Revista Digital do LAV https://periodicos.ufsm.br/revislav <div style="text-align: justify;"> <p>A <strong>Revista Digital do Laboratório de Artes Visuais (UFSM)</strong> destina-se à publicação de trabalhos inéditos e originais na área de Educação com entrecruzamento com as Artes, resultantes de pesquisas e experiências educativas problematizadas teoricamente. A Revista é organizada em sessões de<strong> Demanda Contínua e Dossiê. </strong>A revista tem o <strong>Português (Brasil) </strong>como idioma principal e o <strong>Espanhol e o inglês</strong> como idiomas secundários.</p> </div> Universidade Federal de Santa Maria pt-BR Revista Digital do LAV 1983-7348 A arte e os blocos de sensações: as experimentações e a criação não representativa https://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/66243 <p>Este texto é parte de uma pesquisa de mestrado que se configura com experimentações artísticas e rodas de conversas com alunos, professoras e professores da rede pública municipal de Porto Velho, Rondônia. Tem como objetivo principal discutir como se articula o ensino de arte nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Para essa conversa, são convidados autores das filosofias da diferença pelas obras de Deleuze (1981), Deleuze e Guattari (2010) e Lins (2008, 2012), que atravessam a todo o momento, compondo com as experimentações artísticas que se movimentam, navegam e transbordam em pensamentos reverberantes, se despindo dos métodos e possibilitando outros modos de fazer pesquisa. Assim, o processo de criação se mostrou potente quando realizado coletivamente, sem direcionamentos e movimentos pré-definidos. Apresentaram-nos um cotidiano escolar permeado por acontecimentos, fugas das regras e aprisionamentos que estratificam a potência da arte, fugindo às tentativas de controle e se compondo com os blocos de sensações no processo de criação artística.</p> Thaís Thaianara Oliveira da Costa Rafael Christofoletti Copyright (c) 2022 Revista Digital do LAV 2022-04-26 2022-04-26 15 e1/01 24 10.5902/1983734866243 Contribuições da Teoria Desenvolvimental para o ensino escolar da Arte https://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/65549 <p>O presente artigo apresenta um estudo teórico, objetivando analisar os principais conceitos que fundamentam a ação pedagógica do docente de Arte, a partir da Psicologia Histórico-Cultural e da Teoria Desenvolvimental. Discutem-se os conceitos de atividade, desenvolvimento psíquico e humanização como promotores do desenvolvimento das funções psicológicas superiores, entre as quais a criação e a fruição. Trata-se de um ensino organizado que atua na zona de desenvolvimento iminente, atualizando-a e ampliando-a gradativamente, visando o pensamento teórico e o desenvolvimento do sujeito como partícipe do gênero humano. Apresentam-se, ainda, as pesquisas desenvolvidas com esse referencial, no período de 2011 a 2021, voltado à disciplina de Arte, destacando as ações pedagógicas propostas para uma educação que promova o desenvolvimento da sensibilidade e percepção estética, objetivando o ser humano genérico, comprometido com um projeto de sociedade menos excludente.</p> Sandra Macanhão Biavatti Maria Lidia Szymanski Copyright (c) 2022 Revista Digital do LAV 2022-04-26 2022-04-26 15 e2/01 27 10.5902/1983734865549 A criação da Escola de Artes Fritz Alt e da Escolinha de Artes Infantis na cidade das indústrias https://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/65453 <p>O presente artigo é decorrente de uma pesquisa documental e bibliográfica sobre a criação da Escola de Artes Fritz Alt (EAFA), localizada em Joinville (SC), como uma das ações do movimento de industrialização ocorrido na cidade nas décadas de 1960 e 1970. O estudo desvela que no referido período histórico circulou um discurso desenvolvimentista mobilizado para justificar a criação da Escola. Por sua vez, a Escolinha de Artes Infantis (EAI) foi criada dentro da EAFA em 1970, como um reflexo do Movimento Escolinhas de Arte (MEA) do Brasil, o qual se constituiu por meio da criação de várias escolinhas de arte em todo o território brasileiro, que se transformaram em ateliês de produção artística para crianças. A EAFA, bem como a EAI, é subsidiada pela prefeitura municipal e resiste há mais de 50 anos em uma cidade industrial, apesar dos mo(vi)mentos de tensão e de lutas de seus artistas-professores, funcionários e alunos.