Manejo da estrutura diamétrica remanescente de florestas tropicais

Evaldo Muñoz Braz, Paulo Renato Schneider, Patrícia Póvoa de Mattos, Fabio Thaines, Gerson Luiz Selle, Mariana Ferraz de Oliveira, Luis Claudio Oliveira

Resumo


http://dx.doi.org/10.5902/198050987559

O incremento de uma floresta sob uma exploração madeireira depende não apenas do ritmo de crescimento das espécies como também da distribuição diamétrica remanescente que deverá permanecer pós corte. O trabalho avaliou, mediante simulação, a estrutura diamétrica remanescente de um talhão de floresta ombrófila no estado do Amazonas, visando à garantia de ter incremento que recupere a extração. A simulação do crescimento da floresta pós-exploração, respeitando a taxa calculada e a estrutura, permitiram um incremento que pode recuperar o volume comercial inicial durante o ciclo considerado (25 anos). Observouse nas simulações que a remoção de todo volume comercial disponível das espécies estudadas impede a recuperação da floresta no ciclo considerado. Observou-se também que as classes diamétricas comerciais remanescentes (acima do centro de classe de 45 cm) são responsáveis por 81 % do incremento necessário para recuperação do volume comercial removido. Identificou-se um ponto ótimo de classe diâmetro a ser mantida na floresta, acima do qual o retorno do volume comercial é nulo. O ponto crucial da recuperação do volume extraído é o potencial de incremento da estrutura que deve permanecer no compartimento.

Palavras-chave


manejo de florestas tropicais; intensidade de corte; incremento

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DOI: https://doi.org/10.5902/198050987559

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