A formação do mestre no século XIII: um estudo sobre a sindérese e a consciência no De veritate de Tomás de Aquino

Rafael Henrique Santin, Terezinha Oliveira

Resumo


O tema deste artigo é a proposta de Tomás de Aquino para a formação do mestre, no contexto da cristandade ocidental. Nossas reflexões, enquadradas na História da Educação e orientadas pelos pressupostos da História Social, têm o objetivo de demonstrar que Tomás de Aquino, teólogo dominicano do século XIII, concebe a formação do mestre a partir de um corpus teórico-didático que passa pelo conhecimento profundo da natureza humana e pelo compromisso com um determinado projeto de civilização. Daí a necessidade de considerarmos a relação entre ética e formação docente na obra de Tomás de Aquino. Recortamos, para este texto, as Questões 16 e 17 do De Veritate, que tratam da sindérese e da consciência. O De Veritate é um conjunto de Questões Disputadas ministradas pelo teólogo dominicano na Universidade de Paris e está, portanto, diretamente relacionada com sua atuação docente – o que, para nós, é essencial. Assim, o problema que se coloca é por que os mestres do século XIII deveriam conhecer esses elementos da ação humana.

Palavras-chave


História da Educação Medieval; Formação do mestre; Tomás de Aquino

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