https://periodicos.ufsm.br/reveducacao/issue/feedEducação2026-01-12T16:45:24-03:00Educação (UFSM)revista.educacao@ufsm.brOpen Journal Systems<p style="text-align: justify;">A Revista <strong>Educação (Santa Maria. Online)</strong> tem como escopo a publicação de trabalhos inéditos e originais na área de Educação, resultantes de pesquisas científicas e reflexões teóricas sobre práticas e políticas educacionais. Os artigos podem ser publicados em Português, Inglês e Espanhol e, excepcionalmente, em Italiano, Francês e Alemão.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>eISSN 1984-6444 | Qualis/CAPES (2021-2024) = A1</strong></p>https://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93625Transição escolar e evasão no ensino médio integrado dos institutos federais: contribuições da psicologia histórico-cultural2026-01-12T16:45:22-03:00Rodrigo Siqueira Câmararodrigo.camara@ifmg.edu.brNewton Duartenewton.duarte@unesp.brRicardo Eleutério dos Anjosricardo.eleuterio@ufcat.edu.br<p>O problema da evasão e da permanência escolar nos institutos federais tem sido um dos principais desafios para a democratização do ensino oferecido pela rede federal. Este artigo tem o objetivo de contribuir para a elucidação desse problema, mais especificamente no ensino médio integrado dessas instituições, a partir de contribuições da psicologia histórico-cultural e de autores do campo educacional. Dados oficiais demonstram que cerca de um terço dos estudantes dessa modalidade de ensino não conclui seus estudos nessas instituições. Argumenta-se a necessidade de compreender o fenômeno da transição escolar como um importante aspecto que afeta a trajetória escolar, bem como a permanência ou a evasão dos estudantes. A análise procura esclarecer as relações entre desigualdade social, desenvolvimento psicológico, transições escolares e evasão escolar, destacando a natureza dialética dessas relações. Conclui-se pela necessidade de avanço na discussão teórica a respeito das mediações sociais e institucionais nos processos de transição escolar, assim como pelo aprimoramento das políticas e das práticas de permanência estudantil, considerando a questão da transição escolar como um dos fatores explicativos da evasão escolar.</p>2026-01-08T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93326Trabalho de professores pós-pandemia da covid-19: desafios, sentidos e significados2026-01-12T16:45:24-03:00Flavia Wegrzyn Magrinelli Martinezflavia.martinez@ufms.brMarilaine Cristina Cruzmarilaine.cruz@ufms.brGabriele Machadogabriele.machado@uenp.edu.brLuara Tavares da Silvaluara_bilac@hotmail.com<p>Esta pesquisa é um recorte de um estudo mais amplo, realizado no âmbito do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Formação e Trabalho Docente na Contemporaneidade (GEPForT), vinculado à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e tem como objetivo compreender os desafios enfrentados por professores da Educação Básica no contexto pós-isolamento social causado pela covid-19. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa (Minayo; Sanches,1993). Participam da pesquisa 90 professores/as da Educação Básica, abrangendo as cinco regiões brasileiras: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Para alcançar os objetivos propostos, utilizaram-se, como instrumento de coleta de dados, um questionário misto (Minayo, 2004) e a técnica de amostragem em <em>snowball</em> (Baldin<strong>;</strong> Munhoz, 2011). A análise dos dados foi realizada com o auxílio do software Iramuteq e fundamentada na Análise de Conteúdo de Bardin (2016). Os resultados desta pesquisa revelam que os efeitos da pandemia de covid-19 continuam a impactar a escola e o trabalho docente, refletindo-se tanto no processo de aprendizagem dos estudantes quanto nas condições de trabalho e saúde dos docentes.</p>2026-01-08T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93107Formar para Intervir: reflexões sobre trabalho colaborativo a partir de metodologias ativas de aprendizagem no Ensino Superior2026-01-12T16:45:10-03:00Sara Lopessara.lopes@ipleiria.ptJenny Sousajenny.sousa@ipleiria.pt<p>O presente trabalho analisa a utilização de metodologias ativas de aprendizagem no Ensino Superior, com foco no trabalho colaborativo desenvolvido nas unidades curriculares de Métodos e Técnicas de Investigação Social e de Serviço Social de Casos, Grupos e Comunidades, da licenciatura em Serviço Social de uma universidade portuguesa. Centradas na participação ativa dos estudantes, as unidades curriculares assentam em metodologias promotoras da construção coletiva do conhecimento, do pensamento crítico e da interligação entre teoria e prática.</p> <p>Este artigo pretende analisar e discutir a perceção dos estudantes inscritos nestas duas Unidades Curriculares relativamente ao trabalho colaborativo realizado com recurso a metodologias ativas de aprendizagem, bem como identificar as competências por eles adquiridas e a importância que atribuem a estas experiências para a sua formação académica.