos-proprietários e do socialismo liberal, que são os exemplos de modelos de organização socioeconômica citados por Rawls como compatíveis com sua concepção de justiça.</p> Luiz Bernardo Leite Araujo, Rennan Guerra Pinheiro Copyright (c) 2022 Luiz Bernardo Leite Araujo, Rennan Guerra Pinheiro https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/71021 Mon, 08 Aug 2022 00:00:00 -0300 Equilíbrio Reflexivo e Conhecimento Moral: o caso da teoria da justiça como equidade https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/66931 <p>O objetivo deste artigo é investigar o escopo do método do equilíbrio reflexivo e sua relação com o conhecimento moral, refletindo sobre o papel deste método na teoria da justiça como equidade de John Rawls. Para tal, iniciamos mostrando a influência do método na filosofia moral e política. Depois, a investigação tem por foco analisar a importância do equilíbrio reflexivo na teoria rawlsiana, destacando o uso do equilíbrio reflexivo estreito e amplo sobretudo nas obras “Outline of a decision procedure for ethics”, <em>A Theory of Justice</em> e “The independence of moral theory” e o uso do equilíbrio reflexivo geral e pleno nas obras <em>Justice as Fairness,</em><em>Political Liberalism</em>, “Reply to Habermas” e <em>The Law of Peoples</em>. Na parte final do texto, a ideia é defender o equilíbrio reflexivo como um método bastante adequado para a obtenção da objetividade das crenças éticas, podendo ser interpretado como um tipo de conhecimento moral.</p> Denis Coitinho Copyright (c) 2022 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/66931 Tue, 13 Sep 2022 00:00:00 -0300 Uma Teoria da Justiça: a contribuição da Filosofia Política de Rawls para a Teoria do Direito https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67516 <p>O presente trabalho trata da relevância da justiça para a crítica/justificativa do Direito, enquanto forma de estruturar as instituições sociais. Tendo Uma Teoria da Justiça<em> </em>como foco, a questão central neste ensaio é: como Rawls mobiliza os conceitos jurídicos? O objetivo geral é dialogar com os elementos centrais da obra de Rawls buscando compreender qual o papel do Direito no argumento em defesa da justiça como equidade. Para tanto, primeiro, retoma-se sucintamente os objetivos gerais pretendidos por Rawls com a teoria elaborada. Em seguida, articula-se o uso de conceitos jurídicos com os objetivos pretendidos pelo autor em cada uma das três partes, para, então, enfatizar a serventia da justiça como equidade e da teoria política normativa aos juristas. Percorridos esses passos, defende-se a seguinte hipótese: o Direito é um elemento central na Teoria da Justiça de Rawls. Como desdobramento da hipótese, defende-se que para sustentar seu argumento central e desenvolver os principais elementos conceituais de sua obra, Rawls precisou recorrer aos conceitos jurídicos.</p> Bruno Camilloto, Pedro Urashima, Eduarda Landin Copyright (c) 2022 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67516 Tue, 13 Sep 2022 00:00:00 -0300 O que ainda podemos aprender com o debate Rawls-Habermas? Um paradigma em filosofia política para democracias liberais https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67864 <p>Este artigo discute a mudança de paradigma de John Rawls na filosofia política contemporânea. No artigo, esse paradigma é definido como democrático na medida em que pretende, entre outras coisas, deixar espaço suficiente para as deliberações democráticas e a autonomia política dos cidadãos. Sobre esta questão específica, o diálogo entre Rawls e Habermas ainda é particularmente fecundo. Isso porque ambos autores acreditam que a filosofia política contemporânea deve ser modesta em alguns aspectos teóricos e metodológicos relevantes, contudo discordam sobre quais desses aspectos devem ser mais ou menos modestos. Este artigo argumenta que, quando buscamos estabelecer as fronteiras legítimas na filosofia política contemporânea, os projetos de Rawls e Habermas devem ser vistos como intimamente complementares um ao outro. Por um lado, o artigo concorda parcialmente com as objeções de Habermas a Rawls de que a filosofia política não deve ser muito modesta ao fornecer orientações para os fundamentos normativos da justificativa política. Por outro lado, contra Habermas, o artigo permanece do lado de Rawls na ideia de que a filosofia política não pode ser agnóstica quanto às questões substantivas e distributivas da justiça social.</p> Nunzio Alì Copyright (c) 2022 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67864 Wed, 14 Sep 2022 00:00:00 -0300 Para além da imagem distributiva-alocativa: uma interpretação relacional da teoria da justiça de John Rawls https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67881 <p>O artigo desafia certa interpretação da teoria da justiça rawlsiana que a concebe como um paradigma distributivo-alocativo concentrado na “distribuição de coisas” para pessoas entendidas como “portadoras de coisas”, como objeta Iris Young na sua obra magna. Dada a influência da objeção da filósofa nos debates em teorias da justiça, na primeira seção é reconstruída sua <em>crítica do paradigma distributivo-alocativo </em>dos trabalhos de Rawls. Na segunda seção, com base no artigo divisor de águas de Elisabeth Anderson, é argumentado em que sentido a intuição original de Young acerta no diagnóstico das desventuras dos debates distributivos da época, momento no qual se disputava o sentido do “igualitarismo social” da justiça rawlsiana. Em congruência com o diagnóstico descrito pelas autoras, Rainer Forst condensa suas intuições na célebre distinção das duas “imagens da justiça”: a distributiva-alocativa e a relacional. Ao passo que Forst concorda que no cenário contemporâneo concorre uma imagem da justiça – e do igualitarismo rawlsiano – como uma teoria distributiva-alocativa focada estritamente em distribuir recursos e bens pelas instituições; todavia, Forst argumenta que a justiça rawlsiana melhor se encaixa com a imagem relacional. Para mostrar seus aspectos relacionais, na quarta seção, são reconstruídas três ideias fundamentais de “justiça como equidade”: sociedade, pessoa e sociedade bem-ordenada.</p> Diana Piroli Copyright (c) 2022 Voluntas: Revista Internacional de Filosofia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/67881 Wed, 14 Sep 2022 00:00:00 -0300