J.-K. Huysmans leitor de Schopenhauer? Negação da vontade e metafísica do belo no romance En Route

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.5902/2179378695054

Schlagworte:

Huysmans, Schopenhauer, Ascese, Negação da vontade, Metafísica do belo

Abstract

O romance En Route (1895), de Joris-Karl Huysmans narra o itinerário espiritual de Durtal, personagem frequentemente identificado como alter ego do autor, em direção à fé católica, como um processo ascético e reflexivo, marcado pela contemplação estética de manifestações artísticas medievais, pela reclusão monástica e pela progressiva adesão a uma ética de renúncia e penitência. Em determinado momento da narrativa, Huysmans, por meio da voz de Durtal, reconhece explicitamente a influência da filosofia de Arthur Schopenhauer, filósofo pelo qual declaradamente se interessara em sua juventude. Partindo dessa admissão, o presente ensaio investiga em que medida elementos centrais da filosofia schopenhaueriana, especialmente sua ética, a metafísica do belo e a doutrina da negação da vontade, estão presentes na obra do escritor francês.

Downloads

Keine Nutzungsdaten vorhanden.

Autor/innen-Biografie

André Pascoal da Silva, Universidade de São Paulo

Doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

Literaturhinweise

Baldick, R. The Life of J.-K. Huysmans. Suffolk: Dedalus, 2021.

Baillot, A. Influence de la Philosophie de Schopenhauer en France (1860-1900). Paris: Vrin, 1927.

Compagnon, A. Os antimodernos: de Joseph de Maistre a Roland Barthes. Tradução: Laura Taddei Brandini. Belo Horizonte: UFMG, 2014.

Debona, V. Schopenhauer e as formas da razão: o teórico, o ético e o prático. São Paulo: Annablume, 2010.

Debona, V. Schopenhauer. São Paulo: Ideias & Letras, 2019.

Debona, V. A outra face do pessimismo: entre radicalidade ascética e sabedoria de vida. 2013. Tese (Doutorado em Filosofia) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013. doi:10.11606/T.8.2013.tde-27022014-101736. Acesso em: 2025-12-26.

Gimenes, G. de F. Sobre a metafísica da música: Schopenhauer, Wagner e Nietzsche. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, [S. l.], v. 15, n. 1, p. e88792, 2024. DOI: 10.5902/2179378688792. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/88792. Acesso em: 2025-12-26.

Hauser, A. História Social da Literatura e da Arte. Tomo II. Tradução: Walter H. Geenen. São Paulo: Mestre Jou, 1972.

Huysmans, J.-K. A caminho. Tradução: B. da Costa Pereira. Porto: Civilização Editora, 2007.

Huysmans, J.-K. En route. Paris : Gallimard, 1996, p. 58-9.

Huysmans, J.-K. A crucificação de Grünewald. ROLIM, Adriano Lacerda de Souza. J.-K. Huysmans: tradução comentada de escritos sobre arte (1867-1905). 2015, Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem, Campinas, SP. Disponível em: <http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/270067.

Ramos, F. C. Tragédia e Redenção: o significado moral na existência de Schopenhauer. Dissertação de mestrado. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-03092009-151426/publico/FLAMARION_CALDEIRA_RAMOS.pdf. Acesso em: 2026-02-27

Rodrigues, E. V. F. (2024). O fato da consciência moral na preleção sobre Metafísica dos Costumes de 1820 de Arthur Schopenhauer. Voluntas: Revista Internacional De Filosofia, 15(2), e88215. https://doi.org/10.5902/2179378688215. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/88215. Acesso em: 26 dez. 2025.

Roger, A. Schopenhauer, Huysmans et Zola. In: Schopenhauer. L’Herne. Paris: Éditions de L’Herne, 1997.

Ruffing, M. Aspectos das teorias do Direito em Kant e Schopenhauer. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, [S. l.], v. 15, n. 2, p. e89373, 2024. DOI: 10.5902/2179378689373. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/89373. Acesso em: 26 dez. 2025.

Schopenhauer, A. A metafísica do belo. Tradução: Jair Barboza. São Paulo: Unesp, 2003 [V III].

Schopenhauer, A. Sobre o fundamento da moral. Tradução: Maria Lúcia Cacciola. São Paulo: Martins Fontes, 1995 [E II].

Schopenhauer, A. O mundo como vontade e representação, vol. I. Tradução Jair Barboza. São Paulo: Unesp, 2015 [W I].

Schopenhauer, A. O mundo como vontade e representação, vol. II. Tradução Jair Barboza. São Paulo: Unesp, 2015 [W II].

Schopenhauer, A. Sobre a ética. Tradução: Flamarion C. Ramos. São Paulo: Hedra, 2014 [parte de Parerga e Paralipomena] [PII].

Schopenhauer, A. Metafisica dos costumes. Tradução: Eli Vagner Francisco Rodrigues. São Paulo: Unesp, 2024 [V IV] .

Smeets, M. Huysmans L’inchangé : histoire d’úne conversion. Disponível em: https://hdl.handle.net/2066/146931.

Viegnes, M. Le Milieu et L’Individu dans La Trilogie de Joris-Karl Huysmans : En route, La Cathédrale, L’Oblat. Paris : Nizet, 1986.

Veröffentlicht

2026-07-03

Zitationsvorschlag

Silva, A. P. da. (2026). J.-K. Huysmans leitor de Schopenhauer? Negação da vontade e metafísica do belo no romance En Route. Voluntas: International Journal of Philosophy, 17(1), e95054. https://doi.org/10.5902/2179378695054

Ausgabe

Rubrik

Schopenhauerian Studies (Continuous Flow)