</p> <p>A abordagem metodológica consistiu num estudo de caso descritivo-exploratório, privilegiando-se o inquérito por questionário como instrumento mais adequado para a recolha de dados. Foram obtidas informações quantitativas, analisadas estatisticamente, e dados mais descritivos e textuais(n=20), recorrendo-se a uma interpretação do seu conteúdo. Os resultados demonstram que o trabalho colaborativo entre Unidades Curriculares que utilizam metodologias ativas de aprendizagem favorece, por um lado, o desenvolvimento de competências fundamentais para a prática profissional,como a comunicação com públicos diferenciados, a adaptabilidade e flexibilidade,e por outro, estimula a reflexão crítica e o exercício de práticas investigativas e interventivas desde a formação inicial. Conclui-se que a utilização deste tipo de metodologia, especialmente no campo do Serviço Social, fortalece a aprendizagem significativa e prepara os estudantes para os desafios da prática profissional na sociedade atual.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92405Práticas pedagógicas de educação alimentar e nutricional na escola: uma revisão da literatura sob a perspectiva da autonomia2026-01-12T16:45:12-03:00Roberta Lamonatto Tagliettirotagli@unochapeco.edu.brCarla Rosane Paz Arruda Teocarlateo@unochapeco.edu.br<p>O objetivo deste trabalho foi analisar as abordagens teórico-metodológicas que fundamentam ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) desenvolvidas em escolas públicas brasileiras no âmbito da educação infantil e do ensino fundamental, à luz do pensamento pedagógico de Paulo Freire. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada em bases de dados como a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS/BIREME), Pubmed e Portal de Periódicos da Capes, com delimitação temporal de 2013 a 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol. Compuseram o <em>corpus</em> desta revisão 48 artigos. A análise dos estudos possibilitou identificar que o tema mais recorrente nos trabalhos é a alimentação saudável, com foco nos alimentos, sua composição, funções e classificação por grau de processamento, ou como alimentos saudáveis e não saudáveis. Sobre as estratégias metodológicas, as mais citadas são: atividades lúdicas, oficina culinária, roda de conversa e horta pedagógica. Em síntese, e à luz do pensamento freireano, a EAN, conforme apresentada nos estudos analisados, carece de uma abordagem verdadeiramente crítica e libertadora, geradora de autonomia. Para alcançar esse patamar, argumenta-se que as lacunas apontadas precisam ser superadas, tomando a alimentação como prática social e política, e não apenas como técnica de autocuidado, priorizando o diálogo e a problematização, reconhecendo os sujeitos como construtores de saber, envolvendo a comunidade escolar de forma ampliada e contínua, e avançando na formação crítica dos profissionais da Nutrição.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92341Mal-estar na docência: explorando fatores contemporâneos que afetam a qualidade de vida e a saúde dos professores2026-01-12T16:45:14-03:00Giovana Boickogiovanaboicko@gmail.comJordana Wruck Timmjordana@uri.edu.br<p>Este estudo tem como objetivo compreender o conceito de mal-estar na docência e identificar, na literatura, fatores que contribuem para o desenvolvimento do mal-estar e adoecimento de professores na contemporaneidade. Baseia-se em uma abordagem qualitativa, utilizando a revisão bibliográfica da literatura científica sobre o mal-estar docente. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. A busca ocorreu nas bases Scielo e Portal de Periódicos CAPES, contemplando o período 2015–2025, com estudos em português, inglês ou espanhol, a partir do termo “mal-estar docente”. Incluíram-se artigos revisados por pares com foco na educação básica. A seleção seguiu etapas de identificação, triagem por títulos/resumos e elegibilidade por leitura de texto completo, com remoção de duplicatas; ao final, foram incluídos 24 estudos (6 Scielo; 18 CAPES). O estudo visa compreender as perspectivas e conclusões já estabelecidas no campo acadêmico, identificando os fatores que contribuem para o desenvolvimento do mal-estar entre os docentes. Os resultados indicam que as condições de vida e de trabalho têm provocado numerosas situações de estresse, devido às incertezas e às intensas exigências impostas aos profissionais. A educação, inclusive, tem se revelado uma das profissões com maior incidência de adoecimento, com muitos profissionais desenvolvendo a síndrome de <em>burnout</em> ou até mesmo a depressão. Os resultados indicam ainda que o fenômeno compromete não apenas a saúde e o bem-estar dos professores, mas também a qualidade da educação, reforçando a necessidade de políticas públicas eficazes e estratégias institucionais para promoção da saúde docente. Conclui-se que enfrentar o mal-estar docente demanda uma abordagem integrada, que articule dimensões objetivas e subjetivas, visando à valorização e ao cuidado integral dos educadores.