https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/issue/feed Ciência Florestal 2026-03-30T17:56:08-03:00 Suporte Editorial: Cristiane Pedrazzi/ Miguel Favila cienciaflorestal@ufsm.br Open Journal Systems <p style="text-align: justify;">O periódico Ciência Florestal (ISSN:1980-5098) oferece publicação contínua e está indexado nas mais importantes bases de dados nacionais e internacionais. São aceitos manuscritos redigidos em português, inglês ou espanhol, porém a publicação é somente em inglês.</p> <p><strong>ISSN 1980-5098 | Qualis/CAPES (2021-2024) = B1</strong></p> https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/93109 Estudo comparativo dos componentes químicos da madeira de Pinus taeda na polpação kraft 2026-03-30T17:56:06-03:00 Diesley Olga Homercher Machado Vedovotto diesleymv.florestal@gmail.com Daniel Tavares de Farias daniel.tavares@acad.ufsm.br Roberta Rodrigues Roubuste robertaroubuste@gmail.com Wanessa Lunardi Wacht wanessa.wacht@acad.ufsm.br Dieimes Maciel da Silva Dieimes.maciel@acad.ufsm.br Cyndel Ramos Monteiro cyndel.ramos@acad.ufsm.br Mikaela Rehbein mikaela.rehbein@acad.ufsm.br Eduardo Schmitt eduardowschmitt@gmail.com Rodrigo Coldebella rodrigocoldebella@yahoo.com.br Cristiane Pedrazzi cristiane.pedrazzi@ufsm.br <p>Este estudo teve como objetivo produzir polpas kraft da madeira de <em>Pinus taeda</em> e avaliou a eficiência do processo de polpação a partir da qualidade das polpas com base nos teores de seus componentes químicos. Utilizou-se cavacos industriais da madeira de <em>P. taeda</em> com idade aproximada de 16 anos, de plantios comerciais de uma empresa do setor de Celulose e Papel, em Santa Catarina, Brasil. Os cavacos foram classificados manualmente e posterior eliminação de nós e finos. Para as análises químicas da madeira, parte dos cavacos foi transformada em serragem, utilizando-se o moinho tipo Willey. A polpação kraft foi realizada em digestor laboratorial Regmed rotativo, aquecido eletricamente e dotado de uma célula com capacidade de 20 litros. As análises físico-químicas da madeira e da polpa kraft marrom de pinus foram: umidade, cinzas, extrativos totais, lignina, holocelulose e alfa-celulose. As determinações do percentual de componentes químicos (extrativos, lignina Klason, holocelulose, alfa-celulose e cinzas) retidos na polpa celulósica e removidos da madeira durante o cozimento. A madeira de <em>P. taeda</em> apresentou características químicas favoráveis para produção de polpa celulósica kraft, destacando-se pelos baixos teores de extrativos totais (3,76%) e lignina (27,76%), e elevado teor de carboidratos (holocelulose de 59,61% e alfa-celulose de 50,66%). Além disso, é possível indicar seu uso potencial como matéria-prima para a produção de polpa kraft marrom.</p> 2026-02-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/91280 Avaliações da fabricação de lápis a partir de resíduos de madeira termicamente modificada 2026-02-02T09:12:11-03:00 Hızır Volkan Görgün volkan.gorgun@iuc.edu.tr Erman Erkut eerkut1908@gmail.com Öner Ünsal onsal@iuc.edu.tr Zeki Candan zekic@istanbul.edu.tr Yusuf Yusufoğlu yusufoglu34@yahoo.com <p>Este estudo avaliou a viabilidade do uso de resíduos de madeira termicamente modificados na produção de lápis, destacando benefícios como estabilidade dimensional, escurecimento natural e sustentabilidade ambiental. Neste contexto, foram utilizados resíduos de produção de madeira termicamente modificados, provenientes principalmente do processo de corte em comprimento e de dimensões maiores das ripas utilizadas na fabricação de lápis. A produção e o desempenho de lápis de quatro espécies foram investigados: pinheiro-silvestre (Pinus sylvestris), freixo (Fraxinus spp.), ayous (Triplochiton scleroxylon) e irocô (Chlorophora excelsa). Inicialmente, a produção de lápis com ripas termicamente modificadas foi testada em uma linha de produção comercial. Os