A concepção dos educadores sobre a temática de educação ambiental na escola: dificuldades e desafios

Luana Biasibetti, Mario Luiz Trevisan, Toshio Nishijima, Paulo Edelvar Correa Peres

Resumo


Em dias atuais, as questões ambientais vêm ganhando repercussão em nível mundial, diversos são os fatores que vêm intensificando esses problemas, tais como a expansão demográfica, o uso descontrolado dos recursos naturais, a poluição e o desmatamento. O presente trabalho foi desenvolvido em uma Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio, no qual utilizou como instrumento de coleta de dados um questionário semiestruturado sobre a temática de EA no contexto de sala de aula e a interdisciplinaridade no processo de ensino. A pesquisa justifica-se pela necessidade de mudanças de atitudes relacionadas com os aspectos ambientais, propondo o envolvimento dos professores da escola em atividades relacionadas à Educação Ambiental, problematizando suas concepções sobre as questões relacionadas à EA no contexto disciplinar. A entrevista buscou compreender a forma como os professores vêm trabalhando as questões relacionadas com a EA no contexto de sala de aula, verificando as dificuldades sentidas durante processo de sensibilização dos estudantes frente às questões ambientais. Contudo, percebe-se que a abordagem das questões ambientais no contexto de sala de aula, considera-se um grande desafio para os professores, uma vez que, por se tratar de assuntos amplos, diversificados e ricos em conceitos, sentem-se na sua maioria, despreparados para esta abordagem.


Palavras-chave


Educação ambiental; Interdisciplinaridade; Contextualização do ensino

Texto completo:

PDF

Referências


BOFF, Eva Teresinha de Oliveira; GOETTEMS, Pauline Brendler; DEL PINO, José Cláudio. Ambiente e

Vida - O Ser Humano Nesse Contexto: Uma Estratégia de Ensino Transformadora do Currículo

Escolar. Rev. Eletrônica: Mestrado em Educ. Ambiental. ISSN 1517-1256, v. 26, janeiro a junho de 2011.

BOFF, Eva Teresinha de Oliveira; FRISON, Marli; DEL PINO, José Claudio. Significação de Conteúdos

Escolares no Contexto da Educação Ambiental. VII Simpósio Internacional de Qualidade Ambiental

BORGES, Leonardo Estrela. Direito Ambiental Internacional e Terrorismo: Os Impactos no Meio

Ambiente. Boletim Científico Escola Superior do Ministério Público da União, (2003).

http://boletimcientifico.escola.mpu.mp.br/. Acesso em: 10 nov. 2014.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília,

DF, 1996. P. 1-31. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/lein9394.pdf

Acesso em: 12 nov.2014.

BRASIL, Lei nº 11.520, de 03 de agosto de 2000. Código Estadual do Meio Ambiente do Estado do Rio

Grande do Sul. Porto Alegre/ RS. Disponível em:

http://www.al.rs.gov.br/legiscomp/arquivo.asp?idNorma=11&tipo=pdf Acesso em: 11 nov.2014.

BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 agosto de 1981. Politica Nacional de Meio Ambiente. Disponível em:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm Acesso em: 12.nov.2014.

BRASIL. Ministério da Educação (MEC), Secretaria de Educação Básica (SEB), Departamento de

Políticas de Ensino Médio. Orientações Curriculares do Ensino Médio. Brasília: MEC/SEB, 2004.

BRASIL. MEC. UNESCO. O que fazem as escolas que dizem que fazem educação ambiental. (2007).

Disponível em: http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/publicacao5.pdf Acesso em: 07 set.2014.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Introdução aos

Parâmetros Curriculares Nacionais/Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1997.

p.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais – Ciências Naturais. Brasília, 1999

BRASIL, Coleção Educação para todos. Ministério da Educação (MEC), 2007.

BRASIL. Não vamos Desistir do Brasil. Ministério da Educação (MEC), 2007.

Disponível em: http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/publicacao3.pdf Acesso em: 12 nov.2014.

CACHAPUZ, A. et al. (Orgs.). A necessária renovação do ensino das ciências. São Paulo: Cortez,

DEMO, Pedro. Conhecer e aprender: sabedoria dos limites e desafios. Porto Alegre: Artmed, 2000.

FADINI, P.S.; FADINI, A. A. B. (2001). Lixo: desafios e compromissos. Cadernos Temáticos de

Química Nova na Escola. Edição especial – Maio, SP.

