https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/issue/feed Ciência Florestal 2021-11-17T09:16:04-03:00 Gerson Luiz Selle cienciaflorestal@ufsm.br Open Journal Systems <p style="text-align: justify;">O periódico <strong>Ciência Florestal</strong> (ISSN:1980-5098) foi criado em 1991, passando a ser publicado somente na versão on-line em 2016, com o objetivo de ser um veículo para a divulgação de trabalhos científicos, notas técnicas e revisões de literatura relacionados à área de ciências florestais. Possui tiragem trimestral e são aceitos textos redigidos em português, inglês ou espanhol. Atualmente possui classificação B1 no Qualis/CAPES (2013-2016) e está indexada nas mais importantes bases de dados nacionais e internacionais.</p> https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/36889 Hidrogel e frequências de irrigação na sobrevivência, crescimento e trocas gasosas em <i>Eucalyptus urograndis</i> 2021-11-17T09:14:49-03:00 Dionéia Felippe dioneia.felippe@gmail.com Marcio Carlos Navroski navroskiflorestal@yahoo.com.br Jean Alberto Sampietro jean.sampietro@udesc.br Clenilso Sehnen Mota csm.sehnen@gmail.com Mariane de Oliveira Pereira maripereira.florestal@gmail.com Jackson Adriano Albuquerque jackson.albuquerque@udesc.br Ramon Silveira de Andrade ramon.andrade@edu.udesc.br Carolina Moraes carolina.moraes1@edu.udesc.br <p>O objetivo do trabalho foi avaliar o efeito do hidrogel no plantio de mudas clonais de <em>Eucalyptus urograndis</em> em vasos, relacionados com diferentes manejos hídricos, buscando fornecer informações sobre a eficiência do uso do hidrogel. O experimento foi conduzido em viveiro florestal, esquema fatorial, em que o fator “A” se referiu à ausência e à presença de hidrogel e o fator “B” ao manejo hídrico (irrigação somente no plantio, 8 dias, 4 dias e diariamente). Foram realizadas avaliações da sintomatologia do estresse hídrico, características morfológicas, teores de clorofila, teor de água no solo, trocas gasosas, incremento em diâmetro e altura e biomassa seca. O hidrogel proporcionou um aumento no teor de água no solo e um atraso nos sintomas de estresse hídrico, aumentando a taxa de sobrevivência. O estresse hídrico foi um fator limitante para a abertura estomática, contribuindo para a queda na assimilação de carbono pela fotossíntese.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/37867 Dependência espacial de variáveis dendrométricas em diferentes idades e intensidades amostrais em povoamento de eucalipto 2021-11-17T09:14:53-03:00 Danilo Henrique dos Santos Ataíde daniloataide.florestal@gmail.com Emanuel José Gomes de Araújo ejgaraujo@gmail.com Marco Antonio Monte marcomonte.ufrrj@gmail.com Rafaella De Angeli Curto rafaellacurto@yahoo.com.br Bruno Araujo Furtado de Mendonça brunoafmendonca@gmail.com Vinícius Augusto Morais viniciusmorais@unemat.br <p>Compreender as variações espaciais de variáveis dendrométricas em inventário florestal contínuo é imprescindível para subsidiar ações de manejo, além de permitir intensidades amostrais que reflitam em acurácia com menor custo do inventário. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar a estrutura de dependência espacial de variáveis dendrométricas ao longo do tempo e em diferentes intensidades amostrais em povoamento de eucalipto. As hipóteses testadas foram que a estrutura de dependência espacial de variáveis dendrométricas se altera com o crescimento em povoamentos de eucalipto e que a intensidade amostral influencia nesta estrutura. As variáveis diâmetro a 1,30 m do solo, área basal, altura total, altura média das árvores dominantes e volume de madeira foram obtidas em inventário florestal contínuo, aos 3,5, 4,5 e 5,5 anos, em 80 unidades amostrais permanentes (400 m²), distribuídas aleatoriamente em um povoamento de eucalipto (394 ha), localizado em Abaeté, Minas Gerais. Foram avaliadas as intensidades de uma unidade amostral a cada 4,9 (n = 80), 7,3 (n = 54) e 16,4 (n = 24) hectares. Considerou-se a maior intensidade amostral como referência para as demais. Os modelos de semivariância esférico, exponencial e gaussiano foram ajustados ao semivariograma experimental, em que o modelo de melhor ajuste foi utilizado pela krigagem ordinária na espacialização das variáveis analisadas. Os resultados demonstraram predominância de forte dependência espacial das variáveis dendrométricas, independentemente da idade e intensidade amostral, sobretudo para altura média das árvores dominantes e volume de madeira. A menor intensidade amostral influenciou negativamente na dependência espacial da área basal, em todas as idades. A estrutura de dependência espacial não é influenciada pelo aumento da idade do povoamento, sendo recomendada a análise geoestatística destas variáveis em inventário florestal contínuo, considerando a intensidade amostral de uma unidade amostral a cada 16,4 hectares.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/38041 Isolamento, caracterização de rizobactérias e análise da produção de ácido indolacético visando ao enraizamento de estacas de oliveira (<i>Olea europaea</i> L.) 2021-11-17T09:14:56-03:00 Polianna de Paula Ramos polianna.pr@hotmail.com Rogerio Melloni rmelloni@unifei.edu.br Nara Luiza Pedrezzini Silva naraluizapsilva@hotmail.com Eliane Guimarães Pereira Melloni elianegp@unifei.edu.br Gustavo Magno dos Reis Ferreira gustavo_mrf@yahoo.com.br Luiz Fernando de Oliveira da Silva luizfernando.agronomia@gmail.com Thais Aparecida Costa da Silva thaiscostaga@gmail.com <p class="Default">As rizobactérias promotoras do crescimento de plantas (RPCP) são capazes de proporcionar o melhor desenvolvimento vegetal por meio de diversos mecanismos. Um desses mecanismos trata da produção de reguladores de crescimento vegetal, como por exemplo, o ácido indolacético (AIA). Com isso, o objetivo do presente trabalho foi o isolamento, a caracterização fenotípica e a avaliação do potencial de produção de AIA de rizobactérias, obtidas da rizosfera de oliveiras (<em>Olea europaea</em> L.), visando a sua aplicação na indução do enraizamento durante a produção de mudas. Para isso, amostras de rizosfera de 17 diferentes cultivares de oliveira, do banco de germoplasma da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), em Maria da Fé - MG, foram utilizadas para o isolamento de RPCP em meios de cultura JNFb, NFb e LGI, posteriormente caracterizadas fenotipicamente em meio batata-dextrose-ágar e submetidas ao teste de produção de AIA. Pôde-se observar efeito das cultivares no número de RPCP nos diferentes meios de cultura. Na caracterização fenotípica, os isolados de RPCP apresentaram alta similaridade entre si (93% a 100%). Quanto à produção de AIA, esses isolados apresentaram índices relevantes (0,16 e 29,08 μg mL<sup>-1</sup>) quando comparados a outros estudos, sendo aqueles obtidos no meio JNFb os maiores produtores. Pôde-se concluir que 11 isolados (KRJ2, GLJ2, G57J2, MFJ1, ADJ2, G57N1, AUSAL3, FTJ1, AUSAN1, AUSAJ2, KRN1), com produção acima de 20 μg mL<sup>-1</sup> de AIA, apresentam potencial de utilização em futuros testes na indução de enraizamento de estacas de plantas de oliveira.