https://periodicos.ufsm.br/revislav/issue/feedRevista Digital do LAV2025-08-07T18:46:37-03:00Revista Digital do Laboratório de Artes Visuaisrevistadigitaldolav@ufsm.brOpen Journal Systems<div style="text-align: justify;"> <p>A <strong>Revista Digital do Laboratório de Artes Visuais (UFSM)</strong> destina-se à publicação de trabalhos inéditos e originais na área de Educação com entrecruzamento com as Artes, resultantes de pesquisas e experiências educativas problematizadas teoricamente. A Revista é organizada em sessões de<strong> Demanda Contínua e Dossiê. </strong>A revista tem o <strong>Português (Brasil) </strong>como idioma principal e o <strong>Espanhol e o inglês</strong> como idiomas secundários.</p> <p><strong>eISSN 1983-7348 | Qualis/CAPES (2017-2020) = A3</strong></p> </div>https://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/93135Apresentação – Artes e literaturas indígenas contemporâneas: forças que movimentam modos de pensar, sentir e fazer pesquisas2025-08-06T10:51:32-03:00Alik Wunderalik.wunder@gmail.comDavina Marquesdavina.ifsp@gmail.comCristine Takuátakuapoty@gmail.comMarilda Oliveira de Oliveiramarilda.oliveira@ufsm.brClenio Perlin Berniclenio.berni@ufsm.br<p>O campo da arte e literatura contemporânea tem sido movimentado cada vez mais por <a href="http://escritoras.es/">escritoras.es</a>, artistas e coletivos pertencentes a diferentes povos indígenas, que, com suas obras e presenças, deslocam sentidos de arte, escrita, imagem e vida, bem como dão a ver os modos coloniais, predatórios, excludentes e violentos do mundo ocidental em relação aos mundos indígenas e ao planeta. <strong>Como a arte e a literatura indígena contemporânea têm movimentado diversas áreas do conhecimento - educação, artes visuais, antropologia, literatura, cinema, psicologia, filosofia dentre outras? </strong></p>2025-08-11T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/90609Adiando o fim do mundo: ancestralidade e ativismo na obra de Ailton Krenak2025-06-03T11:02:31-03:00Mariana Xerfanmarianaxerfan@gmail.comIzabela Lealizabelaleal@ufpa.br<p>O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre o protagonismo indígena a partir das contribuições políticas e literárias do autor e ativista indígena Ailton Krenak, evidenciando as movimentações de resistência e luta dos povos originários do Brasil. Serão destacados os principais momentos que marcaram a história e a ascensão sociopolítica da população indígena, desde a superação da violência epistêmica, exercida pelos discursos ocidentais que invisibilizaram os sujeitos considerados “subalternos” (Spivak, 2010), até o reconhecimento constitucional do indígena como legítimo cidadão brasileiro, momento posterior à promulgação da Constituição Cidadã de 1988. Ademais, será destacada a importância da linguagem e da literatura enquanto instrumentos capazes de ampliar horizontes – estéticos e políticos – para esses povos e possibilitar a difusão da cultura originária sob a perspectiva do sujeito indígena, ocupando, agora, o lugar de protagonista do seu próprio discurso.</p>2025-07-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/90646Cartografar para adiar o fim do mundo2025-03-26T10:48:44-03:00Juliana Martins Roeberjulianaroeber@gmail.comLuana Vargas Aquinoluanavargasaquino@gmail.comMarcele Pereira da Rosa Zucolottomarcele.zucolotto@ufsm.br<p>Este ensaio tem como objetivo propor uma reflexão acerca da produção de conhecimento na universidade no âmbito da pesquisa. São abordados os impactos do processo colonizatório tanto na manutenção da perspectiva epistemológica hegemônica quanto nos processos de produção de subjetividade contemporâneos. Aponta-se a cartografia como metodologia de pesquisa capaz de acompanhar a diferença e a pluralidade nos processos de subjetivação, enquanto é elaborada uma aproximação com o pensamento de Ailton Krenak, propiciando uma reflexão acerca da possibilidade de utilizar a pesquisa como uma forma de adiar o fim do mundo.