Pichação + arte + educação: outros olhares

Tamiris Vaz

Resumo


Neste artigo é abordado o conceito de pichação em experiências realizadas com adolescentes em uma escola pública de Santa Maria, RS. Ao entender a pichação a partir de características conceituais independentes dos preconceitos que a opõem ao grafite, ela pode dizer respeito às intervenções imprevistas que alteram o uso dado aos espaços, tirando o foco das verdades absolutas e se detendo em acontecimentos vividos. O objetivo dessa experiência foi problematizar as possibilidades de reinvenção dos lugares cotidianos, considerando as construções sociais que envolvem os sentidos dados a eles, o que resultou em ações, através da arte, onde os estudantes se envolveram em produções abertas às imprevisibilidades do contato com outras pessoas.


Palavras-chave


Pichação; Artes visuais; Educação; Reinvenção

Texto completo:

PDF

Referências


CORRÊA, Guilherme Carlos. Educação, Comunicação, Anarquia: procedências da sociedade de controle no Brasil. Cortez Editora: São Paulo, 2006.

DELEUZE, Gilles. Nietzsche e a Filosofia. Lisboa: Ed.70, 1987.

DELEUZE, Gilles; PARNET, Claire. Diálogos. São Paulo: Escuta, 1988. 184p.

GITAHY, Celso. O que é graffiti. São Paulo: Brasiliense, 1999. (Coleção Primeiros Passos).

HALL, Stuart. Da Diáspora: identidade e mediações culturais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2003. Parte I. A questão multicultural. pp.51-100

HERNÁNDEZ, Fernando. A cultura visual como um convite à deslocalização do olhar e ao reposicionamento do sujeito. In

MARTINS, Raimundo; TOURINHO, Irene. Educação da Cultura Visual: conceitos e contextos. Santa Maria: Ed. UFSM, 2011. pp. 31-49.

NIETZSCHE, Friedrich. Obras Incompletas. Editora Nova Cultura: São Paulo, 1999.

OLEGÁRIO, Fabiane. Rastros das Linhas menores de escrita. Santa Cruz do Sul: Universidade de Santa Cruz do Sul, 2011 (Mestrado em Educação).

PIMENTEL, Jean. A Vez do Grafite. In Diário de Fotógrafo. Disponível em:

http://wp.clicrbs.com.br/diariodefotografo/?topo=52,1,1,,165,e165. Acesso em: 24 de fevereiro de 2012.

_________________. Rua da Pichação. In Diário de Fotógrafo. Disponível em:

http://wp.clicrbs.com.br/diariodefotografo/?topo=52,1,1,,165,e165. Acesso em: 16 de fevereiro de 2012.

SCHULTZ, Valdemar. Pichação e Grafite: reverberações educacionais. In Anais da 33ª Anped. Caxambu, MG: 17 a 20 de outubro de 2010. Disponível em:

http://www.anped.org.br/33encontro/app/webroot/files/file/Trabalhos%20em%20PDF/GT2

-6075--Int.pdf Acesso em: 20 de fevereiro de 2012.

SPRAY: uma cultura viva em Santa Maria. Disponível em:

http://subsoloart.com/blog/2011/06/graffiti-spray-uma-cultura-viva-em-santa-maria-rs/.

Acesso em: 18 de fevereiro de 2012.

MARTINS, Raimundo; TOURINHO, Irene. Entre contingências e experiências vividas... Propostas para pensar um ensino crítico de artes visuais. In Visualidades. Revista do Programa de Mestrado em Cultura Visual/Faculdade De Artes Visuais/UFG - Vol.3, Nº1, Jan-Jun/2005. Goiânia: FAV/UFG, 2005, pp. 87-111.

VEIGA-NETO, Alfredo. Michel Foucault e os Estudos Culturais. In COSTA, Marisa V. (Org.). Estudos Culturais em Educação: mídia, arquitetura, brinquedo, biologia, literatura, cinema. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 2000. pp. 37-72

WAINER, João. Pichação é arte. Super Interessante, São Paulo, n. 213, p.98, abril/maio 2005.




DOI: https://doi.org/10.5902/198373487079

 
 
 
DOI: Digital Object Identifier 10.5902/19837348

Qualis B1

Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 4.0 (CC BY 4.0).

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 (CC BY 4.0).

Acessos a partir de 17/09/2015

CopySpider - Software Anti-plagio