A raça e suas intersecções no desenho curricular dos professores de história da Província de Buenos Aires

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/1984644492113

Palavras-chave:

Raça, Interseccionalidade, Desenho curricular

Resumo

Este artigo explora e analisa os usos da "raça" e suas interseções no desenho curricular dos professores de história em 2022 na Província de Buenos Aires, Argentina. Para tanto, identifica os princípios e as apostas políticas e pedagógicas que o sustentam, e como as hierarquias e desigualdades raciais, e suas intersecções, são abordadas neste Desenho.  Ao mesmo tempo, torna visíveis os discursos e os conteúdos curriculares contra hegemônicos que disputam e propõem reinterpretações em tal currículo. Argumenta-se que a incorporação de debates interseccionais ajuda a construir um currículo mais receptivo a todos os atores que compõem a sociedade, especialmente aqueles como indígenas e afrodescendentes que foram desligados dessas narrativas. Ao agregar outras categorias além de "gênero", o desenho curricular contribui para uma formação docente mais plural e mais conectada à diversidade e aos problemas enfrentados pelos diferentes grupos da sociedade. Embora ainda haja dívidas e desafios pendentes, seu compromisso é profundamente progressista e emancipatório.

Biografia do Autor

Anny Ocoró Loango, Universidad Nacional de Tres de Febrero

Possui doutorado em Ciências Sociais pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais – Argentina (2014). Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia da Cultura e políticas públicas. Anny Ocoró Loango é Doutora em Ciências Sociais pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO Argentina). Docente e pesquisadora em projetos educativos e políticas sociais, além de atuar no desenho e implementação de propostas pedagógicas. Trabalhou com temáticas relacionadas a afrodescendentes e educação, reconhecimento, diversidade cultural e políticas educacionais para a igualdade racial. É Mestre em Ciências Sociais com orientação em Educação pela mesma instituição e integra o grupo de pesquisa de Estudos Socioculturais da Universidad de los Andes (Colômbia) e o grupo UNIAFRO da Universidad San Martín (Argentina).

  Compartilhar   Exportar   Reescrever             Relacionado Como posso traduzir para o português a descrição da formação e experiência de Anny Ocoró Loango      

Referências

ALMEIDA, Silvio Luiz de. O que é racismo estrutural. Belo Horizonte: Letramento, 2018.

BAUDELOT, Christian; ESTABLET, Roger. La escuela capitalista. México: Siglo XXI, 1990.

BERNSTEIN, Basil. Pedagogía, control simbólico e identidad. Madrid: Morata, 1998.

BOURDIEU, Pierre; PASSERON, Jean-Claude. La reproducción: elementos para una teoría del sistema de enseñanza. Madrid: Popular, 1970.

COLLINS, Patricia Hill. Se perdeu na tradução?Feminismo negro,interseccionalidade e política emancipatória. Revista Parágrafo, São Paulo, v. 5, n. 1, p. 6-17, jan./jun. 2017.

CONNELL, Raewyn W. Escuelas y justicia social. Madrid: Morata, 1997.

CONNELL, Raewyn. Escuelas y justicia social. Madrid: Morata, 2006.

DA SILVA, Tomaz Tadeu. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.

DIRECCIÓN GENERAL DE CULTURA Y EDUCACIÓN. Resolución 3609/22. Diseño curricular del Profesorado de Educación Secundaria en Historia. La Plata, 2022.

FINOCCHIO, Silvia. La investigación sobre la enseñanza de la historia. Clio& Asociados, 2016.

FRICKER, Miranda. Injusticia epistémica. Barcelona: Herder, 2007.

McCALL, Leslie. Thecomplexityofintersectionality. Signs, v. 30, n. 3, p. 1771-1800, 2005.

OCORÓ LOANGO, Anny. Afroargentinidad y memoria histórica: la negritud en los actos escolares del 25 de mayo. 2010. Tesis (Maestría en Ciencias Sociales) – FLACSO, Argentina, 2010.

OCORÓ LOANGO, Anny. O racismo e a hegemonia do privilégio epistêmico. Revista de Filosofia Aurora, v. 33, n. 59, 2021. DOI: http://dx.doi.org/10.7213/1980-5934.33.059.DS05

OLELA, Henry. Los fundamentos africanos de la cultura griega. In: EZE, Emmanuel Chukwudi (ed.). Pensamiento africano, filosofía. Biblioteca de Estudios Africanos, 2002.

OROZCO-MARÍN, Yenny Andrea; CERTUCHE-MARTÍNEZ, Juan Andrés. Blanqui-tud y educación antirracista: experiencias y reflexiones desde la enseñanza de la biología y las ciencias sociales. Nodos y Nudos, v. 7, n. 50, 2021. DOI: https://doi.org/10.17227/nyn.vol7.num50-12559

ROCHA, Ana Maria da. A exclusão intelectual do pensamento negro. Pólemos – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília, v. 3, n. 5, p. 103–119, 2014. DOI: https://doi.org/10.26512/pl.v3i5.11587

TERIGI, Flavia. Para entender el curriculum escolar. In: TERIGI, Flavia (org.). Curriculum. Itinerarios para aprender unterritorio. Buenos Aires: Santillana, 1999.

TROUILLOT, Michel-Rolph. Una historia impensable: la Revolución haitiana como un no-acontecimiento. In: TROUILLOT, Michel-Rolph. Silenciandoelpasado. [S.l.]: Beacon Press; International Editors' Co., 1995. Cap. 3.

VIVEROS VIGOYA, Mara. La interseccionalidad: una aproximación situada a la dominación. Debate Feminista, v. 52, p. 1-17, out. 2016.

YOUNG, Michael F. D. (ed.). Knowledge and control: new directions for the sociology of education. London: Collier Macmillan, 1971.

WALBY, Sylvia. Modernities/globalisation/complexities. Paper presented to conference of the British Sociological Association, University of York, 2009.

YUVAL-DAVIS, Nira. Intersectionality and feminist politics. European Journal of Women’s Studies, v. 13, n. 3, 2006.

Publicado

2026-02-18

Como Citar

Ocoró Loango, A. O. (2026). A raça e suas intersecções no desenho curricular dos professores de história da Província de Buenos Aires . Educação, 51(1), e22/01–24. https://doi.org/10.5902/1984644492113

Edição

Seção

Dossiê: Intersecções e pesquisas sobre gênero, racialidade e Ensino Superior

Categorias