https://periodicos.ufsm.br/reveducacao/issue/feedEducação2026-04-29T17:29:27-03:00Educação (UFSM)revista.educacao@ufsm.brOpen Journal Systems<p style="text-align: justify;">A Revista <strong>Educação (Santa Maria. Online)</strong> tem como escopo a publicação de trabalhos inéditos e originais na área de Educação, resultantes de pesquisas científicas e reflexões teóricas sobre práticas e políticas educacionais. Os artigos podem ser publicados em Português, Inglês e Espanhol e, excepcionalmente, em Italiano, Francês e Alemão.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>eISSN 1984-6444 | Qualis/CAPES (2021-2024) = A1</strong></p>https://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93625Transição escolar e evasão no ensino médio integrado dos institutos federais: contribuições da psicologia histórico-cultural2026-01-12T16:45:22-03:00Rodrigo Siqueira Câmararodrigo.camara@ifmg.edu.brNewton Duartenewton.duarte@unesp.brRicardo Eleutério dos Anjosricardo.eleuterio@ufcat.edu.br<p>O problema da evasão e da permanência escolar nos institutos federais tem sido um dos principais desafios para a democratização do ensino oferecido pela rede federal. Este artigo tem o objetivo de contribuir para a elucidação desse problema, mais especificamente no ensino médio integrado dessas instituições, a partir de contribuições da psicologia histórico-cultural e de autores do campo educacional. Dados oficiais demonstram que cerca de um terço dos estudantes dessa modalidade de ensino não conclui seus estudos nessas instituições. Argumenta-se a necessidade de compreender o fenômeno da transição escolar como um importante aspecto que afeta a trajetória escolar, bem como a permanência ou a evasão dos estudantes. A análise procura esclarecer as relações entre desigualdade social, desenvolvimento psicológico, transições escolares e evasão escolar, destacando a natureza dialética dessas relações. Conclui-se pela necessidade de avanço na discussão teórica a respeito das mediações sociais e institucionais nos processos de transição escolar, assim como pelo aprimoramento das políticas e das práticas de permanência estudantil, considerando a questão da transição escolar como um dos fatores explicativos da evasão escolar.</p>2026-01-08T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93326Trabalho de professores pós-pandemia da covid-19: desafios, sentidos e significados2026-01-12T16:45:24-03:00Flavia Wegrzyn Magrinelli Martinezflavia.martinez@ufms.brMarilaine Cristina Cruzmarilaine.cruz@ufms.brGabriele Machadogabriele.machado@uenp.edu.brLuara Tavares da Silvaluara_bilac@hotmail.com<p>Esta pesquisa é um recorte de um estudo mais amplo, realizado no âmbito do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Formação e Trabalho Docente na Contemporaneidade (GEPForT), vinculado à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e tem como objetivo compreender os desafios enfrentados por professores da Educação Básica no contexto pós-isolamento social causado pela covid-19. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa (Minayo; Sanches,1993). Participam da pesquisa 90 professores/as da Educação Básica, abrangendo as cinco regiões brasileiras: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Para alcançar os objetivos propostos, utilizaram-se, como instrumento de coleta de dados, um questionário misto (Minayo, 2004) e a técnica de amostragem em <em>snowball</em> (Baldin<strong>;</strong> Munhoz, 2011). A análise dos dados foi realizada com o auxílio do software Iramuteq e fundamentada na Análise de Conteúdo de Bardin (2016). Os resultados desta pesquisa revelam que os efeitos da pandemia de covid-19 continuam a impactar a escola e o trabalho docente, refletindo-se tanto no processo de aprendizagem dos estudantes quanto nas condições de trabalho e saúde dos docentes.</p>2026-01-08T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93107Formar para Intervir: reflexões sobre trabalho colaborativo a partir de metodologias ativas de aprendizagem no Ensino Superior2026-01-12T16:45:10-03:00Sara Lopessara.lopes@ipleiria.ptJenny Sousajenny.sousa@ipleiria.pt<p>O presente trabalho analisa a utilização de metodologias ativas de aprendizagem no Ensino Superior, com foco no trabalho colaborativo desenvolvido nas unidades curriculares de Métodos e Técnicas de Investigação Social e de Serviço Social de Casos, Grupos e Comunidades, da licenciatura em Serviço Social de uma universidade portuguesa. Centradas na participação ativa dos estudantes, as unidades curriculares assentam em metodologias promotoras da construção coletiva do conhecimento, do pensamento crítico e da interligação entre teoria e prática.</p> <p>Este artigo pretende analisar e discutir a perceção dos estudantes inscritos nestas duas Unidades Curriculares relativamente ao trabalho colaborativo realizado com recurso a metodologias ativas de aprendizagem, bem como identificar as competências por eles adquiridas e a importância que atribuem a estas experiências para a sua formação académica.</p> <p>A abordagem metodológica consistiu num estudo de caso descritivo-exploratório, privilegiando-se o inquérito por questionário como instrumento mais adequado para a recolha de dados. Foram obtidas informações quantitativas, analisadas estatisticamente, e dados mais descritivos e textuais(n=20), recorrendo-se a uma interpretação do seu conteúdo. Os resultados demonstram que o trabalho colaborativo entre Unidades Curriculares que utilizam metodologias ativas de aprendizagem favorece, por um lado, o desenvolvimento de competências fundamentais para a prática profissional,como a comunicação com públicos diferenciados, a adaptabilidade e flexibilidade,e por outro, estimula a reflexão crítica e o exercício de práticas investigativas e interventivas desde a formação inicial. Conclui-se que a utilização deste tipo de metodologia, especialmente no campo do Serviço Social, fortalece a aprendizagem significativa e prepara os estudantes para os desafios da prática profissional na sociedade atual.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92405Práticas pedagógicas de educação alimentar e nutricional na escola: uma revisão da literatura sob a perspectiva da autonomia2026-01-12T16:45:12-03:00Roberta Lamonatto Tagliettirotagli@unochapeco.edu.brCarla Rosane Paz Arruda Teocarlateo@unochapeco.edu.br<p>O objetivo deste trabalho foi analisar as abordagens teórico-metodológicas que fundamentam ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) desenvolvidas em escolas públicas brasileiras no âmbito da educação infantil e do ensino fundamental, à luz do pensamento pedagógico de Paulo Freire. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada em bases de dados como a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS/BIREME), Pubmed e Portal de Periódicos da Capes, com delimitação temporal de 2013 a 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol. Compuseram o <em>corpus</em> desta revisão 48 artigos. A análise dos estudos possibilitou identificar que o tema mais recorrente nos trabalhos é a alimentação saudável, com foco nos alimentos, sua composição, funções e classificação por grau de processamento, ou como alimentos saudáveis e não saudáveis. Sobre as estratégias metodológicas, as mais citadas são: atividades lúdicas, oficina culinária, roda de conversa e horta pedagógica. Em síntese, e à luz do pensamento freireano, a EAN, conforme apresentada nos estudos analisados, carece de uma abordagem verdadeiramente crítica e libertadora, geradora de autonomia. Para alcançar esse patamar, argumenta-se que as lacunas apontadas precisam ser superadas, tomando a alimentação como prática social e política, e não apenas como técnica de autocuidado, priorizando o diálogo e a problematização, reconhecendo os sujeitos como construtores de saber, envolvendo a comunidade escolar de forma ampliada e contínua, e avançando na formação crítica dos profissionais da Nutrição.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92341Mal-estar na docência: explorando fatores contemporâneos que afetam a qualidade de vida e a saúde dos professores2026-01-12T16:45:14-03:00Giovana Boickogiovanaboicko@gmail.comJordana Wruck Timmjordana@uri.edu.br<p>Este estudo tem como objetivo compreender o conceito de mal-estar na docência e identificar, na literatura, fatores que contribuem para o desenvolvimento do mal-estar e adoecimento de professores na contemporaneidade. Baseia-se em uma abordagem qualitativa, utilizando a revisão bibliográfica da literatura científica sobre o mal-estar docente. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. A busca ocorreu nas bases Scielo e Portal de Periódicos CAPES, contemplando o período 2015–2025, com estudos em português, inglês ou espanhol, a partir do termo “mal-estar docente”. Incluíram-se artigos revisados por pares com foco na educação básica. A seleção seguiu etapas de identificação, triagem por títulos/resumos e elegibilidade por leitura de texto completo, com remoção de duplicatas; ao final, foram incluídos 24 estudos (6 Scielo; 18 CAPES). O estudo visa compreender as perspectivas e conclusões já estabelecidas no campo acadêmico, identificando os fatores que contribuem para o desenvolvimento do mal-estar entre os docentes. Os resultados indicam que as condições de vida e de trabalho têm provocado numerosas situações de estresse, devido às incertezas e às intensas exigências impostas aos profissionais. A educação, inclusive, tem se revelado uma das profissões com maior incidência de adoecimento, com muitos profissionais desenvolvendo a síndrome de <em>burnout</em> ou até mesmo a depressão. Os resultados indicam ainda que o fenômeno compromete não apenas a saúde e o bem-estar dos professores, mas também a qualidade da educação, reforçando a necessidade de políticas públicas eficazes e estratégias institucionais para promoção da saúde docente. Conclui-se que enfrentar o mal-estar docente demanda uma abordagem integrada, que articule dimensões objetivas e subjetivas, visando à valorização e ao cuidado integral dos educadores.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92317Práticas da docência universitária no interior do Amazonas: narrativas do cotidiano educativo2026-01-12T16:45:16-03:00Tiago Pereira Gomesti-pg@hotmail.comNeide Cavalcante Guedesneidecguedes@hotmail.com<p>Este estudo objetiva discutir a prática docente de professoras universitárias no interior do Amazonas. É um recorte da tese de doutorado intitulada: Os processos constitutivos da docência: trilhas formativas, saberes e práticas no Ensino Superior no Amazonas (AM), vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação (UFPI), ao Núcleo de Estudos sobre Formação, Avaliação, Gestão e Currículo (NUFAGEC), e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM). É uma pesquisa qualitativa (Triviños, 2008), de abordagem Etnometodológica (Coulon, 2005) como teoria do social sob a égide das bases epistemológicas da fenomenologia de Schutz (2012; 2018), da teoria da ação (Parsons, 1974), dos cinco conceitos-chave de Coulon (2005), entre outros, realizada no Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia (ICET), localizado na cidade de Itacoatiara (AM), no período de fevereiro de 2021 a julho de 2024. O dispositivo de produção de dados utilizado para esta discussão foi a observação participante (Angrosino, Flick, 2009). Realizamos análise interpretativa-compreensiva (Gomes, 2024), elaborada no percurso do estudo. Os dados revelam que as professoras desenvolvem sua prática docente com intencionalidade pedagógica e que estas foram construídas e/ou (re)elaboradas nas vivências experienciadas no seu percurso de vida-formação e profissão favorecendo uma ação didática e pedagógica que atende as necessidades formativas dos estudantes.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong>: Prática docente; Universidade; Intencionalidade pedagógica; Amazonas.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92259Das representações sociais às representações profissionais:aportes para pensar a profissionalização docente2026-01-12T16:45:18-03:00Martha Marques Teixeira Pereiramarthamarquest@hotmail.comLúcia Villas Bôaslboas@fcc.org.brLiliane Bordignon de Souzalsouza@fcc.org.br<p>A profissionalização docente constitui um processo complexo, atravessado por dimensões históricas, culturais e relacionais que atribuem sentidos coletivos à prática educativa e influenciam a construção da identidade profissional. Diante dessa complexidade, este artigo tem como objetivo refletir sobre o trabalho docente em uma perspectiva psicossocial, fundamentando-se na Teoria das Representações Sociais e em seus desdobramentos nas noções de representações profissionais e socioprofissionais. O estudo analisa como essas representações configuram modos de ser e agir na profissão, ao mesmo tempo em que revelam tensões, contradições e disputas de reconhecimento presentes no campo educacional, por meio de uma abordagem teórico-conceitual. Os resultados evidenciam a relevância dessa perspectiva para interpretar os desafios contemporâneos da docência, especialmente em contextos marcados pela precarização, intensificação e mercantilização do trabalho docente. Conclui-se que a perspectiva psicossocial das representações profissionais e socioprofissionais oferece aportes significativos para compreender a formação, a valorização e o desenvolvimento profissional docente, podendo contribuir para ampliar o debate sobre políticas e práticas formativas.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92061Ouvir/escutar: diferenças e contribuições para o pensar humano2026-01-12T16:45:20-03:00Marcos Sobralmarcosantoniocardososobral@gmail.comDanielle de Gois Santos Caldeiradanielledegois.psi@gmail.com<p>O objetivo deste artigo é elucidar a significativa diferença entre as palavras ditas sinônimas ouvir e escutar em contextos de ensino de música em escola de música. Encontra-se aplicações errôneas no uso delas no cotidiano que geram a necessidade de esclarecimento que conduza à compreensões mais acertadas. A pesquisa é de natureza bibliográfica onde analisa-se o uso e as diferenças das palavras ouvir e escutar e busca-se fundamento compreensivo nos textos do filósofo alemão Martin Heidegger. Observa-se o robustecimento e profundidade de significados para a palavra escuta, em contraposição ao ouvir, que enriquece o diálogo teórico nas aulas de música e amplia os sentidos de percepção do que é proposto em aula. Apontamos diversas formas de exercer a escuta mas que são desconsideradas, tais como a escuta como ausculta, como observação, como dis-posição. As formas apontadas especificam melhor e conduzem a contextos de compreensão afastados da dúvida quanto aos seus significados.