Ciência Florestal
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<p style="text-align: justify;">O periódico Ciência Florestal (ISSN:1980-5098) oferece publicação contínua e está indexado nas mais importantes bases de dados nacionais e internacionais. São aceitos manuscritos redigidos em português, inglês ou espanhol, porém a publicação é somente em inglês.</p> <p><strong>ISSN 1980-5098 | Qualis/CAPES (2021-2024) = B1</strong></p>Universidade Federal de Santa Mariapt-BRCiência Florestal0103-9954<p>A CIÊNCIA FLORESTAL se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da lingua, respeitando, porém, o estilo dos autores.<br />As <strong>provas finais </strong>serão enviadas as autoras e aos autores.<br />Os <strong>trabalhos publicados passam a ser propriedade da revista CIÊNCIA FLORESTAL</strong>, sendo permitida a reprodução parcial ou total dos trabalhos, desde que a fonte original seja citada. <br /><strong>As opiniões emitidas pelos autores dos trabalhos são de sua exclusiva responsabilidade</strong>.<br /><br /></p>Manejo da densidade de mudas de Acacia mearnsii De Wild. inoculadas com bactéria fixadora de nitrogênio
https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/92888
<p><em>Acacia mearnsii</em> é uma espécie florestal de expressiva importância econômica, destacando-se na produção de carvão vegetal, celulose e tanino, além de seu uso em sistemas silvipastoris. O gênero <em>Acacia</em>, de forma natural, estabelece associação simbiótica com bactérias fixadoras de nitrogênio atmosférico, que o convertem em formas assimiláveis, contribuindo significativamente para a nutrição da planta. Assim, o estudo objetivou avaliar os efeitos da inoculação de <em>Bradyrhizobium japonicum</em> e da alternagem na qualidade de mudas de <em>A. mearnsii</em>, em viveiro. A fase I do estudo consistiu na produção de mudas e aplicação do inoculante via pulverização foliar, aos 20 dias após a emergência. A fase II, compreendeu a aclimatação das mudas com diferentes alternagens. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, com dois fatores: fator A - com e sem inoculação com <em>B. japonicum</em> e o fator B - alternagens das mudas em 25 % e 50 %, totalizando quatro tratamentos com três repetições. As avaliações morfofisiológicas das mudas foram realizadas aos 150 dias. A alternagem de 25 % promoveu maior crescimento em diâmetro do coleto e acúmulo de biomassa nas mudas. O índice de qualidade de Dickson também foi superior nesse nível de alternagem, independentemente da inoculação com <em>B. japonicum</em>, fato que pode estar associado a presença de adubação nitrogenada no substrato e ao período final de produção das mudas, caracterizado pela restrição térmica.</p>Vinícius Betin TolfoMaristela Machado AraujoJúlia Luiza StahlClaudia CostellaSuelen Carpenedo AimiVanessa Zambeli PaneraiMateus Flores MilaniJuarez Iensen Pedroso Filho
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2026-02-272026-02-2736e92888e9288810.5902/1980509892888Estudo comparativo dos componentes químicos da madeira de Pinus taeda na polpação kraft
https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/93109
<p>Este estudo teve como objetivo produzir polpas kraft da madeira de <em>Pinus taeda</em> e avaliou a eficiência do processo de polpação a partir da qualidade das polpas com base nos teores de seus componentes químicos. Utilizou-se cavacos industriais da madeira de <em>P. taeda</em> com idade aproximada de 16 anos, de plantios comerciais de uma empresa do setor de Celulose e Papel, em Santa Catarina, Brasil. Os cavacos foram classificados manualmente e posterior eliminação de nós e finos. Para as análises químicas da madeira, parte dos cavacos foi transformada em serragem, utilizando-se o moinho tipo Willey. A polpação kraft foi realizada em digestor laboratorial Regmed rotativo, aquecido eletricamente e dotado de uma célula com capacidade de 20 litros. As análises físico-químicas da madeira e da polpa kraft marrom de pinus foram: umidade, cinzas, extrativos totais, lignina, holocelulose e alfa-celulose. As determinações do percentual de componentes químicos (extrativos, lignina Klason, holocelulose, alfa-celulose e cinzas) retidos na polpa celulósica e removidos da madeira durante o cozimento. A madeira de <em>P. taeda</em> apresentou características químicas favoráveis para produção de polpa celulósica kraft, destacando-se pelos baixos teores de extrativos totais (3,76%) e lignina (27,76%), e elevado teor de carboidratos (holocelulose de 59,61% e alfa-celulose de 50,66%). Além disso, é possível indicar seu uso potencial como matéria-prima para a produção de polpa kraft marrom.</p>Diesley Olga Homercher Machado VedovottoDaniel Tavares de FariasRoberta Rodrigues RoubusteWanessa Lunardi WachtDieimes Maciel da SilvaCyndel Ramos MonteiroMikaela RehbeinEduardo SchmittRodrigo ColdebellaCristiane Pedrazzi
