Potencial energético da madeira de espécies oriundas de plano de manejo florestal no Estado do Rio Grande do Norte

Autores

  • Rosimeire Cavalcante dos Santos UFSM - Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS, Brasil
  • Angélica de Cássia Oliveira Carneiro
  • Alexandre Santos Pimenta
  • Renato Vinícius Oliveira Castro
  • Itaragil Venâncio Marinho
  • Paulo Fernando Trugilho
  • Isabel Cristina Nogueira Alves
  • Ana Flávia Neves Mendes Castro

DOI:

https://doi.org/10.5902/198050989293

Palavras-chave:

potencial energético, semiárido nordestino, qualidade da madeira, propriedades da madeira

Resumo

http://dx.doi.org/10.5902/198050989293

O objetivo do trabalho foi avaliar o potencial energético das madeiras de espécies sob plano de manejo florestal provenientes da região do Seridó, no estado do Rio Grande do Norte. Utilizou-se na pesquisa, madeiras das espécies Jurema-preta, Pereiro, Marmeleiro, Catingueira, Mororó, Imburana, Jurema-branca e Mofumbo, aos 20 anos de idade, originadas da fazenda Dominga no município de Caicó/RN. Foram realizadas na madeira, as análises da densidade básica, teores de materiais voláteis, cinzas e carbono fixo, poder calorífico superior, composição química elementar e relações carbono/nitrogênio (C/N) e carbono/ hidrogênio (C/H). Adicionalmente, estimou-se a quantidade de energia produzida em kW.h.m-3 e em kW.h.ha-1 para todas as espécies. O experimento foi realizado segundo um delineamento inteiramente casualizado com oito tratamentos (espécies), quatro repetições (árvores–amostra), totalizando 32 unidades amostrais. Houve diferença significativa, a 5 % de significância, entre os tratamentos para todas as variáveis analisadas, exceto para a porcentagem de hidrogênio e relação C/H. Conclui-se que a madeira de Mororó apresenta alto potencial energético, e juntamente com a Jurema-preta, maior geração de energia por m3, além de proporcionar maior economia para uma mesma produtividade. O potencial energético da madeira de Jurema-preta se destaca entre as espécies estudadas. A madeira de Pereiro se destaca na produção de energia por hectare. As madeiras de Jurema-branca e Marmeleiro são indicadas como potenciais para queima direta. A madeira de Imburana não é recomendada para a geração de energia.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6923:1981 Carvão vegetal - Amostragem e preparação da amostra. Rio de Janeiro: ABNT, 1981. 15 p.

ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8112:1986 Carvão vegetal - Análise imediata. Rio de Janeiro: ABNT, 1986. 5 p.

ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8633:1984 Carvão vegetal - Determinação do poder calorífico. Rio de Janeiro: ABNT, 1986. 13 p.

ANA – Agência Nacional das Águas. Programa de Desenvolvimento Sustentável e Convivência com o Semi-Árido Potiguar: Relatório de Avaliação Ambiental (RAA). Secretaria de Estado de Recursos Hídricos, 2005. Rio Grande do Norte, N. 4310/BR, 2005. 132 p.

ARANTES, M. D. C. Variação nas características da madeira e do carvão vegetal de um híbrido de Eucalyptus grandis W.Hill ex Maiden x Eucalyptus urophylla S. T. Blake. 2009. 158 p. Tese (Doutorado em Ciência e Tecnologia da Madeira) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2009.

ARAÚJO, L. V. C. et al. Estimativa da produção de biomassa de um povoamento de Jurema-Preta (Mimosa tenuiflora (WILLD.) POIRET. com cinco anos de idade. Revista Biomassa & Energia, Dourados, v. 1, n. 4. p. 347-352, out./dez, 2004.

BARROS, B. C. Volumetria, calorimetria e fixação de carbono em florestas plantadas com espécies exóticas e nativas usadas como fonte energética no polo gesseiro do Araripe-PE. 2009. 63 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Florestal) - Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2009.