resultados mostraram que os lápis podem ser produzidos a partir de freixo e irocô modificados, com ajustes de usinagem. Em seguida, a qualidade dos lápis produzidos foi testada de acordo com normas nacionais, internacionais e de mercado. Os lápis passaram com sucesso nos testes de condicionamento e, principalmente, nos testes mecânicos (quebra da mina e queda livre), embora o processo de modificação térmica geralmente diminua a resistência mecânica. Devido à sua estrutura rígida, os lápis de freixo apresentaram resultados insuficientes nos testes de afiação. No entanto, melhores resultados poderiam ser obtidos com apontadores mecânicos. De modo geral, os resultados indicaram que as madeiras estudadas atendem aos requisitos de qualidade, com potencial para reduzir custos e atrair consumidores interessados em produtos naturais. Isso porque a impregnação com parafina para conferir estabilidade e escurecimento com produtos químicos será eliminada na produção de lápis a partir de madeiras termicamente modificadas.</p> 2026-04-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/92888 Manejo da densidade de mudas de Acacia mearnsii De Wild. inoculadas com bactéria fixadora de nitrogênio 2026-03-30T17:56:08-03:00 Vinícius Betin Tolfo vinicius.tolfo@acad.ufsm.br Maristela Machado Araujo maristela.araujo@ufsm.br Júlia Luiza Stahl julialuizastahl@gmail.com Claudia Costella claudiacostella@hotmail.com Suelen Carpenedo Aimi suelen.aimi@ufsm.br Vanessa Zambeli Panerai vanessa.zambeli2017@gmail.com Mateus Flores Milani mateusfloresmilani@gmail.com Juarez Iensen Pedroso Filho juarez@afubra.com.br <p><em>Acacia mearnsii</em> é uma espécie florestal de expressiva importância econômica, destacando-se na produção de carvão vegetal, celulose e tanino, além de seu uso em sistemas silvipastoris. O gênero <em>Acacia</em>, de forma natural, estabelece associação simbiótica com bactérias fixadoras de nitrogênio atmosférico, que o convertem em formas assimiláveis, contribuindo significativamente para a nutrição da planta. Assim, o estudo objetivou avaliar os efeitos da inoculação de <em>Bradyrhizobium japonicum</em> e da alternagem na qualidade de mudas de <em>A. mearnsii</em>, em viveiro. A fase I do estudo consistiu na produção de mudas e aplicação do inoculante via pulverização foliar, aos 20 dias após a emergência. A fase II, compreendeu a aclimatação das mudas com diferentes alternagens. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, com dois fatores: fator A - com e sem inoculação com <em>B. japonicum</em> e o fator B - alternagens das mudas em 25 % e 50 %, totalizando quatro tratamentos com três repetições. As avaliações morfofisiológicas das mudas foram realizadas aos 150 dias. A alternagem de 25 % promoveu maior crescimento em diâmetro do coleto e acúmulo de biomassa nas mudas. O índice de qualidade de Dickson também foi superior nesse nível de alternagem, independentemente da inoculação com <em>B. japonicum</em>, fato que pode estar associado a presença de adubação nitrogenada no substrato e ao período final de produção das mudas, caracterizado pela restrição térmica.</p> 2026-02-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/84404 Avaliação do desmatamento no Sul do Amazonas: o status de Boca do Acre na última década frente a inércia do poder público 2025-09-03T13:53:24-03:00 Moises Parreiras Pereira parreirasmoises@gmail.com Valdemar Matos Paula vldmrmatos@gmail.com Rodrigo da Gama de Santana rodrigogama42@gmail.com Joisilany Santos dos Reis joisilany.santos@gmail.com Felipe Vieira da Silva engfelipevsilva@gmail.com Andesson de Souza Oliveira andesson.herpeto@gmail.com Alan Augusto Nobre Feitosa alan.feitosa@vitoria.ifpe.edu.br Rodrigo Otávio Peréa Serrano rodrigo.serrano@ufac.br <p>Os debates envolvendo o combate, fiscalização e a mitigação dos danos causados pelo desmatamento na Amazônia ganharam uma maior visibilidade