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2026-02-272026-02-2736e93109e9310910.5902/1980509893109Avaliação do desmatamento no Sul do Amazonas: o status de Boca do Acre na última década frente a inércia do poder público
https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/84404
<p>Os debates envolvendo o combate, fiscalização e a mitigação dos danos causados pelo desmatamento na Amazônia ganharam uma maior visibilidade na atualidade. Nos anos de 2017 a 2021, com a mudança de políticas públicas ambientais, o desmatamento saltou de 6.947 km² para 13.038 km², contudo, estes dados, ao serem analisados de maneira mais prolongada, ou seja, nos últimos dez anos, percebe-se que a perda de cobertura vegetal na Amazônia brasileira tem aumentado de forma latente. No Sul do Amazonas, especialmente na região do Boca do Acre - AM, localidade deste estudo e município isolado da capital Manaus, é perceptível que a Floresta tem perdido espaço para áreas de pastagens, criação de cultivares e principalmente o desmatamento ilegal que ocorre em todo o território. Dados de satélites nacionais, como o <em>Landsat </em>TM-5, mostram um desflorestamento total nos últimos dez anos na região de investigação do estudo, o que demonstra a relevância de serem discutidos, através de estudos científicos, os impactos causados pelas ações antrópicas. O objetivo deste estudo foi avaliar o desmatamento na região de Boca do Acre através dos dados de Satélites demonstrando a perda de cobertura vegetal da região e relacionar tais ações com a falta de políticas públicas que possam frear os impactos causados pelas ações antrópicas na Amazônia, entre os anos de 2012 até 2022, Os dados foram obtidos com o auxílio do Programa PRODES do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE e o teste utilizado para avaliar o desmatamento no município de Boca do Acre foi o de (Pearson). Após análise, filtragem e comparação dos dados obtidos, pode ser concluído que a partir de 2016 inicia-se uma taxa crescente do desmatamento até 2022, com uma pequena oscilação em 2020 e 2022, entre todos os 10 anos, o ano de 2021 superou todos os demais anos, com uma taxa de desmatamento superior 200 km², a soma total foi de 1.162 km² desmatados entre 2012 e 2022, com média anual de anual de 117 km².</p>Moises Parreiras PereiraValdemar Matos PaulaRodrigo da Gama de SantanaJoisilany Santos dos ReisFelipe Vieira da SilvaAndesson de Souza OliveiraAlan Augusto Nobre FeitosaRodrigo Otávio Peréa Serrano
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2026-03-312026-03-3136e84404e8440410.5902/1980509884404Qualidade das fibras da madeira de segunda rotação de Eucalyptus urophylla S.T. Blake para produção de celulose e papel
https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/90191
<p>O gênero Eucalyptus é de grande importância econômica para o setor florestal brasileiro, sendo plantado em diversas regiões do País, sendo que a indústria de celulose e papel é a maior consumidora de madeira em tora. O gênero Eucalyptus é também conhecido por sua capacidade de rebrota, que é um dos fatores que pode contribuir para seu plantio em larga escala. Embora se tenha inúmeros estudos voltados à qualidade da rebrota do gênero, pouco se é estudado sobre a qualidade e as propriedades tecnológicas da madeira de rebrota, como a de segunda rotação, visando seu uso industrial. Sendo assim, o objetivo do presente estudo é avaliar a qualidade da madeira de segunda rotação de dois híbridos clonais de <em>Eucalyptus urophylla</em> S. T. Blake, visando seu uso na produção de celulose e papel. Para isto, foram utilizados dois híbridos clonais de <em>Eucalyptus urophylla</em>, com cerca de cinco anos de idade. Para a caracterização da qualidade da madeira, foi determinada a densidade básica, as dimensões das fibras e os índices de qualidade da madeira para a produção de celulose e papel: índice de Runkel, fração parede, fator de forma de Luce, coeficientes de rigidez e de flexibilidade. As madeiras de primeira e segunda rotação apresentam muitas propriedades similares entre si, principalmente no clone 1 e as propriedades estudadas mostram-se desejáveis para a produção de celulose e papel. Com base nos resultados obtidos, conclui-se que madeiras de segunda rotação têm qualidade para produção de papel e celulose.</p>Mara Lúcia Agostini ValleWescley Viana EvangelistaJosé de Castro Silva
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2026-03-312026-03-3136e90191e9019110.5902/1980509890191