GOVERNANÇA CORPORATIVA E EXTERNALIDADES: UM OLHAR SOBRE O DESENVOLVIMENTO PLURIDIMENSIONAL NA AGENDA 2030

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/1981369439752

Palavras-chave:

desenvolvimento pluridimensional, governança corporativa, pacto global, sustentabilidade.

Resumo

O estudo teve por objetivo analisar a governança corporativa, na perspectiva de suas externalidades e sustentabilidade, diante das contribuições da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas na nova matriz de desenvolvimento pluridimensional. A pesquisa é de cunho exploratório, realizada por meio de revisão integrativa da literatura, com  abordagem qualitativa. A análise resgata a convergência de marcos teóricos da academia com a ação política articulada pela Organização das Nações Unidas, com novos atores internacionais, especialmente organizações não governamentais e corporações, em torno das externalidades negativas do contexto econômico e do consumo, que refletem em inúmeras preocupações com o futuro da humanidade. O Pacto Global e a Agenda 2030 evidenciam-se como um novo marco regulatório, com elevado potencial de convergência de práticas de governança e de sua replicação no meio empresarial. Os resultados indicam a necessidade do diálogo entre diversos atores públicos e privados, especialmente no contexto das externalidades, para nortear iniciativas em prol do desenvolvimento pluridimensional efetivamente inclusivo, ponderando os direitos humanos e a dignidade dos indivíduos, independente de localização geográfica, ideologias ou crenças.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Giovanni Olsson, Universidade Comunitária Regional - UNOCHAPECÓ (Chapecó-SC); Professor Permanente do Programa de Mestrado em Direito (Linha Atores Internacionais)

Doutor em Direito (UFSC, 2006). Mestre em Direito (UFSC, 2001). Especialista em Direito (1994 e 1995). Bacharel em Ciências Sociais e Jurídicas (UFRGS, 1993). Pesquisador no SPS-IUE (Italia, 2005). Juiz do Trabalho Titular (TRT 12a Região). Ex-Membro do Conselho Consultivo da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (ENAMAT/TST). Pesquisador do Grupo de Pesquisa Relações Internacionais, Direito e Poder (CNPQ). Professor Permanente do Programa de Mestrado em Direito da Universidade Comunitária Regional (UNO-SC). Desenvolve pesquisas nos seguintes temas: atores internacionais, globalização,  cidadania, direitos humanos, saber, educação para o trabalho, metodologia do ensino e da pesquisa, poder, governança com e sem governo e desenvolvimento sustentavel pluridimensional.

   

Silvana Dalmutt Kruger, Universidade Comunitária da Região de Chapecó

Doutora em Contabilidade pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC, 2017), Mestra em Contabilidade pela UFSC (2012), Especialista em Contabilidade Gerencial Estratégica (2010) e em Gerência da Qualidade dos Serviços Contábeis (2002), Graduada em Ciências Contábeis pela Fundeste (2000). Professora do Programa de Mestrado em Ciências Contábeis e Administração da Unochapecó. Com experiência profissional nas áreas Administrativa e Gerencial, além de gestão acadêmica (Direção da Área de Ciências Sociais e Aplicadas e Coordenadora de Cursos de Especialização).

 

Referências

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. Trad. Alfredo Bossi e Ivone Castilho Benedetti. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

ALMEIDA, M. E. M.; BRANCO, Delgado Castelo; BAPTISTA, Isabel Cristina da Silva. Compromisso com a RSE no Pacto Global da Organização das Nações Unidas. INNOVAR. Revista de Ciencias Administrativas y Sociales, v. 25, n. 58, p. 81-90, 2015. https://doi.org/10.15446/innovar.v25n58.52427.

ARRIGHI, Giovani. A ilusão do desenvolvimento. Trad. Sandra Guardini Teixeira Vasconcelos. Petrópolis: Vozes, 1997.

AYRES, Robert Underwood; KNEESE, AllenVictor. Production, Consumption, and Externalities. American Economic Review, v. 59, n. 3, p. 282-297, 1969. https://doi.org/10.1016/j.ecolecon.2010.02.009.

AZAPAGIC, Adisa. Systems approach to corporate sustainability: a general management framework. Trans IChemE, Reino Unido, v. 81, n. 3, 2003. https://doi.org/10.1205/095758203770224342.

BANZHAF, H. Spencer, Timothy FITZGERALD; SCHNIER, Kurt. Nonregulatory Approaches to the Environment: Coasean and Pigouvian Perspectives. Review of Environmental Economics and Policy, v. 7, n. 2, p. 238-258, 2013. https://doi.org/10.1093/reep/ret013.

BENNETT, Jeff. Coase Rules OK? Exploring prospects for private sector environmental protection. Economic Record, v. 88, p. 278-287, 2012. https://doi.org/10.1111/j.1475-4932.2011.00783.x.