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/83700Relacionando educação de qualidade, gestão democrática, ação coletiva, cidades sustentáveis e desenvolvimento comunitário: uma revisão sistemática2025-10-01T19:04:26-03:00Ana Carolina Velozo Valengacarolvelozo_@hotmail.comSilvio Roberto Stefanisilviostefano@unicentro.brRonaldo Ferreira Maganhottormaganhotto@unicentro.br<p>Este estudo teve como objetivo analisar as características e resultados dos estudos publicados entre os anos de 2012 e 2021, que discutem a educação de qualidade e cidades sustentáveis, e o seu relacionamento com a teoria da ação coletiva, a gestão democrática, e o desenvolvimento comunitário. As buscas, por artigos completos, ocorreram em duas bases de dados internacionais, SCOPUS e Web of Science, em inglês, e em uma base de dados nacional, EDUBASE, em português, totalizando 1.207 trabalhos identificados. Foi realizada uma análise sistemática, com a utilização do método PRISMA, obtendo-se 15 estudos. Os resultados evidenciaram que alguns termos ainda não foram trabalhados conjuntamente e evidenciou-se, ainda, que a educação de qualidade aliada à gestão democrática é trabalhada predominantemente no Brasil, já que os artigos, com relevância, encontrados foram realizados e publicados nacionalmente. Conclui-se, no entanto, que os termos podem ser aliados, já que, ações coletivas contribuem tanto para o desenvolvimento comunitário quanto para a constituição de cidades sustentáveis, e que essas ações podem ser realizadas também em nível de educação, buscando a qualidade por meio da gestão democrática. A agenda de pesquisa envolve estudos teóricos e empíricos que se relacionam aos temas pesquisados.</p>2026-01-14T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/88421Concepções teórico-epistemológicas na compreensão do fenômeno educativo2025-09-04T19:51:48-03:00Andrei Zandoná Bollisandrei.bolis@gmail.comLeonel Piovezanaleonel@unochapeco.edu.br<p>O presente artigo tem como tema: Concepções teórico-epistemológicas na compreensão do fenômeno educativo. Apresenta como questionamento: Como a hermenêutica, o materialismo histórico-dialético, a teoria crítica, a teoria pós-crítica e a decolonialidade compreendem ou problematizam o fenômeno educativo? Tem como objetivo entender quais as diferenças e semelhanças entre as concepções teórico-epistemológicas e como elas se inserem no contexto educacional. Pesquisa qualitativa e de revisão bibliográfica a partir de artigos considerados relevantes para o desenvolvimento do estudo e leituras no grupo de pesquisa SULEAR da Unochapecó. Referente a algumas conclusões, a hermenêutica apresenta formas para acessar a educação, seja por meio da linguagem, interpretação, tradição ou diálogo. O materialismo histórico-dialético reflete sobre as contradições, observa as desigualdades existentes, os materiais didáticos e as práticas pedagógicas na educação. A teoria crítica instiga sobre a necessidade de refletir e repensar, para ir além do repetitivo. A teoria pós-crítica reflete sobre as barreiras que existem entre as disciplinas, considerando a subjetividade, buscando a inclusão escolar e a compreensão mais flexível da educação. E a decolonialidade busca, por meio da educação, reconhecer os direitos sociais e culturais das minorias, o respeito pelos modos de ser e viver e a construção de uma sociedade emancipatória.</p>2026-01-14T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/88966Banco de gestores escolares: reserva de mercado do Executivo na seleção de diretores de Guaraciaba do Norte (CE)2025-12-15T06:45:42-03:00Marcela Moraes de Castromarcelamoraesdecastro@gmail.comDaniela Patti do Amaraldanielapatti.ufrj@gmail.comDuah Ferreira da Silvaduahgba@hotmail.comBethânia Bittencourtbethania1707@gmail.com<p>O artigo analisa a regulamentação da gestão democrática no processo de seleção de gestores escolares no município de Guaraciaba do Norte, localizado no estado do Ceará. A metodologia utilizada é a análise documental do plano formal-legal do Estado brasileiro, do Executivo e Legislativo municipais. A despeito da gestão democrática, a participação constitui-se como seu mecanismo e, nessa acepção, a escolha de representantes institucionais opera articulada à comunidade intra e extraescolar como destinatários da política. Conclui-se que a regulamentação do município guaraciabense abre lacunas para a formulação de um edital que prevê a criação de um banco de gestores, indo de encontro à democracia e à possibilidade de vivência na instituição escolar. Observa-se que a regulamentação da gestão democrática em Guaraciaba do Norte em 2023 explicita uma apropriação elástica do texto da Meta 19 do PNE (Brasil, 2014) pelo texto constitucional no favorecimento do Executivo municipal.</p>2026-01-14T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/89878Educação das Relações Étnico-Raciais e o ProfHistória no sul do Brasil (2016-2021) 2025-06-10T15:25:50-03:00Letícia Stiehler Machadoleticiastiehlerm@gmail.comCíntia Régia Rodriguescrrodrigues@furb.br<p>Haja vista a importância da Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) no ensino de História, reafirmado pela lei 10.639/03, que completou 20 anos de aprovação recentemente, o objetivo desse artigo é analisar as representações acerca da ERER nas dissertações do ProfHistória do sul do Brasil (UFPR; UNESPAR; UEM; UEPG; UFSC; UDESC; UFRGS; UFSM) entre os anos de 2016 e 2021. A metodologia da pesquisa consiste no estado do conhecimento baseado em Morosini, Fernandes (2014). A análise de conteúdo foi o aporte analítico da pesquisa, a partir de categorias em Bardin (2022). O conceito de representação em Chartier (1988; 2002) alicerça teoricamente esse artigo. O total de dissertações publicadas nos núcleos do ProfHistória no Sul do Brasil entre 2016 e 2021 é de 247 produções. Destas, 28 são acerca da Educação das Relações Étnico-Raciais e o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. A análise considerou os resumos e as dimensões propositivas (produto) das dissertações. Consideramos que a diversidade de fontes históricas analisadas nas dissertações do ProfHistória demonstram a pluralidade de materiais que podem ser utilizadas no ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Para além, as pesquisas desenvolvidas no ProfHistória contribuem para que professores e professoras reelaborem, reinterpretem e construam novos conhecimentos dos conteúdos que lecionam, assim como se apropriem de discussões de metodologias de ensino e pesquisa que contribuam para uma educação democrática e antirracista.</p>2026-01-14T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/90913Diálogos sobre educação sexual no contexto da Educação de Jovens, Adultos e Idosos do campo2025-09-03T16:25:00-03:00Cristiane de Oliveira Cerqueiracristianecerqueira99@hotmail.comMaricleide Pereira de Lima Mendesmaricleide.mendes@ufrb.edu.br<p>O presente estudo teve como objetivo apresentar as ações desenvolvidas em um curso de formação continuada sobre educação sexual por meio dos Círculos Dialógicos Freireanos para professores da Educação de Jovens, Adultos e Idosos de uma escola do campo. Nosso foco foi refletir sobre a formação de professores da referida modalidade, buscando tecer algumas reflexões sobre os saberes gerados e adquiridos, com o intuito de compreender os processos formativos que permearam as etapas e atividades do curso de formação. O estudo enquadra-se numa pesquisa qualitativa, participante e descritiva e foi desenvolvido com dez educadores e dois gestores de uma escola do campo do município de Antônio Cardoso, Bahia, Brasil. A busca por conhecer os aspectos relacionados à prática docente sobre sexualidade proporcionou um exercício para superação de práticas de normalização e valorização da temática para a formação de docente do campo. O estudo também proporcionou o exercício de autoconhecimento dos participantes, revelando aspectos de seu cotidiano, como os conflitos geracionais e as vivências da sexualidade, numa perspectiva contemporânea. O uso do Círculo Dialógico Freireano instigou o protagonismo, visto que os professores discutiram temas polêmicos e relevantes e ainda mediaram o conhecimento entre seus pares. Atestamos que existe a necessidade de estudos que envolvam a participação dos jovens, adultos e idosos, por considerarmos que estes possuem improtantes contribuições sobre a temática.</p>2026-01-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/88662Educação multicultural e Engenharia Didática: uma proposta didática orientada para práticas educativas plurais2025-09-10T16:04:14-03:00Grassinete Carioca de Albuquerque Oliveiragrassinete.albuquerque@ufac.brMaristela Alves de Souza Dinizmaristela.diniz@ufac.brArtrida Jeane Cappes Menezesjecappes15@gmail.comJosé Ramos Cordeirojoseramoscordeiro2020@gmail.comLuiz Carlos Aragão Ferreiraluizcarlosaf16@gmail.com<p>Este ensaio tem por objetivo apresentar, a partir do conceito de Engenharia Didática delineado por um dos integrantes do grupo de Genebra, uma proposta didática discutida em um Curso de Especialização em Saberes e Práticas Pedagógicas no Ensino Fundamental, com vistas para o diálogo com a multiculturalidade. Para isso, reporta-se a autores que compreendem o multiculturalismo como o conjunto de situações educativas em que teoria-prática se articulam para visibilizar os grupos considerados minorizados, a exemplo dos povos originários. Metodologicamente, recorre-se ao estudo bibliográfico para aprofundar as discussões sobre o tema abordado. Os resultados indicam a necessidade de planejamento e formação por parte do educador para propor atividades que considerem o multiculturalismo presente na sociedade da qual fazem parte<em>. </em>Conclui-se, assim, que apresentar situações de ensino-aprendizagem que envolvam o multiculturalismo como objeto de conhecimento pode promover o engajamento de ação em favor das diversas manifestações sociais e culturais nas quais os sujeitos se encontram inseridos.</p>2026-01-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/91603Uma intervenção voltada ao estudo do Guia Alimentar para a População Brasileira no Ensino Médio: a escola enquanto locus para ampliar conhecimentos dos adolescentes sobre alimentação 2025-10-06T08:56:41-03:00Daniela Favero Nettod.faveronetto@gmail.comLuis Felipe Silveira luisfelipe.silveira@gmail.comMaria Rita Macedo Cuervomaria.cuervo@pucrs.brCaroline Abud Drumond Costacaroline.drumond@pucrs.br<p>A alimentação liga-se a práticas sociais estabelecidas e é influenciada pelo contexto social, por diferentes meios tecnológicos e mídias. O conhecimento desempenha papel crucial no comportamento alimentar, pois afeta percepção, motivação e decisões. Este trabalho reconhece a escola como <em>locus </em>importante para Educação Alimentar e Nutricional (EAN), e o Ensino Médio como público-alvo para aprofundamento de conhecimentos, visando à melhora de práticas alimentares. O objetivo foi avaliar o impacto de uma disciplina voltada à EAN na ampliação de conhecimentos e na melhora da alimentação de estudantes. Trata-se de estudo piloto de intervenção não randomizado, com 19 participantes, matriculados em disciplina voltada à EAN em uma escola federal do sul do Brasil. Os instrumentos de coleta foram: questionário validado, entrevista semiestruturada e diário de campo. Os questionários foram analisados quantitativamente pelos testes t Student pareado e Fischer; os demais dados, analisados qualitativamente, por análise de conteúdo. Os resultados indicaram que a disciplina fundamentada no Guia Alimentar ampliou conhecimentos dos participantes, acarretando melhora da sua alimentação. Planejamento e organização foram dimensões que contribuíram significativamente para essa melhora. Quanto às categorias modos de comer e escolhas<em>,</em> não foram encontradas diferenças significativas. Na análise qualitativa, reverberaram os tópicos: práticas alimentares modificadas, práticas alimentares a serem modificadas, apropriação de conceitos, incorporação e compartilhamento de conhecimento e reflexões produzidas pelos participantes. O estudo reforça a necessidade de ações voltadas à EAN, especialmente envolvendo adolescentes, considerando-se sua autonomia para realização de escolhas e consequente impacto na vida adulta e na promoção da saúde pública.</p>2026-01-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/89611Expressão criativa das crianças a partir de práticas de desenhos na educação2025-12-15T07:06:20-03:00Márcia Cristina Palheta Albuquerquemcppalhetaalbuquerque@gmail.comCarlos José Trindade da Rochacarlosjtr@hotmail.comJoão Manoel da Silva Malheirojoaomalheiro@ufpa.brRenan Ferreira de Freitasrenanferreira2@yahoo.com<p>Este artigo investiga práticas educacionais com desenhos infantis como formas de expressão criativa presentes em publicações científicas. Com base em uma revisão integrativa da literatura e análise de dados qualitativos, buscou-se compreender como as crianças utilizam o desenho para expressar suas vozes, sentimentos e percepções em meio a desafios sociais e ambientais. Diante das diversas perspectivas teóricas sobre a criatividade e os contextos educacionais em que ela pode ser estimulada esta pesquisa questiona: de que maneira a literatura aborda o desenvolvimento criativo na infância através de desenhos na educação? Para isso, uma revisão sistemática da literatura (RSL) foi elaborada seguindo o protocolo PRISMA. Utilizamos as seguintes bases de dados: Plataforma SciElo, Web of Science (WOS) e Banco Digital de Teses e Dissertações (BDTD) da Capes, foram encontrados 89 estudos no período entre os anos de 2008 a 2023. Foram excluídos 63 trabalhos por não se enquadrarem no escopo desta investigação, totalizando uma amostragem de 18 publicações. Os resultados encontrados apontam que a criatividade se desenvolve principalmente em ambientes formais de ensino, mas é importante explorar e ampliar pesquisas sobre esta temática em espaços não formais de ensino, que oferecem experiências que promovem a criatividade e a imaginação das crianças. Este estudo enriquece a compreensão sobre o valor dos desenhos infantis como forma de comunicação e expressão em contextos educacionais contemporâneos, especialmente motivando a criatividade.