</p>2025-07-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/90613Ver, ler e pensar com os grafismos baniwa: trançando novas tramas2025-06-02T11:14:03-03:00Patricia Regina Vannetti Veigacicacorrenteza@gmail.com<p>Este ensaio apresenta brevemente os movimentos de pesquisa e escrita realizados por meio do aprendizado com os trançados e com a visualidade de grafismos baniwa. A partir da experiência de uma pesquisa compartilhada e ações pedagógicas coletivas na escola indígena Kariamã, buscou-se trazer as dinâmicas de ensino-aprendizagem baniwa – relacionadas, principalmente, ao tecer na palha de arumã e à confecção de objetos desenhados, considerando as múltiplas dimensões formativas dessas práticas -, como impulsionadoras de movimentos reflexivos. Nessa composição, foi construída uma escrita trançada, que visa incentivar novas formas de produzir e comunicar conhecimentos, estimulando os diálogos entre diferentes epistemologias. Através de discussões voltadas à educação - tendo como referência as experiências em campo, os caminhos educacionais das escolas indígenas e as análises de diferentes pesquisadores da região do alto rio Negro (Baniwa A., Luciano) -, mobilizo o trançar como um instrumento que sensibiliza para novas visualizações das tramas interculturais. Assim, com os trançados, se interconectam diferentes ritmos de pensamento, aprendizagem, comunicação, escrita e leitura.</p>2025-07-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/90643Experimentações visuais em pesquisas com os povos indígenas Kariri-Xocó e Kiriri do Acré 2025-03-26T11:15:46-03:00Alik Wunderalik.wunder@gmail.comRafael Caetano Nascimentoracanascimento@gmail.com Victor Hugo da Silva Iwakamivictoriwakami@gmail.com<p>No serpenteio do rio São Francisco, o movimento fornece impulso às diferenças e migrações. O grupo Sabuká, povo Kariri-Xocó (AL), e a Aldeia Ibiramã Kiriri do Acré (MG), povo Kiriri (BA), organizam-se em fluxos de produções coletivas no encontro com pesquisadores e artistas. Partindo do pressuposto de que o encontro com cosmovisões, literaturas e visualidades demanda o exercício ético de não hierarquizar lógicas, saberes e maneiras de estar no mundo, seguimos apostando nas possibilidades de <em>alianças afetivas</em>. Em meio às pesquisas, perguntas emergem do aerar e sobrevoar entre-mundos: o que podem a cosmologia encantada dos Kiriri e a cosmologia do mundo das plantas dos Kariri-Xocó provocar para composições éticas e estéticas com a vida em pesquisas em educação? Como pensar uma educação pelas imagens indígenas? Vínculos duradouros se constituíram com estes dois povos por meio de ciclos de experimentações em oficinas coletivas com fotografia, desenho, narrativas, cantos e danças. As criações visuais com imagens e palavras, pela jornada peregrina nas florestas dos dissensos e alianças — enquanto potência da diferença — têm instigado a experimentar incorporações mútuas entre sabedorias de plantas, animais, minerais, elementais. Modos que criam fagulhas na germinação narrativa de forma rizomática. Plantas, águas e jiboias, fumaças, ares e sonhos. Um texto plural e atravessado por seres e devires: uma textualidade florestal com os Kariri-Xocó e os Kiriri do Acré. Retomada da vida e das forças a compor pesquisas-experimentações em educação.</p>2025-07-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/90400O Neto de Makunaimî é Doutor das Artes: a trajetória do artista indígena Makuxi Jaider Esbell 2025-06-03T10:50:01-03:00Ivete da Silvaivetesouzadasilva@yahoo.com.br<p>O presente artigo é um recorte de pesquisas que vem sendo desenvolvidas há aproximadamente 10 anos, sobre a trajetória e produção artística/literária do artista indígena Makuxi Jaider Esbell (1979-2021). Nascido no município de Normandia, estado de Roraima, na atual Terra Indígena Raposa Serra do Sol, Jaider Esbell, indígena do povo Makuxi, desde criança se reconhece como artista e então começa a planejar seus passos para alcançar reconhecimento e assim anunciar e divulgar a cultura indígena, seus costumes, valores e conflitos. Caminhando com “passadas de equilibrista” como ele mesmo afirmava (ESBELL, 2020) compreendeu a complexidade dos dois mundos em que viveu, o mundo branco e o seu mundo indígena, e com grande magnitude soube se apropriar dos conhecimentos e espaços produzidos pelo colonizador ganhando notoriedade no complexo e restrito Sistema da Arte Ocidental. Juntamente com seus companheiros, dentre eles Denílson Baniwa, Gustavo Caboclo e Daiara Tukano, Esbell colaborou para a tecitura do termo Arte Indígena Contemporânea (AIC). Seu pensamento e sua arte ganharam o mundo. Em sua trajetória, recebeu importantes premiações, destacou-se na Bienal de São Paulo de 2021 e em 2024 recebeu o título de Doutor Honoris Causa na Universidade Federal de Roraima (UFRR). Esse artigo pretende apresentar, por meio de fonte bibliográfica, a trajetória e o legado de Jaider Esbell, que deram subsídios para a honraria dada ao artista pela UFRR, ficando o estudo delimitado até esse período.