</p> Juliana Rossi Gonçalves Taiza Mara Rauen Moraes Copyright (c) 2022 Revista Digital do LAV 2022-04-26 2022-04-26 15 e3/01 18 10.5902/1983734865453 E aí curtiu? Redes sociais virtuais: Memória, História e Identidade dos Ifianos https://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/67746 <p>O referido artigo propõe discutir o conteúdo das postagens de estudantes no Facebook, especificamente aqueles compartilhados em comunidades que circundam os Institutos Federais de Educação – IF's. Neste trabalho são apresentados registros compartilhados nas páginas digitais e que podem apresentar-se como fontes historiográficas para a Educação e, concomitantemente, contribuir para a formação da memória individual e social dos sujeitos envolvidos. Para tanto, foi realizada uma análise qualitativa das publicações nas comunidades “IF Obscuro”, “IFerrados” e “De IF para IF”, entrelaçando as postagens às contribuições de Le Goff (2003), Gondar e Dodebei (2005), Chartier (2002), Simões (2019, 2020) e Freire (2019) para, finalmente, compreender de que forma as postagens podem se constituir como fontes para a Historiografia da Educação e representar, por meio da linguagem, as memórias individuais e coletivas dos participantes dessas comunidades.</p> Joelton Rezende Gomes Mirian de Oliveira Bertotti Jussara Santos Pimenta Copyright (c) 2022 Revista Digital do LAV 2022-04-26 2022-04-26 15 e4/01 18 10.5902/1983734867746 Montes sagrados: uma viagem pela iconologia portuguesa https://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/66499 <p>As montanhas sempre fascinaram os homens desde antes da efetivação do <em>lógos</em>, transmitindo-lhes medo, devoção e respeito. Devido a isso, diversas interpretações mítico-religiosas foram criadas, tendo tais elevações como elementos-chave: seja como representação da divindade, sua morada, ou locais para suas teofanias. Assim, o cristianismo, como o judaísmo de onde surgiu, não ficou alheio a essa peregrinação aos locais sagrados, muitos dos quais montes. Por volta do ano 1000 de nossa era, os peregrinos cristãos ansiavam por dirigir-se a Jerusalém, como forma de expiar seus pecados na virada do novo milênio que se aproximava, no entanto, os turcos otomanos dificultaram tal acesso, levando os fiéis europeus a buscarem novas alternativas para expressar sua fé, como os montes sagrados. Dessa maneira, este artigo visa a compreender como se efetivou este processo, buscando resgatar elementos iconográficos e iconológicos que se dispersaram devido à ação do tempo, a fim de que pesquisadores e estudantes brasileiros possam ter acesso a esse manancial logo-imagético também presente em nosso fazer artístico. Para isso, empreendeu-se, de modo especial, uma pesquisa logo-imagética, a partir das considerações iconográficas de Cesare Ripa (2007a, 2007b).</p> Jack Brandão Copyright (c) 2022 Revista Digital do LAV 2022-04-26 2022-04-26 15 e5/01 32 10.5902/1983734866499 Patrimônio cultural e educação estética: os sentidos da cidade na percepção de docentes https://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/68342 <p>A relação entre patrimônio cultural e educação estética na formação de professores é o tema central deste estudo. Assim, a presente pesquisa buscou conhecer a concepção de docentes do ensino básico sobre patrimônio cultural; além de identificar aspectos reflexivos da docência, emergentes do ato de sentir a cidade, por meio de uma atividade em que os participantes caminharam pelas ruas de olhos vendados. Com base na abordagem qualitativa de pesquisa, optou-se pelo método da pesquisa-ação colaborativa. A formação experienciada promoveu reflexões importantes sobre o patrimônio cultural. Considera-se a relevância de integrar discussões sobre patrimônio cultural e educação estética nos currículos da formação inicial e continuada de professores, norteando-se por paradigmas que valorizem dimensões éticas, estéticas e colaborativas.