</p>2026-01-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/85463A Base Nacional Comum Curricular, o Neoliberalismo e a Perda da Experiência como Desafios à Formação2025-09-26T09:32:55-03:00Diego Rodrigo Ferrazferrazdiegor@gmail.comTalita Duarte de Jesustalitaduarte_sc@hotmail.comGiani Rabelogra@unesc.netRicardo Luiz de Bittencourtrlb@unesc.net<p>A educação é espaço de disputa, tanto como signo, quanto como espaço formal. Este ensaio visa desenvolver algumas questões contemporâneas que impactam diretamente o campo educacional e, portanto, a escola. Tais questões são: o regime político-econômico neoliberal que determina até mesmo os currículos e práticas, a perda de experiência a qual se manifesta também nas instituições de ensino e, por fim, o documento oficial que surge como reflexo do tempo presente, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) enquanto expressão desse regime atual. A observação desses três elementos demonstra como estão profundamente imbricados e se retroalimentam. Com isso, o objetivo deste estudo é analisar em que medida a experiência formativa apresentada na BNCC, em adequação ao neoliberalismo, acarreta uma perda à formação e à experiência. A análise documental ocorreu a partir da BNCC por meio de alguns aportes teóricos em especial Larrosa (2002), Libâneo (2018), Freitas (2014), Benjamin (2017) e Adorno (2000). Constata-se que, nos moldes de um ensino direcionado à instrumentalização e à preparação para o mercado de trabalho, por vezes, não há espaço para a formação integral do sujeito, ou mesmo para o desenvolvimento de experiências, uma vez que o objetivo e a percepção de tempo nesse sistema impossibilitam práticas formativas que fujam do viés utilitário. Repensar a educação e estudar criticamente os documentos oficiais são tarefas necessárias para que a experiência formativa não atue cada vez mais como mera adequação ao mundo, e sim opere formativamente, isto é, a contrapelo de um regime acachapante.</p>2026-01-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/89378Entre cadernos e planilhas eletrônicas: diálogos no acampamento Capão das Antas2025-12-15T08:40:13-03:00Eric Gabriel Aguiar Maximianoeric_maximiano2018@hotmail.comJarina Rodrigues Fernandesjarina.fernandes@ufscar.brIzaura Naomi Yoshioka Martinsinymsten@gmail.com<p>O presente artigo analisa os sentidos iniciais que emergem do diálogo entre pesquisadores e trabalhadores rurais acerca da presença das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) no acampamento Capão das Antas, bem como os sentidos que emergem a partir da construção colaborativa de planilhas eletrônicas com o intuito de apoiar a prática da agroecologia desenvolvida naquele território. O referencial teórico encontra-se ancorado em Paulo Freire e em autores alinhados à educação popular. Para tanto, foi realizada uma pesquisa-ação junto aos moradores do referido acampamento, implicados com o controle do fluxo de caixa referente à venda de produtos agrícolas em feiras livres. Os sentidos iniciais destacaram as TDIC como fundamentais para contato, propaganda e venda de produtos agroecológicos. Durante a construção colaborativa da planilha, emergiram sentidos referentes a avanços quanto à organização dos dados de vendas, tomada de decisões, economia de tempo e transparência nos registros relativos ao controle dos processos.</p>2026-01-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93934Escolas em tempo integral para além da contrapartida socioeconômica: o Piauí e o “superchoque educacional”2026-01-06T17:53:07-03:00Renan Reisrenannreis@yahoo.com.brAna Célia Furtado Orsanoanaforsano@gmail.com<p>Este ensaio analisa o modelo de escola em tempo integral como estratégia fundamental para a elevação da qualidade do ensino público no Brasil, com ênfase no ensino médio. A investigação parte de uma abordagem documental e analítica, fundamentada em relatórios educacionais, especialmente aqueles relacionados ao estado do Piauí. O objetivo é demonstrar que a ampliação da jornada escolar, quando articulada a políticas educacionais inovadoras e à formação técnica e cidadã, pode superar o caráter meramente compensatório historicamente atribuído à educação integral. Os dados analisados revelam que estados como o Piauí, ao implementarem programas estruturados de ensino integral e técnico, têm obtido avanços significativos nos indicadores de desempenho, como o Ideb. A experiência piauiense, marcada pelo “Superchoque Educacional e Tecnológico”, evidencia que a educação em tempo integral, quando contextualizada às realidades locais e aliada à formação profissional, contribui para a transformação social e para a melhoria da aprendizagem. Conclui-se que a escola em tempo integral deve ser compreendida como política pública estruturante, capaz de promover equidade, excelência e inovação no sistema educacional brasileiro.</p>2026-01-29T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93940A educação no Brasil e na Itália durante o contexto pandêmico: breve panorama2025-11-05T16:51:14-03:00Salete de Fátima Noro Cordeirosalete.noro@ufba.brMario Pireddumario.pireddu@unitus.it<p>Esse trabalho é resultado de estágio pós-doutoral realizado no ano de 2020 e teve como objetivo identificar as problemáticas do campo educacional revelados durante o momento de emergência sanitária no Brasil e na Itália. Nesse sentido buscou acompanhar a reação de cada país na superação de obstáculos para ofertar educação à população de estudantes em isolamento sanitário. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, embasada em referenciais teóricos, documentos e dados de plataformas oficiais. Temos como resultados algumas medidas emergenciais adotadas ao longo dos meses após a deflagração da pandemia, que envolvem acesso às tecnologias e infraestruturas nas escolas, valorização e formação contínua dos professores. As políticas públicas mostraram-se frágeis e descontínuas, apesar de que na Itália as propostas ganham impulso, uma vez que a União Europeia colaborou na delimitação de algumas agendas. A partir dos dados é necessário refletir sobre a necessidade de propostas e ações mais enfáticas que tragam alternativas para o fortalecimento dos professores e das escolas dentro de uma perspectiva de cultura digital e de políticas de Estado.</p>2026-02-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93814Identidade docente e itinerários formativos: Reflexões a partir do discurso de professores de uma escola em Itaú - RN2025-11-04T16:09:27-03:00Ciro José Fernandes Silvajosefeciro@gmail.comHermenegildo Moreira da Costa Netoeuherme7@gmail.comIandra Fernandes Caldasiandrafernandes@uern.brMaria Roberta de Alencar Oliveiramariaroberta@uern.br<p>Este artigo tem como foco a relação entre a identidade docente e os itinerários formativos no contexto do Novo Ensino Médio. O objetivo central é compreender como professores da rede pública estadual percebem a representação de sua identidade profissional nos itinerários e de que maneira a formação inicial contribuiu para sua atuação nesse novo arranjo curricular. Adota-se uma abordagem qualitativa, com base na Análise de Discurso de orientação bakhtiniana, centrada nas categorias de polifonia e interdiscursividade. Os dados foram coletados por meio de questionário digital com perguntas abertas, aplicado a docentes de uma escola do município de Itaú/RN. Os resultados indicam que, embora alguns professores reconheçam espaço para inovação e reinvenção profissional, outros apontam fragilidades na formação inicial, dificuldade com a interdisciplinaridade e esvaziamento dos conteúdos escolares. Observou-se que a identidade docente é tensionada pelas exigências dos itinerários formativos, especialmente diante das lacunas formativas e dos desafios impostos pela reforma educacional. Conclui-se que os discursos docentes refletem múltiplas vozes e sentidos, revelando tanto adesão quanto resistência à lógica que orienta o Novo Ensino Médio, e apontam a necessidade de maior investimento em formação continuada e condições adequadas para o exercício docente.</p>2026-03-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93599Políticas e desafios da educação profissional: uma análise comparativa entre Brasil, Estados Unidos e Costa Rica2025-09-22T15:19:21-03:00Gledson Vigiano Bianconigledson.bianconi@ifpr.edu.brGisleine Bovolimgisleine.bovolim@ifpr.edu.br<p>Este artigo analisa comparativamente as políticas e os desafios da educação profissional no Brasil, nos Estados Unidos e na Costa Rica, destacando convergências e divergências entre os três contextos. O objetivo é compreender como esses países estruturam a educação profissional em resposta às transformações do mundo do trabalho, à integração curricular e às demandas socioeconômicas contemporâneas. O estudo adota abordagem qualitativa, de caráter descritivo e comparativo, fundamentada em revisão bibliográfica e documental. Foram utilizadas legislações nacionais, relatórios de organismos internacionais (UNESCO e OCDE), artigos científicos e documentos oficiais de órgãos governamentais. Os resultados apontam que o Brasil apresenta avanços normativos com a proposta de integração entre ensino médio e formação técnica, mas ainda enfrenta dificuldades de implementação e valorização docente. Os Estados Unidos consolidam um modelo flexível e fortemente vinculado ao setor produtivo, sustentado por maior valorização da carreira docente, embora marcado por desigualdades de acesso. A Costa Rica destaca-se por iniciativas inclusivas e comunitárias, mas enfrenta tensões entre pressões internacionais e necessidades locais. Conclui-se que não há modelo único de sucesso em educação profissional, mas diferentes caminhos que refletem realidades históricas, culturais e socioeconômicas. Para o Brasil, o estudo sugere a necessidade de fortalecer a integração entre teoria e prática, valorizar a carreira docente e ampliar a articulação com o setor produtivo, sem abrir mão de políticas inclusivas e contextualizadas.</p>2026-03-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93531O novo ensino médio em Minas Gerais e a racionalidade neoliberal2025-10-15T08:15:02-03:00Paulo Romualdo Hernandespaulohernandes40@gmail.comNatália Oliveira Santosnataliaoliveira.santos@sou.unifal-mg.edu.brJefferson Maximino Rio Brancojeffersonmaximino@gmail.comLívia Bastos da Rocha Diaslivia.rocha@sou.unifal-mg.edu.br<p>Este artigo analisa documentos que orientam ações e práticas para a implementação do novo ensino médio em Minas Gerais. A hipótese é que a concepção de ensino médio encontrada nos documentos orienta ações e práticas inscritas no discurso neoliberal. O estudo é documental – o principal documento analisado é o Currículo Referência de Minas Gerais – e bibliográfico, e seu fundamento teórico-metodológico encontra-se nos estudos sobre o neoliberalismo contemporâneo, sobre a nova razão do mundo, de produção da racionalidade individualista, formulados por Dardot e Laval. Para se contrapor ao discurso neoliberal, sobre a escola, o estudo se fundamenta nos pressupostos da pedagogia histórico-crítica, que estabelece a função social da escola e, mais especificamente, do ensino médio. A conclusão do artigo é que a concepção do novo ensino médio pretende promover uma guinada individualista para a formação dos jovens estudantes.</p>2026-03-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93540Conhecimentos Docentes Para a Inclusão: Relatos do Cotidiano Escolar na Educação Infantil2026-02-24T21:29:25-03:00Débora Kuniyoshi de Laradebora.kuny.lara@gmail.comLeticia Fleig Dal Fornoleticia.forno@unicesumar.edu.brCatherine Menegaldi Silvacatherinemenegaldi@gmail.com<p>Este estudo investiga as percepções de educadoras da educação infantil sobre o manejo pedagógico de crianças em processo de inclusão escolar, com foco em estratégias, sentimentos e formas de apoio utilizadas na prática docente em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). Trata-se de uma pesquisa aplicada, com abordagem descritiva e exploratória. A coleta de dados foi realizada com 9 educadoras de uma rede pública de ensino no estado do Paraná, com média de 10 anos de experiência. As entrevistas abordaram o processo de inclusão e as estratégias pedagógicas voltadas a crianças com deficiência. A análise qualitativa resultou em quatro categorias: (1) Participação no planejamento pedagógico; (2) Auxílio pedagógico; (3) Orientação de profissionais especializados; (4) Estresse, sobrecarga, frustração e desânimo. Os resultados apontam que, embora as educadoras não se oponham à inclusão, relatam ausência de protocolos claros, suporte sistemático e formação contínua para lidar com as demandas específicas das crianças com deficiência. Conclui-se que, mesmo após cerca de 15 anos de políticas inclusivas, ainda há lacunas no desenvolvimento de práticas pedagógicas eficazes e funcionais, evidenciando a necessidade de investimentos em formação, estrutura e articulação interprofissional para fortalecer a inclusão na educação infantil.</p>2026-03-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93211Formação docente: processos e práticas de in/exclusão de estudantes com deficiência2025-10-28T14:21:44-03:00Graciele Marjana Kraemergraciele.kraemer@gmail.comElisângela Acosta de Carvalho de Fariaselisfariaspsico@gmail.com<p>Este artigo problematiza os modos pelos quais a formação docente atua na produção de práticas e discursos de in/exclusão de estudantes com deficiência no contexto escolar. A investigação operou por meio da análise de dados oriundos de um questionário on-line (Google Forms), articulada à revisão de literatura sobre o tema. A noção de in/exclusão, tal como discutida por Veiga-Neto e Lopes (2011), Lopes e Fabris (2017), e atravessada pelos aportes de Foucault (2008), sustentou a análise dos enunciados das respostas. O cruzamento entre os dados empíricos e os referenciais teóricos indica que a formação docente, embora central, mostra-se insuficiente quando não acompanhada por políticas de investimento em infraestrutura, reconfiguração do trabalho pedagógico, presença de equipes multiprofissionais e reorganização das condições materiais de ensino. Conclui-se que assumir a inclusão escolar como princípio político nos espaços escolares exige o engajamento em práticas coletivas, sustentadas por políticas públicas comprometidas com a transformação das condições que historicamente produziram a exclusão.