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/39683 Monitoramento fenológico para avaliação de impacto ambiental em manguezais estuarinos no Nordeste do Brasil 2021-11-17T09:14:59-03:00 Jorgeana Almeida Benevides jorgeana.jorge@hotmail.com Rafaela Camargo Maia rafaelamaia@ifce.edu.br Ingrid H’Oara Carvalho Vaz da Silva ingrid.hoara@ifce.edu.br <p>Os manguezais se configuram em um dos ecossistemas mais produtivos do planeta, entretanto eles vêm sofrendo progressivas alterações ambientais, devido às pressões antrópicas. Informações sobre o comportamento fenológico podem ser utilizadas como instrumento na construção de projetos de conservação de recursos naturais. O presente estudo foi realizado em quatro áreas estuarinas em Acaraú, Ceará, objetivando analisar o comportamento fenológico dos componentes reprodutivos de três espécies de mangue em diferentes áreas sujeitas a diferentes tipos de impactos ambientais (resíduos sólidos, desmatamento e efluentes da carcinicultura) e uma área de baixo impacto no período de um ano. A fim de se caracterizar os padrões fenológicos foi realizada observação direta, registrando-se a presença e a intensidade da floração e frutificação. Dois métodos de análise foram aplicados para entender os padrões de floração e frutificação: percentual de intensidade de Fournier e o índice de atividade. As florações de <em>Avicennia </em>spp. e <em>Rhizophora mangle </em>L, em condições naturais, ocorrem o ano todo, e nas áreas impactadas mostraram padrões irregulares. Quanto à frutificação, <em>Laguncularia racemosa</em> (L.) C. F. Gaertn foi a espécie que apresentou os mais altos percentuais para os dois índices fenológicos analisados. A pluviosidade e a salinidade parecem exercer maior força seletiva quando as espécies estão sujeitas a algum tipo de impacto antrópico. A análise comparativa dos diferentes métodos de avaliação fenológicos realizados neste estudo indicou que estes fornecem dados distintos e complementares sobre o comportamento reprodutivo vegetal e de como os impactos a que estes ambientes estão sujeitos pode estar interferindo negativamente sobre a flora deste ecossistema.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/40102 Glyphosate e imazapyr no controle de brotações de eucalipto: aplicação no fuste principal anterior ao corte da árvore 2021-11-17T09:15:02-03:00 William Gomes Montes william.florestal@outlook.com Leonardo David Tuffi Santos ltuffi@yahoo.com.br Rodrigo Eduardo Barros rodrigo.edb@hotmail.com Wellington Almeida wellington.almeida@gelfsid.com.br Antônio Junior Silva Abreu antonio.abreu@gelfsid.com.br Matheus Mendes Reis matheussmendes@hotmail.com Luan Mateus Silva Donato luan_mateus_sd@hotmail.com Guilherme Augusto de Paiva Ferreira guilhermepaiva017@gmail.com <p>A pulverização de herbicidas sobre a rebrota do eucalipto é uma prática comum no setor florestal. Entretanto, observa-se a necessidade de várias operações em uma mesma área para controle das brotações. Objetivou-se avaliar a eficiência dos herbicidas glyphosate e imazapyr, aplicados no fuste principal antes do corte raso das árvores, no controle de brotações de eucalipto. Foram implantados sete tratamentos representados por doses de 3,0; 4,0 e 5,0 mL/fuste de glyphosate (Gli-Up<sup>®</sup> 360 g i.a L<sup>-1</sup>) e das doses de 0,3; 0,5 e 0,7 mL/fuste de imazapyr (Chopper Florestal<sup>®</sup> 250 g i.a. L<sup>-1</sup>), além de um tratamento-testemunha. A aplicação dos herbicidas foi realizada em inserções feitas nos fustes das árvores. Aos 30 dias após aplicação dos herbicidas, realizou-se o corte das árvores. Aos 150 dias após o corte das árvores, foram realizadas avaliações do número de brotações por cepa, número de cepas com presença de brotações, altura e a eficiência de controle das brotações. A aplicação de glyphosate promoveu redução do vigor das brotações. Porém, observou-se emissão de brotações em pelo menos 80% das cepas avaliadas. A aplicação da dose de 3 mL de glyphosate promoveu porcentagens de 80% de eficiência de controle. Contudo, observou-se que operações de controle adicionais seriam necessárias. A aplicação de imazapyr mostrou-se ineficiente com controle inferior a 25%. Portanto, conclui-se que a aplicação de glyphosate no fuste da árvore em pré-corte reduz o vigor de brotações de eucalipto. Adicionalmente, a aplicação de imazapyr, nas doses e forma de aplicação testadas, não é recomendada para controle de brotações de eucalipto.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/41666 Variações pedológicas influenciam a composição florístico-estrutural de florestas aluviais? 2021-11-17T09:15:04-03:00 André Luís Pasdiora apasdiora@sms.curitiba.pr.gov.br Daiane Cristina Dall Agnol Ceni engdaianedallagnol@gmail.com Marília Borgo maborgo@gmail.com Gustavo Ribas Curcio gustavo.curcio@embrapa.br Edilaine Duarte ediduarte10@gmail.com Amanda Köche Marcon amandakoche@gmail.com Franklin Galvão fgalvao@ufpr.br <p>Este estudo buscou investigar se a composição florístico-estrutural de uma floresta aluvial é influenciada pelas variações pedológicas e se há baixa diversidade e similaridade florística nesses ambientes. Ainda, objetivou avaliar se, independentemente do tipo de solo, essas florestas apresentam monodominância. O estudo foi realizado às margens do rio Iguaçu, no município de Araucária, Paraná, onde foram mapeadas e demarcadas a área de ocorrência de duas classes de solo: Gleissolo Háplico Ta Distrófico típico e Neossolo Flúvico Psamítico típico. Para a análise da estrutura fitossociológica, foram instaladas em cada compartimento 10 parcelas de 10 m x 10 m e monitorada a profundidade média do lençol freático. Foram amostradas 39 espécies, distribuídas em 21 famílias botânicas. Destas, somente seis espécies foram similares nos compartimentos analisados. A flutuação do lençol freático diferiu entre os compartimentos, sendo mais próximo da superfície no Gleissolo. <em>Gymnanthes </em><em>klotzschiana</em><em> </em>apresentou os maiores valores de densidade, dominância e importância em ambos os compartimentos. A segunda espécie de maior importância na área de Gleissolo foi <em>Myrciaria tenella</em>, e na área de Neossolo destaca-se <em>Araucaria angustifolia,</em> devido à maior profundidade do lençol freático e ao caráter não hidromórfico do solo. Os ambientes ripários apresentaram distinções florístico-estruturais, evidenciando a necessidade de compartimentação baseada em parâmetros pedológicos, obtendo-se assim um melhor entendimento da comunidade vegetal.