A pesquisa sociobiográfica com jovens: entre a imaginação sociológica e as tiranias da intimidade
DOI:
https://doi.org/10.5902/1984644495674Palavras-chave:
Biografias, Juventudes, PlataformizaçãoResumo
Este ensaio, fundamentado em obras que discutem o capitalismo tardio e a datificação da vida, pretende tensionar o movimento científico de valorização das narrativas de vida. Para isso, articula duas formas de trabalhar a relação entre indivíduo e sociedade, a imaginação sociológica (Mills,1976) e a imaginação psicológica (Sennett, 2022). O desenvolvimento de tal argumento culmina na defesa de que a utilização de dispositivos pedagógicos voltados às histórias de vida juvenis seja feita em atenção à ênfase nos processos sociológicos e históricos correspondentes, de modo a colaborar para a superação da ideia de subjetividade como fim em si mesmo. No contexto da plataformização e da digitalização da vida, as narrativas biográficas, quando orientadas por perspectivas que relativizam e contextualizam a experiência pessoal com a contribuição da História e das Ciências Sociais, podem contribuir tanto para a formação acadêmica quanto para a pesquisa com jovens. Para isso, entretanto, é crucial que os jovens compreendam as articulações contemporâneas entre as mediações tecnossociais e os modos de construção de si.
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