na atualidade. Nos anos de 2017 a 2021, com a mudança de políticas públicas ambientais, o desmatamento saltou de 6.947 km² para 13.038 km², contudo, estes dados, ao serem analisados de maneira mais prolongada, ou seja, nos últimos dez anos, percebe-se que a perda de cobertura vegetal na Amazônia brasileira tem aumentado de forma latente. No Sul do Amazonas, especialmente na região do Boca do Acre - AM, localidade deste estudo e município isolado da capital Manaus, é perceptível que a Floresta tem perdido espaço para áreas de pastagens, criação de cultivares e principalmente o desmatamento ilegal que ocorre em todo o território. Dados de satélites nacionais, como o <em>Landsat </em>TM-5, mostram um desflorestamento total nos últimos dez anos na região de investigação do estudo, o que demonstra a relevância de serem discutidos, através de estudos científicos, os impactos causados pelas ações antrópicas. O objetivo deste estudo foi avaliar o desmatamento na região de Boca do Acre através dos dados de Satélites demonstrando a perda de cobertura vegetal da região e relacionar tais ações com a falta de políticas públicas que possam frear os impactos causados pelas ações antrópicas na Amazônia, entre os anos de 2012 até 2022, Os dados foram obtidos com o auxílio do Programa PRODES do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE e o teste utilizado para avaliar o desmatamento no município de Boca do Acre foi o de (Pearson). Após análise, filtragem e comparação dos dados obtidos, pode ser concluído que a partir de 2016 inicia-se uma taxa crescente do desmatamento até 2022, com uma pequena oscilação em 2020 e 2022, entre todos os 10 anos, o ano de 2021 superou todos os demais anos, com uma taxa de desmatamento superior 200 km², a soma total foi de 1.162 km² desmatados entre 2012 e 2022, com média anual de anual de 117 km².</p> 2026-03-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Florestal https://periodicos.ufsm.br/cienciaflorestal/article/view/90191 Qualidade das fibras da madeira de segunda rotação de Eucalyptus urophylla S.T. Blake para produção de celulose e papel 2025-12-12T13:40:33-03:00 Mara Lúcia Agostini Valle maraagostini@yahoo.com.br Wescley Viana Evangelista wescley.viana@unemat.br José de Castro Silva jocastrosilva1998@gmail.com <p>O gênero Eucalyptus é de grande importância econômica para o setor florestal brasileiro, sendo plantado em diversas regiões do País, sendo que a indústria de celulose e papel é a maior consumidora de madeira em tora. O gênero Eucalyptus é também conhecido por sua capacidade de rebrota, que é um dos fatores que pode contribuir para seu plantio em larga escala. Embora se tenha inúmeros estudos voltados à qualidade da rebrota do gênero, pouco se é estudado sobre a qualidade e as propriedades tecnológicas da madeira de rebrota, como a de segunda rotação, visando seu uso industrial. Sendo assim, o objetivo do presente estudo é avaliar a qualidade da madeira de segunda rotação de dois híbridos clonais de <em>Eucalyptus urophylla</em> S. T. Blake, visando seu uso na produção de celulose e papel. Para isto, foram utilizados dois híbridos clonais de <em>Eucalyptus urophylla</em>, com cerca de cinco anos de idade. Para a caracterização da qualidade da madeira, foi determinada a densidade básica, as dimensões das fibras e os índices de qualidade da madeira para a produção de celulose e papel: índice de Runkel, fração parede, fator de forma de Luce, coeficientes de rigidez e de flexibilidade. As madeiras de primeira e segunda rotação apresentam muitas propriedades similares entre si, principalmente no clone 1 e as propriedades estudadas mostram-se desejáveis para a produção de celulose e papel. Com base nos resultados obtidos, conclui-se que madeiras de segunda rotação têm qualidade para produção de papel e celulose.</p> 2026-03-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Florestal