A pesquisa sociobiográfica com jovens: entre a imaginação sociológica e as tiranias da intimidade

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.5902/1984644495674

Mots-clés :

Biografias, Juventudes, Plataformização

Résumé

Este ensaio, fundamentado em obras que discutem o capitalismo tardio e a datificação da vida, pretende tensionar o movimento científico de valorização das narrativas de vida. Para isso, articula duas formas de trabalhar a relação entre indivíduo e sociedade, a imaginação sociológica (Mills,1976) e a imaginação psicológica (Sennett, 2022). O desenvolvimento de tal argumento culmina na defesa de que a utilização de dispositivos pedagógicos voltados às histórias de vida juvenis seja feita em atenção à ênfase nos processos sociológicos e históricos correspondentes, de modo a colaborar para a superação da ideia de subjetividade como fim em si mesmo. No contexto da plataformização e da digitalização da vida, as narrativas biográficas, quando orientadas por perspectivas que relativizam e contextualizam a experiência pessoal com a contribuição da História e das Ciências Sociais, podem contribuir tanto para a formação acadêmica quanto para a pesquisa com jovens. Para isso, entretanto, é crucial que os jovens compreendam as articulações contemporâneas entre as mediações tecnossociais e os modos de construção de si.

Bibliographies de l'auteur-e

Priscila Oliveira Coutinho, Universidade Federal de Minas Gerais

Professora de sociologia da educação do departamento de ciências aplicadas à educação da faculdade da FAE/UFMG

Juliana Batista dos Reis, Universidade Federal de Minas Gerais

Graduada em Ciências Sociais (Bacharelado/Licenciatura) pela Universidade Federal de Minas Gerais (2005). Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos (2009). Doutora em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais com estágio sanduíche na Universidade do Porto (2014). Atualmente é Professora Adjunta do Departamento de Ciências Aplicadas à Educação e do Programa de Pós Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais. Editora adjunta do periódico Educação em Revista (UFMG). Compõe a coordenação do Programa de Pesquisa, Ensino e Extensão Observatório da Juventude da UFMG (https://observatoriodajuventude.ufmg.br). Atua nas áreas da Sociologia da Educação e Sociologia da Juventude, com ênfase nos temas: processos de socialização e individualização contemporâneos, relações juventude/escola, Ensino Médio, culturas juvenis, territórios urbanos, cibercultura

Sofia Ramos Jayme, Universidade Federal de Minas Gerais

Mestranda em Educação pelo Programa de Pós Graduação em Educação: Conhecimento e Inclusáo Social. Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2020 - 2023) com especialização em Acessibilidade e Inclusão. Fez parte do Projeto de Extensão 1000 Futuros Cientistas, da Metapesquisa sobre criança, infância e Educação Infantil do Nepei/ UFMG e do Projeto de Extensão - Clima escolar pós pandemia em parceria com a PBH. Hoje, é professora de Educação Infantil na rede privada de Belo Horizonte e mestranda em Sociologia da Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais

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Publié-e

2026-08-14

Numéro

Rubrique

Dossiê – Do vivido ao narrado: os caminhos da pesquisa-formação com jovens estudantes