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/42406 A ‘teoria da renda da Floresta’ como complemento à ‘teoria da renda do Solo’ para a análise econômica de ativos florestais 2021-11-17T09:15:08-03:00 Mário Dobner Júnior mario.dobner@ufsc.br <p>Análises econômicas de projetos florestais são tradicionalmente baseadas em indicadores financeiros – obtidos a partir da construção de fluxos de caixa descontados. Nesse contexto, merece destaque a ‘<em>teoria da renda do Solo</em> – <em>trS</em>’, também chamada de valor esperado da terra – VET. Em contraposição a esta, surgiu a ‘<em>teoria da renda da Floresta</em> – <em>trF</em>’. Foi objetivo do presente estudo apresentar a <em>trF </em>como complemento à <em>trS </em>no contexto de plantações de <em>Pinus taeda</em> no sul do Brasil<em>. </em>A abordagem apresentada pela <em>trF</em> permite avaliar a gestão do ativo florestal por uma outra perspectiva, dando maior ênfase à capacidade do ativo em gerar riqueza de forma sustentável. Conclui-se que a <em>trF </em>é uma abordagem interessante e complementar à <em>trS. </em>De acordo com a <em>trF, </em>plantios de <em>Pinus taeda</em> regulados ou próximos à regulação, com o objetivo de maximizar o retorno econômico de forma sustentada, devem considerar ciclos de produção &gt;30 anos. O manejo multiprodutos apresenta resultado econômico duas vezes superior ao <em>pulpwood, </em>independentemente da duração do ciclo de produção (16-30 anos)<em>.</em> O emprego da <em>trF</em> de forma complementar às análises tradicionais, com fluxos de caixa descontados, reforçam a viabilidade de estratégias de manejo multiprodutos com ciclos de produção mais longos que os comumente utilizados.<strong></strong></p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/42667 Impacto antrópico na dinâmica de uma floresta nebular do planalto catarinense 2021-11-17T09:15:10-03:00 Giovana Reali Stuani giovanarealistuani@gmail.com Ana Carolina da Silva carol_sil4@yahoo.com.br Pedro Higuchi higuchip@gmail.com Janaina Gabriela Larsen janainalarsen18@gmail.com Felipe Domingos Machado felipe.d.machado@hotmail.com Guilherme Neto dos Santos guineto.florestal@gmail.com <p>O objetivo do presente estudo foi investigar a dinâmica da comunidade arbórea adulta e regenerante em um fragmento de Floresta Nebular em Urubici, Santa Catarina, sujeito ao impacto de gado. Os inventários dos indivíduos arbóreos adultos (diâmetro na altura do peito – DAP ≥ 5 cm) foram realizados em 2011, 2015 e 2019, e dos regenerantes arbóreos (DAP &lt; 5 cm), em 2013, 2015, 2017 e 2019. Para o componente adulto, a amostragem foi realizada em 25 parcelas de 20 × 20 m alocadas de forma sistemática no fragmento. Em cada uma dessas parcelas também foram coletadas variáveis edáficas e topográficas. O componente regenerativo arbóreo foi avaliado em subparcelas conforme classe de tamanho das plantas (classe 1: plantas com altura de 0,15 cm até 1 m, em 5 m<sup>2</sup>; classe 2: plantas com altura acima de 1 m e até 3 m, em 10 m<sup>2</sup>, e classe 3: plantas com altura maior que 3 m e DAP &lt; 5 cm, em 20 m<sup>2</sup>). Foram calculadas as taxas demográficas para a comunidade e as populações de indivíduos adultos e regenerantes. Utilizaram-se Árvores de Regressão (AR), para testar a influência das variáveis ambientais sobre as taxas de dinâmica dos regenerantes, e Análises dos Componentes Principais (PCA), para sintetizar os gradientes representados pelas taxas de dinâmica entre populações. No último período, 2015-2019, a floresta apresentou perda em indivíduos e em área basal, o que sugere um processo de desestruturação. Para os indivíduos regenerantes, as variáveis mais influentes na dinâmica estiveram relacionadas com a fertilidade do solo, os teores de H+Al, a cota altitudinal e a compactação dos solos. Para a conservação da área, medidas, como o cercamento contra entrada de gado, são essenciais para a manutenção da floresta ao longo do tempo.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/43229 Alocação de biomassa e indicadores de crescimento para a avaliação da qualidade de mudas de espécies florestais nativas 2021-11-17T09:15:13-03:00 Natanielly Rodrigues Avelino nataniellyavelino@hotmail.com Ana Cristina Schilling ana.schilling@gmail.com Ândrea Carla Dalmolin andreacarlad@gmail.com Martielly Santana dos Santos martiellysantana@gmail.com Marcelo Schramm Mielke msmielke@uesc.br <p>Procedimentos e metodologias que permitam avaliar a qualidade e a uniformidade das mudas são fundamentais para a homogeneização dos lotes em viveiros florestais e o sucesso dos plantios para reflorestamento. Foi conduzido um estudo com o objetivo de avaliar as correlações entre a alocação de biomassa e o índice de qualidade de Dickson (IQD) para mudas de seis espécies arbóreas nativas da Mata Atlântica, bem como selecionar indicadores de qualidade que mais influenciam o IQD e que possam ser utilizados de maneira prática e precisa para a avaliação da qualidade de mudas florestais nativas. Foram utilizadas mudas de seis espécies arbóreas tropicais:<em> Calophyllum brasiliense</em>, <em>Eriotheca macrophylla</em>, <em>Inga laurina</em>, <em>Psidium cattleyanum</em>, <em>Roupala montana</em> e <em>Sloanea obtusifolia</em>. Foram avaliados a massa seca de folhas (MSF), os caules (MSC) e as raízes (MSR), além da altura da parte aérea (H) e diâmetro do coleto (D). A partir dessas variáveis, foram calculadas as razões de massa de raízes (RMR), caules (RMC) e folhas (RMF), além da massa seca total (MST), a massa seca da parte aérea (MSPA), a razão de massa seca da parte aérea por massa seca de raízes (MSPA/MSR), a razão altura da parte aérea por diâmetro do coleto (H/D) e o IQD. Os resultados foram analisados mediante análises de correlação. Com base nas condições em que este estudo foi realizado é possível concluir que: (a) as diferenças entre os valores médios do IQD das espécies estudadas não foram explicadas pelo padrão de alocação de biomassa característico de cada espécie; (b) a MSR, a MST e o D são as melhores variáveis para predizer o comportamento do IQD das mudas das espécies florestais analisadas neste estudo; e (c) pelo fato de ser um método não destrutivo, o D pode ser considerado como o melhor indicador prático para estimar os valores de IQD de lotes de mudas de espécies florestais da Mata Atlântica.