As raízes da moral da prudência de Schopenhauer em Oráculo manual y arte de prudencia, de Baltasar Gracián
DOI:
https://doi.org/10.5902/2179378696427Palabras clave:
Eudemonologia, Pessimismo, Sabedoria, Sofrimento, VirtudesResumen
Propomos investigar nesse artigo a antecipação conceitual que Baltasar Gracián realizou, em Oráculo manual y arte de prudencia, do pessimismo moral e da eudemonologia da prudência de Arthur Schopenhauer. Argumentaremos que algumas das teses mais importantes de Aforismos para a sabedoria de vida, do último, como a da superioridade eudemonológica do ser sobre o ter e o que representamos aos outros, e a noção de que “o insensato corre atrás dos prazeres da vida e se vê enganado, já o sábio evita seus males”, têm no pensador barroco uma importante raiz. Com base nisso, defenderemos que Gracián se destaca na literatura pessimista que influenciou Schopenhauer, e que isso explica parte do afastamento do último dos demais filósofos alemães modernos, que em geral, são mais otimistas.
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