O conhecimento da biodiversidade: um estudo de caso com estudantes de graduação de uma universidade brasileira

Hulia Juana Scherer, Damaris Kirsch Pinheiro, Liliana Essi

Resumo


A motivação para a conservação de espécies está muito relacionada ao conhecimento popular sobre a biodiversidade, o qual se acredita que venha sendo erodido ao longo das gerações. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o conhecimento da população jovem, representada por alunos de graduação de diversos cursos de uma universidade brasileira, sobre a biodiversidade do Brasil. Para tal, foram apresentadas a estudantes de graduação fotos de espécies, solicitando que os mesmos indicassem se as conheciam, através de um questionário que foi preenchido ao longo de uma apresentação das imagens. Os dados obtidos foram utilizados como subsídio para elaboração de material de divulgação sobre biodiversidade (blog). Os resultados mostraram que os estudantes em geral possuem um baixo conhecimento acerca da biodiversidade brasileira, e que estudantes de cursos com mais contato com temas ambientais ou com vivência em zona rural tendem a conhecer melhor as espécies nativas. Também se observou que o conhecimento de espécies animais é em geral superior ao conhecimento de espécies vegetais, sendo algumas espécies exóticas mais conhecidas pelos entrevistados do que espécies nativas. Conclui-se que é de extrema importância que a temática biodiversidade seja mais trabalhada tanto na educação formal quanto informal.


Palavras-chave


Educação ambiental; Espécies nativas; Ensino

Texto completo:

PDF

Referências


Barbieri E. Biodiversidade: a variedade de vida no planeta terra. Unidade de Pesquisa e

Desenvolvimento do Litoral Sul (Cananéia), do Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio do

Pescado Marinho, Instituto de Pesca, APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), Secretaria de

Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. 2010. P. 1-16.

Barros MF, Farias GB, Silveira ESM, Santiago ACP. Análise da abordagem sobre pteridófitas em

livros didáticos de ciências do Ensino. Acta Scientiae. 2013. 15, 2, 321-337.

Bilert VSS, Lingnau R, Oliveira MR. A educação ambiental nas universidades públicas estaduais do

Paraná: uma análise a partir dos documentos institucionais. Revista Monografias Ambientais – REMOA.

13, 4, 3444-3452.

Campos CM, Nates J, Lindemann-matthies P. Percepción y conocimiento de la biodiversidad por

Estudiantes urbanos y rurales de las tierras áridas del centro-oeste de Argentina. Ecología Austral.

Asociación Argentina de Ecología. 2013. 23, 174-183.

Coradin L, Siminski A, Reis A. Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial:

plantas para o futuro – Região Sul. Brasília: MMA. 2011. p. 13-921. Available from:

http://www.mma.gov.br/estruturas/sbf2008_dcbio/_ebooks/regiao_sul/Regiao_Sul.pdf

Costa MJ. Biodiversidade. Instituto de Oceanografia. Faculdade de Ciências da Universidade de

Lisboa. 2014. p. 1-32. Available from:

http://www.cienciaviva.pt/rede/oceanos/materiais/Explorando%20o%20Mar%20na%20Escola_Biodive

rsidade_Maria%20Jos%C3%A9%20Costa.pdf

Essi L, Siqueira AB. Educação Ambiental nas escolas brasileiras: tendências e desafios. In: Dörr AC,

Rossato MV, Rovedder APM, Piaia BB. Práticas e sabres em meio ambiente. Curitiba: Appris. 2014.

García FG, Hernández ISA. Conocimientos y concepciones sobre biodiversidad en alumnos de educación

secundaria. Biodiversity knowledge and conceptions in students of secondary education.

Departamento de Didáctica de las Ciencias Experimentales. Facultad de Ciencias de La Educación.

Universidad de Granada. Colegio de Ciencias y Humanidades, Plantel Sur, Universidad Nacional

Autónoma de México. 2004. p. 1-15. Available from: http://www.ugr.es/~pagoga/biodiversidad.pdf.

John L. Biodiversidade também é uma questão de educação. In: Bensusan N, Barros AC, Bulhões B,

Arantes A. Biodiversidade: para comer, vestir ou passar no cabelo? São Paulo: Peirópolis. 2006. p. 397-406.

Kindel EAI, Wortmann ML, Souza NGS. O estudo dos vertebrados na escola fundamental. São

Leopoldo: Ed. UNISINOS. 1997. p. 234-236.

Marcuschi LA. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. 3. São Paulo: Cortez. 2001.

Santos FS. A importância da biodiversidade. Revista Científica de Educação a Distância. Universidade

Metropolitana de Santos (Unimes) Núcleo de Educação a Distância - Unimes Virtual. Edição especial.

p. 1-17.

Stehmann JR. Lista da flora gaúcha ameaçada de extinção. Fundação Zoobotânica RS. 2014. p. 1-21.

Available from:

http://www.fzb.rs.gov.br/conteudo/4809/?Homologada_a_nova_Lista_da_Flora_Ga%C3%BAcha_Ame

a%C3%A7ada_de_Extin%C3%A7%C3%.

Zalba SM. América do Sul invadida, a presente ameaça das espécies exóticas invasoras. GISP (Programa

Global de Espécies Invasoras). 1. 2005. Available from:

http://www.institutohorus.org.br/download/gispSAmericapo.pdf.




DOI: http://dx.doi.org/10.5902/2236130818904

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.