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/43240 Retenção de água em substratos com hidrogel: influência das características do material e nível de adubação 2021-11-17T09:15:16-03:00 Orlando Sílvio Caires Neves orlandoscn@gmail.com Eduarda Demari Avrella dudademari@hotmail.com Luciana Pinto Paim lucianappaim@bol.com.br Claudimar Sidnei Fior csfior@ufrgs.br <p>Considerando-se que os substratos apresentam constituições físico-químicas diversas e que a liberação de íons do substrato, ou a adição de fertilizantes, eleva a condutividade elétrica da solução, este trabalho teve como objetivo avaliar a retenção de água em substratos com hidrogel com presença e ausência de adubação. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, em esquema fatorial 4 x 3 x 2, com quatro repetições. Os fatores constituíram de quatro tipos de substratos (casca de pinus compostada, pó-de-coco (fibra do mesocarpo triturada), turfa de <em>Sphagnum</em> e substrato comercial (à base de turfa de <em>Sphagnum</em>, vermiculita expandida, casca de arroz torrefada, calcário dolomítico e gesso agrícola), três formas de aplicação do produto hidrogel (sem aplicação, com aplicação sem pré-hidratação e com aplicação após hidratação) e duas formas de aplicação de fertilização de base (na presença e ausência). O hidrogel utilizado foi um copolímero de poliacrilato de potássio (K<sub>2</sub>S<sub>2</sub>O<sub>8</sub>). Os resultados apontam que a adição de hidrogel promove melhorias na capacidade de retenção de água dos substratos, contudo, é influenciada pela sua composição e pela presença de fertilizantes químicos. Quanto maior a Condutividade Elétrica (CE) do substrato, menor é o potencial de hidratação do hidrogel. A forma de aplicação do hidrogel, se seco ou pré-hidratado, não influencia a capacidade de retenção de água pelos substratos. O hidrogel aplicado no substrato, uma vez desidratado, mantém sua capacidade de reidratação.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/47218 Vulnerabilidade à invasão biológica por <i>Hovenia dulcis</i> Thunb. em áreas verdes de Curitiba, Paraná, Brasil 2021-11-17T09:15:19-03:00 Allan Rodrigo Nunho dos Reis allan.nunho@gmail.com Daniela Biondi dbiondi@ufpr.br Jennifer Viezzer jen.viezzer@gmail.com Fabiano Peixoto Freiman fabiano.freiman@ufba.br Leonardo Fogaça leo.fogaca@gmail.com <p>Foram considerados seis fatores relacionados à presença de <em>Hovenia dulcis</em>: nove pontos de ocorrência da espécie; altitude e declive (métricas topográficas); e área, forma e isolamento entre fragmentos de habitat (métricas da paisagem). O método <em>Analytic Hierarchy Process</em> (AHP) foi utilizado para definir pesos para cada fator. A vulnerabilidade foi avaliada como muito baixa (0 – 0.2); baixa (0.21 – 0.4); moderada (0.41 – 0.6); alta (0.61 – 0.8); e muito alta (0.81 – 1). As análises espaciais foram realizadas no <em>software</em> QGIS<sup>®</sup> 3.10. Os pontos de ocorrência da espécie representaram 45% do modelo gerado, seguidos pelos fatores paisagísticos, principalmente a forma dos fragmentos (17,69% do modelo). Nas áreas verdes urbanas selecionadas, 995,15 ha corresponderam à classe de alta vulnerabilidade e 839,54 ha à classe de vulnerabilidade moderada à invasão pela espécie. As regiões oeste, sul e norte da cidade são as mais vulneráveis, e também as mais urbanizadas. O Parque Passaúna é a área verde mais suscetível à invasão pela espécie principalmente devido à forma irregular, mais propensa ao efeito de borda. Curitiba tem uma alta vulnerabilidade à invasão biológica por <em>Hovenia dulcis</em> em suas áreas verdes, principalmente naquelas localizadas em regiões mais urbanizadas.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/48035 O papel das zonas de amortecimento na efetividade da proteção ambiental da Floresta Nacional de Palmares, Piauí, Brasil 2021-11-17T09:15:22-03:00 Maria Letícia Stefany Monteiro Brandão marialeticia.gab@gmail.com Francisco das Chagas Paiva Silva franciscopaiva745@gmail.com Ana Carolina Chaves Fortes carolina.chaves@ifpi.edu.br Gaspar da Silva Alencar gaspargeografo343@gmail.com Israel Lobato Rocha israel.lobato@ifpi.edu.br Bruna de Freitas Iwata iwata@ifpi.edu.br <p>A pesquisa teve como objetivo avaliar a efetividade das zonas de amortecimento (ZA) enquanto instrumentos legais de proteção, no entorno das áreas protegidas da Floresta Nacional (Flona) de Palmares no papel da proteção ambiental. A pesquisa foi desenvolvida na Flona de Palmares, localizada no município de Altos – estado do Piauí. Foram realizados levantamentos bibliográficos, e utilizou-se, principalmente, a Legislação Ambiental e material de divulgação técnica e científica. Elaborou-se um mapa utilizando <em>software</em> de geoprocessamento Qgis para delimitar a ZA da Flona, e o mapeamento da expansão urbana foi feito por meio de observação de imagens de satélite. Embora a Flona esteja a uma distância considerável de adensamentos urbanos, ela é pressionada pelas propriedades e comunidades rurais que vem crescendo ao longo dos anos em seu entorno, o que representa uma ameaça direta à Unidade de Conservação (UC). O avanço dessas áreas em direção à UC configura fator de risco a ser considerado. Existem conflitos com os empreendimentos limítrofes à UC, e, ademais, carência de um plano de manejo eficiente e de sua aplicação, esses são alguns dos problemas identificados e que dificultam a efetividade da ZA da Flona de Palmares.