Utilização de resíduos da madeira de candeia (Eremanthus erythropappus (DC.) Macleish) na produção de painéis aglomerados com adição de pet

Rosimeire Cavalcante dos Santos, Lourival Marin Mendes, Angélica de Cássia Oliveira Carneiro, Fábio Akira Mori, Renato Vinícius Oliveira Castro, Rafael Farinassi Mendes

Resumo


Este trabalho objetivou analisar, por meio das propriedades físicas e mecânicas, a viabilidade da produção de painéis a partir da incorporação do resíduo da madeira de candeia (Eremanthus erythropappus) e a influência das diferentes porcentagens de plástico tipo PET (polietileno tereftalato), como também da presença e ausência de parafina sobre as propriedades dos painéis aglomerados. Foram utilizados resíduos da madeira de candeia, após a extração do óleo, em associação à madeira de eucalipto, na proporção de 25:75, e adesivo uréia-formaldeído (12%) para a produção dos painéis; além da incorporação de PET na forma de partículas originadas de envases de refrigerantes em três porcentagens de incorporação (0%, 25% e 50%) em tratamentos na presença (1%) e ausência de emulsão de parafina. O ciclo de prensagem dos painéis ocorreu sob aquecimento elétrico a temperatura de 160ºC; pressão de 0,4MPa e tempo de 8 minutos. O experimento foi instalado em um delineamento inteiramente casualizado com três repetições. As propriedades avaliadas, segundo as normas DIN (1971), ASTM D 1037-93 (1995) e CS 236-66 (1968), foram: ligação interna; flexão estática (módulo de elasticidade - MOE e módulo de ruptura - MOR); compressão paralela à superfície das chapas; absorção de água e inchamento em espessura, após 2 e 24 horas de imersão. As propriedades mecânicas dos painéis foram reduzidas com o aumento dos níveis de incorporações de PET; a adição de parafina não promoveu, de modo geral, ganhos de resistência e redução de higroscopicidade dos painéis madeira-plástico; é viável a utilização do resíduo da madeira de candeia, em associação à madeira de eucalipto, na confecção dos painéis madeira-plástico, pois as propriedades atenderam às exigências mínimas das normas, exceto para o teste de flexão estática.

Palavras-chave


resíduo de madeira; uréia-formaldeído; painéis aglomerados

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DOI: https://doi.org/10.5902/198050982757

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