A unidade ética em "O mundo como vontade e como representação" de Schopenhauer

Luan Corrêa da Silva

Resumo


O objetivo deste artigo é o de defender a unidade ética em O mundo como vontade e como representação. Trata-se da consideração ética da Besonnenheit, para além da sua consideração gnosiológica, frequentemente remetida à estética apresentada no terceiro livro do Mundo. De acordo com a minha interpretação, a consideração “ética” diz respeito não apenas ao desenvolvimento da ética da compaixão e da ética da negação da vontade, no quarto livro do Mundo. O sentido ético do Mundo reside, de forma mais ampla, na possibilidade de superação do princípio de razão, e, portanto, da individuação, uma postura que tem consequências éticas já desde a primeira linha da obra magna de Schopenhauer.

Palavras-chave


Unidade ética; Besonnenheit; Schopenhauer

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DOI: https://doi.org/10.5902/2179378635344

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