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/48108 Modelagem volumétrica da necromassa lenhosa em floresta manejada e não manejada na Amazônia Central 2021-11-17T09:15:25-03:00 Filipe Campos de Freitas filipe.freitas19@gmail.com Daniel Dantas dantasdaniel12@yahoo.com.br Celso Paulo de Azevedo celso.azevedo1958@gmail.com Cintia Rodrigues de Souza cintia.souza@embrapa.br Natalino Calegario calegari@ufla.br <p>A necromassa lenhosa representa cerca de 20% do carbono disponível na biomassa acima do solo em florestas amazônicas, entretanto a sua quantificação não é uma atividade comum em estudos florestais. O objetivo deste trabalho foi realizar a modelagem volumétrica da necromassa, a fim de proporcionar uma ferramenta para quantificação desse componente da vegetação. A coleta de dados foi realizada em 15 parcelas permanentes alocadas em floresta sob manejo florestal sustentável e outras 5 em floresta não manejada localizadas no estado do Amazonas, Brasil. Foi realizada a cubagem de troncos e pedaços de troncos de árvores mortas – com diâmetro a partir de 10 cm – caídos dentro dos limites da parcela. A modelagem foi realizada por meio de regressão não linear (modelo de Schumacher-Hall), Redes Neurais Artificiais (RNA) e Máquina de Vetor de Suporte (MSV). Nessa modelagem, os dados foram divididos em 80% para ajuste/treinamento e 20% para teste. Considerou-se como critérios de precisão da modelagem: correlação entre valores estimados e observados, raiz do erro quadrático médio e distribuição gráfica dos resíduos. Foram cubados um total de 1049 troncos ou pedaços de troncos caídos, sendo 848 na área de floresta manejada e 201 na floresta não manejada. Os três métodos testados apresentaram correlação próxima a 1, entre volume observado e estimado. Os menores RMSE% foram de 33,21% na floresta manejada (RNA) para a base de ajuste e 22,38% na floresta não manejada (Schumacher-Hall) para os dados de teste. As RNA apresentaram melhor desempenho durante a etapa de treinamento, todavia não houve boa extrapolação dos seus resultados para a base de teste. O modelo de Schumacher-Hall apresentou o melhor desempenho para as estimativas de volume com os dados da base de teste. A modelagem do volume individual de troncos mortos caídos apresentou dificuldade para minimização dos erros de estimativa devido às características dos dados.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/48248 Infecção cruzada de <i>Colletotrichum nymphaeae</i> e reação de cultivares de nogueira-pecã 2021-11-17T09:15:28-03:00 Lucas Graciolli Savian lucassavian@hotmail.com Jéssica Emilia Rabuske jessicarabuske@gmail.com Clair Walker clairwalker@gmail.com Janaina Silva Sarzi janainasarzi@yahoo.com.br Jessica Mengue Rolim eng.jessicarolim@gmail.com Alexsandra Cezimbra Quevedo alequevedo1997@gmail.com Marlove Fátima Brião Muniz marlovemuniz@yahoo.com.br <p><em>Juglans regia</em> e <em>Carya illinoinensis</em>, ambas da família Juglandaceae, são espécies de nogueiras conhecidas mundialmente pela produção das chamadas nozes, com crescente expansão da área cultivada na América do Sul. Entretanto, nos últimos anos houve aumento da incidência de doenças nessas espécies, o que compromete a rentabilidade dos cultivos e a qualidade do produto. <em>Colletotrichum nymphaeae</em> foi recentemente identificado no Brasil causando danos em frutos de <em>Juglans regia. </em>Este estudo teve como objetivo avaliar o potencial de infecção cruzada de <em>C. nymphaeae</em>, isolado de frutos sintomáticos de <em>Juglans regia</em>, em folíolos e frutos de cultivares de <em>Carya illinoinensis.</em> Para isso, discos de meio de cultura contendo estruturas do patógeno foram depositados sobre folíolos e frutos de seis e três cultivares de <em>Carya illinoinensis, </em>respectivamente. <em>Colletotrichum nymphaeae </em>mostrou-se patogênico tanto em folíolos como em frutos de todas as cultivares avaliadas, sendo que as maiores lesões em folíolos foram observadas nas cultivares ‘Barton’, ‘Melhorada’ e ‘Imperial’, enquanto que a cultivar ‘Shawnee’ demonstrou menor suscetibilidade ao patógeno. Nos frutos, a cultivar ‘Imperial’ mostrou-se mais suscetível ao patógeno, já que apresentou as maiores lesões.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/52839 Papel da fauna do solo na decomposição da serapilheira em povoamentos de pinus sob bioma Mata Atlântica 2021-11-17T09:15:31-03:00 Tatiani Pech tatianimariapech@gmail.com Guilherme Diego Fockink guilhermefockink@gmail.com Alexandre Siminski alexandre.siminski@ufsc.br Júlia Carina Niemeyer julia.carina@ufsc.br <p>A produção de serapilheira e sua decomposição desempenham um papel importante no ciclo do carbono terrestre e na qualidade do solo, sendo um processo crucial envolvido na produtividade e funcionamento do ecossistema. Compreender esse processo em áreas comerciais de pinus ou invasões de pinus é crucial para projetar o manejo florestal ou a restauração de ecossistemas. Conduzimos um estudo em uma plantação comercial de pinus (<em>Pinus taeda </em>L.) no bioma da Mata Atlântica para investigar (1) a contribuição da fauna do solo para a perda de massa da serapilheira; (2) a atividade alimentar da fauna edáfica na serapilheira dentro das estações do ano. As bolsas de decomposição com acículas de pinus (5 g, peso seco) foram preparadas como tratamentos de exclusão para a fauna do solo de diferentes tamanhos, variando o tamanho da malha (2 mm e 0,06 mm). As bolsas de decomposição foram removidas após 60, 120, 180, 240, 300 e 365 dias para estimar as taxas de decomposição. <em>Bait laminas</em> foram expostos sazonalmente e horizontalmente na superfície do solo para determinar a atividade de alimentação da fauna na serapilheira. Encontramos: (1) nenhuma diferença na perda de massa da serapilheira e na taxa de decomposição quando a macrofauna do solo e a maior parte da mesofauna foram excluídas; (2) a atividade alimentar dos organismos da serapilheira foi maior no verão, provavelmente estimulada por uma combinação de alta temperatura e umidade. Em plantios comerciais de pinus, podemos concluir que a ciclagem de nutrientes é mais lenta do que em áreas naturais, o que está relacionado às características das acículas, descritas na literatura. Nossos resultados indicaram que a macro e a mesofauna do solo desempenham um papel menor na decomposição da serapilheira em plantios comerciais de pinus, indicando que o processo de decomposição em tais povoamentos está mais relacionada à atividade dos microrganismos.