</p>2025-07-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/91340Historia y significado del arte y la artesanía de los huicholes2025-06-03T10:51:02-03:00Leobardo Villegas Mariscalclenio.berni@ufsm.br<p>El objetivo de este trabajo de investigación es indagar el origen del arte huichol, su devenir y su significado actual, lo mismo el sentido que tiene la artesanía de este grupo indígena asentado en la Sierra Madre Occidental de México. Para ello se abordan las cuestiones siguientes: <strong>a</strong>) posible origen del arte huichol en el culto solar de los antiguos indios nayaritas, <strong>b</strong>) cambios en la vestimenta de los huicholes, <strong>c</strong>) arte ritual: significado de los objetos votivos que los huicholes ofrendan a sus dioses en los lugares sagrados, <strong>d</strong>) aparición de las nuevas producciones artísticas de los huicholes: pinturas de estambre y cuadros de chaquira, <strong>e</strong>) diferencia entre una obra de arte huichol y una copia, <strong>f</strong>) el sentido de la artesanía huichol y su comercialización en la economía capitalista.</p>2025-07-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/91338Arte Wixárika nos museus do mundo 2025-03-26T14:15:55-03:00María José Sánchez Usónsanchez-usonmj@uaz.edu.mx<p>O conceito de internacionalização, que tem suas origens na estrutura das relações político-econômicas, comerciais e de mercado dos países, agora transcendeu para outras esferas sociais, como para as minorias étnicas. O México aderiu a essa tendência crescente e impulsionou a deslocalização e a circulação internacional de bens de consumo e mercadorias, bem como marcas identitárias. É aqui que os povos indígenas adquiriram, nos últimos anos, uma considerável visibilidade e destaque nunca alcançados. Este artigo tem como objetivo demonstrar que o povo Huichol não permaneceu à margem dessa inclinação, mas que, ao contrário, por meio de seu artesanato e arte, atuam como embaixadores do México no exterior. Para comprovar essa afirmação, foram encontradas marcas da arte Huichol nos principais museus do mundo, confirmando sua importância, riqueza e beleza.</p>2025-07-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/91177Com que linhas traçamos a docência: experiências de estágio a partir da Arte Indígena Contemporânea2025-06-03T11:01:00-03:00Emanuelle Dalécio da Costaemanuelle3690@gmail.comBeatriz da Silva Pintopintobeatrizdasilva@gmail.comAdriana Pedrassa Pratesapprates2@uem.br<p>O presente texto busca analisar as possibilidades de mobilização de produções artísticas contemporâneas, mais especificamente da arte indígena contemporânea a partir de obras selecionadas de Gustavo Caboco, no contexto de experiências de formação docente vivenciadas em uma situação de Estágio Supervisionado em Artes Visuais na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Sob o ponto de vista teórico e metodológico, o artigo conta com a contribuição de pesquisas desenvolvidas no bojo dos Estudos Culturais, com reflexões sobre o multiculturalismo e a importância de sua presença nos currículos educacionais, além das contribuições da cartografia como impulso para a constituição de uma prática de docência em Arte aberta à criação e à investigação contínuas. As vivências de estágio contribuíram para a construção de uma identidade docente em movimento. Durante o processo foi possível colocar em prática planejamentos e ações que contemplam a lei 11.645/2008 por meio de uma docência inventiva que, ao evitar o uso de imagens estereotipadas, investiu na expansão do repertório imagético dos/das alunos/as.