As raízes da moral da prudência de Schopenhauer em Oráculo manual y arte de prudencia, de Baltasar Gracián

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DOI:

https://doi.org/10.5902/2179378696427

Palavras-chave:

Eudemonologia, Pessimismo, Sabedoria, Sofrimento, Virtudes

Resumo

Propomos investigar nesse artigo a antecipação conceitual que Baltasar Gracián realizou, em Oráculo manual y arte de prudencia, do pessimismo moral e da eudemonologia da prudência de Arthur Schopenhauer. Argumentaremos que algumas das teses mais importantes de Aforismos para a sabedoria de vida, do último, como a da superioridade eudemonológica do ser sobre o ter e o que representamos aos outros, e a noção de que “o insensato corre atrás dos prazeres da vida e se vê enganado, já o sábio evita seus males”, têm no pensador barroco uma importante raiz. Com base nisso, defenderemos que Gracián se destaca na literatura pessimista que influenciou Schopenhauer, e que isso explica parte do afastamento do último dos demais filósofos alemães modernos, que em geral, são mais otimistas.

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Biografia do Autor

Guilherme Marconi Germer, Universidade Estadual de Maringá

Doutorado em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas.

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Publicado

2026-07-16

Como Citar

Germer, G. M. (2026). As raízes da moral da prudência de Schopenhauer em Oráculo manual y arte de prudencia, de Baltasar Gracián. Voluntas: Revista Internacional De Filosofia, 17(1), e96427. https://doi.org/10.5902/2179378696427

Edição

Seção

XI Colóquio Internacional Schopenhauer

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