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/52851 Adaptação da Fórmula de Monte Alegre para previsão do perigo de incêndios florestais na região central do estado de São Paulo 2021-11-17T09:15:34-03:00 João Francisco Labres dos Santos joaolabres@ufpr.br Bruna Kovalsyki kovasyki.b@gmail.com Tiago de Souza Ferreira tiagoferreira@florestal.eng.br Franciane Pajewski franpajewski@yahoo.com.br Antonio Carlos Batista batistaufpr@gmail.com Alexandre França Tetto tetto@ufpr.br Ronaldo Viana Soares rvsoares02@gmail.com <p>Considerando que a formulação de índices de perigo de incêndios auxilia no planejamento das atividades de prevenção e combate, refletindo de forma antecipada a probabilidade de ocorrência e de propagação dos incêndios florestais, o presente trabalho teve por objetivo realizar o ajuste e validação da Fórmula de Monte Alegre para áreas de cultivo de eucalipto no Estado de São Paulo. Foram utilizados dados de umidade relativa do ar, precipitação pluviométrica e registros de ocorrência de incêndios florestais no período de 11/10/2003 a 29/04/2016. Para a análise, o conjunto de dados foi dividido em duas partes, sendo que as observações entre os anos de 2003 e 2013 (75%) foram utilizadas para o ajuste da FMA, enquanto os dados referentes aos anos de 2014 a 2016 (25%) foram utilizados para validar a nova classificação gerada conforme o estabelecimento dos novos valores limiares de distinção entre a classes de perigo de incêndios. Os resultados demonstraram que o estabelecimento de novos limiares para as definições das classes de perigo proporcionou melhorias na eficiência da Fórmula de Monte Alegre em prever a ocorrência de incêndios na região de estudo.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/53310 Avaliação da perda da biodiversidade na Mata Atlântica 2021-11-17T09:15:37-03:00 Antonia Francivan Veira Castelo Branco franvcb@hotmail.com Patrícia Verônica Pinheiro Sales Lima Lima pvpslima@gmail.com Esdras Soares de Medeiros Filho esdras.med@gmail.com Benedita Marta Gomes Costa martagcosta578@gmail.com Tarcisio Praciano Pereira pracianopereira@gmail.com <p>A biodiversidade da Mata Atlântica é considerada de extrema importância biológica, mas essa riqueza de fauna e flora está ameaçada pelo desmatamento. O objetivo deste estudo consiste em apresentar um modelo de avaliação da perda da biodiversidade, adotando como cenário o município de Viçosa do Ceará, situado no Nordeste brasileiro. O método adotado baseia-se na proposição de um indicador em que se busca calcular a estimativa da perda da biodiversidade a partir do decréscimo da riqueza de aves, mamíferos e répteis escamados que fazem parte desse <em>habitat</em>, tendo como referência o modelo da relação espécie-área. Como resultados tem-se: (1) a perda da biodiversidade na área de estudo está em nível “extremo”; (2) as taxas de variação média e de velocidade têm movimento acelerado, logo, quanto maior for o aumento da área desmatada, mais rápida se torna a velocidade e aceleração da perda da biodiversidade; (3) a curvatura da função indicou que o ponto crítico da perda da biodiversidade acontece quando o desmatamento atinge 93% da área do ecossistema. Conclui-se que o modelo de estimativa da perda de aves, mamíferos e répteis escamados apresentou-se de forma eficiente para a avaliação da perda da biodiversidade no ecossistema de Mata Atlântica.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/54717 Efeito do fogo na abundância e diversidade fúngica no solo do Cerrado 2021-11-17T09:15:40-03:00 Cássia Silva cassia96silva@gmail.com Igor Viana igorvianasousa@gmail.com Dalmárcia de Souza dalmarciaadm@yahoo.com.br Damiana Silva damisb@gmail.com Augustus Portella portella@mail.uft.edu.br Marcos Giongo giongo@uft.edu.br <p>A realização de queimas prescritas, com diferentes objetivos de gestão e manejo, vem sendo aplicada mais frequentemente em áreas protegidas. Com o intuito de compreender o efeito do fogo, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a abundância e a diversidade dos microrganismos fúngicos em resposta ao uso do fogo e incêndios florestais. As amostras de solo anterior e após a queimada foram coletadas, sendo os fungos isolados pelo método de plaqueamento, posteriormente quantificados por meio da contagem das unidades formadoras de colônia (UFC g<sup>-1</sup>) e identificados ao nível de gênero. A média de UFC g<sup>-1</sup> não apresentou diferença significativa entre os regimes de fogo avaliados, no entanto houve diferença significativa (p&lt;0,05) para diversidade, tendo os dois anos de incêndios ocasionado menor diversidade de gênero. Os gêneros <em>Aspergillus</em> e <em>Penicillium</em> estiveram presentes em todas as áreas amostradas, com maiores valores de UFC g<sup>-1</sup>,enquanto os gêneros <em>Mucor</em> e <em>Rhizopus</em> apresentaram os menores valores. A média de unidade formadora de colônia (UFC g<sup>-1</sup>) e diversidade antes e após a queima prescrita diferiram estatisticamente (p&lt;0,05), sendo que a média de UFC g<sup>-1</sup> teve redução e a diversidade apresentou aumento após a passagem do fogo em todas as áreas avaliadas. A maior redução da média de UFC g<sup>-1</sup> ocorreu para o mês de julho. Os valores de coeficientes de correlação de Pearson obtidos demonstraram correlação negativa significativa entre a média de UFC g<sup>-1</sup>, a diversidade e a temperatura (r=0,70; r=-0,98 e p&lt;0,05). A variável diversidade apresentou correlação negativa com a temperatura, precipitação e umidade relativa do ar (r=-0,56; r=-0,86; r=-0,86 e p&lt;0,05), indicando que houve influência direta destas variáveis na abundância e diversidade dos fungos do solo. Os parâmetros do solo (alumínio, acidez trocável, capacidade de troca de cátions, cálcio, magnésio, cálcio e magnésio, fósforo, pH, saturação por base e de alumínio) possuem relação direta com os fungos do solo.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/56935 Potencial de seleção em uma população de <i>Eucalyptus grandis</i> Hill ex Maiden, para resistência à mancha foliar e ao cancro 2021-11-17T09:15:43-03:00 Eduardo Henrique Rezende eduardorezende114@gmail.com Celso Garcia Auer celso.auer@gmail.com Izabela Moura Duin izabeladuin@hotmail.com Thiare Aparecida do Valle Coelho coelho.thiare@gmail.com Izabele Domingues Soares Miranda izabele.soares@gmail.com Antonio Rioyei Higa antonio.higa@gmail.com Luciana Duque Silva lucianaduques@usp.br Álvaro Figueredo dos Santos alvaro.santos@embrapa.br <p class="Standard">O uso de genótipos resistentes é um dos principais métodos de controle de doenças no Brasil, sendo fundamental o melhoramento genético visando a obter novos genótipos resistentes, para suprir essa demanda. Assim, o objetivo deste trabalho foi estimar os parâmetros genéticos das variáveis resistência ao cancro, causado por <em>Chrysoporthe cubensis</em> e resistência à mancha foliar, causada por <em>Cylindrocladium</em> spp. e <em>Kirramyces epicoccoides</em>, bem como avaliar suas