BRITO, J. O.; BARRICHELO, L. E. G. Comportamento isolados da lignina e da celulose da madeira frente à carbonização. Piracicaba: ESALQ, 2006. 4 p. (Circular Técnica, 28).

CARVALHO, P. E. R.; Imburana-de-Espinho. Colombro/ PR. 2009. (Comunicado Técnico, 228). Disponível em: <http://www.demec.ufmg.br/disciplinas/ema003/solidos/madeira/madeira.htm>.

Disponível em: <(ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapas/tematicos/mapas_murais)> Acesso em: 02 de junho de 2010.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mapa de clima do Brasil, 2002. Disponível em: <(ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapas/tematicos/mapas_murais)> Acesso em: 24 de junho de 2010.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mapa de solos do Brasil, 2001. Disponível em: <(ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapas/tematicos/mapas_murais)> Acesso em: 02 de maio de 2010.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mapa de unidades de relevo do Brasil, 2006.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mapa de vegetação do Brasil, 2004. Disponível em: <(ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapas/tematicos/mapas_murais)> Acesso em: 20 de junho de 2010.

LIMA, A. L. A. Padrões fenológicos de espécies lenhosas e cactáceas em uma área do semi-árido do Nordeste brasileiro. 2007, 71 f. Dissertação (Mestrado em Botânica) - Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2007.

LIMA, J. L. S. Características físico-mecânicas e energéticas de madeiras do trópico semi-árido do Nordeste do Brasil. Boletim de pesquisa. EMBRAPA/CPATSA, n. 63, p.1-12, 1996.

MELO, R. R. et al. Estudo da variação radial da densidade básica de sete madeiras do semi-árido. Revista Científica Eletrônica de Engenharia Florestal, Garça, n. 7. p. 347-352, fev./ago, 2006.

MELO, R. R. et al. Variação radial da massa específica da madeira de seis espécies florestais. In: ENCONTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO, 9., 2007, Pelotas. Anais... Pelotas: Universidade Federal de Pelotas, 2007. v. 9. p. 1273-1278.

OLIVEIRA, E. Características anatômicas, químicas e térmicas da madeira de três espécies de maior ocorrência no semi-árido nordestino. 2003. 122 p. Tese (Doutorado em Ciências Florestais) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2003.

PANSHIN, A. J.; ZEEUW, C.de. Textbook of wood tecnology. 4th ed. New York. McGraw Hill, 1988. 722 p.

PENEDO, W. R. Uso da madeira para fins energéticos. Belo Horizonte: CETEC, 1980. 49 p.

SANTOS, R. C. dos. Parâmetros de qualidade da madeira e do carvão vegetal de clones de eucalipto. 2010. 122 p. Tese (Doutorado em Ciência e Tecnologia da Madeira) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2010.

STATSOFT, Inc. STATISTICA (data analysis software system), version 8. 2009. (Software Estatístico).

UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais. Departamento de Engenharia Mecânica. Combustíveis sólidos: madeira. Belo Horizonte, 2010.

VITAL, B. R. Métodos de determinação da densidade da Madeira. Viçosa: SIF, 1984. 21 p. (SIF, Boletim Técnico,1).

ZÁKIA, M. J. B. et al. Equações de peso e de volume para oito espécies lenhosa nativas do Seridó, RN. In: IBAMA. Plano de manejo florestal para a região do Seridó do Rio Grande do Norte. Natal: PNUD / FAO / IBAMA - Governo do Rio Grande do Norte, 1992. p. 1-92.

Downloads

Publicado

28-06-2013

Como Citar

Santos, R. C. dos, Carneiro, A. de C. O., Pimenta, A. S., Castro, R. V. O., Marinho, I. V., Trugilho, P. F., Alves, I. C. N., & Castro, A. F. N. M. (2013). Potencial energético da madeira de espécies oriundas de plano de manejo florestal no Estado do Rio Grande do Norte. Ciência Florestal, 23(2), 491–502. https://doi.org/10.5902/198050989293

Edição

Seção

Artigos

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

1 2 3 > >> 

Artigos Semelhantes

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.