Recomposição de APPs em áreas consolidadas em nascentes: uma contradição legal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/1980509892205

Palavras-chave:

Lei n. 12.651/12, Proteção da vegetação nativa, Área de preservação permanente

Resumo

Este estudo analisa a recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APP) em áreas de uso consolidado, conforme disposto na Lei n. 12.651/12 e suas alterações. Essa legislação define 22 de julho de 2008 como marco temporal para a caracterização de áreas rurais consolidadas, estabelecendo a diferentes faixas mínimas de recomposição obrigatória da vegetação nativa (FMRO). Para cursos d'água, a FMRO varia de 5 a 30 metros, conforme o tamanho do imóvel rural, enquanto para nascentes é fixada em 15 metros. Essa diferença pode levar a situações em que a recomposição exigida para as nascentes seja inferior à dos cursos d'água que delas se originam. Para investigar essa aparente contradição, foram simuladas interpretações legais, discutido o conceito de nascente e analisado o contexto de promulgação das alterações na lei. Conclui-se que a Lei n. 12.651/12 apresenta uma incoerência e, portanto, entende-se  que a FMRO das nascentes em imóveis com mais de quatro módulos fiscais seja de  30 metros, igualando-se à dos cursos d'água.

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Biografia do Autor

Poliana Marilia Cursino Betella, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Forestry Engineer, MSc. in Forestry Science, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, SP, Brazil.

Maria José Brito Zakia, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Forestry Engineer, Doctor in Environmental Engineering Sciences, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, SP, Brazil.

Maria Fernanda do Prado, Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais

MSc. in Biodiversity Conservation and Sustainable Development, Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais, Botucatu, SP, Brazil.

Pedro Cursino Betella Gomes, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Forestry Engineer, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, SP, Brazil.

Referências

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16-10-2026

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