https://periodicos.ufsm.br/LA/issue/feedLiteratura e Autoritarismo2026-03-17T19:40:08-03:00Rosani Ketzer Umbachrevista.la@ufsm.brOpen Journal Systems<p style="text-align: justify;">A Revista <strong>Literatura e Autoritarismo </strong>é um periódico publicado desde 2003. Está vinculado às atividades do Grupo de Pesquisa CNPq Literatura e Autoritarismo e ao Programa de Pós-Graduação em Letras. Tem o objetivo de promover o debate e a discussão de questões como violência, autoritarismo, violação de direitos humanos, exclusão e preconceito racial e sexual no âmbito da produção cultural, especialmente a literária, adotando uma perspectiva interdisciplinar com outras áreas do conhecimento que possibilitem o aprofundamento e a reflexão sobre essas temáticas. Para atender a esse propósito, publica, em português, espanhol, inglês ou alemão, textos teóricos, artigos, ensaios, entrevistas e resenhas – sempre de material inédito e com autoria de pelo menos um pesquisador com titulação de doutor – em que tais assuntos apareçam em obras literárias e em outras produções culturais, tais como letras de músicas, filmes, fotografias, pinturas. Está registrado em vários indexadores internacionais como DOAJ, JCR, WOS, PKP, entre outros.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>eISSN 1679-849X | Qualis/CAPES (2021-2024) = B1</strong></p>https://periodicos.ufsm.br/LA/article/view/92648Metamorfoses identitárias do soldado em meio à guerra: análise comparativa entre os romances A Oeste nada de novo e Mayombe2025-08-29T16:31:59-03:00Michael Jones Botelhomichael_jonesb@hotmail.com<p>Este artigo realiza uma análise comparativa entre os romances A <em>Oeste nada de novo</em> (1928), de Erich Maria Remarque, e <em>Mayombe</em> (1980), de Pepetela, a partir do tema da fragmentação da identidade do soldado em contextos de guerra. A investigação considera os diferentes cenários históricos - a Primeira Guerra Mundial e a luta pela independência de Angola - para refletir sobre como o combate transforma profundamente os sujeitos envolvidos. São examinados aspectos como a desumanização, o medo da morte e a tensão entre o individual e o coletivo. A literatura, aqui, atua como instrumento de denúncia e de memória, revelando as metamorfoses identitárias causadas pela violência extrema. A partir das narrativas, considera-se que, embora a guerra provoque rupturas profundas, é também na solidariedade entre combatentes que se preservam vestígios de humanidade, possibilitando uma reflexão crítica sobre o sentido e as consequências dos conflitos armados.</p>2026-07-01T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Michael Jones Botelhohttps://periodicos.ufsm.br/LA/article/view/89402Uma nova ordem e a ascensão de uma agenda política com aspectos do autoritarismo, do neofascismo e do estado de exceção: entre o velho e o novo2025-10-18T15:22:08-03:00Carlos Wender Sousa Silvasousasilvabr@gmail.com<p>Os jogos de poder, a instabilidade política e econômica, as relações humanas que advêm desses espaços e disputas sempre foram referenciais à produção literária. Este artigo se vale então do romance<em> A nova ordem</em> (2019), de B. Kucinski, para discutir a atual conjuntura sociopolítica brasileira. No romance e na atualidade, as forças políticas, econômicas e religiosas reacionárias têm se levantando contra os fundamentos e princípios do Estado democrático de direito. Esses grupos reacionários buscam reestruturar o Estado por meio de sistemáticas violações aos princípios fundamentais do paradigma do Estado democrático contemporâneo: liberdade, igualdade e dignidade humana. Diante desse cenário, o romance de Kucinski pode contribuir na compreensão das transformações dos movimentos autoritários e populistas face às novas agendas sociais, políticas e culturais. Meu objetivo é, portanto, avaliar de que maneira os velhos instrumentos do autoritarismo têm se reapropriado dos novos paradigmas institucionais e explorar algumas possibilidades de apreensão pela literatura.</p>2026-07-01T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Carlos Wender Sousa Silvahttps://periodicos.ufsm.br/LA/article/view/93758Lettres persanes – Observação oriental, sátira, popularização do conhecimento intercultural iluminista2025-09-18T15:38:27-03:00Hans Fernándezhansfernandez@hotmail.de<p>O romance epistolar de Montesquieu, <em>Lettres persanes</em>, publicado em 1721, destaca-se como uma obra central da literatura iluminista europeia, que, por meio de sua configuração estética, desenvolve uma reflexão sobre aspectos essenciais do ideário dessa época da cultura mundial. Por meio da ficção de dois viajantes persas que descrevem a cultura europeia, especialmente a parisiense, os costumes e o modo de vida na forma de relatos epistolares aos seus correspondentes, o romance cria, especialmente por meio da sátira, uma imagem crítica e mordaz da sociedade francesa da época. O artigo sugere que as <em>Lettres persanes</em> utilizam a sátira sobre o nacional a partir de uma perspectiva oriental não apenas para a construção de uma reflexão crítica sobre o próprio país, mas também – e acima de tudo – para a popularização do conhecimento iluminista, especificamente intercultural, entre seus leitores contemporâneos.