</p> Hugo de Melo Rodrigues José Albio Moreira de Sales Cicera Sineide Dantas Rodrigues Copyright (c) 2022 Revista Digital do LAV 2022-04-26 2022-04-26 15 e6/01 22 10.5902/1983734868342 “Um Satélite na Cabeça”: possibilidades de linguagens audiovisuais à distância em contexto de pandemia https://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/66255 <p>Este artigo tem como objetivo apresentar uma investigação sobre algumas possibilidades das linguagens audiovisuais em ambiente de ensino remoto. Os referenciais teóricos utilizados voltados à arte/educação e a linguagens audiovisuais foram Albuquerque (2012), Base Nacional Comum Curricular (2018), Barbosa (2000), Barbosa e Amaral (2008), Fernandes, Henn e Kist (2020), Peruzzo (2018), Pimentel (2011), Rachel (2014), dentre outros. O estudo foi realizado durante a pandemia da COVID-19, no primeiro semestre de 2020, em uma escola comunitária na região do Vale dos Sinos. Por conta das restrições de distanciamento social para evitar a transmissão do vírus, os encontros com alunos do Ensino Médio aconteceram por meio do ensino remoto. O ano escolhido para desenvolver práticas e propostas voltadas ao ensino de linguagens audiovisuais foi o terceiro ano, os alunos possuíam autonomia para participar ou não dos encontros. Ao todo, foram cumpridas quatro aulas em ambiente <em>online, </em>nas quais foram elaborados conceitos e práticas de linguagens audiovisuais com os educandos. Foi possível concluir, através dos dados coletados nesta pesquisa, a importância de repensar e adaptar o modo de ensinar em ambientes remotos. Abrangendo o amplo repertório de consumo e ferramentas para produção de materiais artísticos audiovisuais que, quando proporcionados aos educandos, atuam como potencializadores do seu fazer artístico. As produções dos estudantes não foram os únicos materiais considerados para a reflexão e a construção desta pesquisa, mas também os momentos e trocas realizadas ao longo dos encontros.</p> Vítor Macedo Laura Marcela Ribero Rueda Denise Blanco Sant'Anna Copyright (c) 2022 Revista Digital do LAV 2022-04-26 2022-04-26 15 e7/01 20 10.5902/1983734866255 O que podemos (des)aprender com a arte? Saberes estético-corpóreos e a construção de outro(s) conhecimento(s) https://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/67668 <p>Nesta pesquisa, amparados pela arte, pelos Estudos Culturais e pela ciência, buscamos apresentar um breve percurso epistemológico da constituição científica ocidental e suas articulações com os saberes estético-artísticos. Procuramos propor novas conexões possíveis da ciência com a arte em perspectiva pós-colonial e pós-moderna, de conhecimentos e estéticas à margem dos paradigmas eurocêntricos e que assumem a virtualidade política e ética no agenciamento de novos sujeitos e histórias. É no interior deste campo epistemológico que problematizamos: de quais modos os saberes estético-corpóreos potencializam a produção de outro(s) conhecimento(s)? Como dispositivo reflexivo, encontramos na arte barroca brasileira (período histórico da colonização) e, especificamente, na pintura do Papa negro, presente no interior da Igreja de Santa Efigênia, em Ouro Preto-MG, a materialização de saberes estético-corpóreos como metáforas de transformação. Isto é, caminhos abertos que nos permitem imaginar como seria o mundo se os valores culturais predominantes fossem questionados e transformados.</p> Lucas Men Benatti Teresa Kazuko Teruya Eliane Rose Maio Copyright (c) 2022 Revista Digital do LAV 2022-04-26 2022-04-26 15 e8/01 22 10.5902/1983734867668