</p>2026-03-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93149Vamos todos(as) brincar! A importância de experiências lúdicas proporcionadas por práticas formativas em Brinquedotecas Universitárias2025-10-21T16:42:26-03:00Joilson Francisco de Oliveirajoilsonoliveira_@hotmail.comMaria de Fátima Gomes da Silvafatimamaria18@gmail.com<p>Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa científica que teve por objetivo conhecer experiências lúdicas proporcionadas por práticas formativas, no âmbito da Brinquedoteca Universitária da Universidade de Pernambuco<em> – Campus </em>Mata Norte e de outras brinquedotecas universitárias. Sobre os procedimentos metodológicos, fez-se opção pela abordagem qualitativa de pesquisa. Para a coleta de dados recorreu-se à entrevista semiestruturada <em>online</em>, de modo individual, via Plataforma <em>Google Meet</em>, com nove coordenadores(as) de diferentes Brinquedotecas Universitárias brasileiras. Os dados foram analisados, por meio da técnica de Análise de Conteúdo temático categorial. Os resultados da pesquisa possibilitaram a conclusão de que as experiências lúdicas proporcionadas e as práticas formativas desenvolvidas, no contexto das brinquedotecas investigadas, estão direcionadas para públicos de diferentes faixas etárias, com foco na socialização dos indivíduos e na formação. Concluiu-se que essas experiências têm contribuído significativamente para a interação entre crianças e adultos e para a formação inicial e continuada de professores(as).</p>2026-03-20T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93143O curso técnico integrado em eletrônica do Instituto Federal do Paraná - Campus Curitiba: mediações pedagógicas e ações integradoras.2025-09-17T15:53:54-03:00Wesley José de Oliveira Souzawesleyjose71@gmail.comSandra Terezinha Urbanetz sandra.urbanetz@ifpr.edu.brMarise Nogueira Ramosramosmn@gmail.com<p>Este artigo investiga as possibilidades de integração entre os núcleos comuns e específicos do curso técnico integrado em Eletrônica do Instituto Federal do Paraná (IFPR) – Campus Curitiba. A análise concentra-se no Projeto Pedagógico do Curso (PPC), orientada pelos fundamentos do ensino médio integrado e pelos princípios da unidade trabalho-ciência-cultura, tendo como eixos o trabalho como princípio educativo, a educação politécnica e a interdisciplinaridade. A pesquisa é qualitativa, com abordagem exploratória, descritiva e explicativa, utilizando análise documental e entrevista semiestruturada com o coordenador do curso. Os resultados evidenciam que, embora o PPC não explicite de forma clara propostas integradoras, existem práticas pedagógicas interdisciplinares desenvolvidas de forma isolada e não institucionalizada. A análise das ementas demonstra potencial de articulação entre os conteúdos específicos e os do núcleo comum, possibilitando ações pedagógicas mais significativas. Conclui-se que há potencial para fortalecer a interdisciplinaridade e avançar na construção de uma formação omnilateral, superando a fragmentação curricular e o dualismo educacional. O estudo contribui para repensar o currículo da Educação Profissional e Tecnológica, apontando caminhos para sua efetiva integração e compromisso com a formação integral dos estudantes.</p>2026-03-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93091A pesquisa-ação e as possibilidades para o fazer docente crítico e reflexivo sobre sua prática2025-12-02T16:22:58-03:00Josineide Macena da Silvajosimacena2018@gmail.comMarlene Rodriguesmarlene.rodrigues@unir.br<p>A pesquisa em educação corresponde a um processo que requer, além do exercício permanente de leitura de obras científicas para substanciarmos a escrita, o cumprimento de métodos e técnicas de coleta de dados, sempre amparados na teoria, para consolidarmos a integralidade das etapas necessárias da investigação científica. Desse modo, o objetivo deste artigo é refletirmos sobre a pesquisa-ação como metodologia em pesquisa científica em educação, com a intenção de respondermos a seguinte pergunta: Quais as contribuições da pesquisa-ação, na perspectiva qualitativa em educação, como metodologia em pesquisa científica e como possibilidade para um fazer pedagógico crítico e reflexivo no contexto da sala de aula? Inicialmente, apresentaremos um breve histórico da pesquisa-ação na perspectiva qualitativa; depois, observaremos a contribuição desse tipo de pesquisa nas investigações educacionais e, por fim, faremos referência à técnica de coleta de dados denominada “grupo focal”, como um método importante desse processo investigativo. Ao término do estudo, pudemos observar que a pesquisa-ação de caráter qualitativo em educação percorreu caminhos estreitos para se firmar como método em investigação científica, frente a ideias de controle do método quantitativo como único meio de investigação científica, fomentada pelo positivismo. Os estudos indicam que a pesquisa-ação proporciona possibilidades críticas e reflexivas pois, ao envolver os sujeitos no processo investigativo, potencializa a reflexão sobre suas práticas, o que também gera impactos positivos nas ações pedagógicas.</p>2026-03-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/73695Educação ambiental na cidade: os espaços não formais de educação como auxiliares das práticas pedagógicas escolarizadas2025-09-29T10:50:58-03:00Edvar Ferreira Basílioedvarbasilio@yahoo.com.brAlexandra Maria de Oliveiraalexandraoliveira@ufc.brSantino Loruan Silvestre de Melosantinoloruan@fisica.ufc.brRaimundo Lenilde de Araújoraimundolenilde@ufpi.edu.br<p>Integrar as práticas pedagógicas escolarizadas à conjuntura social vivenciada pelo educando em sua cidade é uma necessidade premente, visto que na conjuntura urbana, notoriamente marcada pela artificialização das paisagens, concentra-se por volta de 87% da população do Brasil (IBGE-2022). Por meio de abordagem qualitativa, com base em pesquisa teórica e pesquisa de campo, esse estudo tem o objetivo de analisar como os múltiplos espaços não institucionalizados de educação existentes na cidade podem favorecer a efetivação de uma educação ambiental contextual, interdisciplinar, integrada e socialmente relevante. As práticas analisadas foram mobilizadas com 25 educandos do Ensino Médio de uma escola da rede pública estadual do Ceará na cidade de Fortaleza. Como resultados, constatou-se que a conexão entre as metodologias de ensino e aprendizagem e a realidade vivenciada no cotidiano citadino é capaz de estimular a construção autônoma de conhecimentos por parte do educando, alicerçar o exercício da cidadania participativa e promover a conscientização para o necessário equilíbrio entre meio ambiente, desenvolvimento sustentável e qualidade de vida. As cidades e a inerente complexidade de seus espaços urbanos, em associação com o dinamismo da vida que as anima, podem funcionar como verdadeiros laboratórios para a efetivação das práticas educativas estruturadas pelos professores nas escolas. </p>2026-03-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/88937Formação de professoras das infâncias: a (des)valorização da corporeidade e a ressonância no planejamento educativo-pedagógico2026-01-28T09:31:27-03:00Milzalicia Aoki Dudamilzaliciaoki@gmail.comLindsey Machado de Oliveiralindseyoliveira1051@gmail.comÂngela Adriane Schmidt Berschangelabersch@gmail.com<p>A instauração da pandemia de COVID-19 exigiu mudanças em inúmeros setores da sociedade, incluindo a educação. A Resolução N° 2, de 10 de dezembro de 2020, propôs o Ensino Remoto Emergencial como uma alternativa para dar continuidade aos processos de ensino e aprendizagem no momento de isolamento social. Logo, dado a esse modelo de educacional atípico, o estudo tem como objetivo analisar as formações continuadas com/sobre corpo e corporeidade, das quais professoras da Educação Infantil participaram durante a pandemia, e a ressonância no planejamento educativo-pedagógico, ponderando se as docentes participaram de formações promovendo experiências ou apenas acesso a informações. Como metodologia para produção de dados, utilizaram-se questionários e, para apurá-los, adotou-se a análise de conteúdo como estratégia. Os resultados indicam que, quando têm seus corpos invisibilizados nas formações, as professoras tendem a perpetuar tal prática no seu planejamento para as crianças<strong>. </strong>Entretanto, os processos formativos podem contribuir para ressignificar as concepções docentes sobre corpo, corporeidade e movimento, superando a ideia de corpo apêndice.</p>2026-03-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/74627Entre avanços e lacunas: a produção acadêmica sobre ações afirmativas na pós-graduação stricto sensu no Brasil (2014–2022)2025-06-10T16:04:20-03:00Ana Carolina de Oliveira Lyrioanacarolinalyrio2@gmail.comShirlena Campos de Souza Amaral shirlenacsa@gmail.com<p>No Brasil, os debates sobre ações afirmativas se intensificaram no âmbito educacional a partir dos anos 2000, tendo como beneficiados os seguintes grupos minoritários. Assim, o objetivo do artigo é o de analisar a implementação da política de cotas nos programas de Pós-graduação <em>stricto sensu</em> nas universidades brasileiras, por meio de um balanço crítico sobre a produção acadêmica que aborda as ações afirmativas e a pós-graduação stricto sensu, que inclui artigos, dissertações e teses encontradas em três diferentes portais. A abordagem da pesquisa é quanti-qualitativa, pois se utiliza tanto da técnica da quantificação nas modalidades de coletas dos materiais selecionados para análise, quanto a abordagem qualitativa com objetivos exploratórios e descritivos. Os principais resultados encontrados na pesquisa mostram que a política de ações afirmativas no Brasil tem sido efetiva na medida em que são implementadas nas instituições de ensino superior público, mas, ainda assim, os estudos para essa implementação nos cursos de pós-graduação ainda são incipientes, principalmente nas instituições federais que não possuem uma legislação que torne como obrigatório esse processo, deixando assim a decisão nas mãos dos Conselhos Universitários.</p>2026-03-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/90921Assédio Moral e gestão do trabalho pedagógico sob o olhar das narrativas autobiográficas2025-12-02T16:37:34-03:00Mônica do Carmo Apolinário de Oliveiramonica.oliveira@ifro.edu.brJulio Sérgio Camargoj.s.camargo@hotmail.com<p>Este trabalho teve como temática o Assédio Moral na Gestão Escolar da Educação Básica, elegeu-se como objetivo geral analisar o fenômeno do assédio moral em práticas de gestão escolar em uma instituição de ensino da rede municipal de Ji-Paraná a partir de narrativa autobiográfica do próprio pesquisador e orientador escolar. Como objetivos específicos foram delimitados em compreender o fenômeno assédio moral nas relações de trabalho educacional em face de sua relevância de problematizar o tema para além da aparência; identificar atos através dos quais essa forma de violência mais se exterioriza em ambientes educacionais e analisar, por meio de narrativas autobiográficas de um servidor, as práticas de assédio moral na gestão escolar em uma escola da rede municipal de ensino de Ji-Paraná. O fenômeno do Assédio Moral foi compreendido neste estudo como uma representação aparente, necessitando de mediações para compreendê-lo, conforme o Método Materialismo Histórico-Dialético (MHD). Metodologicamente para coletas de dados, além das narrativas autobiográficas, recupera-se também documentos legais. Os resultados apontam que o fenômeno do assédio moral experienciado se vincula ao sistema capitalista, envolvendo a sobrecarga e precarização do trabalho dos profissionais da educação e controle de resultados. Defende-se a gestão democrática nas escolas públicas, discutir a temática convidando especialistas da área e como postura e práxis ancorada no Materialismo Histórico-Dialético, a necessidade de superação do modo de produção do capital.</p>2026-04-01T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/90242Estudantes quilombolas na academia, transformando formação e pesquisa. Reflexões político-metodológicas2026-02-24T16:56:47-03:00Mariateresa Muracamuraca@ufpa.brRodrigo Peixotorodrigopeixoto1810@gmail.comAndréa Cardoso e Cardosoandreagiselli2903@gmail.comRuth Cardoso Limaruth15690@gmail.com<p>Escrito em estilo dialógico e narrativo por dois docentes, uma mestra e uma doutoranda quilombolas da Universidade Federal do Pará, o artigo é fruto do compromisso político-reflexivo com estudantes quilombolas na graduação e na pós-graduação. O ponto de partida é a convicção de que é necessário não somente garantir o acesso e a permanência dessas/es estudantes, mas também criar condições para que sua presença transforme as perspectivas epistemológicas e metodológicas, ainda influenciadas pelo clima científico da modernidade-colonialidade no qual surgiram. Nesse sentido, enfatizamos seu papel como agentes de transformação dos contextos formativos e dos percursos de pesquisa, com o intuito de potencializar sua incidência para promover mudanças decoloniais mais amplas no interior da academia. Em particular, o artigo é organizado em sete seções: depois da introdução, nos detemos no conhecimento situado, na escrevivência, na cartografia social, na pesquisa-ação, na dialogicidade e na perspectiva do entre-lugar que caracterizam as metodologias quilombolas de produção de conhecimento e também sua maneira de habitar a universidade; nas conclusões, retomamos sinteticamente os principais pontos da argumentação.</p>2026-04-01T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/91577Desenho animado e práticas educativas emancipatórias: a dialogia no ensino de Língua Portuguesa com Bob Esponja Calça-Quadrada2026-02-24T19:45:55-03:00Ires Cristina Souza Teixeirateixeiraires17@gmail.comAna Márcia Ruas de Aquinoana.aquino@unimontes.br<p>Este artigo tematiza a dialogia nas aulas de Língua Portuguesa por meio do desenho animado, a partir de uma pesquisa monográfica de graduação. Tem como objetivo contribuir, a partir das simbologias de violência presentes em <em>Bob Esponja</em>, para a inserção de práticas dialógicas emancipatórias em aulas de Língua Portuguesa. Para isso, leva em consideração as perspectivas sobre o dialogismo bakhtiniano (Bakhtin, 2001), as inferências a partir de Coscarelli (2002), bem como os pressupostos da Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018) e as perspectivas educacionais de Freire (1987). É um trabalho de cunho qualitativo, cuja análise é feita a partir da narrativa do desenho animado, considerando o atravessamento de vozes observado para a produção de um quadro sinóptico dialógico, o qual contempla tanto as cenas do episódio quanto as reverberações dialógicas. Como resultados, notam-se as possibilidades de intervenções pedagógicas que a associação entre desenhos animados e educação ética (<em>antibullying</em>, antipatriarcal, antissexista etc.) oferecem às aulas de Língua Portuguesa, na Educação Básica. Dessa forma, conclui-se que a relevância deste trabalho se faz evidente pelo fato de explorar a dinamicidade discursiva da língua, buscando oferecer às aulas de Língua Portuguesa um estímulo favorável ao desenvolvimento do pensamento crítico dos(as) discentes em formação.