</p>2025-08-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/88690Humanos admirantes e suas máquinas imaginalizadoras: artifícios para superar a dicotomia imagem/texto2025-04-09T11:57:47-03:00Paula Mastrobertipaula.mastroberti@ufrgs.br<p>Dos artifícios e engenhos analógicos, passando pelo uso de ferramentas digitais e da ayahuasca, retoma-se a clássica discussão que propõe hierarquias entre imagem e texto, ou entre o mostrar e o descrever, e reconsidera-se preceitos teóricos que dicotomizam, historicamente, as linguagens visuais e verbais, através do relato de um minicurso ministrado em 2023 para o Grupo de Pesquisa sobre Mídia, Literatura e outras Artes, da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais. Os participantes consideraram as catástrofes deleuzianas geradas por humanos admirantes e suas ‘máquinas imaginalizadoras’ e juntos refletiram sobre possibilidades de superação das dicotomias presentes no tecido discursivo contemporâneo e tecnodiverso, cujas rupturas e costuras parecem propor outras formas de pensar e expressar, através de diferentes linguagens e mídias, a experiência de ser/estar no mundo.</p>2025-02-26T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/89010A arte e a matemática como peças de um mesmo quebra-cabeça2025-04-09T11:57:45-03:00Elisandra Bar de Figueiredoelis.b.figueiredo@gmail.comIvanete Zuchi Sipleivanete.siple@udesc.brGeisiani Bontoringbontorin@gmail.com<p>Este artigo explora a conexão entre arte e matemática em uma prática pedagógica possibilitada pelas tecnologias, destacando como a colaboração entre professores do ensino superior e da educação básica pode oportunizar boas práticas educativas. Focalizamos a prática de uma professora de Arte do Ensino Fundamental que propõe a releitura das obras de Escher por meio da tesselação. Essa abordagem revela potencialidades pedagógicas, incentivando a criatividade dos alunos e oportunizando a compreensão de padrões e simetrias, enriquecendo tanto o entendimento artístico quanto o matemático dos estudantes.</p>2025-02-26T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/87935Na cidade e no bairro: livros de literatura infantil para se imaginar e ler o mundo2025-04-09T11:57:49-03:00Maria Laura Pozzobon Spenglerlolyzinha@hotmail.comKarina Rousseng Dal Pontkarinardalpont@gmail.com<p>A criação de imagens com as cidades inventadas pelas formas e afetos provocados na imersão na leitura e que transbordam possibilidades imaginativas de reconhecer em algumas delas as cidades que carregamos em nossas vivências. Desde a pequena infância vivenciamos os espaços da cidade. Ao acionar a literatura e os modos como escritores e escritoras capturam os espaços urbanos em suas narrativas (pela sutileza das composições com as palavras ou pelas possibilidades imaginativas criadas nesse encontro), contemplando a leitura literária como experiência estética para sensibilização, apresentaremos neste texto alguns exercícios de atenção e análise de dois livros ilustrados que trazem a temática da vida no bairro: <em>Meu bairro</em> (2020), de María José Ferrada e Ana Penyas, e <em>Meu bairro é assim</em> (2016), de Cesar Obeid e Jana Glatt, obras da literatura infantil para refletirmos sobre os modos como educamos espacialmente as crianças.</p>2025-02-26T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/89274Image: the power of deterrence and coercion2025-04-09T11:57:43-03:00Jack Brandãojackbran@gmail.com<p>This article underscores the crucial needto comprehend the etymological issue of the term image,particularly incomparison with the Greek terms eikón,eídolon,andLatin imago.It also delves into the image’s intimidating and coercive power,which has been harnessed for centuries.With this understanding, we aimto shed light onhow these terms were employed by Homer and Virgil, capturing their unique characteristics to unravelnot justthe concept itselfbut also its linguistic implications. This will enable us to viewthe image notmerelyas a deliberate copy of the external worldbut as a purposeful display ofstrength and power that has been utilized since Antiquity by numerous culturesand continues tobe effective today, as we will demonstrate.