n. 8 (2012): Dossiê "Imagens de Devastação"

Capa do Dossiê n. 8 do Periódico Literatura e Autoritarismo com o título "Imagens da Devastação"
Razões não faltam para que o nosso tempo seja visto como um tempo de devastação: pensemos mais amplamente na catástrofe ecológica do aquecimento global, que já começa a mudar a paisagem ao redor do planeta e a produzir mais e mais refugiados ambientais, mas também localizadamente em acidentes como o de Fukushima (que reprisa Three Miles Island e Chernobyl em escala ampliada) ou ainda, no caso do Brasil, na progressiva (e “progressista”) destruição da Amazônia, seja para transformar a floresta em soja e pasto, seja para converter seus rios em reservatórios de usinas hidrelétricas. No episódio do furacão Katrina, nos Estados Unidos, ficou claro o vínculo entre essa devastação global e novas formas de autoritarismo – o que também vem se verificando, com modalidades próprias, na construção das hidrelétricas de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, no Brasil. Como a literatura e a cultura em geral têm respondido a esse quadro? Que novos desafios tal situação vem colocando e continuará a colocar para escritores e artistas? Que autores e obras do passado, recente ou distante, podem ser relidos à luz dessas novas configurações políticas? Essas são algumas das questões que nortearam esta edição da revista Literatura e autoritarismo.
Publicado: 2012-06-08

Apresentação

  • Apresentação Dossiê "Imagens de Devastação"

    Ana Maria Domingues de Oliveira, Eduardo Sterzi, Marcus Brasileiro
    102-106
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75242

Artigos

  • Entre vivos e mortos: imagem e memória

    Kelvin Falcão Klein
    4-15
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75243
  • Fragmentos de luz, memórias da destruição

    Gustavo Silveira Ribeiro
    16-31
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75244
  • A poética da devastação de Yan Lianke

    Carlos Eduardo Bione
    32-45
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75245
  • Biopoder e biopoética na poesia de Julián Axat: Yluminarya e o genocídio na Argentina

    Pádua Fernandes
    46-61
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75248
  • Inventariando decepções: a devastação da guerra em Triste fim de Policarpo Quaresma

    Tatiana Sena
    62-72
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75282
  • A Manaus devastada em Dois irmãos de Milton Hatoum

    Katrym Aline Bordinhão dos Santos
    73-86
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75283
  • Meu primeiro bunker: imaginário bélico em Terminal, de Ronald Polito

    Fabio Weintraub
    87-101
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75284
  • O furacão Katrina: Nova Orleans perdida na enchente

    Idelber Avelar; Greil Marcus, Werner Sollors
    102-106
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75285