La Base Curricular Común Nacional, el neoliberalismo y la pérdida de experiencia como desafíos a la formación
DOI:
https://doi.org/10.5902/1984644485463Palabras clave:
Educación, Base Nacional Curricular Común, Neoliberalismo, ExperienciaResumen
La educación es un espacio de disputa, tanto como signo como espacio formal. Este ensayo pretende desarrollar algunas cuestiones contemporáneas que impactan directamente en el ámbito educativo y, por tanto, en la escuela. Tales temas son: el régimen político-económico neoliberal que determina currículos y prácticas, la pérdida de experiencia que también se manifiesta en las instituciones educativas y, finalmente, el documento oficial que aparece como reflejo de la actualidad, la Base Nacional Curricular Común (BNCC) como expresión de este régimen actual. La observación de estos tres elementos demuestra cómo están profundamente entrelazados y se retroalimentan mutuamente. Por tanto, el objetivo de este estudio es analizar en qué medida la experiencia formativa expresada en el BNCC, en adaptación al neoliberalismo, conduce a una pérdida de formación y experiencia. El análisis documental se realizó a partir de algunos aportes teóricos, especialmente Larrosa (2002), Libâneo (2018), Freitas (2014), Benjamin (2017) y Adorno (2000). Parece que, en las modalidades de enseñanza orientada a la instrumentalización y preparación para el mercado laboral, en ocasiones no hay espacio para la formación integral del sujeto, ni siquiera para el desarrollo de experiencias, ya que el objetivo y la percepción del tiempo en este sistema imposibilitan prácticas de formación que escapen al sesgo utilitarista. Repensar la educación y estudiar críticamente los documentos oficiales son tareas necesarias para que la experiencia formativa no actúe cada vez más como una mera adaptación al mundo, sino que opere formativamente, es decir, a contrapelo de un régimen abrumador.
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