</p>2025-04-03T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/89316Quando Ismália enlouqueceu e o potencial que há em ser escória2025-04-09T11:57:41-03:00Nathaly Santariano Leguiçanathalysantleg2000@hotmail.comMarcele Pereira da Rosa Zucolottomarcele.zucolotto@ufsm.br<p>Este texto surge a partir da experiência de Estágio Específico do Curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria realizado no primeiro semestre de 2024 em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Propõe um mergulho nas narrativas, memórias e repetições do usuário aqui mencionado como Jesus (nome fictício escolhido por ele mesmo), o condutor principal dessa conversa. O texto foi amparado pelas transcrições das conversas que se deram entre Jesus e um antigo estagiário do CAPS, com o profissional de referência de Jesus no serviço, mas principalmente pelas anotações no Diário de Campo produzido e alimentado no decorrer desta experiência pela estagiária. Estendida em 9 trechos, esta escrita se desenrola como um mapeamento dessa vivência, trazendo considerações sobre loucura e sofrimento. Aponta Jesus como o ‘menino mais triste’ que escolheu a vida, mas que acabou se tornando, dentre outras coisas, um sintoma da inferência racista e capitalista de uma sociedade que busca, a todo momento, capturar suas manifestações vitais no circuito da doença, da cronicidade, do delírio e da mania. O texto mostra ainda que, além do cercamento da repetição narrativa, há música e potência em ser escória. E que há valor no trabalho que escuta as sutilezas do viver.</p>2025-04-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/89836A palavra como fratura: investigações sobre o processo de formação docente em Artes Visuais2025-06-26T14:46:02-03:00Elaine Schmidlins.elaine@gmail.comJonathan Belussobelussojonathan@gmail.com<p>O texto apresenta os resultados parciais de uma pesquisa que tem como foco a análise de trabalhos de conclusão de curso de estudantes de Licenciatura em Artes Visuais pertencentes a uma universidade pública de Santa Catarina. A pesquisa, vinculada ao projeto intitulado [<em>entre práticas</em>]<em> artísticas e pedagógicas</em> CNPq/UDESC, traz um recorte dos trabalhos realizados por acadêmicos durante o período de 2020 e 2021, contexto particularmente importante, uma vez que faz parte dos primeiros anos da Pandemia de COVID-19. A partir do método da cartografia, a escrita reverbera as modulações sensíveis em torno das escolhas do conteúdo dos trabalhos finais de graduação, os quais refletiram, em sua maioria, as problemáticas sociais, políticas e culturais vivenciadas naquele período, especialmente, no que tange a práticas docentes.</p>2025-04-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/87121Civilidade pueril: reflexões sobre a imagem da criança do fim do Medievo à Idade Clássica2025-06-26T14:46:00-03:00Helena Almeida e Silva Sampaiohelenaalmeida@me.com<p>Este artigo é um ensaio que aborda a representação da infância ao longo da história. Enquanto ensaio, propõe-se criar uma distância entre o presente e o passado, buscando desnaturalizar nossa compreensão da infância contemporânea, a partir de um contraste com as transformações ocorridas entre a criança medieva e a moderna. Para tanto, o artigo faz três movimentos exploratórios: (1) a transição da “criança divina” (Idade Média) para a “criança mundana” (Modernidade), a partir de duas pinturas exemplares – <em>A Virgem e o Menino com Santa Ana</em> de Leonardo Da Vinci e <em>Nossa Senhora dos</em> Palafreneiros, de Caravaggio; (2) a influência da civilidade pueril de Erasmo na formação da imagem dessa criança moderna; (3) o modo como essa civilidade aparece e se desdobra em Comenius, Locke e Rousseau. Em suma, o ensaio desafia as noções convencionais sobre a infância ao longo da história e destaca seu impacto na sociedade moderna e na educação. Ao fim, conclui-se que a “criança mundana”, enquanto objeto da civilidade, também é ponto de incidência das “ciências da infância” e do subsequente governo da infância.