Alterações no carbono orgânico do solo de campo natural submetido ao plantio de Pinus taeda em três idades

Paulo Cezar Cassol, Leandra Fachini, Álvaro Luiz Mafra, Martha Andréia Brand, Marcia Aparecida Simonete, Jefferson Luís Mairelles Coimbra

Resumo


O plantio de pinus em áreas de campo natural (NG) pode alterar as formas e estoques de carbono orgânico (CO) do solo. Visando quantificar essas alterações, foram determinados os teores e estoques de CO total (TOC) e das frações particulada (POC) e associadas aos minerais (CAM) em cinco camadas, entre 0,0 e 0,4 m de profundidade, do solo sob usos com NG e plantios de pinus aos cinco (P5), 16 (P16) e 21 (P21) anos. O estudo foi realizado em áreas de Cambissolo Húmico na região do planalto sul de Santa Catarina. O teor de TOC, nas diferentes camadas e usos, variou entre 15 e 45 g kg-1 e seu estoque, na soma das camadas, entre 86 e 144 Mg ha-1. O teor de POC variou entre 2 a 23 g kg-1 e seu estoque, entre 7,5 e 22 Mg ha-1, enquanto o teor de CAM variou entre 12 e 24 g kg-1 e seu estoque, entre 78 e 122 Mg ha-1. Em geral, os teores e estoques de TOC e das frações CAM e POC do solo aumentam com a idade dos plantios de pinus até 21 anos. Os teores de TOC e POC e o estoque dessa fração, em geral diminuem com a profundidade do solo sob NG e P5 e P21, mas o teor de CAM e os estoques dessa fração e do TOC geralmente não variam entre as camadas até 0,40 m de profundidade.


Palavras-chave


Matéria orgânica; Sequestro de carbono; Reflorestamento

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/198050986301