implicações na estratégia de melhoramento genético de <em>Eucalyptus grandis</em>. Foi instalado um teste de progênies de polinização aberta, em dois locais no Estado de São Paulo, nas regiões de Anhembi e Itatinga. O teste foi realizado em blocos casualizados, com 176 progênies e três testemunhas, uma por parcela, com 30 repetições em Itatinga e 28 repetições na região de Anhembi. A resistência ao cancro foi avaliada aos 12, 24 e 29 meses de idade na região de Anhembi e aos 15, 27 e 32 meses de idade, na região de Itatinga. A resistência à mancha foliar foi avaliada aos 12 e 24 meses de idade na região de Anhembi e aos 15 e 27 meses de idade, na região de Itatinga. Os parâmetros genéticos foram estimados, utilizando o software SELEGEN REML/BLUP®. Com a mesma população de seleção, verificou-se que, para a região de Itatinga, as estimativas de parâmetros genéticos indicam maior potencial para a seleção de genótipos resistentes ao cancro e à mancha foliar. Porém, para as condições edafoclimáticas da região de Anhembi, essa população apresenta potencial de seleção inferior, o que fica evidenciado pelos baixos valores de herdabilidade média individual de progênies estimados. Na região de Itatinga, foram obtidos valores de herdabilidade média individual de progênies para a resistência ao cancro e à mancha foliar, que variaram de moderado a alto, indicando que pode haver bons ganhos com a seleção neste local.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/61902 Variabilidade espacial da biomassa e atividade microbiana do solo sob sistema de integração lavoura-pecuária-floresta 2021-11-17T09:15:47-03:00 Paulino Taveira de Souza paulinoagro@gmail.com Tatiane Carla Silva tcs.agronomia@gmail.com Maria Júlia Betiolo Troleis julia_troleis@hotmail.com Karla Nascimento Sena karlla_senna@hotmail.com Anne Caroline Rocha Silva anne.rocha@unesp.br Talles Eduardo Borges dos Santos tallesunesp@yahoo.com.br Rafael Montanari r.montanari@unesp.br <p>A qualidade do solo refere-se à avaliação das propriedades químicas, físicas e biológicas do solo e tem sido um assunto explorado dentro das linhas de pesquisas agronômicas em decorrência de ações antrópicas que, muitas vezes, causam degradação. Objetivou-se pesquisar, entre os atributos físicos e biológicos estudados, aqueles que melhor expliquem, linear e espacialmente, a variabilidade do solo cultivado com soja na estação chuvosa e em pousio na estação seca no sistema agrossilvipastoril. O trabalho foi conduzido no ano agrícola 2015/2016, em Ipameri, Goiás. Analisaram-se as distribuições espaciais e as correlações entre alguns atributos indicadores da qualidade do solo: carbono da biomassa microbiana (CBM), respiração microbiana do solo (C-CO<sub>2</sub>), quociente metabólico (<em>q</em>CO<sub>2</sub>) e umidade do solo (UG), na profundidade de 0,00-0,10 m, nos períodos de chuva e seca. Instalou-se no local, uma malha geoestatística, onde foram coletados 52 pontos. Foi realizada a análise descritiva dos dados, a fim de obter correlações lineares, simples e múltiplas, entre os atributos. Os semivariogramas foram modelados a fim de obter as respectivas krigagens e validações cruzadas. Estabeleceram-se as co-krigagens de interesse. Os atributos microbiológicos do solo foram bons indicadores de zonas de manejo específico, apresentando maior dependência espacial no período chuvoso. O <em>q</em>CO<sub>2</sub> apresentou relação direta com C-CO<sub>2</sub> no período chuvoso, enquanto CBM apresentou relação inversamente proporcional tanto no período chuvoso, como no seco.<em> O qCO<sub>2 </sub></em>foi o atributo que melhor representou, linear e espacialmente, a variabilidade do solo sob o sistema ILPF, refletindo as zonas de maior eficiência do uso do substrato pelos organismos do solo.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/40926 Utilização de variáveis qualitativas de localização em equações volumétricas e a seleção de modelos 2021-11-17T09:15:50-03:00 Vinicius Pizzo Ferreira viniciusferreira12@gmail.com João Luís Ferreira Batista joaoluis.fbatista@gmail.com <p>A predição de volume da floresta é essencial para diversas finalidades logísticas como o transporte, colheita entre outros fins. Portanto, a medição de tal variável é indispensável para um empreendimento florestal. Para tal medição, são utilizados modelos matemáticos para a quantificação da madeira em campo. O trabalho visa avaliar o impacto da incorporação da informação de localidade, na forma de variáveis indicadoras sobre a acurácia preditiva dos modelos de equações volumétricas, verificando se essa incorporação influencia a escolha do modelo mais apropriado. Ao todo, foram utilizados 11 modelos volumétricos divididos entre modelos de dupla entrada e locais. Para as variáveis qualitativas, foram utilizadas as informações de município, fazenda, estrato e talhão. Foram observados o coeficiente de determinação, erro padrão da estimativa e vários índices relativos aos resíduos, como o desvio absoluto médio, distância interquartil, amplitude de variação, entre outros. Além dos índices, foram analisados os gráficos de dispersão, quantil-quantil e boxplot. Para avaliar a heteroscedasticidade dos modelos, foi calculado o coeficiente de correlação de Spearman e os valores ajustados dos modelos. As variáveis qualitativas ajustadas com um intercepto diferente para cada variável dentro do modelo e em um segundo momento os modelos foram interagidos com as variáveis qualitativas.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/41307 Avaliação de cascas de castanha e resíduos de café como material de enchimento do adesivo fenol-formaldeído para a produção de compensados 2021-11-17T09:15:53-03:00 Yong-Sung Oh ysoh@yu.ac.kr <p>A casca da castanha e resíduos de café moído foram avaliados como material de enchimento para produção de adesivo para compensados. Uma resina de fenol-formaldeído (FF) foi formulada em laboratório para fabricação de compensados. As propriedades da resina FF foram sólidos não voláteis, tempo de gelatinização (gel time),viscosidade, etc. A resina FF sintetizada em laboratório foi misturada com extensor, carga e NaOH. Os compensados foram feitos de maneira uniforme com a mistura de resina FF e testados quanto à resistência ao cisalhamento, módulo de ruptura (MOR) e inchamento em espessura, de acordo com as normas coreanas KS F 3101 e KS F 3114. Todos os compensados fabricados com cada tipo de carga apresentaram boas propriedades de resistência física e mecânica. Os resultados dos testes de desempenho indicaram que a casca da castanha e os resíduos de café moído são adequados como carga para produção de adesivo para fabricação de compensados.