Análise fitossociológica de um fragmento de floresta estacional em uma catena de solos no Morro do Cerrito, Santa Maria, RS

Marcelo Callegari Scipioni, Solon Jonas Longhi, Catize Brandelero, Fabrício de Araújo Pedron, Dalvan José Reinert

Resumo


http://dx.doi.org/10.5902/198050986614

Este trabalho foi realizado em um fragmento da Floresta Estacional em estágio de sucessão secundária, na área do Morro do Cerrito, no Município de Santa Maria, RS, Brasil. O objetivo deste trabalho foi determinar os grupos florísticos presentes na área de estudo, quantificando a sociologia das principais espécies e sua relação com os compartimentos geomorfológicos e pedológicos. Para isso, foram alocadas unidades amostrais permanentes de 10 m2 distribuídas de forma contínua ao longo do gradiente topográfico do morro, iniciando na base e alcançando o cume. Foram medidos todos os indivíduos arbóreos com diâmetro altura do peito igual ou maior 5 cm. Foi realizada análise de agrupamento pelo método hierárquico divisivo (TWINSPAN), tendo como variáveis o número de indivíduos das espécies e caracterizado os sítios dos grupos através de verificação no campo dos compartimentos geomorfológicos e análise morfológica e química dos solos. Foi constatada a presença de três grupos ecológicos ao longo do gradiente distribuídos de forma uniforme, que foram resultantes de diferentes condições sucessionais e ambientais proporcionados principalmente pelo substrato, classes de solos e posição na paisagem.

Palavras-chave


relação solo/planta; grupos ecológicos; ecologia florestal; pedologia

Texto completo:

PDF

Referências


ALBERTI, L.F. et al. Padrão fenológico de árvores e a relação com o clima em floresta estacional no Sul do Brasil. In: SCHUMMACHER et al. (Orgs.). Floresta Estacional Subtropical: Caracterização e Ecologia nas Escarpas da Serra Geral. Santa Maria: UFSM, 2011. cap. 6, p.105-119.

BRASIL. Folha SH.22-V-C-IV/1-SE, Santa Maria-SE. Brasília: Ministério do Exército, Departamento de Engenharia e Comunicações: Diretoria de Serviço Geográfico. Região Sul do Brasil, 1992. Escala 1:25.000.

CIENTEC. Software Mata Nativa 2: Sistema para análise fitossociológica, elaboração de inventários e planos de manejo de florestas nativas. Viçosa: Cientec, 2006.

COLLINS, S. L. et al. The hierarchical continuum concept. Journal of Vegetation Science, Washington, n. 4, p. 149-156, 1993.

EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Centro Nacional de Pesquisa de Solos. Manual de métodos de análises de solo. 2. ed. Rio de Janeiro: EMBRAPA, 1997. 212 p.

EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Centro Nacional de Pesquisa de Solos. Sistema de Classificação Brasileiro de Classificação de Solos. 2. ed. Rio de Janeiro: EMBRAPA, 2006. 306 p.

FELFILI, J. M. et al. Análise multivariada em estudos de vegetação. Brasília: Universidade de Brasília, Departamento de Eng. Florestal, 2007. 60 p. (Comunicações Técnicas Florestais, v.9, n.1).

GUREVITHCH, J. et al. Ecologia Vegetal. 2 ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. 592 p.

JONGMAN, R. H. G. et al. Data analysis in community and landscape ecology. 2nd ed. Cambrigde: Cambrigde University Press, 1995. 299 p.

KILCA, R.; LONGHI, S. J. A composição florística e a estrutura das florestas subtropicais estacionais nas escarpas do Planalto Meridional do Rio Grande do Sul In: SCHUMACHER et al. (Orgs.). Floresta Estacional Subtropical: Caracterização e Ecologia nas Escarpas da Serra Geral. Santa Maria: UFSM, 2011. cap. 4, p. 53-83.

LEITE, P. F.; KLEIN, R. M. Vegetação. In: Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Geografia do Brasil: região sul. Rio de Janeiro: IBGE, 1990. p. 113 - 150.

LONGHI, S. J. et al., Aspecto fitossociológico de fragmento de Floresta Estacional Decidual, Santa Maria, RS. Ciência Florestal, Santa Maria, v. 10, n. 2, p. 59-74, 2000.