BITHAS, Kostas. Sustainability and externalities: Is the internalization of externalities a sufficient condition for sustainability? Ecological Economics, v.70, p. 1703-1706, 2011. https://doi.org/10.1016/j.ecolecon.2011.05.014.

BOSSELMANN, Klaus. The principle of sustainability: transforming law and governance. New York: Routledge, 2017.

BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. O novo desenvolvimentismo e a ortodoxia convencional. São Paulo em perspectiva, São Paulo, v. 20, n. 3, p. 5-24, 2006.

BROWNE, Stephen. Sustainable development goals and UN goal-setting. New York: Routledge, 2017.

CHENG, Caroline Yeng-Ting; FET, Annik Magerholm; HOLMEN, Elsebeth. Using a Hexagonal Balanced Scorecard approach to integrate. Corporate Sustainability into Strategy, Proceedings for the 16th International Sustainable Development Research Conference. Hong Kong, 2010.

COMTE, Auguste. Curso de filosofia positiva; Discurso sobre o espírito positivo; Discurso preliminar sobre o conjunto do positivismo; Ceticismo positivista. Seleção de textos José Arthur Giannotti. Tradução José Arthur Giannotti e Miguel Lemos. São Paulo: Abril Cultural, 1978. (Os pensadores).

CONCEIÇÃO LIMA, L. C. et al. Levantamento e análise das perspectivas da governança global no contexto da responsabilidade social. Sistemas & Gestão, v. 11, n. 4, p. 397-409, 2017. https://doi.org/10.20985/1980-5160.2016.v11n4.1071.

CONVERSE, Alvin O. On the extension of input-output analysis to account for environmental externalities. American Economic Review, v.61, n. 1, p.197-198, 1971.

ELKINGTON, John. Canibais com garfo e faca. São Paulo: M. Books, 2012. Título original: Cannibals with forks: the triple bottom line of 21st century business, Capstone Publishing, 1999. https://doi.org/10.5860/choice.36-3997.

FARZIN, Y. Hossein. Optimal pricing of environmental and natural resource use with stock externalities. Journal of Public Economics, v.62, p.31-57, 1996. https://doi.org/10.1016/0047-2727(96)01573-3.

FURTADO, Celso. O subdesenvolvimento revisitado. Revista Economia e Sociedade, Campinas, v. l, n. 1, 1992, p. 5-19. https://doi.org/10.1590/s0101-31572005000200001.

GLOBAL REPORTING INITIATIVE (GRI). The Global Reporting Initiative-An Overview. Global Reporting Initiative, Boston- USA, 2004. Disponível em: http://www.globalreporting.org. Acesso em: 12 de dez. 2018.

HANSEN, James W. Is agricultural sustainability a useful concept? Agricultural systems, v. 50, n. 2, p. 117-143, 1996. https://doi.org/10.1016/0308-521x(95)00011-s.

HANLEY, Nick; MOFFATT, Ian; FAICHNEY, Robin; WILSON, Mike. Measuring sustainability: a time series of alternative indicators for Scotland. Ecological economics, v. 28, n. 1, p. 55-73, 1999. https://doi.org/10.1016/s0921-8009(98)00027-5.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GOVERNANÇA CORPORATIVA - IBGC. Governança Corporativa. Disponível em: https://www.ibgc.org.br/index.php/governanca/governanca-corporativa. Acesso em: 09 jan. 2019.

JOHN, Andrew A.; PECCHENINO, Rowena A. International and intergenerational environmental externalities. Scandinavian Journal of Economics, v.99, n.3, p.371-387, 1997. https://doi.org/10.1111/1467-9442.00069.

JOSKOW, Paul Lewis. Weighing environmental externalities: Let's do it right! The Electricity Journal, v. 5, n.4, p. 53-67, 1992. https://doi.org/10.1016/1040-6190(92)90082-i.

KRUGER, Silvana Dalmutt. Conjunto de indicadores para avaliação da sustentabilidade da produção suinícola. 2017. 228 p. Tese (Doutorado em Contabilidade) – Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2017.

KUZMA, Edson Luis; DOLIVEIRA, Sérgio Luis Dias; SILVA, Adriana Queiroz. Competências para a sustentabilidade organizacional: uma revisão sistemática. Cadernos EBAPE. BR, v. 15, p. 428-444, 2017. https://doi.org/10.1590/1679-395160726.

LARSEN, Gary L. An inquiry into the theoretical basis of sustainability. In: DILLARD, Jesse; DUJON, Veronica; KING, Mary C. (Eds.). Understanding the social dimension of sustainability. New York: Routledge, 2012. p. 45-82.

LIMA, Luciana; GONÇALVES, Alcindo. Normas socioambientais privadas: instrumentos para a governança global da sustentabilidade. Caderno de Relações Internacionais, v.8, n. 14, p.5-31, 2017. https://doi.org/10.22293/2179-1376.v8i14.583.

MASOUDI, Nahid.; ZACCOUR, Georges. A differential game of international pollution control with evolving environmental costs. Environment and Development Economics, v. 18, n.6, p. 680-700, 2013. https://doi.org/10.1017/s1355770x13000399.

