A escrita que vaza. conexões e entrelaçamentos com a experiência

Fabiane Olegário, Angelica Vier Munhoz

Resumo


Neste texto ensaístico temos a intenção de problematizar a formatação da escrita acadêmica erigida através de jogos de poder e saber, os quais legitimam a verdade homogeneizadora das práticas de escrita circuncrevendo o pensamento representacional, visto que este estabelece as formas de ser, de pensar e de viver do sujeito, ao moldar e ao capturar as subjetividades. No embate de forças instítuidas, quais são as possibilidades de constituir a si mesmo, enquanto força instituinte, ativa e propulsora de escrita prenhe de vida? Trata-se, portanto, não de um ensejo prescrito e tampouco de apontar a melhor maneira de escrever, ao contrário, o esforço está na tentativa de conversão do olhar, desestabilizando o modo de ver o familiar, através de experimentações que requerem o exercício permanente, atencioso e transformador de si. Para tal empreendimento, nos aproximamos dos escritos de Clarice Lispector sobre o desejo de experiência da escrita.

Palavras-chave


Escrita; Experiência; Modos de subjetivação

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DOI: https://doi.org/10.5902/198373486329

 
 
 
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