</p>2026-06-22T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Hans Fernándezhttps://periodicos.ufsm.br/LA/article/view/92291A construção do conceito de literatura indígena: vozes, conflitos e perspectivas teóricas2025-10-27T12:09:05-03:00Fabiana Cristina Gomesbiiiacr@gmail.comDanilo Rabelorabelodanilo62@ufg.br<p>O presente trabalho consiste em uma revisão sistemática de literatura, cujo objetivo é discutir as concepções de literatura e escrita indígenas presentes nos estudos científicos e acadêmicos brasileiros. A pesquisa foi realizada na base de busca da SciELO, como método foram estabelecidas: estratégias de busca, critérios de elegibilidade e inclusão, avaliação da qualidade dos estudos, seleção dos estudos, extração dos dados e análise dos resultados. O estudo dialoga com conceitos produzidos por indígenas e não-indígenas, bem como as abordagens teóricas do grupo Modernidade/Colonialidade. Os resultados indicam que a literatura indígena emerge de um lugar estético, além de vincular-se a uma expressão política e histórica. Os artigos analisados abordam a literatura indígena em quatro eixos temáticos: (1) protagonismo e autoria; (2) hibridismo e interculturalidade; (3) representação cultural e identidade; (4) colonialidade e resistência. Em contraposição com a literatura hegemônica, a voz presente na literatura indígena está ligada à defesa de sua cultura, à resistência ao padrão homogeneizante e à afirmação da diversidade.</p>2026-07-01T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Fabiana Cristina Gomes, Danilo Rabelohttps://periodicos.ufsm.br/LA/article/view/89715Uma leitura do conto “O negro e as cercanias do negro”, de Haroldo Maranhão, sob a perspectiva do corpo e do desejo a partir de Foucault2025-09-08T18:14:32-03:00Andressa de Jesus Araújo Ramosadjaramos@gmail.comArlen Maia de Meloarlen.maia@outlook.comMarcos Antônio Fernandes dos Santosmarcossantos@professor.uema.br<div><span lang="PT">Haroldo Maranhão foi um importante escritor, jornalista e advogado brasileiro natural da cidade de Belém que destacou-se com sua brilhante produção literária e adquiriu grande visibilidade para a literatura paraense. Este trabalho propõe uma análise do conto “O negro e as cercanias do negro” (2001), com enfoque para as manifestações do desejo e o controle exercido sobre os corpos verificados através da articulação das personagens no interior da narrativa. Para tanto, valemo-nos dos estudos de Bataille (1987), Foucault (1988), Dalcastagnè (2008), entre outros teóricos quedialogam com a temática em questão. Sendo assim, acredita-se que estas reflexões, ainda que iniciais, suscite, cada vez mais, o interesse pelos estudos das obras deste grande escritor paraense.</span></div>2026-03-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Andressa de Jesus Araújo Ramos, Arlen Maia de Melo, Marcos Antônio Fernandes dos Santoshttps://periodicos.ufsm.br/LA/article/view/94532A enunciação feminina negra em Chimamanda Adichie e Zadie Smith2025-12-01T16:01:44-03:00Letícia Ritter de Abreu Valençaleticiavalenca7@gmail.comDionei Mathiasdioneimathias@gmail.com<p>O presente estudo analisa a representação da enunciação feminina negra nas obras de Chimamanda Adichie e Zadie Smith, focando nas personagens Clara, de <em>White Teeth</em>, e Ifeoma, de <em>Purple Hibiscus</em>. A enunciação, vista como um ato identitário, é examinada através de recursos como a representação da fala, o uso do <em>eye dialect</em> e a simbologia de elementos corporais como a boca e os dentes. A análise da personagem Clara, que perde os dentes em um acidente, revela uma trajetória de fratura com suas raízes e uma enunciação marcada por submissão e dificuldade. Por outro lado, a personagem Ifeoma, com seus dentes espaçados e sua fala fluida e destemida, simboliza a liberdade e a resistência aos ideais coloniais. Ao comparar as duas personagens, demonstra-se como Chimamanda Adichie e Zadie Smith utilizam a figuração do aparato fonológico para evidenciar as diferentes formas de luta e negociação de identidade na sociedade contemporânea.</p>2026-06-22T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Letícia Ritter de Abreu Valença, Dionei Mathiashttps://periodicos.ufsm.br/LA/article/view/90698Resenha de HUGHES, Langston. O Negro declara e outros poemas. Tradução Léo Gonçalves. São Paulo: Pinard, 20222025-01-27T15:05:00-03:00Ricardo Silva Ramos de Souzarisoatelie@gmail.com<p>Publicado em 2022, "O negro declara e outros poemas" é a primeira antologia de poesia de Langston Hughes editada no Brasil. A resenha crítica faz breves apontamentos sobre suas principais características presentes em alguns dos seus poemas, como a relação temática e estético-formal com os estilos musicais negros, a denúncia do racismo e a valorização da identidade negra.</p>2026-03-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ricardo Silva Ramos de Souza