</p> 2022-01-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/47439 Imbuia multissecular: caracterização morfológica das fibras da madeira de <i>Ocotea porosa</i> (Nees & Mart.) Barroso no sentido radial 2021-11-17T09:15:55-03:00 Magnos Alan Vivian magnos.alan@ufsc.br Marcelo Callegari Scipioni marcelo.scipioni@gmail.com Thaisa do Nascimento thaisanascimento21@gmail.com Olávio Rosa Neto olaviorosa@outlook.com <p>O objetivo do presente estudo foi realizar a avaliação morfológica das fibras da madeira de imbuia (<em>Ocotea porosa</em>) ao longo das camadas de crescimento de uma árvore multissecular. A amostra utilizada foi resgatada em 2018 de um corte ilegal e doada à UFSC pela Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina. Foi retirado um disco a 2,3 m de altura, sendo medida a série completa de crescimento da medula à casca. A amostra foi datada com outras árvores vivas nos seus primeiros 91 anos por pesquisadores colaboradores que concluíram que esta apresenta 533 anos em um raio de 95 cm. A partir disso, retirou-se uma bagueta radial do disco, que foi marcada em porções a cada 10% no sentido medula-casca (0% = próximo à medula, 100% = próximo à casca), totalizando 11 posições. Cada uma dessas porções foi submetida ao processo de maceração, visando à individualização das fibras para mensuração das dimensões de comprimento, largura, diâmetro do lúmen e espessura da parede celular, bem como dos indicadores anatômicos de fração parede, coeficiente de flexibilidade, índice de enfeltramento e índice de Runkel. A árvore apresentou um ritmo de crescimento oscilante ao longo de sua vida, o que se constatou pelos diferentes números de anéis nas porções radiais amostradas, indicando períodos de crescimento mais lento e outros mais acelerados. As dimensões das fibras e os indicadores anatômicos variaram de forma significativa no sentido radial (medula-casca), com exceção do diâmetro do lúmen e do índice de enfeltramento. Estudos com árvores centenárias ou multisseculares são raros, assim, tais avaliações possibilitam conhecer um pouco mais sobre uma das espécies mais relevantes do sul do Brasil.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/48381 Primeiro registro de <i>Parasaissetia nigra</i> e hemípteros associados às variedades de mangabeira <i>Hancornia speciosa</i> 2021-11-17T09:15:58-03:00 Jéssica Ferreira Silva jessicaferreira.agronoma@gmail.com Jaqueline Magalhães Pereira jmpereira@ufg.br Charlles Brandão Silva Rocha charlles.brandaosr@gmail.com André Júnio Andrade Peres andrejaperes@yahoo.com <p>A mangabeira <em>Hancornia speciosa</em> é uma frutífera nativa do Cerrado utilizada para consumo <em>in natura</em> e fabricação de sorvetes, doces, geleias, entre outros. Essa espécie pode abrigar insetos e ácaros, associados a diferentes fases fenológicas da planta. Por isso, o objetivo deste estudo foi verificar a ocorrência de insetos da ordem Hemiptera em <em>Hancornia speciosa</em>. Para tanto, foram realizadas coletas na coleção de germoplasma <em>ex situ</em> de espécies nativas da Escola de Agronomia, UFG, Goiânia – GO, em quatro variedades de <em>Hancornia speciosa </em>(<em>speciosa</em>, <em>cuyabensis</em>, <em>gardneri</em> e <em>pubescens</em>). Para cada variedade foram selecionadas oito plantas aleatoriamente. De cada planta, foram coletados dois ramos/planta no terço médio. Os ramos foram acondicionados em sacos plásticos, etiquetados e transportados para o laboratório para avaliação. As coletas ocorreram em média a cada 15 dias, no período de janeiro a dezembro de 2016. A superfamília Coccoidea e as famílias Aleyrodidae e Aphididae foram predominantes nas coletas. No estudo, foram observados 1.163 indivíduos de <em>Parasaissetia</em><em> nigra</em> em <em>Hancornia speciosa</em> variedade <em>cuyabensis. </em>Este é o primeiro relato de ocorrência de <em>P</em><em>arasaissetia</em><em> nigra</em> em mangabeira. Quanto à interação entre insetos e a mangabeira, verifica-se que as variedades diferiram quanto à abundância de hemípteros. A família Aleyrodidae foi abundante na variedade <em>gardneri</em>, correspondendo a 49,84% dos indivíduos e a variedade <em>pubescens</em> em relação aos pulgões (Aphididae).</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/53248 Uma revisão crítica das ferramentas de pesquisa operacional aplicada ao planejamento florestal nos periódicos brasileiros 2021-11-17T09:16:01-03:00 Lisandra Maria Alves Matos lisandraamatos@gmail.com Emanuelly Canabrava Magalhães emanuellymagalhaes1@gmail.com Carlos Alberto Araújo Júnior araujocaj@gmail.com Julio Eduardo Arce jarce@ufpr.br <p>O uso dos métodos de otimização como ferramenta de auxílio ao manejo florestal cresceu nas últimas décadas. No entanto, há a necessidade de entender como essas técnicas foram aplicadas ao manejo florestal no Brasil. Assim, este trabalho apresenta uma visão geral sobre o comportamento da ciência florestal brasileira nesse aspecto, indicando tendências e lacunas que podem servir de base para futuros estudos. Foram selecionados os periódicos de maior relevância acadêmica na categoria florestal a partir da base de dados Journal Citation Reports. Os artigos foram analisados em termos do banco de dados utilizado (se real ou teórico), gênero das espécies cultivadas, nível de planejamento (estratégico, tático ou operacional), modelo de planejamento, método utilizado para resolver o problema proposto (programação matemática clássica ou meta-heurísticas), tipo de função-objetivo e categoria de restrições. Como resultado, foram encontrados 44 artigos publicados no período de 1976 a 2019. Os tipos de dados que predominaram foram os reais nos últimos anos, o que indica uma aproximação da academia no âmbito empresarial. A espécies exóticas tiveram maior participação nos estudos que as nativas. O planejamento estratégico é mais abordado, seguido do tático e por último o operacional. Quanto aos métodos, observou-se uma tendência em se utilizar combinações entre métodos clássicos e heurísticas. A função-objetivo predominante foi a de maximizar a receita e a restrição envolvendo produção volumétrica. Portanto, foi possível identificar tendências e lacunas e analisar os resultados em uma visão crítica.</p> 2021-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ciência Florestal