Desejo, renúncia, ascese e salvação em Schopenhauer

Renato Nunes Bittencourt

Resumo


O artigo aborda o caráter filosoficamente revolucionário do pensamento de Schopenhauer acerca do processo ontológico da negação da Vontade, representado materialmente na era moderna pela ruptura com a ordem materialista da sociedade de consumo, produtora de ilusões de satisfação e gozo para seus sectários. Tal circunstância faz de Schopenhauer uma voz dissonante aos apelos do materialismo vulgar do regime capitalista por dissecar filosoficamente as bases psicológicas que o sustentam, a exaltação dos desejos jamais realizados convenientemente.

Palavras-chave


Desejo; Sofrimento; Renuúncia; Ascese; Vontade

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/2179378633705

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