SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA PRODUÇÃO DE GLOSSÁRIO DIGITAL DE JOGOS ELETRÔNICOS COM MEDIAÇÃO CRÍTICA DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA
DOI:
https://doi.org/10.5902/2675995097712Palavras-chave:
Sequência Didática, Inteligência Artificial Generativa, GlossárioResumo
O intuito deste trabalho é apresentar uma proposta de atividade para trabalhar a composição textual a partir da produção escrita em língua espanhola como processo considerando que a produção escrita assume um papel transcendental a partir do momento em que considera a escrita não como um produto acabado, mas como um percurso de construção e reescrita. Para isso, a pesquisa se pauta na Linguística Textual por perceber que essa área dos estudos apresenta a ideia de que o texto deve ser um instrumento de comunicação. Aliada a esse conceito esta proposta organiza-se a partir de uma sequência didática (SD) em que os alunos, ao selecionarem termos oriundos de jogos digitais, utilizam programas de IA generativa, como ChatGPT, entre outros, para a criação de glossários. A justificativa reside na integração entre letramento digital, lexicografia e o uso crítico da IA no ambiente escolar, promovendo a reflexão sobre confiabilidade, curadoria humana e revisão colaborativa. Por isso, nos teóricos como Cassany (1996), Santaella, (2023), Nord, (2016) e Dolz, Noverraz e Schnewly (2004). Como resultado, apresenta-se uma proposta de SD organizada para o ensino de espanhol como língua estrangeira, voltada à produção colaborativa de um glossário digital de termos relacionados aos jogos eletrônicos, mediada criticamente por ferramentas de Inteligência Artificial Generativa. Espera-se que a proposta contribua para o desenvolvimento da produção escrita processual, do letramento digital crítico e da reflexão sobre a confiabilidade das informações produzidas por sistemas de IA constituindo uma possibilidade metodológica para futuras aplicações em contexto escolar.
Downloads
Referências
ARAÚJO, Júlio.; GONÇALVES, Renan. Inteligência artificial na escola pública: ancoragem, objetivação e desafios algorítmicos. Aquila, [S. l.], n. 33, p. 417–429, 2025. DOI: 10.61565/revista-aquila.i33.633. Disponível em: https://ojs.uva.br/index.php/revista-aquila/article/view/633. Acesso em: 31 mar. 2026.
ALMEIDA, Rodrigo Ferreira de. Inteligência artificial generativa e o ensino de línguas: do consumo acrítico ao letramento digital pedagógico. Revista Brasileira de Linguística Aplicada, Belo Horizonte, v. 24, n. 1, p. 115-138, 2024.
ANTUNES, Irandé. Língua, texto e ensino: outra escola possível. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.
BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003. P.261-306.
BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. 9. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
BAKHTIN, Mikhail. Estética de la creación verbal. México: Siglo XXI, 1992.
BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: ensino médio. Brasília: MEC, 1999.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1998.
BROILO BARTELLE, Liane. Os possíveis impactos da inteligência artificial generativa na educação. Cadernos de Educação, Tecnologia e Sociedade, [S. l.], v. 17, n. 2, p. 683–695, 2024. DOI: 10.14571/brajets.v17.n2.683-695. Disponível em: https://brajets.com/brajets/article/view/1354. Acesso em: 31 mar. 2026.
BRONCKART, Jean Paul. Atividades de linguagem, texto e discurso: por um interacionismo sócio discursivo. Tradução: Anna Rachel Machado e Péricles Cunha. São Paulo: EDUC, 2003.
CASSANY, Daniel. Describir el escribir. Cómo se aprende a escribir. Barcelona: Paidós, 1988. Reimpresión 11ª: 2014.
CASSANY, Daniel. La cultura de la escritura: planteamientos didácticos. Líneas para una didáctica de los procesos de composición. In: CASSANY, D.; MARTOS, E.; SÁNCHEZ, E.; COLOMER, T.; CROS, A.; VILÀ, M. Aspectos didácticos de Lengua y Literatura. Zaragoza: Universidad de Zaragoza. p. 11-46, 1996.
DOLZ, Joaquim; NOVERRAZ, Michèle; SCHNEWLY, Bernard. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução e organização: Roxane Rojo; Glaís Sales Cordeiro. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2004.
DOLZ, Joaquim; GAGNON, Roxane; DECÂNDIO, Fabrício. Produção escrita e dificuldades de aprendizagem. Adaptação Joquim Dolz e Fabrício Decândio; tradução Fabrício Decândio e Anna Rachel Machado. Campinas, SP: Mercado das Letras, 2010.
GERALDI, João Wanderley. Concepções de linguagem e ensino de português. 4. ed. In: GERALDI, João Wanderley (Org.). O texto na sala de aula: leitura e produção. São Paulo: Ática, 2006, p. 39-46.
GIRACCA, Mirella Nunes. Os culturemas presentes nos folhetos turísticos da Região Sul do Brasil: as técnicas utilizadas pelos tradutores. (Mestrado em Estudos da Tradução) Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução. Florianópolis: UFSC, 2013.
KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça. O texto e a construção dos sentidos. 10ª ed., 3ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2014.
KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3ª ed., 11ª reimpressão. São Paulo, Contexto, 2015.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: configuração, dinamicidade e circulação. In: KARWOSKI, A. M.; GAYDECZKA, B.; BRITO, K. S. (Orgs.). Gêneros Textuais: reflexões e ensino. 4. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2011. p. 17-31.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008.
NORD, Christiane. Análise textual em tradução: bases teóricas, métodos e aplicação didática. Coordenação da tradução e adaptação de Meta Elisabeth Zipser. São Paulo: Rafael Copetti Editor, 2016.
NORD, Christiane. Text Analysis in translation. Amsterdam; Atlanta: Rodopi, 1991.
PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e (Org.). Interação e aprendizagem em ambiente virtual. Belo Horizonte: Faculdade de Letras/UFMG, 2001.
ROJO, Roxane; MOURA, Eduardo (Orgs.). Letramentos, mídias, linguagens. São Paulo: Parábola Editorial, 2019.
SANTAELLA, Lucia. Há como deter a invasão do ChatGPT? São Paulo: Estação das Letras e Cores, 2023.
SANTAELLA, Lucia. A ÉTICA COMO GUIA PARA O USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA. Educação & Sociedade, [S.L.], v. 46, p. 1-11, 2025. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/es.296469. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/hnhzhvnQpRvvMwWts6z4bVs/?lang=pt. Acesso em: 31 mar. 2026.
SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Os gêneros escolares: das práticas de linguagem aos objetos de ensino. Revista Brasileira de Educação. São Paulo, nº11 , p.5- 16, Mai/Jun/Jul/Ago, 1999. Disponível em: http://anped.tempsite.ws/novo_portal/rbe/rbedigital/RBDE11/ . Acesso em 07 jul 2026.
SILVA, Marcos Antônio da; SANTOS, Luciana Souza dos. Jogos digitais como esferas de linguagem: multiletramentos e gêneros discursivos na cibercultura. Texto livre: Linguagem e Tecnologia, Belo Horizonte, v. 16, e41205, p. 1-17, 2023.
Publicado
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado, com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.