</p>2026-04-01T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/91121Imprensa e redes de sociabilidade: estratégias de legitimação da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (1940-1950)2025-10-27T17:06:04-03:00Arthur Rodrigues Limalimarthur5@gmail.comFabiana Sena da Silva fabianasena@yahoo.com.br<p>Este texto analisa a relação entre Felipe Tiago Gomes e a imprensa nas décadas de 1940 e de 1950, no que tange à produção da memória, a partir de uma narrativa laudatória e apologética sobre a Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC). Para esta análise, e sob o campo das representações, far-se-á uso de recortes de publicações na imprensa diretamente relacionadas ao fundador, ou que dizem respeito a sua participação em atividades, que auxiliem no processo de mapeamento de representações e redes de sociabilidades. Analisou-se como a instituição foi palco de um emaranhado de relações em torno do debate sobre a questão educacional e a atuação institucional da CNEC, projetando a campanha em nível nacional, assim como os sujeitos a ela ligados. Além disso, a imprensa desempenhou um papel estratégico nessa atuação, ao contribuir para pensar como fonte para uma memória institucional da CNEC, evidenciando as relações de poder e sociabilidades.</p>2026-04-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/91528Avaliação, estágio docente e ensino de português como língua não materna: relato de uma experiência2026-02-24T19:29:45-03:00Ivanildo Marcelo Pereira Cópereiracivanildomarcelo@gmail.comMilan Puhmilan.puh1@gmail.com<p>O artigo apresenta uma análise da experiência do estágio (tirocínio) docente no componente “Avaliação de proficiência em português língua estrangeira” na Universidade Federal da Bahia, enfatizando sua relevância para a formação do aluno-docente na pós-graduação. O estudo tem como objetivos contextualizar a realização do tirocínio e discutir sua relevância para o desenvolvimento das habilidades docentes. Metodologicamente, baseia-se em um relato de experiência estruturado em três momentos: fundamentação teórica sobre avaliação (Scaramucci, 2000; Furtoso, 2008; Quevedo, 2014; Dias Sobrinho, 2023) e proficiência (Scaramuci, 1997; 1998; 2000), descrição da prática do tirocínio e reflexão sobre sua contribuição na formação docente. Os resultados indicam que a avaliação no ensino de línguas evoluiu de práticas somativas e classificatórias para abordagens formativas e diagnósticas, mais alinhadas à construção do conhecimento dos aprendizes. Durante o estágio, a experiência com a avaliação da proficiência no exame Celpe-Bras possibilitou uma visão mais ampla dos processos avaliativos e contribuiu para o aprimoramento da prática docente dos envolvidos. Conclui-se que o tirocínio docente é uma etapa fundamental na formação de professores, pois permite a articulação entre teoria e prática, promovendo a reflexão crítica sobre o ensino e a avaliação. Além disso, destaca-se a necessidade de aprimorar a formação docente para que a avaliação seja utilizada de forma mais eficaz e contextualizada no ensino de português como língua estrangeira.</p>2026-04-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/91859A formação de professores de educação física na perspectiva de seus formadores: olhares do núcleo docente estruturante2026-02-24T20:51:22-03:00Pedro Henrique Zubcich Caiado de Castrozubufrj@hotmail.comAlan Camargo Silvaalancamargo10@gmail.comGiseli Barreto da Cruzgiselicruz@ufrj.br<p>O presente artigo buscou investigar as concepções e práticas declaradas de professores formadores integrantes do Núcleo Docente Estruturante (NDE) de um curso de licenciatura em Educação Física. Para tanto, utilizou-se a estratégia metodológica do Grupo de Discussão com três docentes do NDE de uma instituição universitária situada na região sudeste do Brasil, no ano de 2019. O material empírico foi tratado com base na análise de conversação. Os resultados evidenciaram uma formação preocupada com a base de conhecimentos profissionais docentes e a necessidade de que o licenciando exercite a docência ao longo de sua formação, embora, também, tenham sido desveladas tensões que dificultaram uma articulação maior, entre professores formadores e perspectivas curriculares, no contexto do curso em questão. Concluiu-se que as práticas declaradas relatadas, apesar das contradições institucionais, apresentam convergências com uma concepção de formação de professores mais alargada, marcada por conhecimentos específicos caros à docência e preocupada com o exercício da função docente.</p>2026-04-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/94540Necessidades formativas docentes no processo de Inclusão Escolar no Ensino Fundamental2026-03-16T18:30:23-03:00Mirian Mirna Beckerbecker.mirian@gmail.comCremilda Peres Cangussu de Abreucremildacangussu@estudante.ufscar.brAna Paula Gestoso de Souzaanapaula@ufscar.brAline de Medeiros Rodrigues Realialinereali@gmail.com<p>O presente estudo objetiva mapear as necessidades formativas docentes sobre a inclusão escolar no Ensino Fundamental, por meio de uma revisão bibliográfica integrativa no banco de periódicos da CAPES e SciELO, a partir de publicações do período entre 2017 e 2024, as quais pudessem apontar proposições a ações formativas articuladas ao processo contínuo de desenvolvimento profissional. Foram analisados integralmente nove artigos e os resultados obtidos foram organizados em dois eixos temáticos: I) as necessidades formativas docentes no contexto da inclusão escolar no Ensino Fundamental; II) e as necessidades identificadas com potencial para ações formativas na inclusão escolar, que se desdobraram em categorias de discussão. Os resultados apontam para a diversificação das necessidades formativas, as quais decorrem dos anseios e expectativas coletivas e/ou individuais, expressadas pelos docentes no contexto da inclusão escolar. Verificou-se que esse tema ainda é pouco investigado e destacou-se a contribuição das necessidades formativas para fomentar a proposição de programas e ofertas de formação continuada aos docentes.</p>2026-04-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/94337Prevalência de presenteísmo em professores de escolas estaduais do programa escola em tempo integral2026-01-09T15:15:10-03:00Márcia Regina Almeidamarcia.almeida@unesp.brMaria Luiza Gava Schmidtmaria.lg.schmidt@unesp.brAntônio Alves Filhoantonioalvesfil@gmail.comCatia Cândida Almeidacaticandida@gmail.com<p>Trata-se de um estudo quantitativo, transversal, exploratório-descritivo, de amostragem por conveniência que teve como objetivo identificar a prevalência do presenteísmo em professores que atuam em Escola de Tempo Integral (ETI). O presenteísmo se caracteriza pela presença de trabalhadores no trabalho embora esteja sentindo-se mal ou adoecido. Como instrumentos foram utilizados o <em>Stanford Presenteeism Scale</em> (SPS-6) e um Questionário Sociodemográfico e Ocupacional construído especialmente para este estudo. A coleta de dados foi realizada nas dependências das cinco escolas localizadas em um município do interior do estado de São Paulo. Do total estimado de 135 professores(as), participaram 117. O perfil da amostra revela predominância de professoras mulheres (79,50%), professores que estão na faixa etária entre 41 e 50 anos (38,30%), casados (47,0%). 41,9 % estão na função de professor(a) há mais de 20 anos, 28,2% trabalham na instituição de ensino entre 2 a menos de 10 anos e estão em função na Escola de Período Integral entre 2 a menos de 5 anos. Os resultados da SPS-6, revelaram 52 (44,4%) da amostra com frequência de respostas de ordem psicológica: capacidade de concentração não mantida e interferências na capacidade de finalização no trabalho. Os resultados alertam para necessidade de ações a preventivas e promotoras de saúde nessa categoria profissional.</p>2026-04-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93555Desafios da transversalidade da Educação Especial na educação em tempo integral: a formação e atuação dos educadores do Programa Escola Integrada (PEI), na Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte2026-02-24T22:15:52-03:00Cynthia Loureiro Amorimcylourim@gmail.comLibéria Rodrigues Nevesliberianeves@gmail.com<p>O presente artigo refere-se a uma investigação acerca dos desafios encontrados pelos educadores, na educação em tempo integral, referente ao atendimento do público da Educação Especial. Para tal, parte de um levantamento de dados junto aos profissionais que atuam no Programa Escola Integrada (PEI), desenvolvido na Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte – MG, desde o ano de 2007. Por meio de um questionário via formulário <em>Google</em>, contendo 31 questões, buscou-se identificar o perfil destes profissionais e o trabalho que desenvolvem no programa, bem como seus impasses e possibilidades diante de estudantes com deficiência e TEA, em oficinas de atividades culturais, esportivas e tecnológicas. Foram coletadas respostas de 108 participantes. Os dados nos permitem pensar que um modelo de educação em tempo integral, que vise a uma Educação Integral, ou seja, multidimensional, pode favorecer uma perspectiva inclusiva. No entanto, a formação dos profissionais torna-se imprescindível para a construção de uma cultura de acessibilidade na educação.</p>2026-04-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93240A interdisciplinaridade na coleção de livros didáticos Amplitude: ciências – análise através dos elementos gnosiológicos da Abordagem Temática2026-01-31T21:52:37-03:00Thalia Luisa Goldschmidtthaliagoldschmidt@gmail.comDiuliana Nadalon Pereiradiulinadalon@gmail.comCristiane Muenchencristiane.muenchen@ufsm.brThiago Flores Magogathiago.magoga@ufsm.br<p>O presente trabalho buscou identificar como a interdisciplinaridade é desenvolvida e articulada aos demais elementos gnosiológicos (problematização, contextualização e diálogo) na coleção <em>Amplitude: ciências – Ensino Fundamental</em>, do Programa Nacional do Livro e do Material Didático de 2021. Esses elementos, assim como a interdisciplinaridade, são essenciais na perspectiva da Abordagem Temática, pois sustentam uma proposta centrada na criticidade e na apreensão da realidade cognoscível. A partir do problema de pesquisa “<em>De que forma a presença ou ausência dos elementos gnosiológicos influencia o caráter da interdisciplinaridade da coleção</em>?”, utilizou-se a Análise Textual Discursiva, que resultou em quatro categorias emergentes. Essas categorias revelam um espectro progressivo de articulação entre a interdisciplinaridade e os demais elementos gnosiológicos. Os resultados apontam que abordagens centradas exclusivamente na conceituação científica limitam o desenvolvimento dos elementos gnosiológicos, reforçando uma visão fragmentada das Ciências da Natureza. Por outro lado, quando a temática busca promover a compreensão crítica da realidade, a interdisciplinaridade assume um caráter transformador e emancipatório. Nesse contexto, a Abordagem Temática apresenta-se como uma proposta curricular promissora para a construção de uma educação crítica e, por isso, pode ser incorporada aos livros didáticos.</p>2026-04-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/94707O olhar dos docentes em relação ao ensino médio integrado: um estudo de caso sobre o Instituto Federal de Santa Catarina – IFSC2026-03-25T11:36:44-03:00Egre Padoinegrepadoin@gmail.comTânia Regina Raitzraitztania@gmail.com<p>Este artigo apresenta resultados parciais de uma pesquisa desenvolvida nos campi Florianópolis e São José do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), com foco nas concepções de docentes que atuam no Ensino Médio Integrado (EMI), considerando suas práticas pedagógicas e trajetórias formativas O estudo de caso, de abordagem qualitativa, fundamentou-se na Análise de Conteúdo de Bardin (2016) e contou com entrevistas semiestruturadas realizadas com 22 professores das áreas técnicas e de formação geral. O referencial teórico apoiou-se, entre outros, em Ciavatta (2005), Frigotto (2005), Ramos (2011), Sacristán (1998) e Santomé (1998). Os resultados evidenciam tensões entre a proposta curricular do EMI e sua materialização nos contextos investigados, revelando dificuldades na integração de saberes, divergências quanto ao perfil do egresso e distintas expectativas quanto à finalidade do EMI. Identificaram-se, ainda, limitações estruturais, ausência de formação específica e insuficiente planejamento coletivo, fatores que comprometem a efetivação da proposta integradora. Apesar desses desafios, destacam-se possibilidades vinculadas ao fortalecimento de projetos interdisciplinares, ao engajamento docente e ao apoio institucional. Conclui-se que o EMI, nos campi investigados, permanece em processo de consolidação exigindo maior articulação pedagógica, espaços de reflexão coletiva e políticas de formação continuada que garantam a integração entre conhecimentos técnicos e humanísticos, orientada a uma formação humana omnilateral, que designa o desenvolvimento humano integral em suas múltiplas dimensões (intelectual, técnica, cultural, ética e social).</p>2026-04-08T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93046Desenvolvimento profissional docente em diálogo com a Teoria Histórico-Cultural2025-11-03T20:52:33-03:00Nadia Camargonacamargo1@gmail.comCeli Espasandin Lopesceli.espasandin.lopes@gmail.comArtur José Renda Vitorinoarturvitorino@uol.com.br<p>Este estudo tem por objetivo apresentar uma interlocução possível entre a Teoria Histórico-Cultural e o desenvolvimento profissional docente. Compreende-se o desenvolvimento profissional dos professores como um processo que se dá no próprio fazer docente, em um movimento contínuo, marcado pela reflexão sobre a prática. De natureza qualitativa, o estudo analisa, à luz da Teoria Histórico-Cultural, a narrativa de um professor participante de um projeto de pesquisa sobre desenvolvimento profissional, devidamente aprovado pelo Comitê de Ética. Os dados foram construídos por meio de entrevistas e narrativas orais e escritas, buscando responder se é possível traçar um paralelo entre o desenvolvimento profissional e o desenvolvimento humano. Os resultados – reforçando a importância das trocas e da mediação na formação contínua de educadores – indicam que, assim como a humanidade se desenvolve continuamente a partir das relações sociais, o desenvolvimento profissional docente ocorre ao longo da carreira, por meio das relações sociais possibilitadas pelo ambiente escolar, em um movimento dialético, a partir das vivências de cada indivíduo que se propõe a ensinar.