Ouvir/escutar: diferenças e contribuições para o pensar humano
DOI :
https://doi.org/10.5902/1984644492061Mots-clés :
Linguagem, Escuta, HeideggerRésumé
O objetivo deste artigo é elucidar a significativa diferença entre as palavras ditas sinônimas ouvir e escutar em contextos de ensino de música em escola de música. Encontra-se aplicações errôneas no uso delas no cotidiano que geram a necessidade de esclarecimento que conduza à compreensões mais acertadas. A pesquisa é de natureza bibliográfica onde analisa-se o uso e as diferenças das palavras ouvir e escutar e busca-se fundamento compreensivo nos textos do filósofo alemão Martin Heidegger. Observa-se o robustecimento e profundidade de significados para a palavra escuta, em contraposição ao ouvir, que enriquece o diálogo teórico nas aulas de música e amplia os sentidos de percepção do que é proposto em aula. Apontamos diversas formas de exercer a escuta mas que são desconsideradas, tais como a escuta como ausculta, como observação, como dis-posição. As formas apontadas especificam melhor e conduzem a contextos de compreensão afastados da dúvida quanto aos seus significados.
Références
AGUILAR, Ananay. Processos de estruturação na escuta de música eletroacústica. Dissertação (Mestrado em Música) – Programa de Pós-Graduação em Música, Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas. São Paulo, 2005.
ALONSO, Silvia Leonor. A escuta psicanalítica. 1988. Disponível em:<http://www2.uol.com.br/percurso/main/pcs01/artigo0120.htm>. Acesso em: 25 fev. 2024.
ALVES, Wagner Geraldo. Linguagem e escuta musical ontológica. In: SIMPÓSIO DE ESTÉTICA E FILOSOFIA DA MÚSICA (SEFIM), 1, 2013. Anais do I Simpósio de Estética e Filosofia da Música. Porto Alegre: UFRGS, v. 1, n. 1, 2013, p. 151-165. Disponível em: < http://www.ufrgs.br/sefim/ojs/index.php/sm/article/view/37>. Acesso em: 20 out. 2024.
OLIVEIRA, Délio Henrique Delfino de. Escuta clínica e a atitude fenomenológica no atendimento à pessoa surda: reflexões sobre um processo psicoterapêutico. 2014. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Natal: UFRN, 2014. 111 f.
CAMARGO, Luís Francisco Espíndola. A escuta do não-sentido: na linguística, na música e na psicanálise. 2004. Dissertação (Mestrado em Linguística) - Programa de Pós-Graduação em Linguística, Centro de Comunicação e Expressão, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. Disponível em: <https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/87994>. Acesso em: 13 nov. 2024.
HEIDEGGER, Martin. Seminário de Zollikon. In: MedardBoss. Tradução de Gabriela Arnold e Maria de Fátima de Almeida Prado. EDUC. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes. 2009.
HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. Tradução revisada e apresentação de Márcia Sá Cavalcante Schuback. 10. ed. – Petrópolis, RJ: Vozes; Bragança Paulista, SP: Editora Universitária São Francisco, 2015.
MARCELO, Guilherme Conti. Do falar, do ouvir, do calar: sobre a linguagem no pensamento de Heidegger. 2012. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Programa de Estudos Pós-Graduados em Filosofia, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo, 2012.
REYNER, Igor Reis. Pierre Schaeffer e Marcel Proust: as expressões da escuta. 2012. Dissertação (Mestrado em Música) – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Música. Belo Horizonte, 2012.
SARMENTO, Luciana Elena. A escuta na visão de três autores do século XX. In: SARMENTO, Luciana Elena. A escuta na contemporaneidade: uma pesquisa de campo em educação musical. 2010. Dissertação (Mestrado em Música) – Universidade Estadual Paulista, Instituto de Artes. São Paulo, 2010. Disponível em: <http://repositorio.unesp.br/handle/11449/95151>. Acesso em: 10 jan. 2024.
Téléchargements
Publié-e
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Tous droits réservés Educação 2026

Cette œuvre est sous licence Creative Commons Attribution - Pas d'Utilisation Commerciale 4.0 International.

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0)
Declaramos o artigo _______________________________ a ser submetido para avaliação o periódico Educação (UFSM) é original e inédito, assim como não foi enviado para qualquer outra publicação, como um todo ou uma fração.
Também reconhecemos que a submissão dos originais à Revista Educação (UFSM) implica na transferência de direitos autorais para publicação digital na revista. Em caso de incumprimento, o infrator receberá sanções e penalidades previstas pela Lei Brasileira de Proteção de Direitos Autorais (n. 9610, de 19/02/98).
_______________________________________________________
Nome completo do primeiro autor
CPF ________________