</p>2025-04-29T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/91256Entre (auto)biografia e autoficção: uma experiência narrativa em pesquisa-formação2025-06-10T11:37:59-03:00Rodrigo Honorato Matosrodrigohonoratomatos@gmail.comJéssica de Almeidaalmeidadejessica@gmail.com<p>O artigo apresenta resultados de um estudo que objetivou compreender possibilidades de formas narrativas relacionadas a abordagens (auto)biográficas de formação em música. Assim, questiona-se como um relatório de estágio de licenciatura em música, produzido em forma de uma narrativa parcialmente ficcional, pode ser pensado e trabalhado como uma ferramenta (auto)biográfica de formação musical. Nesse contexto, objetiva situar essa produção à luz da metodologia da pesquisa-formação. Em termos metodológicos, são esboçadas as linhas condutoras da pesquisa-formação a partir de alguns autores referenciais das abordagens (auto)biográficas na Educação, discute-se o conceito de autoficção e suas relações com as narrativas (auto)biográficas e analisa-se a produção do relatório de estágio como uma ferramenta possível de pesquisa-formação. Como resultados, são provocadas reflexões sobre pressupostos e possibilidades de uma narrativa (auto)biográfica no contexto da formação musical, ao serem salientados aspectos característicos da subjetividade de um sujeito-narrador.</p>2025-06-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/91081Entre pintura e poesia: expressões da (des)conexão afetiva mediante transversalidades da tinta com a palavra2025-03-06T18:16:29-03:00Karine Perezkarine.g.perez-vieira@ufsm.brRafael Monteirorafaelsm2009@gmail.com<p>Esta pesquisa em poéticas visuais versa sobre as transversalidades entre pintura e poesia, sobre a sua potência conjunta para a expressão do emocional, da afetividade e da conexão ou desconexão perante a liquidez das relações interpessoais contemporâneas. Investigam-se de modo prático-teórico diálogos do pigmento em comunhão com a escrita e seu potencial expressivo, a partir do processo de produção artística pessoal, construindo narrativas e externando sentimentos que permearam dores, amarguras e o processo de ‘cicatrização dessas feridas’. Artistas e poetas como Vincent Van Gogh, Iberê Camargo, Edward Hopper, Daniel Scherrer, Anatol Knotek, Lars Stenchly, Igor Pires, Felipe Rocha, entre outros, são referências que respaldam a investigação, bem como os autores Marco Giannotti, Sandra Rey, Valdevino Soares de Oliveira, Nara Amélia Melo da Silva, Lygia Saboia, Ricardo Basbaum, Zygmunt Bauman, Jacques Rancière e Rosane Preciosa Sequeira, muitos deles artistas e professores. As obras concebidas a partir desta investigação pretendem criar um potencial de empatia do público perante suas narrativas, podendo, ou não, associá-las a experiências comuns aos seres humanos, como a (des)conexão emocional, dadas as infinitas interpretações possíveis, dependendo do olhar de cada espectador.</p>2025-07-01T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/91124Literatura de cordel e educação das relações étnico-raciais: o Estado da Questão a partir de Jarid Arraes2025-03-10T20:54:18-03:00Fernando PaixãoFernando.paixao@aluno.uece.brArliene Stephanie Menezes Pereira Pintostephanie_ce@hotmail.comAna Cristina Moraesanakrismoraes@hotmail.com<p>Este objetiva analisar, por meio de um estudo bibliométrico, a literatura de cordel como recurso para a promoção da Educação das Relações Étnico-raciais. O caminho metodológico utilizado foi a revisão de literatura do tipo Estado da Questão (EQ), apontando artigos que investigam a produção literária de Jarid Arraes, mulher negra, escritora, cordelista e poetisa cearense, cujo trabalho é dedicado ao feminismo negro no Brasil. O trabalho da escritora é conhecido por suscitar outros olhares sobre o racismo, a violência e o sexismo, contribuindo significativamente no atendimento da Lei nº 11.645/03 que versa sobre a obrigatoriedade da temática de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena em todo o currículo escolar da Educação Básica. O trabalho evidencia a força da literatura de cordel como um importante recurso educativo, no qual os poetas fazem transitar vários temas sociais, incluindo o racismo. Concluindo que a poética exerce um papel de resistência às muitas formas de opressão e violência.