</p>2026-04-08T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92937Alfabetização na Educação de Jovens e Adultos - EJA2025-11-04T19:35:08-03:00Valéria Becher Trentinvaleriatret@yahoo.com.brLourival José Martins Filhovaleriatret@yahoo.com.br<p>Diante da diversidade que compõem a Educação de Jovens e Adultos (EJA), pode-se salientar que esta é uma modalidade de ensino que se insere no cenário educacional com questões específicas quanto à alfabetização. Com base neste contexto, o presente artigo tem o objetivo de analisar as práticas de alfabetização na EJA. De abordagem qualitativa, foi utilizada a entrevista semiestruturada e a observação participante. A pesquisa teve como participantes uma professora e dois jovens matriculados em um Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA), localizado em um município do Estado de Santa Catarina. Constatou-se que ao processo que envolve a alfabetização na EJA é reflexo da cultura escolar construída historicamente, a qual permeia e organiza os espaços escolares, bem como normatiza o trabalho docente e, consequentemente, as relações de ensino e aprendizagem na referida modalidade, onde se prioriza atividades infantilizadas e com ausência de reflexões sobre o sistema de escrita alfabética e o letramento. No entanto, a alfabetização na EJA merece ser repensada, uma vez que é destinada a atender os jovens e adultos que, provavelmente e pelas mais variadas circunstâncias, não tiveram acesso ao sistema educacional ou ainda retornaram às salas de aula em tal modalidade buscando superar as dificuldades vivenciadas no seu cotidiano escolar. Assim, torna-se pertinente refletir sobre a heterogeneidade matriculada na turma da EJA. Dessa forma, considera-se que essa modalidade de ensino deve possibilitar aos jovens e adultos que lá se encontram os conhecimentos e as habilidades necessárias para exercerem a cidadania.</p>2026-04-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/87604A pedagogia das competências e o processo de Bolonha: impactos e convergências nos sistemas de educação superior na América Latina2026-02-10T10:40:36-03:00Marlon Sandro Lesnieskimarlon.lesnieski@unoesc.edu.brLourdes Evangelina Zilberberg Oviedorel.internacional@faap.brMarcio Giusti Trevisolmarcio.trevisol@unoesc.edu.br<p>A pedagogia das competências tem seu contexto de origem relacionado à crise estrutural do capitalismo e ao avanço das políticas neoliberais no mundo. A partir da estruturação do Espaço Europeu de Ensino Superior por meio do Processo de Bolonha, essa abordagem pedagógica se consolida e é expandida além das fronteiras europeias. Este ensaio apresenta uma breve discussão sobre a pedagogia das competências e o seu papel na convergência dos sistemas de educação superior na América Latina. Nos guiamos pelo seguinte questionamento: quais são os impactos da pedagogia das competências e do Processo de Bolonha na convergência dos sistemas de educação superior nos países da América Latina? Como objetivo buscamos compreender o contexto e os impactos da pedagogia das competências e do Processo de Bolonha na convergência de um modelo homogêneo de educação superior para os países da América Latina segundo os ideários educacionais propostos pelo Espaço Comum Europeu de Educação. A investigação se caracteriza pela abordagem qualitativa de cunho exploratório. A metodologia utilizada é a histórico-crítica e o procedimento de pesquisa, a revisão bibliográfica. Concluímos que a gradual convergência dos sistemas de educação superior da AL aos princípios da pedagogia das competências estabelecidos no Processo de Bolonha, apontam para uma dimensão fundamental do avanço da globalização neoliberal no setor educativo e que urge um debate mais amplo e aprofundado sobre qual modelo de educação superior pretende-se para a região.</p>2026-04-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/72159Proposição teórico-conceitual para a análise da institucionalização da Educação a Distância pública2026-03-31T09:19:58-03:00Braian Velosobraiangarritoveloso@gmail.comDaniel Millmill@ufscar.br<p>Este artigo tem como objetivo formular uma proposta teórico-conceitual que sirva de instrumento analítico para o processo de incorporação orgânica da Educação a Distância (EaD) nas universidades públicas. O texto é um recorte da tese de doutorado do autor e parte da análise dos dados coletados mediante procedimentos empreendidos à luz da triangulação metodológica: análise documental, grupo focal virtual, entrevista semiestruturada, técnica Delphi e questionário virtual. Para apreciar os dados, foram usadas as abordagens qualitativa e quantitativa, sem perder de vista a matriz sociológica weberiana. O estudo propõe, como resultado, um esquema constituído pelos elementos: sujeitos – ou grupos de sujeitos –, cultura organizacional e burocracia. Pela análise dos descompassos internamente gerados pela presença da EaD, torna-se possível apreender as complexas dinâmicas do fenômeno, entendendo o seu caráter dialético calcado nos embates que movimentam o processo que tanto pode caminhar para a institucionalização como para a desinstitucionalização, uma vez que se trata de um <em>continuum</em>.</p>2026-04-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93426Qualidade, eficiência e modernização: os discursos contidos no Programa “Parceiro da Escola”2026-02-12T09:16:47-03:00Jani Alves da Silva Moreirajasmoreira@uem.brSandra Aparecida Ortiz Larrosasandra.ortiz1981@gmail.comMarina Silveira Bonacazata Santospg55255@uem.brSarah Gabriela Valério do Pradora129280@uem.br<p>O objetivo deste artigo consiste em analisar as políticas de privatização da gestão escolar no âmbito do Programa “Parceiro da Escola” (PPE), instituído pela Lei Estadual nº 22.006/2024, no estado do Paraná, a partir do mapeamento de categorias políticas recorrentes na produção textual, com ênfase em documentos que fundamentam a implementação dessa política na rede pública estadual de ensino. O recorte de análise se refere às prováveis implicações dessa política de privatização da gestão escolar em escolas públicas da rede de ensino público nesse estado. É resultado de uma pesquisa exploratória, de cunho teórico-bibliográfico e de análise documental, cujos resultados demonstraram que a efetivação desse programa apresenta mecanismos de intensificação da relação público-privada e da mercantilização da educação pública. O Paraná Educação, responsável pela implementação do PPE, é uma pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos que, de acordo com a Lei n° 9.790, de 1999, necessita da publicação de um Termo de Parceria que contenha o detalhamento das medidas para a contratação de obras, serviços e compras que envolvam recursos públicos. Os resultados evidenciam que as categorias políticas Qualidade, Eficiência e Modernização, recorrentes nos contratos, editais e mensagens oficiais analisados, contrapõem-se aos resultados que o programa efetivamente promove, pois a ação dele se ancora em uma medida ultraneoliberal e representa retóricas econômicas para justificar os enunciados da privatização da gestão escolar.</p>2026-04-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92903Livros didáticos de Matemática e sua avaliação nos PNLD 2015, 2018 e 2021: uma reflexão2025-10-01T15:08:18-03:00Gustavo Cazaroli de Melogustavocazaroli@gmail.comTania Teresinha Bruns Zimertaniatbz@gmail.comSérgio Camargos1.camargo@gmail.com<p>Este artigo tem por objetivo apresentar uma leitura crítica sobre os critérios de análise fixados nos editais de 2015, 2018 e 2021 do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) para a inscrição e avaliação de livros didáticos do componente curricular Matemática, destinadas à etapa do Ensino Médio. Para contextualizar estes editais, é apresentada uma caracterização do Ensino Médio em documentos oficiais e um histórico das políticas públicas relacionadas ao livro didático, disponíveis em portais oficiais <em>on-line</em>. Os critérios de avaliação para os livros didáticos de Matemática presentes nos editais de 2015, 2018 e 2021 foram analisados e pôde-se notar um expressivo aumento na quantidade destes, mas problematizações a respeito de seu teor puderam ser levantadas. Concluímos que ao se analisar o processo de avaliação de livros didáticos, é de extrema importância buscar entender como e quem vem fazendo esta avaliação, daí a criticidade da leitura destes documentos. Mais que isso: entender que, enquanto política pública, a avaliação dos livros didáticos está sujeita a atores sociais e suas ideologias. Logo, ao refletirmos sobre os critérios de avaliação postos a eles refletimos, também, sobre quem os estabeleceu e quem os aplica. Buscamos com este artigo fomentar a discussão a respeito das políticas públicas relacionadas aos livros didáticos e das influências que estas vêm sofrendo.</p>2026-04-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92455 Protagonismo crítico e centralidade do estudante: Dewey, Claparède e Antipoff em diálogo com a BNCC2025-11-02T07:55:08-03:00Clediane Lemes de Oliveiracleidi.lemes@gmail.comTeodoro Adriano Costa Zanardizanardi@pucminas.brLuciana Lima de Sálucianalribeiro228@gmail.comMaria Clara Souza Oliveiramsariaclarasouza@gmail.com<p>O presente artigo objetiva analisar as concepções de centralidade da criança presentes nas obras de John Dewey, Édouard Claparède e Helena Antipoff, buscando relacioná-las com as perspectivas de protagonismo formuladas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A metodologia adotada é qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica e análise documental. Os resultados revelam que, enquanto Dewey e Claparède atribuem centralidade ao estudante a partir de fundamentos psicológicos e subjetivos, o primeiro ancorado na experiência democrática e o segundo na funcionalidade do interesse individual, Antipoff propõe uma síntese mais contextualizada, incorporando a escuta, o meio social e a intencionalidade pedagógica como mediações essenciais do processo educativo. Sua proposta articula aspectos subjetivos e sociais, oferecendo uma alternativa crítica tanto à centralidade espontaneísta quanto à centralidade psicologizante. A análise da BNCC evidencia que, embora o protagonismo seja apresentado como princípio estruturante, sua operacionalização tende a ser marcada por uma lógica adaptativa, individualizante e alinhada a racionalidades neoliberais, centradas na responsabilização do sujeito por seu próprio êxito. Conclui-se que a transição da centralidade ingênua para um protagonismo crítico exige resgatar mediações éticas, sociais e pedagógicas como as propostas por Antipoff, o que pressupõe um compromisso da educação com a transformação das condições concretas de vida dos estudantes, indo além da mera escolha de itinerários formativos.</p>2026-04-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92403Desafios da docência na educação superior brasileira: notas a partir de uma análise de literatura entre 2014 e 20242026-03-16T21:39:48-03:00Andrízia Gomes Pereiraandriziagomespereira@gmail.comCássia Beatriz Batistacassiabeatrizb@ufsj.edu.brRobson Nascimento Cruzrobsoncruz78@yahoo.com.br<p>A literatura a respeito da docência da educação superior é recente no Brasil, ganhando notoriedade a partir dos anos 2000, período no qual esse nível de ensino experimenta significativas mudanças em seu funcionamento. Nesse contexto, diversos desafios acerca do trabalho docente se transformaram em relevantes questões de pesquisa. Porém, a despeito do grande valor das pesquisas originadas a partir dessas questões, alguns temas se apresentam ainda de modo um tanto incipiente na literatura. É partindo desse cenário que o objetivo desta pesquisa foi apresentar um panorama dos principais desafios investigados no debate sobre a docência da educação superior na literatura nacional. Para isso, realizamos uma revisão de literatura a partir de artigos indexados nos últimos dez anos na Coleção Brasil da base de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO). Selecionamos 29 artigos que foram organizados em cinco núcleos temáticos categorizados pela similaridade dos debates. Tais núcleos possibilitaram a análise por subtemas que resultaram nas sessões de discussão deste artigo. Os resultados indicaram que a temática da formação e da precarização tem angariado maior atenção na literatura. Outras categorias, como gênero, sentido e satisfação, e identidade e saúde, também têm sido apresentadas na literatura como desafios para a docência. Considerou-se que ainda existem lacunas que requerem maior aprofundamento nesse debate, em especial no que tange aos aspectos psicossociais, cotidianos e micropolíticos da docência na educação superior.</p>2026-04-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93774A Educação Inclusiva segundo as Vozes dos Professores2026-03-16T21:33:00-03:00Jaqueline Ritterjaquerp2@gmail.comDanúbia Ribeiro Soares Negreiradanubianegreira@gmail.com<p>Este artigo investiga como práticas pedagógicas de inclusão são estruturadas e implementadas na escola pública. A pesquisa se baseou em como práticas de inclusão são desenvolvidas e se há formações continuadas que as sustentem. A metodologia, qualitativa e exploratória, focou no local de trabalho da autora: a EEEM Barão do Cêrro Largo, em Rio Grande, RS. Os dados foram obtidos por entrevistas semiestruturadas com professores que atuam com estudantes da educação inclusiva. A Análise Textual Discursiva (ATD) foi aplicada para tratar e sintetizar as informações, resultando em quatro categorias principais que descrevem os elementos-chave das práticas de inclusão: O olhar criterioso do professor, que destaca a empatia e a intencionalidade pedagógica na aprendizagem de estudantes com deficiência; A formação continuada, que revela a busca ativa dos professores por conhecimento, A carência de monitores, e o Atendimento Educacional Especializado (AEE), destacando-o como centro de apoio pedagógico com orientações e materiais adaptados. Os resultados mostram que, há esforços individuais dos professores, entretanto a consolidação da inclusão depende de investimentos institucionais (estrutura e formação), para garantir educação de qualidade a todos os estudantes, especialmente os que são público da educação especial inclusiva.