LONGHI, S. J. et al., Diferenciação dos tipos florestais do morro Botucaraí, em Candelária, Rio Grande do Sul. Acta For. Bras., Curitiba, n. 1, p. 99-114, 1986.

LONGHI, S. J. et al, Composição florística e estrutura da comunidade arbórea de um fragmento florestal no município de Santa Maria, Brasil. Ciência Florestal, Santa Maria, v. 9, n. 1, p. 115-133, 1999.

LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. vol.1, 3. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2000. 352 p.

MACHADO, P. F.; LONGHI, S. J. Aspectos florísticos e fitossociológicos do “Morro do Elefante”, Santa Maria, RS. Ciência Rural, Santa Maria, v. 20, n. 3-4, p. 261-280, 1990.

MACHADO, P. F.; LONGHI, S. J. Aspectos florísticos e fitossociológicos da floresta do morro Osório, RS, Brasil. Ciência e Natura, Santa Maria, n. 13, p. 103-115, 1991.

MACIEL FILHO, C. L. Carta geotécnica de Santa Maria. Santa Maria: UFSM - Imprenssa Universitária, 1990. 21 p.

MALUF, J. R. T. Nova classificação climática do estado do Rio Grande do Sul. Revista Brasileira de Agrometeorologia, Sete Lagoas, v. 8, p. 141-150, 2000.

MCCUNE, B.; MEFFORD, M. J. PC-ORD version 5.0. multivariate analysis of ecological data. Glaneden Beach: MjM Solfware Desing, 2006.

MUELLER-DOMBOIS, D.; ELLENBERG, H. Aims and Methods of Vegetation Ecology. New York: John Wiley e Sons, 1974. p. 67-134.

PEDRON, F. de A. et al. Utilização do sistema de avaliação do potencial de uso urbano das terras no diagnóstico ambiental do município de Santa Maria - RS. Ciência Rural, Santa Maria, v. 36, n. 2, p. 468-477, 2006.

PUIG, H. A floresta tropical úmida. São Paulo: Editora UNESP: Imprensa Oficial de São Paulo; França: Institut de Rechérche pour le Développement, 2008. 496 p.

RIBEIRO, S. B. et al. Diversidade e Classificação da comunidade arbórea da Floresta Ombrófila Mista da FLONA de São Francisco de Paula, RS. Ciência Florestal, Santa Maria, v. 17, n. 2, p. 101-108, abr-jun, 2007.

SANTANDER, C. B.; GONZÁLEZ, I. A. G. Flora arbórea del Uruguay: con énfasis en las espécies de Rivera y Tacuarembó. Montevideo: Empresa Gráfica Mosca, 2007. 543 p.

SANTOS, R. D. et al. Manual de descrição e coleta de solo no campo. 5. ed. Viçosa: SBCS, 2005. 100p.

SCIPIONI, M. C. Distribuição do compartimento arbóreo em gradiente de relevo e solos na encosta Meridional da Serra Geral, RS. Ciência Rural, Santa Maria, v. 40, n. 6, p. 1295-1301, jun, 2010.

SCIPIONI, M. C. et al. Análise dos padrões florísticos e estruturais da comunidade arbóreo-arbustiva em gradientes de solo e relevo. In: SCHUMACHER et al. (Orgs.). Floresta Estacional Subtropical: Caracterização e Ecologia nas Escarpas da Serra Geral. Santa Maria: UFSM, 2011a. cap. 5, p. 33-51.

SCIPIONI, M. C. et al. Fitossociologia em fragmento florestal no noroeste do estado do Rio Grande do Sul. Ciência Florestal, Santa Maria, v. 21, n. 3, jul-set, 2011b. (no prelo)

VACARO, S. et al. Ascpecto da composição florística e a categorias sucessinais do estrato arbóreo de três subseres de uma Floresta Estacional Decidual, no município de Santa Tereza, RS. Ciência Florestal, Santa Maria, v. 9, n. 1, p. 1-18, 1999.

VELOSO, H. P. et al. Classificação da vegetação brasileira, adaptada a um sistema universal. Rio de Janeiro: IBGE, Departamento de Recursos Naturais e Estudos Ambientais, 1991.124 p.




DOI: https://doi.org/10.5902/198050986614

Licença Creative Commons