</p>2025-07-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/91466Ensaio sobre o Visível: vislumbres teórico-metodológicos para pesquisas com/sobre imagens em Educação2025-07-16T16:30:56-03:00Thiago dos Santos Antunes da Silvathiago.antunes.2094@gmail.com<p>Interessa-me, no presente ensaio, perceber como o elemento visível configura parte da formação discursiva e as possibilidades deste entendimento fornecerem ferramentas teórico-metodológicas para a análise das imagens, e das subjetividades visuais por elas engendradas, nos estudos do campo da Educação. Recorro, para isso, aos pressupostos pós-estruturalistas, principalmente aos estudos arqueológicos e genealógicos de Michel Foucault, aos comentários de Gilles Deleuze sobre estes e aos conceitos esboçados por Georges Didi-Huberman inspirados na arqueogenalogia foucaultiana, especificamente, neste último caso, nas noções de anacronismo, arquivo, imagem, imaginário e imaginação.</p>2025-08-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/86181Fotografia infantil, memória e afeto: acompanhamentos fotográficos no primeiro ano de bebês2025-06-04T11:28:13-03:00Paola Fernanda Krüger Calpaolafernandakruger@gmail.comPaula Garcia Limapaulaglima@gmail.com<p>Este artigo propõe uma análise da relação da fotografia infantil como suporte que permite o exercício de memórias afetivas. A fotografia de modo geral sofreu muitas transformações ao longo dos anos. No entanto, a sua importância na criação e preservação de lembranças, permanece incontestável. A pergunta norteadora para a realização desta pesquisa é: qual a importância do acompanhamento fotográfico no primeiro ano de vida do bebê para a memória afetiva das pessoas? Esta pesquisa conta com um breve relato sobre a história da fotografia, suas transformações ao longo do tempo e a importância de registrar o primeiro ano de vida de uma criança. O presente artigo está dividido em três tópicos: o primeiro tópico trata de uma introdução a respeito do tema; o segundo aborda as características da fotografia infantil; e, por fim, o terceiro tópico que discorre sobre a relação da fotografia com a memória e o afeto, principalmente no período ao qual a reflexão aqui proposta se debruça. O referencial teórico deste artigo está fundamentado em uma pesquisa bibliográfica sobre estudos de teóricos que associam diretamente a fotografia a criação de memórias afetivas, entre eles: Bosi (1994); Kossoy (1989), Leite (1998); Geddes (2020); Sontag (2004 e 2010); Le Goff (1990). Neste sentido é embasada e reafirmada a importância do acompanhamento fotográfico infantil, tanto para a criança quanto para os familiares, através de registros que imageticamente materializam momentos e a partir dos quais há impulsos para o exercício memorial.</p>2025-08-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/92064O enredo escolhido: a expansão das temáticas carnavalescas e a profissão do enredista2025-07-10T17:11:30-03:00Julianna de Carvalho Lemosjulemos2s@hotmail.comRita Maria de Souza Coutorita7couto@gmail.comJoy Helena Worms Tillfalecom@joytill.com.br<p>Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que explora o enredo de escola de samba como uma potencial expressão estilística de narrativa. Para tal, introduz-se brevemente o que caracteriza as temáticas de carnaval e como elas instigam debates após o desfile. Para aprofundar a compreensão sobre a construção desses enredos, são compartilhados os resultados de quatro entrevistas realizadas com enredistas - profissionais responsáveis pela pesquisa e desenvolvimento da narrativa do tema carnavalesco.</p>2025-09-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/91759Kitchen Litho: experimentação e desdobramentos da prática litográfica2025-06-12T11:30:12-03:00Helena Sarettasaretta.helena@acad.ufsm.br<p>A litografia, embora reconhecida por sua expressividade gráfica e relevância histórica na gravura, apresenta-se como uma prática de difícil acesso devido à sua complexidade técnica, ao uso de materiais específicos e, principalmente, à presença de substâncias químicas potencialmente danosas à saúde e ao meio ambiente. Diante dessas limitações, este artigo propõe uma investigação sobre a chamada <em>litografia de cozinha</em> (<em>kitchen litho</em>), técnica que busca expandir a possibilidade de execução da litografia de maneira mais acessível, utilizando materiais menos tóxicos e encontrados facilmente no cenário doméstico, como forma de tornar possível a prática investigativa tanto para artistas, quanto pesquisadores ou curiosos. A partir da experimentação prática, o texto relata os processos experienciados durante a pesquisa, refletindo sobre desafios e apontamentos relacionados à adaptação dessa técnica no contexto de ateliês com recursos reduzidos. O objetivo central é testar e aprimorar o uso da litografia de cozinha, avaliando a qualidade e viabilidade dos resultados obtidos frente à variabilidade material e expressiva oferecida pela prática. Assim, este estudo contribui para o desenvolvimento de métodos de impressão mais sustentáveis e democráticos, sem abrir mão da visualidade expressiva do fazer artístico, incentivando a experimentação gráfica.