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92317Práticas da docência universitária no interior do Amazonas: narrativas do cotidiano educativo2026-01-12T16:45:16-03:00Tiago Pereira Gomesti-pg@hotmail.comNeide Cavalcante Guedesneidecguedes@hotmail.com<p>Este estudo objetiva discutir a prática docente de professoras universitárias no interior do Amazonas. É um recorte da tese de doutorado intitulada: Os processos constitutivos da docência: trilhas formativas, saberes e práticas no Ensino Superior no Amazonas (AM), vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação (UFPI), ao Núcleo de Estudos sobre Formação, Avaliação, Gestão e Currículo (NUFAGEC), e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM). É uma pesquisa qualitativa (Triviños, 2008), de abordagem Etnometodológica (Coulon, 2005) como teoria do social sob a égide das bases epistemológicas da fenomenologia de Schutz (2012; 2018), da teoria da ação (Parsons, 1974), dos cinco conceitos-chave de Coulon (2005), entre outros, realizada no Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia (ICET), localizado na cidade de Itacoatiara (AM), no período de fevereiro de 2021 a julho de 2024. O dispositivo de produção de dados utilizado para esta discussão foi a observação participante (Angrosino, Flick, 2009). Realizamos análise interpretativa-compreensiva (Gomes, 2024), elaborada no percurso do estudo. Os dados revelam que as professoras desenvolvem sua prática docente com intencionalidade pedagógica e que estas foram construídas e/ou (re)elaboradas nas vivências experienciadas no seu percurso de vida-formação e profissão favorecendo uma ação didática e pedagógica que atende as necessidades formativas dos estudantes.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong>: Prática docente; Universidade; Intencionalidade pedagógica; Amazonas.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92259Das representações sociais às representações profissionais:aportes para pensar a profissionalização docente2026-01-12T16:45:18-03:00Martha Marques Teiteixa Pereiramarthamarquest@hotmail.comLúcia Villas Bôaslboas@fcc.org.brLiliane Bordignon de Souzalsouza@fcc.org.br<p>A profissionalização docente constitui um processo complexo, atravessado por dimensões históricas, culturais e relacionais que atribuem sentidos coletivos à prática educativa e influenciam a construção da identidade profissional. Diante dessa complexidade, este artigo tem como objetivo refletir sobre o trabalho docente em uma perspectiva psicossocial, fundamentando-se na Teoria das Representações Sociais e em seus desdobramentos nas noções de representações profissionais e socioprofissionais. O estudo analisa como essas representações configuram modos de ser e agir na profissão, ao mesmo tempo em que revelam tensões, contradições e disputas de reconhecimento presentes no campo educacional, por meio de uma abordagem teórico-conceitual. Os resultados evidenciam a relevância dessa perspectiva para interpretar os desafios contemporâneos da docência, especialmente em contextos marcados pela precarização, intensificação e mercantilização do trabalho docente. Conclui-se que a perspectiva psicossocial das representações profissionais e socioprofissionais oferece aportes significativos para compreender a formação, a valorização e o desenvolvimento profissional docente, podendo contribuir para ampliar o debate sobre políticas e práticas formativas.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92061Ouvir/escutar: diferenças e contribuições para o pensar humano2026-01-12T16:45:20-03:00Marcos Sobralmarcosantoniocardososobral@gmail.comDanielle de Gois Santos Caldeiradanielledegois.psi@gmail.com<p>O objetivo deste artigo é elucidar a significativa diferença entre as palavras ditas sinônimas ouvir e escutar em contextos de ensino de música em escola de música. Encontra-se aplicações errôneas no uso delas no cotidiano que geram a necessidade de esclarecimento que conduza à compreensões mais acertadas. A pesquisa é de natureza bibliográfica onde analisa-se o uso e as diferenças das palavras ouvir e escutar e busca-se fundamento compreensivo nos textos do filósofo alemão Martin Heidegger. Observa-se o robustecimento e profundidade de significados para a palavra escuta, em contraposição ao ouvir, que enriquece o diálogo teórico nas aulas de música e amplia os sentidos de percepção do que é proposto em aula. Apontamos diversas formas de exercer a escuta mas que são desconsideradas, tais como a escuta como ausculta, como observação, como dis-posição. As formas apontadas especificam melhor e conduzem a contextos de compreensão afastados da dúvida quanto aos seus significados.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educação