BIOMASSA E CARBONO ORGÂNICO EM POVOAMENTOS DE Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze

Marcos Vinicius Winckler Caldeira, Luciano Farinha Watzlawick, Márcio Viera, Rafaelo Balbinot, Kallil Chaves Castro

Resumo



http://dx.doi.org/10.5902/1980509820664

O objetivo deste trabalho foi estimar a biomassa e o carbono orgânico em plantios de Araucaria angustifolia com diferentes idades. Os plantios de Araucaria angustifolia estudados não tiveram intervenções  silviculturais relacionadas à desrama, porém, em todos os povoamentos ocorreram práticas de desbaste em diferentes épocas. Nos povoamentos com 32 e 31 anos de idade foram realizados três desbastes. Nos plantios com 30, 29, 25, 24 e 23 anos foram realizados dois desbastes. A determinação de biomassa no campo foi realizada de acordo com o método destrutivo de quantificação, utilizando-se para tanto a amostragem de sete árvores distribuídas aleatoriamente pelo povoamento em cada uma das idades. Os indivíduos foram abatidos, obtendo-se inicialmente as variáveis dendrométricas: DAP, altura total e altura comercial (diâmetro mínimo de 8 cm). O plantio com 23 anos apresentou o maior volume de lenho do fuste (613,02 m³ ha-1), superior aos plantios com 30, 31 e 32 anos (418,41; 520,21 e 518,48 m³ ha-1), respectivamente. Porém, em termos de biomassa do fuste os resultados foram próximos, sendo que o plantio com 23 anos totalizou 138,02 Mg ha-1 e os plantios com 30, 31 e 32 anos somaram 118,77; 128,97 e 155,01 Mg ha-1, respectivamente. Nos plantios de Araucaria angustifolia o estoque total de biomassa e carbono orgânico arbóreo nas diferentes idades consideradas variaram de 60,72 a 289,84 Mg ha-1 e 21,73 a 123,86 Mg ha1, respectivamente. Ficou evidente que a densidade de plantas e a intensidade de desbaste influenciaram diretamente a biomassa e o carbono estocados.

 


Palavras-chave


Pinheiro-brasileiro; biomassa arbórea; biomassa florestal.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/1980509820664

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