Diagnóstico dos viveiros municipais no estado de Minas Gerais.

Elzimar de Oliveira Gonçalves, Haroldo Nogueira de Paiva, Wantuelfer Gonçalves, Laércio Antônio Gonçalves Jacovine

Resumo


Com o objetivo de fazer um diagnóstico dos viveiros municipais do Estado de Minas Gerais, foi enviado um questionário a todos os seus 853 municípios, contendo perguntas sobre infra-estrutura, tamanho, existência de responsável técnico, qualificação e treinamento de viveiristas, técnicas utilizadas na propagação das plantas, sistema de irrigação, dentre outros aspectos. Pelos resultados, obtidos nas 270 respostas, foi constatado que grande parte dos municípios estudados não possui viveiros para produção de mudas, o que permite inferir que elas são adquiridas de terceiros ou que não está havendo arborização nas ruas. Nos municípios que possuem viveiros constatou-se que a infra-estrutura verificada é insuficiente e que não há profissionais de nível técnico em sua maioria. Além disso, o treinamento de funcionários poderia ser mais efetivo, uma vez que eles são em grande parte, fixos, embora com baixa escolaridade. Observou-se também que as plantas são propagadas basicamente por sementes e estacas, tendo como finalidade a arborização urbana e a recuperação de áreas degradadas e de matas ciliares, e que são destinadas, principalmente, para doação. Na maioria dos municípios os conhecimentos acerca dos tratos culturais necessários à produção de mudas com características desejáveis à arborização urbana são incipientes.


Palavras-chave


viveiros; diagnóstico; produção de mudas; arborização urbana

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/198050981801

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