Competitividade do Brasil e Canadá no mercado de madeira serrada de coníferas

Alexandre Nascimento de Almeida, João Carlos Garzel Leodoro da Silva, Humberto Angelo

Resumo


 

http://dx.doi.org/10.5902/1980509810555

A sobrevivência das empresas em um cenário de globalização acelerada e concorrência crescente depende dos seus graus de competitividade. Para a conquista de competitividade, não basta apenas fazer as coisas certas, é preciso fazer melhor que os concorrentes, neste aspecto, a busca pela comparação aos melhores padrões mundiais torna-se fundamental para o aprimoramento de práticas industriais e comerciais. Em relação à produção de madeira serrada, o Canadá é um grande exemplo mundial e, portanto, bom parâmetro para comparação. O objetivo desse trabalho foi o de comparar e explicar a competitividade entre o Brasil e Canadá para o mercado de madeira serrada de coníferas. Para tanto, utilizaram-se as metodologias: Índice de Vantagem Comparativa Revelada e Análise de Regressão para comparação e explicação da competitividade, respectivamente. Os resultados indicaram que, além do Canadá ser mais competitivo que o Brasil, a competitividade brasileira no mercado de madeira serrada de coníferas é mais dependente da taxa de câmbio.


Palavras-chave


competitividade; IVCR; madeira serrada; Canadá

Texto completo:

PDF

Referências


ALMEIDA, A. N. et al. Influência do câmbio e preço externo nas exportações brasileiras de celulose e de madeira serrada de coníferas. Scientia Forestalis, v. 37, n. 83, p. 243-251, set. 2009a.

ALMEIDA, A. N. et al. Mercado paranaense de madeira em tora procedente de silvicultura entre 1999 e 2005. FLORESTA, v. 39, n. 4, p. 869-875, out./dez. 2009b.

BALASSA, B. Trade Liberalization and Revealed comparative advantage. The Manchester School of Economic and Social Studies, Manchester, n. 32, p. 99-123, 1965.

BC. British Columbia. Log Market Reports. Disponível em: . Acesso em: 7 nov. 2010.

CARVALHO, K. H. A. et al. Competitiveness of brazilian wood pulp in the international market. Cerne, Lavras, v. 15, n. 4, p. 383-390, out./dez. 2009.

CIS. Canada Industry Statistic. Disponível em: . Acesso em: 7 nov. 2010.

COUTINHO, L.; FERRAZ, J. C. Estudo da competitividade da indústria brasileira. Campinas, 1994. 472 p.

DURBIN, J.; WATSON, G. S. Testing for serial correlation in least-squares regression. Biometrika, v. 38, p. 159 – 171, 1951.

FAO. Food and Agriculture Organization of the United Nations. Estatísticas Florestais. Disponível em: . Acesso em: 7 nov. 2010.

FIGUEIREDO, A. M.; DOS SANTOS, M. L. Evolução das vantagens comparativas do Brasil no comércio mundial de soja. Revista de Política Agrícola, v. 14, n. 1, p. 43-58, jan./mar. 2005.

GUJARATI, D. N. Econometria Básica. 3. ed., São Paulo: Makron Books, 2000. 846 p.

HAIR, Jr. J. F. et al. Análise multivariada de dados. 5. ed., Porto Alegre: Bookman, 2005. 593 p.

HOLANDA, M. C. Dinâmica e determinantes da vantagem comparativa: o exemplo asiático. Universidade Federal do Ceará, pós-graduação em Economia – CAEN, 2002 (Texto para Discussão, n. 230).

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Anuário Estatístico Brasileiro. Disponível: . Acesso em: 07 de nov. 2010.

IPEA. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicado. Disponível em: . Acesso em: 07 de nov. 2010.

KENEN, P. B. Economia Internacional: Teoria e Política. 3. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1998. 648 p.

KOUTSOYIANNIS, A. Theory of Econometrics. 2. ed. New Jersey: Barnes&Noble Books, 1978. 683 p.

KRUGMAN, P. R.; OBSTFELD, M. Economia Internacional – Teoria e Política. 5. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2001. 797 p.

MAIA, S. F. et al. Avaliação do PROEX para obtenção da Vantagem Comparativa Brasileira do Setor Agrícola Brasileiro: 1989-2003. 2008. SOBER. Disponível em: . Acesso em: 07 de nov. 2010.

NOCE, R. et al. Competitividade do Brasil no mercado internacional de aglomerado. Revista Árvore, v. 32, n. 1, p. 113 – 118, 2008.

NOCE, R. et al. Desempenho do Brasil nas exportações de madeira serrada. Revista Árvore, v. 27, n. 5, p. 695-700, 2003.

NONNENBERG, M. J. B. Vantagens Comparativas Reveladas, Custo Relativo de Fatores e Intensidade de Recursos Naturais: Resultados para o Brasil – 1980/88. São Paulo: IPEA, 1991. (Texto para discussão, n. 214).

PINHEIRO, A. C.; HORTA, M. H. A competitividade das exportações brasileiras no período 1980/88. Pesq. Plan. Econ., v. 22, n. 3, p. 437 – 474. 1992.

PINTO, L. Agronegócio brasileiro e mercados globalizados. Boletim Pecuário. set. 2004. Disponível em: Acesso em: 15 out. 2009.

REMADE. Revista da Madeira. n.66, ago. 2002.

ROPKE, C. R. V.; PALMEIRA, E. M. Competitividade das exportações brasileiras de couro. Revista académica de economia, n. 71, p. 1 – 7. Dic. 2006.

SALVATORE, D. Economia Internacional. 6. ed. Rio de Janeiro: Prentice Hall, 1998. 436 p.

TIDD, J. et al. Gestão da Inovação. 3. ed., Porto Alegre: Bookman, 2008. 600 p.

TUOTO, M. A. M. Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil: um estudo de caso do setor florestal. 2007. 121 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais) – Setor de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2007.

UnCOMTRADE. United Nations Commodity Trade Statistics database. Disponível em: . Acesso em: 07 de nov. 2010.

USCB. United State Census Bureau. Disponível em: . Acesso em: 07 de nov. 2010.

USDC. United State Departament of Commerce. Softwood lumber subsidies report to the congress. December 2009. Disponível em: . Acesso em: 07 de nov. 2010.

VALVERDE, S. R. et al. Desempenho das exportações brasileiras de celulose. Revista Árvore, v. 30, n. 6, p. 1017-1023, 2006.

WHITE. H. A Heteroscdasticity Consistent Covariance Matrix Estimator and a Direct Test of Heteroscedasticity. Econometrica, v. 48, p. 817 – 818, 1980.

YIN, R.; BAEK, J. The US–Canada softwood lumber trade dispute: what we know and what we need to know. Forest Policy and Economics, v. 6, p. 129–143. 2004.




DOI: http://dx.doi.org/10.5902/1980509810555

Licença Creative Commons