Calidad, eficiencia y modernización: los discursos del Programa “Escuela Socio”
DOI:
https://doi.org/10.5902/1984644493426Palabras clave:
Políticas educativas, Gestión escolar, Asociación público-privadaResumen
El objetivo de este artículo es analizar las políticas de privatización de la gestión escolar en el marco del Programa "Socio Escolar" (PPE), establecido por la Ley Estatal n° 22.006/2024 en el estado de Paraná, a partir del mapeo de categorías políticas recurrentes en la producción textual, con énfasis en los documentos que sustentan la implementación de esta política en la red estatal de educación pública. El enfoque analítico se refiere a las probables implicaciones de esta política de privatización de la gestión escolar en las escuelas públicas dentro de la red estatal de educación pública. Es el resultado de una investigación exploratoria, de carácter teórico-bibliográfico y documental, cuyos resultados demostraron que la implementación de este programa presenta mecanismos para intensificar la relación público-privada y la mercantilización de la educación pública. El Paraná Educação, responsable de la implementación del PPE (Programa para la Promoción de la Educación), es una entidad jurídica privada sin fines de lucro que, según la Ley n° 9.790 de 1999, exige la publicación de un Convenio de Asociación que detalle las medidas para la contratación de obras, servicios y compras que involucren fondos públicos. Los resultados muestran que las categorías políticas de Calidad, Eficiencia y Modernización, recurrentes en los contratos, avisos públicos y mensajes oficiales analizados, contradicen los resultados que el programa promueve en la práctica, ya que su acción se fundamenta en una medida ultraneoliberal y representa una retórica económica para justificar las declaraciones de privatización de la gestión escolar.
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