A busca da felicidade: Nosso erro, ilusão e existência fundamentais, segundo Schopenhauer

Guilherme Marconi Germer

Resumo


Schopenhauer define a felicidade como a “satisfação sucessiva de todo o nosso querer”, e afirma que a tendência a ela (i) “coincide completamente com a nossa existência” – cuja essência é a Vontade de viver – mas (ii) é revelada pelo conhecimento como o nosso maior erro e ilusão. Com base nisso, ele defende que (i) o propósito da vida consiste na busca da felicidade, mas (ii) o “verdadeiro objetivo” é a infelicidade – que é imposta pelo “destino” e conduz à auto-supressão da Vontade. Neste artigo, primeiro se apresentará ambos os aspectos da busca da felicidade, e depois se sugerirá que não há contradição nem unilateralidade no filósofo, mas uma visão dualista dos atos fundamentais da essência humana – a Vontade: (i) auto-afirmação – gula cega e incondicional por... (felicidade plena) – e (ii) auto-negação de si própria – na qual essa sede hedonista é compreendida como um erro.

Palavras-chave


Pessimismo, hedonismo, soteriologia.

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/2179378634085

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