ÉTICA EM BYTES: DESAFIOS E OPORTUNIDADES DA IA NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2675995096873

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Educação Inclusiva, Ética Tecnológica

Resumo

O avanço da inteligência artificial (IA) na educação exige uma reflexão crítica e aprofundada sobre seus impactos na inclusão escolar. Este artigo analisa os desafios éticos e as potencialidades da IA para promover equidade em contextos educacionais diversos, com foco especial na realidade brasileira. Por meio de uma revisão narrativa estruturada e análise documental de políticas públicas e diretrizes internacionais, identifica-se que vieses algorítmicos, exclusão digital e questões de privacidade representam riscos significativos à inclusão. Simultaneamente, a IA oferece oportunidades inovadoras para acessibilidade ampliada, aprendizagem adaptativa e gestão educacional territorializada. O estudo propõe hipóteses analíticas sobre a mediação docente e a governança de dados, contribuindo com o framework "IA-Inclusiva" e o indicador PET-IA. Conclui-se que a implementação responsável de IA na educação requer princípios éticos transdisciplinares, formação docente crítica e participação ativa das comunidades escolares, apontando caminhos sólidos para validação empírica futura do modelo proposto.

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Biografia do Autor

Denis Ramón Fúnes Flores, Universidade Federal do Tocantins

Denis Ramon Funes Flores é linguista e docente, natural do Pará e radicado no Tocantins. Graduado em Letras – Língua Inglesa pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) em 2015, desenvolve trajetória acadêmica voltada aos estudos linguísticos em interface com questões sociais, culturais e educacionais. Atua nas áreas de ensino de línguas, fonética acústica, semântica, pragmática, espanhol e Língua Brasileira de Sinais (Libras), com ênfase em variação linguística e políticas de valorização das línguas.   É mestre em Letras pela UFT (2024), com dissertação dedicada à análise da palatalização de /t/ e /d/ diante da vogal /i/ na fala de migrantes nordestinos em Dianópolis–TO, articulando fonética, mobilidade social e identidade linguística. Integra o Núcleo de Estudos da Linguagem (NEL/UFT) e coordena o projeto de extensão O Léxico Tocantinense, voltado à documentação lexical e à produção de dicionários bilíngues, promovendo o reconhecimento das variedades regionais do português como patrimônio cultural.   Atua como docente no Centro de Línguas da SEDUC, no Instituto Federal do Tocantins (IFTO) e na rede privada de ensino. Sua produção acadêmica abrange temas como variedades do português em contextos lusófonos, preconceito linguístico, linguagem não-binária, léxico em línguas de sinais, multiletramentos e uso crítico da inteligência artificial no ensino de línguas. É autor do livro Tocantinês: Desvendar os Segredos da Fala do Povo Tocantinense (2024). Multilíngue, é fluente em inglês, espanhol e francês, com conhecimentos em alemão, italiano e Libras.

 

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Publicado

2026-08-31

Edição

Seção

Dossiê - Inteligência Artificial na Educação