</p>2025-09-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/90869A identidade negra e a identidade cultural na pós-modernidade: uma perspectiva pós-colonial para uma educação antirracista no ensino em artes visuais2025-07-31T19:12:00-03:00Ismênia Santosismeniaartes@gmail.comJosé Maximiano Arruda Ximenes de Limamax@ifce.edu.br<p>O artigo tem por objetivo analisar como as teorias de Munanga (2009, 2013, 2019) e Hall (2011) podem ser potencializadas para o ensino de Artes Visuais usando as Estampas afro para uma educação antirracista. Munanga destaca a importância dos fatores históricos, linguísticos e psicológicos na construção da identidade negra dentro de uma abordagem pós-colonial, enfatizando a negritude como resistência. Hall, por sua vez, analisa a descentralização da identidade do sujeito e o papel dos fenômenos culturais na compreensão das transformações globais. Suas contribuições fornecem subsídios para práticas pedagógicas antirracistas no ensino de Artes Visuais, alinhadas à Lei 10.639/2003. Dessa forma, o artigo reforça a importância da arte na construção de identidades, resistência e educação transformadora.</p>2025-09-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/93104Relatos do (meu) encontro com cartografias, afetos, escolas, cinemas e crianças bem pequenas2025-08-07T18:46:37-03:00Aurora Nilo da Silva Ruzenea241398@dac.unicamp.brWenceslao Machado de Oliveira Juniorwences@unicamp.br<p>Este ensaio toma como matéria-prima relatos em palavras e imagens feitos a partir de encontros presenciais de um projeto de pesquisa que tem como um de seus alicerces conceituais e metodológicos a cartografia dos afetos – em especial, transpassada pela escrita cartográfica e pelo cinema feito por crianças da educação infantil. Partilha-se a experiência e as afetações decorrentes do processo de escrita do próprio ensaio e dos relatos de campo que expressam as reverberações geradas pelas idas presenciais nas escolas ligadas ao projeto. Explicita-se, ainda, o impacto que cartografar afetivamente em palavras e imagens pode ter no modo de pensar e fazer o processo criativo, nos modos de fazer arte e nas noções de corpo de quem escreve.</p>2025-09-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAVhttps://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/91942Nas margens de um corpo-vulcão: notas sobre o processo de criação artística2025-06-03T13:17:37-03:00Luana Vargas Aquinoluanavargasaquino@gmail.comIzaque Machado Ribeiroizaque@urisantiago.br<p>Este trabalho busca refletir sobre o processo de criação artística, compondo proposições acerca de subjetividades, afetos e significações estéticas e políticas. O objetivo é, por meio de um entrelaçamento de referenciais teóricos, sobretudo fundamentados em correntes filosóficas da diferença, abordar esses processos subjetivos. Nesse contexto, propõe-se uma aproximação entre o processo de criação artística e a formação e atividade vulcânica, com a intenção de construir uma alegoria que dê contorno à temática abordada. Inicialmente, apresenta-se uma contextualização histórica e social dos corpos nos quais os processos de criação ocorrem, bem como do próprio processo de criação. Em seguida, após situar a costura desses elementos com a formação e atividade vulcânica, discutem-se o papel e a presença do corpo na experiência da criação. Por fim, com base nas reflexões desenvolvidas, busca-se tensionar questões relativas ao ato de criação e seus agenciamentos, considerando que a arte pode manifestar-se por meio de elementos específicos que configuram modos singulares de habitar o mundo, sem, contudo, deixar de ser sempre coletiva.</p>2025-12-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital do LAV