Dinâmica temporal da dengue no Rio Grande do Sul: uma análise de dez anos da incidência e do número básico de reprodução (2015–2025)a temporal da Dengue no Rio Grande do Sul: Uma Análise de Dez Anos da Incidência e do Número Básico de Reprodução (2015–2025)

Temporal dynamics of dengue fever in Rio Grande do Sul: a ten-year analysis of incidence and basic reproduction number (2015–2025)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2179460X95095

Palavras-chave:

Incidência da dengue, Número básico de reprodução, Análise de dados epidemiológicos, Matemática aplicada

Resumo

A dengue é uma das principais arboviroses de importância em saúde pública, apresentando ampla distribuição global e crescente incidência em regiões historicamente menos afetadas. No Brasil, mudanças climáticas, urbanização acelerada e fatores socioeconômicos têm contribuído para a intensificação e expansão da doença. Neste contexto, o presente estudo analisa as tendências e padrões da dengue no estado do Rio Grande do Sul ao longo de um período de dez anos, entre 2015 e 2025. Foram utilizados dados oficiais do Ministério da Saúde para o cálculo das taxas de incidência e para a análise da distribuição temporal dos casos por semana epidemiológica. Além disso, o número básico de reprodução R0 foi estimado para os anos com crescimento epidêmico bem definido, a partir da taxa de crescimento exponencial inicial da curva de casos, considerando parâmetros epidemiológicos extraídos da literatura. Os resultados evidenciam um padrão sazonal consistente, com picos recorrentes entre as semanas epidemiológicas 10 e 20, bem como um aumento expressivo da carga da doença nos anos mais recentes, especialmente em 2022, 2024 e 2025. As estimativas de R0 variaram entre aproximadamente 2,2 e 4,8, valores compatíveis com aqueles reportados em estudos anteriores realizados em diferentes regiões do Brasil. Os achados indicam uma mudança no cenário epidemiológico da dengue no Rio Grande do Sul, reforçando a necessidade de estratégias de vigilância e controle mais eficazes e adaptadas à nova realidade epidemiológica do estado.

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Biografia do Autor

Aléxia Rodrigues de Faria, Universidade Federal de Pelotas

É mestra em Modelagem Matemática pelo Programa de Pós-Graduação em Modelagem Matemática da Universidade Federal de Pelotas.

Glênio Aguiar Gonçalves, Universidade Federal de Pelotas

Possui graduação em Bacharelado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestrado e doutorado em Engenharia Mecânica pela mesma instituição, além de pós-doutorado pela UFRGS.

Daniela Buske, Universidade Federal de Pelotas

Possui graduação em Matemática – Licenciatura Plena pela Universidade Federal de Santa Maria, mestrado e doutorado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na área de Fenômenos de Transporte e Dispersão de Poluentes.

Angelita dos Reis Gomes, Universidade Federal de Pelotas

É médica veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria e doutora em Ciências Veterinárias (Sanidade Animal) pela Universidade Federal de Pelotas.

Ana Maria Bersch Domingues, Universidade Federal de Pelotas

Possui ensino médio pelo Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida (Canguçu/RS) e graduação em Licenciatura em Matemática pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Régis Sperotto de Quadros, Universidade Federal de Pelotas

Possui graduação em Matemática pela Universidade de Passo Fundo, mestrado em Matemática Aplicada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutorado em Matemática Aplicada pela Technische Universität Darmstadt, na Alemanha.

Mateus Barcellos da Silva, Universidade Federal de Pelotas

Graduado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande, mestre em Física pela Universidade Federal de Pelotas e atualmente doutorando em Modelagem Matemática na Universidade Federal de Pelotas.

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Publicado

2026-05-29

Como Citar

Rodrigues de Faria, A. R. de, Gonçalves, G. A., Buske, D., dos Reis Gomes, A. dos R., Bersch Domingues, A. M. B., Sperotto de Quadros, R. S. de, & Barcellos da Silva, M. B. da. (2026). Dinâmica temporal da dengue no Rio Grande do Sul: uma análise de dez anos da incidência e do número básico de reprodução (2015–2025)a temporal da Dengue no Rio Grande do Sul: Uma Análise de Dez Anos da Incidência e do Número Básico de Reprodução (2015–2025): Temporal dynamics of dengue fever in Rio Grande do Sul: a ten-year analysis of incidence and basic reproduction number (2015–2025). Ciência E Natura, 48, e95095. https://doi.org/10.5902/2179460X95095

Edição

Seção

Matemática Aplicada

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