MUNCK, Luciano; BANSI, Ana Claudia; GALLELI, Bárbara. Sustentabilidade em Contexto Organizacional: uma análise comparativa de modelos que propõem trajetórias para sua gestão. Revista de Ciências da Administração, v. 18, n. 44, p. 91-110, 2016. https://doi.org/10.5007/2175-8077.2016v18n44p91.

NORDHAUS, William. The Economics of The Greenhouse Effect. The Economic Journal, v. 101, n.407, p. 920-937, 1991. https://doi.org/10.2307/2233864.

OPSCHOOR, Johannes; REINDERS, Lucas. Towards Sustainable Development Indicators. In: KUIK, Onno J.; VERBRUGGEN, Harmen (Ed.). In Search of Indicators of Sustainable Development. Dordrecht: Kluwer Academic Publishers, 1991, p. 7-27.

PARRIS, Thomas M., KATES, Robert W. Characterizing and measuring sustainable development. Annual Review of Environment and Resources, v. 28, p. 559–586, 2003. https://doi.org/10.1146/annurev.energy.28.050302.105551.

RAWORTH, Kate. Doughnut economics: seven ways to think like a 21st-Century Economist. Vermont: Chelsea Green Publishing, 2017. https://doi.org/10.1016/s2542-5196(17)30028-1.

SAEZ, Carmen Almansa; REQUENA, Javier Calatrava. Reconciling sustainability and discounting in Cost-Benefit Analysis: A methodological proposal. Ecological Economics, v. 60, n.4, p.712-725, 2007. https://doi.org/10.1016/j.ecolecon.2006.05.002.

SACHS, Jeffrey. The age of sustainable development. New York: Columbia University Press, 2017. https://doi.org/10.1080/01944363.2015.1077080.

SANTIAGO-BROWN, I. et al. Sustainability assessment in wine-grape growing in the new world: Economic, environmental, and social indicators for agricultural businesses. Sustainability, v. 7, n. 7, p. 8178-8204, 2015. https://doi.org/10.3390/su7078178.

SELES, B. M. R. P. et al. Business opportunities and challenges as the two sides of the climate change: Corporate responses and potential implications for big data management towards a low carbon society. Journal of Cleaner Production, v. 189, p. 763-774, 2018. https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.04.113.

SPANGENBERG, Joachim H. (Ed.). Towards Sustainable Development Europe: a Study from the Wuppertal Institute for Friends of the Earth Europe. Luton/Brussels: Friends of the Earth Publications, 1995.

SPANGENBERG, Joachim. Environmental space and the prism of sustainability: frameworks for indicators measuring sustainable development. Ecological Indicators, v. 2, p. 295-309, 2002. https://doi.org/10.1016/s1470-160x(02)00065-1.

TURGOT, Anne-Robert-Jacques. Discursos sobre el progreso humano. Trad. Golçal Mayos Solsona. Madrid: Tecnos, 1991.

UNITED NATIONS, World Commission on environment and development. Our common future: Report of the World Commission on environment and development. 1987.

UNITED NATIONS. The Future We Want. 2012. Disponível em: http://www.un.org/disabilities/documents/rio20_outcome_document_complete.pdf. Acesso em: 20 dez. 2017.

UNITED NATIONS. Transforming our world: The 2030 Agenda for Sustainable Development. 2015.

UNITED NATIONS. United Nations Global Compact. Homepage. Disponível em: https://www.unglobalcompact.org/. Acesso em: 22 jan. 2019.

UNITED NATIONS GLOBAL COMPACT, REDE BRASIL. Relatório Anual 2017. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1E_Z6-bHBa4Y-cWF48kB9hm2x3Tuh3cO4/view. Acesso 22 jan. 2019

VAN DE BERGH, Jeroen Cornelis Johannes Maria. Externality or sustainability economics? Ecological Economics, v. 69, n.11, p. 2047-2052, 2010. https://doi.org/10.1016/j.ecolecon.2010.02.009.

VELEVA, Vesela; ELLENBECKER, Michael. Indicators of sustainable production: framework and methodology. Journal of Cleaner Production, v. 9, n. 6, p. 519-549, 2001. https://doi.org/10.1016/s0959-6526(01)00010-5.

WILSON, Andrew; LENSSEN, Gilbert; HIND, P. Leadership qualities and management competencies for corporate responsibility: a research report for the European business in society. EABIS, UK, 2006.

Downloads

Publicado

18-02-2022

Como Citar

Olsson, G., & Kruger, S. D. (2022). GOVERNANÇA CORPORATIVA E EXTERNALIDADES: UM OLHAR SOBRE O DESENVOLVIMENTO PLURIDIMENSIONAL NA AGENDA 2030. Revista Eletrônica Do Curso De Direito Da UFSM, 16(2), e39752. https://doi.org/10.5902/1981369439752