Caracterização florística do banco de sementes do solo de uma floresta ripária
DOI:
https://doi.org/10.5902/1980509887937Palavras-chave:
Diversidade de espécies, Riqueza de espécies, Regeneração naturalResumo
A Mata Atlântica tem sido submetida a intensas pressões antrópicas impulsionadas pelo desmatamento. Para promover a regeneração natural dessas áreas, é essencial compreender a dinâmica do banco de sementes do solo (BSS). Este estudo teve como objetivo realizar uma caracterização florística das espécies presentes no BSS de uma mata ciliar no sul do Brasil. Uma parcela de 100 × 100 m foi estabelecida paralelamente às margens do rio, subdividida em 100 unidades amostrais (10 × 10 m cada), das quais 33 foram selecionadas aleatoriamente para a coleta do BSS. As amostras foram transportadas para um viveiro da Universidade Federal de Santa Maria e colocadas em casa de vegetação para a emergência das plântulas. As plântulas emergentes foram identificadas e contadas para a análise florística. Os seguintes índices ecológicos foram calculados: diversidade de Shannon (H'), equitabilidade de Pielou (J') e dominância de Simpson (D). Um total de 66 espécies, distribuídas em 29 famílias botânicas, foram registradas, sendo Asteraceae a família com maior riqueza de espécies. A forma de vida predominante foi herbácea (66,89%), seguida por lianas, arbustos, árvores e epífitas. Em relação à dispersão de sementes, embora a maioria dos indivíduos tenha permanecido não identificada (59,87%), a anemocoria foi a síndrome predominante entre os espécimes identificados.
Downloads
Referências
AMARAL, Silvana et al. Alarming patterns of mature forest loss in the Brazilian Atlantic Forest. Nature Sustainability, v. 8, n. 3, p. 256–264, 13 fev. 2025.
APG IV, The Angiosperm Phylogeny Group et al. An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG IV. Botanical Journal of the Linnean Society, v. 181, n. 1, p. 1–20, maio 2016.
ARAUJO, Maristela Machado et al. Caracterização da chuva de sementes, banco de sementes do solo e banco de plântulas em Floresta Estacional Decidual ripária Cachoeira do Sul, RS, Brasil. Scientia Forestalis, v. 66, n. 1, p. 128–141, 2004.
ARÊAS, Estefânia Maria Justo et al. Banco de sementes do solo após 25 anos do plantio de leguminosas arbóreas em área de empréstimo – Seropédica, RJ. Ciência Florestal, v. 32, n. 2, p. 698–714, 24 jun. 2022.
BUDKE, Jean Carlos et al. Composição florística e estratégias de dispersão de espécies lenhosas em uma floresta ribeirinha, arroio Passo das Tropas, Santa Maria, RS, Brasil. Iheringia, Série Botânica., v. 60, p. 17–24, 18 jun. 2005.
CALDATO, Silvana Lucia et al. Estudo da regeneração natural, banco de sementes e chuva de sementes na reserva genética florestal de Caçador, SC. Ciência Florestal, v. 6, n. 1, p. 27–38, 30 mar. 1996.
CIELO-FILHO, Roque; SOUZA, Joice Aparecida Dias De. Avaliação da restauração passiva de uma área de mata atlântica após o corte raso de uma plantação de Cupressus lusitanica MILL. Ciência Florestal, v. 26, n. 2, p. 475–488, 20 jun. 2016.
COSTA, Poliana Ferreira Da et al. Banco de sementes do solo em áreas restauradas no sul do estado de Mato Grosso do Sul – MS. Ciência Florestal, v. 30, n. 1, p. 104–106, 6 abr. 2020.
DALMOLIN, R. S. D.; PEDRON, F. A. Solos do município de Santa Maria. Ciência e Ambiente, v. 38, p. 59–77, 2009.
DUARTE, Edilaine et al. Banco de sementes de áreas alto-montanas em regeneração natural pós-distúrbio no Planalto Sul-Catarinense. Ciência Florestal, v. 32, n. 3, p. 1617–1639, 22 set. 2022.