</p>2026-04-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92019Diálogos entre Educação Ambiental e Educação Inclusiva: Análise a partir de estudos brasileiros2025-07-08T10:49:33-03:00Clara dos Santos Baptistaclarabaptista92@gmail.comMarcelo Borges Rocharochamarcelo36@yahoo.com.br<p>A pesquisa qualitativa de revisão sistemática objetivou investigar como se estabelece o diálogo entre a Educação Ambiental e a Educação Inclusiva em artigos do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Foram selecionados onze trabalhos, analisados segundo os descritores de Megid Neto. Observou-se que o diálogo entre Educação Ambiental e Educação Inclusiva em artigos da CAPES acontece de forma discreta e que não há diferença significativa de produções ao longo dos anos, entretanto há uma concentração de trabalhos a partir do ano de 2018. Nota-se que a articulação entre Educação Ambiental e Educação Inclusiva ainda é um tema pulverizado e sem autores de referência que concentrem quantidade significativa de produções e que as instituições públicas de ensino contribuíram com mais trabalhos. Observou-se que a maior parte dos autores dos artigos que articulam as temáticas não diferenciam ou se identificam com concepções de Educação Ambiental e não estão sensíveis à ideia de inclusão efetiva e a necessidade de mudança no ambiente educacional, inclusive sendo possível notar passagens capacitistas.</p>2026-04-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92658Relações estabelecidas entre a escola e a saúde pelos/as professores/as de educação física da cidade do Rio de Janeiro2025-10-14T19:59:57-03:00José Augusto Dalmonte Malacarneze_malacarne@hotmail.comMarcelo Borges Rocha rochamarcelo36@yahoo.com.br<p>Analisou-se as percepções das relações entre a escola e a saúde, segundo os/as professores/as de educação física que atuam na educação básica na cidade do Rio de Janeiro. Pesquisa qualitativa e exploratória, com coleta realizada por um questionário remoto, com 100 professores e analisados pela Análise de Conteúdo de Bardin. Foram identificadas 12 subcategorias, sendo as cinco mais prevalentes: 1) educação em saúde individual 2) influência da escola; 3) educação em saúde geral; 4) educação em saúde coletiva; e 5) saúde como requisito para aprendizagem. Houve predominância de percepções biomédicas e comportamentais da educação em saúde. A variedade de percepções demonstra diferentes finalidades dadas à escola e à saúde neste ambiente. Acredita-se que a formação inicial e continuada sejam importantes espaços para refletir e propor atividades que envolvam a saúde em sua totalidade, possibilitando que os estudantes a reconheçam como direito historicamente conquistado, bem como, as desigualdades sociais existentes e seus impactos nos indicadores sociais.</p>2026-04-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92090Didática da História e Educação Histórica: Quando duas faces não formam uma mesma moeda2025-10-27T16:44:03-03:00Arnaldo Szlachtaarnaldo.szlachta@ufpe.brHeitor Abreu Ferreiraheitor.abreuf@gmail.com<p>O artigo discute os fundamentos teóricos da Educação Histórica e da Didática da História no âmbito do ensino de História, examinando como esses campos redefinem a relação entre passado, presente e futuro na formação de estudantes. Tem como objetivo analisar comparativamente as proposições de Peter Lee e Jörn Rüsen acerca da aprendizagem histórica, articulando categorias como pensamento/literacia histórica, consciência histórica, narratividade e empatia histórica. Metodologicamente, trata‑se de uma pesquisa bibliográfica de caráter teórico‑conceitual, baseada na leitura de obras selecionadas de Lee e Rüsen e em estudos brasileiros que se apropriam desses referenciais, especialmente aqueles vinculados ao LAPEDUH‑UFPR, à REDUH e às pesquisas de Luís Fernando Cerri, Maria Auxiliadora Schmidt e outros. Os resultados indicam, de um lado, convergências importantes: ambos os referenciais rompem com uma visão conteudista e memorística, enfatizando a natureza inferencial, provisória e situada do conhecimento histórico, bem como a necessidade de articular conteúdos substantivos e conceitos de segunda ordem. De outro lado, evidenciam diferenças significativas: Lee acentua o desenvolvimento de um aparato conceitual de pensamento histórico, ao passo que Rüsen focaliza a consciência histórica como orientação temporal e formação narrativa da experiência. Argumenta‑se, por fim, que a produção brasileira não apenas recebe esses modelos, mas os reinterpreta em contextos marcados por desigualdades sociais e disputas de memória, contribuindo para consolidar o ensino de História como prática de formação do pensamento histórico e da consciência histórica.</p>2026-04-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92127Repercussões do Plano Estadual de Educação na inclusão educacional de pessoas com Transtorno do Espectro Autista em Pernambuco2026-04-29T17:29:27-03:00Edson Francisco de Andradeedson.fandrade@ufpe.brLucilla Peres Linslucilla.peres@ufpe.br<p>No presente artigo, analisa-se o conteúdo do Plano Estadual de Educação de Pernambuco/Brasil (PEE/PE 2015-2025) e sua materialização por meio de ações da Secretaria de Educação e de escolas públicas. À luz da Análise de Conteúdo, tecem-se considerações sobre o atendimento educacional de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) a partir de dados coletados em fontes documentais, bem como de dados captados no campo empírico da pesquisa. Nas conclusões, reconhece-se, por um lado, conquistas viabilizadas a partir do advento do PEE (2015-2025), ressaltando-se o fortalecimento de um conjunto de ações de formação continuada dos profissionais da educação, tendo sido notabilizado a melhoria do atendimento educacional às pessoas com TEA como eixo temático contemplado sistematicamente na agenda programática das formações efetivamente promovidas. Por outro lado, aponta-se também lacunas na execução de metas e estratégias do Plano que demandam maior vigilância das instâncias corresponsáveis pelo cumprimento dos compromissos pactuados com a sociedade e textualizados no PEE/PE.</p>2026-04-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92662A Educação Escolar Indígena é um direito, mas tem que ser do nosso jeito: um diagnóstico crítico sobre a formação de professores indígenas no Amapá e no Norte do Pará2026-04-29T17:29:25-03:00Wollacy Esquerdo Limawollacylima@gmail.comAlexandre Adalberto Pereirapereiraxnd@unifap.br<p>Este artigo analisa os desafios da formação de professores indígenas no Amapá e no Norte do Pará, em um contexto histórico marcado por tensões entre políticas estatais assimilacionistas e as lutas dos povos originários por uma educação diferenciada, bilíngue e intercultural. A Constituição de 1988 representou um marco legal importante, ao reconhecer os direitos indígenas e prever uma educação específica. Contudo, a implementação dessas políticas permanece fragilizada. Destaca-se, como conquista relevante, a criação da Licenciatura Intercultural Indígena pela Universidade Federal do Amapá, resultado de intensas mobilizações e articulações institucionais. No entanto, a ascensão do ideário neoliberal impôs à educação uma lógica voltada à eficiência e à meritocracia, precarizando o ensino, fragmentando as políticas de formação e enfraquecendo o protagonismo indígena. A pesquisa, de base bibliográfica associada a pesquisa documental, evidencia que as escolas indígenas constituem espaços estratégicos de disputa entre a reprodução da lógica do capital e a afirmação das identidades étnicas. Conclui-se que, apesar dos avanços, persistem entraves estruturais e políticos, sendo fundamental garantir políticas públicas continuadas e valorizar os saberes tradicionais na construção de uma educação verdadeiramente emancipatória e intercultural.</p>2026-04-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/88473Escola de Rua: Educação Inclusiva para crianças e adolescentes em situação de rua e a Agenda 20302026-02-10T10:51:14-03:00Vanessa Vasques Assis dos Reisvanvasques@hotmail.comMarli dos Reis dos Santosmarlicubatao@gmail.comLuiz Sales do Nascimentoluiz.sales@unisantos.br<p>O presente trabalho propõe uma reflexão sistemática quanto a oferta de Educação (não) prestada às minorias brasileiras, sobretudo ao grupo de pessoas em situação de rua, não na forma de silogismo, mas por meio da análise conectiva de material teórico transdisciplinar, documentos e estudos práticos já produzidos, buscando verificar se o Objetivo nº 04 para o Desenvolvimento Sustentável, proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU) estaria sendo aplicado para todos e todas. Pressupõe-se que existem barreiras materiais, sociais e psicológicas que impedem as pessoas em situação de rua de frequentarem as escolas e universidades e consequentemente ampliam um estado de necessidade no qual estes vivem, que se propaga para as gerações futuras. O estudo traz a teoria social de Erving Goffman que apresenta justificativas que podem ser aplicadas ao “estigma” vivenciado por pessoas em situação de rua, aliada às ideias de Paulo Freire, como possibilidade de entender a realidade vivida atrelada a Educação Humanizada. Discute-se se a Educação não formal, aplicada de forma intencionada e direcionada a população carente seria capaz de suprir as lacunas existentes e servir como condutor dessas pessoas para a Educação formal. Levando em conta estas reflexões, percebe-se que a manutenção do sistema educacional, sem os ajustes necessários às necessidades específicas de grupos marginalizados, impede a concretização não apenas do objetivo nº 04 para o desenvolvimento sustentável, que se refere a Educação de qualidade para todos e todas, como atinge diretamente outros objetivos como o nº 01 (erradicação da pobreza extrema), o nº 02 (fome zero) e o nº 10 (redução das desigualdades).</p>2026-04-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92246Núcleos de Acessibilidade de Universidades da Região Sul do Brasil: contribuições para a educação inclusiva2026-04-29T17:29:26-03:00Fernanda Lanzarini da Cunhafernanda.lanzarini@ufrgs.brAdolfo Pizzinatoadolfopizzinato@hotmail.com<p>A permanência no ensino superior está diretamente ligada à acessibilidade e ainda são poucas as pesquisas no país que apontam, com maior detalhamento, quais são as atividades desenvolvidas pelos Núcleos de Acessibilidade nas Instituições de Ensino Superior. A pesquisa identificou as atividades desenvolvidas em Universidades Federais a fim de relacionar essas ações com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. O estudo qualitativo utilizou-se da análise documental e da aplicação de questionário, tendo participado cinco Núcleos de Acessibilidade situados na região sul do Brasil. Em maior grau foram verificadas ações voltadas à formação da comunidade acadêmica para minimizar barreiras atitudinais e o desenvolvimento de ações de articulação interna para a realização das adaptações necessárias. Os dados apontam o avanço das instituições com a educação inclusiva, impulsionado pelos Núcleos de Acessibilidade. Ao mesmo tempo, desafios foram notados, ratificando os já sinalizados em estudos pretéritos, como a transversalidade da educação inclusiva e a descentralização de serviços de acessibilidade.</p>2026-04-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92149Plataforma Sabiá em Perspectiva: Um Grupo Focal com Educadores e Estudantes2025-09-03T16:14:49-03:00Juan Weimarjcqweimar@inf.ufpel.edu.brDaniela Azevedodaazevedo@inf.ufpel.edu.brTatiana Tavarestatiana@inf.ufpel.edu.brVinicius Costaviniciuskruger@ifsul.edu.br<p>Este artigo apresenta os resultados de um grupo focal realizado com quatro estudantes do ensino fundamental e duas professoras, com o objetivo de avaliar a plataforma gamificada Sabiá. A atividade foi organizada em duas etapas: na primeira, os participantes exploraram livremente a plataforma; na segunda, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com foco na coleta de percepções, dúvidas, críticas e sugestões. A análise qualitativa dos relatos permitiu identificar aspectos positivos relacionados ao design, à navegação e ao engajamento proporcionado pelos elementos de gamificação. Também foram destacados pontos de melhoria, como ajustes na clareza das instruções e na progressão das atividades. Os resultados obtidos fornecem subsídios relevantes para o aprimoramento da plataforma e reforçam a importância do envolvimento dos usuários no processo de desenvolvimento de tecnologias educacionais. O estudo evidencia que escutar ativamente estudantes e professores contribui para tornar as soluções tecnológicas mais adequadas às necessidades pedagógicas e mais atrativas para o público infantojuvenil, fortalecendo o potencial da gamificação no contexto educacional.</p>2026-04-23T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93594Ensino de Arte em uma Escola Pública em Picuí-PB: Formação, Práticas docentes e Desafios no Contexto escolar2026-04-29T17:29:21-03:00Wellson de Azevedo Araújowellsonaraujo@gmail.comCarla Pereira dos Santosmusiviver@hotmail.com<p>Este artigo, fruto de uma pesquisa de mestrado, tem como finalidade apresentar os resultados de um estudo desenvolvido no âmbito do Mestrado Profissional em Rede, Prof-Artes, da Universidade Federal da Paraíba - UFPB. O objetivo foi analisar de que forma professores sem formação específica nas diferentes linguagens artísticas, e sem formação em arte, estruturam e organizam o ensino do componente curricular de Artes. Para tanto, adotou-se como caminho metodológico o estudo multicaso, envolvendo duas professoras de uma escola municipal da cidade de Picuí, na Paraíba: uma licenciada em Artes Visuais e outra em Geografia. Como instrumentos de coleta de dados, foram utilizadas observações em sala de aula e entrevistas semiestruturadas. O referencial teórico foi construído com base em autores da área da educação, como Tardif (2014), Candau (2014, 2020), Nóvoa (2009, 2019, 2023) e Strazzacappa (2001, 2014, 2024), fundamentais para a compreensão das situações e dos dados coletados na pesquisa. Como resultado, foi possível concluir que as professoras participantes enfrentam os limites de sua formação, ao mesmo tempo que transformam as lacunas decorrentes da ausência de conhecimentos específicos em oportunidades de aprendizado constante, tanto com os alunos quanto com o próprio saber-fazer docente. Concluiu-se também que a designação administrativa para a disciplina reforça a polivalência, inexistente na formação do professor de arte, que é preparado para atuar em áreas específicas do conhecimento: artes visuais, música, teatro e dança.