FAGUNDES, S. M. K. Experimentação nas Aulas de Ciências: Um Meio para a Formação da

Autonomia? In: GALIAZZI, M. C. et al. Construção Curricular em Rede na Educação em Ciências:

Uma Aposta de Pesquisa na Sala de Aula. Ijuí: Unijui, 2007.

FAZENDA, Ivani. Práticas interdisciplinares na escola. São Paulo: Cortez, 2001.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e

Terra, 1996. (Coleção Leitura)

GALIAZZI, Maria do Carmo; MORAES, Roque. Educação pela pesquisa como modo, tempo e espaço

de qualificação da formação de professores de ciências. Ciência & Educação, Bauru, v. 8, n. 2, p. 237-

, 2002. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ciedu/v8n2/08.pdf. Acesso em: 10 dez.2014.

MALDANER, Otavio Aloisio. A formação inicial e continuada de professores de química

professores/pesquisador. Ijuí: Ed. Unijuí, 2000.

MANZINI, E. J. A entrevista na pesquisa social. Didática, São Paulo, v. 26/27, p. 149-158, 1990/1991.

MOURA, L. A. A. de. (2004). Qualidade e gestão ambiental. 4 ed. São Paulo: Juarez de Oliveira.

MORADILLO, Edilson Fortuna. OKI, Maria da Conceição Marinho. Educação ambiental na

universidade: construindo possibilidades. Quím. Nova 2004, vol.27, n.2, pp. 332-336. ISSN 0100-4042.

MORAES, Roque; GALIAZZI, Maria do Carmo. Análise Textual Discursiva. Ijuí: UNIJUÍ, 2007.

PRADO, Ricardo. Um “trem-bão” chamado interdisciplinaridade. Edição n° 122, Revista Nova Escola,

de maio de 1999.

ROA, K. R.V.; SILVA, G.; NEVES, L. B. U.; WARIGODA, M. S.; (2009) Curso de Formação Continuada

de Professores. Pilhas e Baterias: Usos e Descartes X Impactos Ambientais. Disponível em:

http://www.cienciamao.usp.br/dados/aas/_indefinidopilhasebateria.arquivo.pdf. Acesso em: 08 out.

RIO GRANDE DO SUL. Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Código Estadual de Meio Ambiente.

Lei Estadual N° 11.520/2000. Porto Alegre: 2000. Fonte:

http://www.al.rs.gov.br/legiscomp/arquivo.asp?idNorma=11&tipo=pdf Acesso em: 15 nov.2014.

SILVA, R. N.; Chaves, P. M.; Ghiggi, G. IX, ANPED Sul: Seminário de Pesquisa em Educação da

Região Sul, 2012. Formação Permanente: A Pesquisa Como Princípio Articulador da Prática Docente.

Disponível em:

http://www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/anpedsul/9anpedsul/paper/viewFile/2676/578 Acesso

em: 15 nov.12.

SILVA, et al, 2009. A Importância da Utilização de Atividades Práticas Como Estratégia Didática

para o Ensino de Ciências.

Disponível em: http://www.eventosufrpe.com.br/jepex2009/cd/resumos/r0610-2.pdf Acesso em: 15

nov.2014.

SOUZA, M. L.; GALIAZZI, M. do C. Educação Ambiental em Projetos de Aprendizagem: as lidas de

um grupo de professoras na tecitura de uma rede de coletivos. In: GALIAZZI Maria do Carmo et al.

Construção curricular em rede na educação em ciências: uma aposta de pesquisa na sala de aula. Ijuí:Editora Unijuí, 2007, p. 297-316.

SOUZA, R. S. de. Entendendo a questão ambiental. Santa Cruz do Sul, Ed. EDUNISC, p.46- 87, 2000.

TOMASI, D. B. As vertentes da educação ambiental. IN: MARQUES, Mario Osório (org.). Educação,

Saberes Distintos, Entendimento Compartilhado. Ijuí, Ed. Unijuí, 2000 (pp. 184-199).

VASCONCELLOS, Celso dos Santos, 1956 - Avaliação da Aprendizagem: Práticas de Mudanças por

um Praxis Transformadora. São Paulo: Libertad, 1998- (Coleção Cadernos pedagógicos do Libertad; v

.




DOI: http://dx.doi.org/10.5902/2236130817531

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.