FIGUEIRA, M. Fitossociologia do compartimento arbóreo da mata ribeirinha no rio Vacacaí, Rio Grande do Sul, Brasil. 73 p. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, Brasil, 2014.
HOPPENREIJS, Jacqueline H. T. et al. Hydrochoric Seed Dispersal of Riparian Plants Follows Hydrological Patterns Closer Than Geomorphic Variation. Ecosystems, v. 28, n. 3, p. 33, jun. 2025.
LE STRADIC, Soizig et al. Diversity of germination strategies and seed dormancy in herbaceous species of campo rupestre grasslands. Austral Ecology, v. 40, n. 5, p. 537–546, ago. 2015.
LINDENMAIER, Diogo de Souza; BUDKE, Jean Carlos. Floristica, diversidade e distribuicao espacial das especies arboreas em uma floresta estacional na bacia do rio Jacui, sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, v. 57, p. 193–216, 2006.
LONGHI, Solon Jonas et al. Banco de sementes do solo em três fases sucessionais de uma Floresta Estacional Decidual em Santa Tereza, RS. Ciência Florestal, v. 15, n. 4, p. 359–370, 30 dez. 2005.
NILSSON, Christer et al. The role of hydrochory in structuring riparian and wetland vegetation. Biological Reviews, v. 85, n. 4, p. 837–858, nov. 2010.
OLIVEIRA-FILHO, Ary T. Classificação das fitofisionomias da América do Sul cisandina tropical e subtropical: proposta de um novo sistema - prático e flexível - ou uma injeção a mais de caos? Rodriguésia, v. 60, n. 2, p. 237–258, jun. 2009.
PIJL, Leendert Van Der. Principles of Dispersal in Higher Plants. Berlin, Heidelberg: Springer Berlin Heidelberg, 1982.
RESENDE, Angélica F. et al. How to enhance Atlantic Forest protection? Dealing with the shortcomings of successional stages classification. Perspectives in Ecology and Conservation, v. 22, n. 2, p. 101–111, abr. 2024.
SARTORI, Pedro Luiz Pretz. Geologia e geomorfologia de Santa Maria. Ciência e Ambiente, v. 38, p. 19–42, 2009.
SCHERER, Caroline; JARENKOW, João Aandré. Banco de sementes de espécies arbóreas em floresta estacional no Rio Grande do Sul, Brasil. Revista Brasileira de Botânica, v. 29, n. 1, p. 67–77, mar. 2006.
SOUSA, Flaubert Queiroga De et al. Transposição do banco de sementes do solo para restauração ecológica da caatinga no Núcleo de Desertificação do Seridó. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 7, p. 50120–50138, 2020.
SOUZA, Maílson Pereira De et al. Banco de sementes do solo de Caatinga submetida a plano de manejo florestal sustentável em Cuité-PB. Scientia Forestalis, v. 49, n. 130, 1 jun. 2021.
SWAINE, M. D.; WHITMORE, T. C. On the definition of ecological species groups in tropical rain forests. Vegetatio, v. 75, n. 1–2, p. 81–86, maio 1988.
VELOSO, Henrique Pimenta; RANGEL FILHO, Antonio Lourenço Rosa; LIMA, Jorge Carlos Alves. Classificação da vegetação brasileira, adaptada a um sistema universal. Rio de Janeiro: Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento, Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Diretoria de Geociências, Departamento de Recursos Naturais e Estudos Ambientais, 1991.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Ciência Florestal

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A CIÊNCIA FLORESTAL se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da lingua, respeitando, porém, o estilo dos autores.
As provas finais serão enviadas as autoras e aos autores.
Os trabalhos publicados passam a ser propriedade da revista CIÊNCIA FLORESTAL, sendo permitida a reprodução parcial ou total dos trabalhos, desde que a fonte original seja citada.
As opiniões emitidas pelos autores dos trabalhos são de sua exclusiva responsabilidade.