</p>2026-04-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/91848O que dizem as pesquisas sobre o ensino de Língua Inglesa para estudantes com Síndrome de Down: uma revisão de escopo2026-04-29T17:29:23-03:00Érika Laís da Cruz Vasconceloserikalaisvasconcelos@gmail.comFlávia Roldan Vianaflaviarviana.ufrn@gmail.com<p>O ensino da Língua Inglesa para estudantes com Síndrome de Down na Educação Básica das escolas públicas apresenta diversos desafios e, muitas vezes, não é eficaz devido à falta de estratégias pedagógicas inclusivas e metodologias adequadas às necessidades educacionais especiais desses estudantes. Assim, o objetivo deste estudo é mapear e analisar, através de uma revisão sistemática de literatura, utilizando o método da revisão de escopo, as principais pesquisas sobre o ensino de Língua Inglesa no contexto de educação inclusiva para estudantes com Síndrome de Down, buscando identificar métodos, abordagens e recursos que promovam um ensino eficaz e inclusivo. A análise dos estudos mapeados revelou uma escassez de publicações acadêmicas nacionais e internacionais que tratem do tema de forma aprofundada. Ao investigar as estratégias mais adequadas às necessidades dos estudantes com Síndrome de Down, este trabalho irá contribuir para o desenvolvimento de práticas pedagógicas que valorizem a equidade, a acessibilidade e a formação continuada dos professores, fortalecendo a educação básica brasileira.</p>2026-04-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92684Teto de Vidro na Educação Profissional: Uma Análise da Sub-representação Feminina nos Cargos de Gestão de um Instituto Federal2026-04-29T17:29:22-03:00Marlise Sozio Vitcelmarlise.vitcel@gmail.comMárcia Helena Sauáia Guimarães Rostasmarciarostas@ifsul.edu.br<p>A construção das carreiras acadêmicas para as mulheres sofre uma série de interferências introduzidas pela condicionalidade de gênero. Para as mulheres trabalhar na área da educação, em especial nos aspectos de produtividade e gestão, se apresentam como desafios a serem superados para que possam acessar postos de poder institucional. Destinadas aos espaços e afazeres domésticos, dentro da divisão sexual do trabalho, elas relutam entre as atividades domésticas e profissionais, na maioria dos casos com acúmulo de jornadas. Nas instituições de educação essa condicionante social, de afastamento das mulheres de espaços de poder, se reproduz. Esta pesquisa analisa como essa estrutura patriarcal se perfaz dentro da de uma Instituição da Educação Profissional, para isso se debruça sobre os aspectos teórico das mulheres, educação e trabalho doméstico e faz uma análise, com dados secundários, sobre um Instituto Federal. Os dados conduzem a compreensão de que o teto de vidro segue firme na educação profissional, dificultando que mulheres e negros acessem o poder institucional. Se verifica, portanto, a necessidade institucional de pensar na efetividade de ações afirmativas no ingresso de servidores no instituto; e para ampliar os índices de mulheres em espaços de gestão é preciso a construção de políticas afirmativas de incentivo a participação feminina nesses locais.</p>2026-04-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/95680Os jogos didáticos no processo de ensino e aprendizagem do sistema de escrita alfabética: práticas de professoras do ciclo de alfabetização2026-04-29T17:29:18-03:00Lindon Elma Granja Silvalindon.elma@upe.brNayanne Nayara Torres da Silvanayanne.torres@upe.br<p>Este artigo apresenta reflexões sobre uma pesquisa de Mestrado desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Formação de Professores e Práticas Interdisciplinares da Universidade de Pernambuco, que teve o objetivo de analisar as práticas docentes no ciclo de alfabetização em relação ao uso de jogos didáticos para a aprendizagem do Sistema de Escrita Alfabética (SEA). Como caminho metodológico, realizamos uma pesquisa de campo, com abordagem qualitativa e de caráter descritivo, em uma escola pública municipal de Petrolina-PE, como também a análise documental dos manuais dos jogos de alfabetização. Os procedimentos metodológicos envolveram questionários, observações, entrevistas com duas professoras do ciclo de alfabetização e análise de manuais dos jogos didáticos. Contudo, para o presente artigo recorremos à Análise de Conteúdo (Bardin, 1977) dos dados provenientes das observações tecidas em sala de aula e das orientações contidas nos manuais dos jogos trabalhados pelas docentes. Os resultados destacaram os jogos didáticos de alfabetização como recursos potencializadores do processo de aprendizagem do SEA e a importância do planejamento e mediação docente. Além disso, também foram evidenciados os tateamentos (Chartier, 2000) realizados pelas professoras em meio ao trabalho coletivo, com vistas a contemplar as dificuldades apresentadas por alguns dos aprendizes em relação à escrita alfabética.</p>2026-04-29T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/94691Atenção Psicossocial nas Escolas: uma revisão sistemática pelo método PRISMA2026-04-29T17:29:19-03:00Nájila Cristina Camargonaji.camargo@gmail.comGustavo Zambenedettigustavo@unicentro.br<p>A lei nº 14.819, de 16 de janeiro de 2024, instituiu a Política Nacional de Atenção Psicossocial nas Comunidades Escolares tendo como um de seus objetivos a promoção de saúde mental nas escolas. Isso aponta para a necessidade de ampliação do debate acerca do tema da atenção psicossocial no âmbito educacional. Assim, este trabalho tem como objetivo realizar uma revisão sistemática para analisar as abordagens e práticas sobre a atenção psicossocial em contextos escolares durante a última década. As bases de dados selecionadas foram Lilacs, PePsic e Scielo, e para a sistematização do levantamento e organização dos resultados utilizou-se o método PRISMA. Foram encontrados 160 trabalhos e analisados 12 artigos conforme critérios de elegibilidade. A partir dos resultados, percebe-se que a escola é um território multifacetado carregado de paradoxos e reconhecido como espaço privilegiado para o desenvolvimento humano e formação. Notou-se que o cuidado em saúde mental nas escolas é atravessado por ações individuais e coletivas. Algumas pistas para a criação de práticas de promoção de saúde mental no contexto escolar, com base nos trabalhos encontrados, são: plantão psicológico, escuta qualificada, rodas de conversa, criação de espaços participativos, ações para a prevenção de violências e articulação intersetorial. Considera-se que o lugar da escola na rede de cuidado e na criação de práticas para a promoção de saúde e saúde mental não está definido, e que a lei nº 14.819 pode potencializar a corresponsabilização e a articulação com outras políticas públicas.</p>2026-04-29T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92054A pesquisa como experiência formativa: percepções e reflexões de um coordenador de pós-graduação em Educação. Uma entrevista2025-06-10T22:26:39-03:00Lucídio Bianchettifrancinischeid@gmail.com<p>O espaço-tempo de coordenação de um programa de pós-graduação constitui-se em um <em>locus</em> privilegiado, uma espécie de <em>belvedere</em> de observação da dinâmica formativa de mestres e doutores, da influência dos órgãos de avaliação e financiamento e do protagonismo daqueles que assumem a incumbência da gestão. Conseguir avançar e aprofundar os debates acadêmico-pedagógicos no contexto formativo da PG <em>stricto sensu</em>, para além das imposições burocrático-administrativas, é um desafio para aqueles que se dispõem a assumir essa função. É nesse contexto que se insere a entrevista a seguir realizada com o professor Altair Fávero, coordenador do PPGEdu/UPF tendo como mote a pesquisa: <em>Mal-estar na pós-graduação. O tensionamento entre o protagonismo e a invisibilidade dos doutorandos</em>. A entrevista está estruturada a partir de dois aspectos: a) principais desafios e dificuldades enfrentadas pelos doutorandos no desenvolvimento e conclusão do seu curso; e b) ações/estratégias desencadeadas pelo Programa para assegurar a afiliação intelectual e institucional (pertencimento) dos doutorandos para que concluam com êxito seu doutorado.</p>2026-02-09T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92113A raça e suas intersecções no desenho curricular dos professores de história da Província de Buenos Aires 2025-06-05T09:58:05-03:00Anny Ocoró Loangoaoloango@untref.edu.ar<p>Este artigo explora e analisa os usos da "raça" e suas interseções no desenho curricular dos professores de história em 2022 na Província de Buenos Aires, Argentina. Para tanto, identifica os princípios e as apostas políticas e pedagógicas que o sustentam, e como as hierarquias e desigualdades raciais, e suas intersecções, são abordadas neste Desenho. Ao mesmo tempo, torna visíveis os discursos e os conteúdos curriculares contra hegemônicos que disputam e propõem reinterpretações em tal currículo. Argumenta-se que a incorporação de debates interseccionais ajuda a construir um currículo mais receptivo a todos os atores que compõem a sociedade, especialmente aqueles como indígenas e afrodescendentes que foram desligados dessas narrativas. Ao agregar outras categorias além de "gênero", o desenho curricular contribui para uma formação docente mais plural e mais conectada à diversidade e aos problemas enfrentados pelos diferentes grupos da sociedade. Embora ainda haja dívidas e desafios pendentes, seu compromisso é profundamente progressista e emancipatório.</p>2026-02-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92016Gênero, relações étnico-raciais e acesso ao Ensino Superior: um estudo de caso interseccional em instituição estadual de Mato Grosso do Sul2025-12-17T16:20:50-03:00Nubea Rodrigues Xaviernubea.xavier@uems.brWilker Solidade da Silvawilker.solidade@uems.br<p>A instituição de Ensino Superior investigada foi criada há trinta anos para atender, inicialmente, as demandas de licenciaturas para os municípios do estado de Mato Grosso do Sul. Conjuntamente com essas ofertas, foi a primeira instituição de Ensino Superior (IES) a, já no ano de 2002, reservar dez por cento de suas vagas para vestibulandos/as indígenas, para ingresso em 2003, e a terceira IES a nível nacional a disponibilizar vinte por cento das vagas a negros nos cursos de graduação e, em 2022, instituiu cinco por cento das vagas para pessoas com deficiência e/ou transtornos globais do desenvolvimento. Essa pesquisa tem como objetivo analisar como a implantação das políticas afirmativas impactaram os espaços acadêmicos, no que tange às políticas de acesso e permanência das/os acadêmicas/os. Justifica-se como objeto de análise os aspectos supracitados por compreender que há uma intersecção sobre a forma como essas/es acadêmicas/os se colocam nesses espaços e como essas relações podem resultar em distinções sociais. Para os pressupostos teóricos, tomaremos a abordagem interseccional de Lugones (2020), Lélia Gonzales (2020), Akotirene (2019) e Sueli Carneiro (2003; 2011; 2019). Os estudos enfatizaram a necessidade de se refletir sobre inclusão nos espaços acadêmicos, com a revisão de currículos eurocêntricos e o combate a diversas formas de discriminação. Como resultado, reconhece-se que, mesmo já tendo alcançando números significativos no que se refere ao acesso ao Ensino Superior, a universidade ainda precisa superar preconceitos estruturais, reforçando a importância de um ambiente acadêmico que valorize e defenda a diversidade.</p>2026-02-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/92117Mbo’ehára kuña kuéra Guarani e Kaiowá: avanços e desafios na permanência e conclusão da Licenciatura do Teko Arandu2025-11-27T06:42:16-03:00Maysa Ferreira da Silvamaysasilva@ufgd.edu.brMaria Aparecida Mendes de Oliveiramariaoliveira@ufgd.edu.brRegiani Magalhães de Oliveira Yamazakiregianibio@gmail.com<p>Ações Afirmativas buscam promover o acesso, a permanência e a conclusão de estudantes nos cursos universitários. Nesse sentido, o objetivo desse artigo é apresentar quais são os avanços e os desafios do Programa de Bolsa Permanência – MEC em relação aos aspectos mencionados no Curso de Licenciatura Intercultural Indígena para as mulheres indígenas Guarani e Kaiowá. Essa pesquisa é de cunho quantitativo e qualitativo, e a coleta de dados ocorreu por meio de formulário <em>online</em> e por adesão de mulheres indígenas. As questões se encontravam em três modalidades: Fechadas de múltipla escolha; Fechadas nos estilos caixa de seleção; Questões abertas, partindo de uma pergunta formulada, com espaço para escrita livre. Participaram da pesquisa 50 mulheres Guarani e Kaiowá, de 15 territórios localizados na região Cone Sul de Mato Grosso do Sul. Destas, 31% são egressas da Licenciatura Intercultural Indígena e 69% estão em curso. Os relatos envolvendo os desafios enfrentados para estarem presentes nas etapas presenciais foram apontados por 44 mulheres, como os respectivos motivos: Ficar longe da família; Deixar os filhos em casa; Dificuldade financeira para subsidiar a alimentação dos filhos durante a etapa do Tempo Universidade. Outras 6 (seis) estudantes alegaram não ter dificuldades. Concluímos que o Programa de Bolsa Permanência – MEC é uma ação que promove a permanência e a conclusão das mulheres na Universidade. No entanto, identificamos que o valor da Bolsa Permanência para aquelas que trazem seus filhos para o Tempo Universidade, precisa ser diferenciado dos demais estudantes, pois apresentar um custo de vida maior do que daqueles que vêm sozinhos para as etapas do Tempo Universidade.</p>2026-02-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educaçãohttps://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/93542Lacunas de desigualdade educacional. Uma análise da situação das mulheres indígenas na Argentina 2025-12-17T16:10:37-03:00Carina Viviana Kaplankaplancarina@gmail.comEzequiel Szapusoysapu@gmail.comElisa Martina Sulcaelysulca@gmail.com<p>As mulheres indígenas sofrem processos de exclusão educacional que se baseiam numa matriz de desigualdade histórica. Numa perspectiva de longo prazo é possível identificar formas de violação do direito à educação. Este artigo problematiza a inclusão das mulheres indígenas na Argentina no sistema educacional a partir de uma leitura sócio-crítica dos dados fornecidos pelo Censo Nacional de População, Domicílios e Habitação realizado em 2022 pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC). . Centramos a análise no grupo de mulheres que se reconhecem como indígenas ou descendentes de povos originários que residem em território argentino. Uma das questões que nos norteiam refere-se a até que ponto a desigualdade educacional que afeta as mulheres indígenas diminuiu ou se aprofundou; entendendo que a inclusão educacional não se reduz ao acesso, mas inclui a qualidade do ensino e as possibilidades de apropriação do capital escolar.</p>2026-02-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Educação